Questões de Concurso
Comentadas sobre trabalho e serviço social: perfil, demanda, prática e competências profissionais em serviço social
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Na sociedade burguesa, quanto mais se desenvolve a produção capitalista, mais as relações sociais de produção se alienam dos próprios homens, confrontando-os como potências externas que os dominam.
IAMAMOTO, M. V. Serviço Social em tempo de capital fetiche: capital
financeiro, trabalho e questão social. 4. ed. São Paulo: Cortez, 2010, com
adaptações.
No tocante à produção e à reprodução das relações sociais na sociedade capitalista, julgue o item a seguir.
O capital, em seu movimento de valorização, produz mais
visibilidade para o trabalho e para a supervalorização do
humano, condizente com a indiferença ante a esfera das
necessidades sociais e dos valores de uso.
No palco da história do século 21, o novo ciclo de expansão do capitalismo transnacional redesenha o mapa do mundo.
IAMAMOTO, M. V. Serviço Social em tempo de capital fetiche: capital
financeiro, trabalho e questão social. 4. ed. São Paulo: Cortez, 2010, com
adaptações.
Com base na premissa apresentada no texto, julgue o item a seguir.
Para alguns estudiosos, a transição do capitalismo
competitivo ao monopolista no Brasil ocorreu por
caminhos que fogem ao modelo universal da
democracia burguesa.
No palco da história do século 21, o novo ciclo de expansão do capitalismo transnacional redesenha o mapa do mundo.
IAMAMOTO, M. V. Serviço Social em tempo de capital fetiche: capital
financeiro, trabalho e questão social. 4. ed. São Paulo: Cortez, 2010, com
adaptações.
Com base na premissa apresentada no texto, julgue o item a seguir.
A atual inserção do Brasil na divisão internacional do
trabalho, como um país de economia dita emergente em
um mercado mundializado, carrega a história de sua
formação social, imprime um caráter peculiar à organização
da produção, às relações entre o Estado e a sociedade, e
atinge a formação do universo político-cultural das classes,
dos grupos e dos indivíduos sociais.
( ) Segundo o autor, as principais análises teóricas referentes ao trabalho/exercício/prática profissional ainda têm identificado o assistente social como o profissional que “faz tudo”.
( ) Segundo o autor, o Serviço Social tem ampliado suas produções científicas e, hegemonicamente, sinalizado que a dimensão investigativa é constituinte da formação profissional do assistente social. Dessa forma, é necessário que seja garantida sua horizontalidade ao longo de tal formação.
( ) Segundo o autor, de forma geral, a tradução das dimensões teórica, ética, política e técnica‑operativa como base da dimensão investigativa não tem se processado na formação profissional em Serviço Social. Portanto, o acadêmico em Serviço Social, embora muitas vezes entenda que é preciso ter uma postura investigativa, não tem sido instrumentalizado para sua apropriação como dimensão constitutiva da intervenção profissional.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas retiradas do texto “A atitude investigativa no trabalho do assistente social”, de Cristina Kologeski Fraga.
Texto I
“Afirmar que o Serviço Social é uma profissão inscrita na divisão social e técnica do trabalho como uma especialização do trabalho coletivo e identificar o seu sujeito vivo como trabalhador assalariado implica problematizar como se dá a relação de compra e venda dessa força de trabalho a empregadores diversos, como o Estado, as organizações privadas empresariais, não governamentais ou patronais. Trata-se de uma interpretação da profissão que pretende desvendar suas particularidades como parte do trabalho coletivo, uma vez que o trabalho não é a ação isolada de um indivíduo, mas é sempre atividade coletiva de caráter eminentemente social.” Fonte: RAICHELIS, Raquel. O assistente social como trabalhador assalariado: desafios frente às violações de seus direitos. Serviço Social & Sociedade, n.º 107, São Paulo, jul-set. 2011.
Texto II
“Na esfera pública, os atuais 5.570 municípios brasileiros são os que mais absorvem assistentes sociais, especialmente por meio da Política Nacional de Assistência Social (PNAS). É necessário salientar as particularidades da atuação nos pequenos municípios com menos de vinte mil habitantes. Aí os profissionais são sujeitos à maior polivalência no nível das demandas, à precariedade de recursos materiais que afetam as condições básicas de trabalho, assim como à maior ingerência das forças políticas locais no trabalho cotidiano. Alia-se a existência de fronteiras pouco nítidas entre o público e o privado que têm lugar na cultura política brasileira, favorecendo os clientelismos, patrimonialismos e coronelismos contemporâneos [...]. O exercício da profissão exige um sujeito profissional que tenha competência para propor os seus projetos e negociá-los com a instituição e defender o seu campo de trabalho, suas qualificações e atribuições profissionais. Requer ir além das rotinas institucionais para buscar apreender, no movimento da realidade e na aproximação, as forças vivas de nosso tempo, tendências e possibilidades aí presentes passíveis de serem apropriadas pelo profissional e transformadas em projetos de trabalho profissional. ” Fonte: IAMAMOTO, Marilda Villela. A formação acadêmico-profissional no Serviço Social brasileiro. Serviço Social & Sociedade, n.º 120, São Paulo, out-dez. 2014. Adaptado.
Ao considerar os dois textos acima, os fundamentos sócio-históricos do Serviço Social e as particularidades do trabalho dos assistentes sociais, é possível afirmar que:
( ) O vínculo da imagem do Serviço Social com os direitos na recusa da benemerência.
( ) A redução dos espaços ocupacionais na órbita das políticas públicas nos níveis federal, estadual e municipal, alargando o mercado de trabalho especializado.
( ) A redução das competências do assistente social para além da execução de políticas, incluindo sua formulação, avaliação e financiamento.
( ) A consolidação da formação pós-graduada (mestrado e doutorado) na universidade pública, o desenvolvimento de cursos de especialização nas áreas mais representativas do mercado de trabalho.