Questões de Concurso
Sobre surgimento e institucionalização do serviço social em serviço social
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Considere o Serviço Social na contemporaneidade e analise os itens abaixo:
I- O assistente social é um profissional que tem como objeto de trabalho a questão social com suas diversas expressões, formulando e implementando propostas para seu enfrentamento, por meio das políticas sociais, públicas, empresariais, de organizações da sociedade civil e movimentos sociais
. II- O assistente social busca a inclusão social e a participação das classes subalternas, por meio de formas alternativas e estratégicas de ação. Pois procura conhecer a realidade em que atua e possuir compromisso ético com a classe trabalhadora e com a quantidade dos serviços prestados
III- Para uma reflexão do Serviço Social na atualidade, com suas demandas e perspectivas nesse momento histórico, é necessário situá-lo em sua trajetória histórica e revelar o legado desse momento com seus rebatimentos no contexto do século da globalização.
Dos itens acima:
( ) O Serviço Social se constituiu como profissão, atuante junto à classe trabalhadora e pauperizada, em um contexto pautado pelo racismo como mediador nas relações sociais capitalistas.
( ) No Serviço Social é necessário “[...] retroagir criticamente aos períodos anteriores à abolição para desvendar as singularidades presentes na transição do trabalho escravo para o assalariamento”. O desafio pode ser justamente deslocar o ponto de partida para avançar nos estudos e debates sobre a desigualdade no país, e nas estratégias propositivas e interventivas da profissão. E, consequentemente, esse deslocamento também poderá provocar uma análise cuidadosa da construção histórica do Serviço Social, visto que “[...] somente apoiada numa concepção teórica capaz de fazer a crítica do existente é que a profissão pode dar o mergulho ontológico que lhe permite alcançar os seus fundamentos”.
( ) Existe uma lacuna na compreensão da formação sócio-histórica brasileira que foi adotada por diversas profissões, e mesmo com perspectivas mais críticas, o Serviço Social não esteve imune. Inclusive, a cristalização da realidade social, sem considerar as particularidades da classe trabalhadora, edifica uma cultura de formação profissional que vela determinações fundamentais para compreensão/estudo da “questão social” e suas expressões, sobretudo aquelas edificadas e permeadas pelo racismo.
( ) A abordagem da questão racial para entender a constituição histórica da sociedade brasileira e o Serviço Social no movimento dessa história pode ser um caminho interessante para ultrapassar a visão unilateral das produções intelectuais, mas também pode ser um campo que atravessa as barreiras impostas pelo racismo acadêmico. Acreditamos, assim como outros(as) pesquisadores(as) já vêm sinalizando, ser fundamental estarmos alertas para as trajetórias e as produções de intelectuais negros(as) como aportes teóricometodológicos que colocam em xeque as diversas determinações da raça e do racismo na formação sócio-histórica brasileira.
Esta perspectiva se manifesta no interior da complexa dialética de ruptura e continuidade com o passado profissional, sem prejuízo dos elementos renovadores que apresenta. Buscase aperfeiçoar as antigas práticas profissionais de acordo com as novas exigências do perfil profissional, ou seja, busca-se mantê-las num viés mais crítico que pudesse apresentar argumentos plausíveis para adentrar a nova prática profissional. Nessa perspectiva a demanda do aporte teórico do pensamento fenomenológico surge como a faceta mais proeminente das colocações significativas dos autores. Não impõe mudanças significativas no agir profissional pois mantém em seu seio algumas práticas conservadoras. (NETTO, 2005):
( ) A questão social é a base da fundação do serviço social na sociedade, sendo, portanto, o ponto de partida estruturador a ser feita nos currículos de Serviço Social.
( ) A questão social refere-se as relações sociais que fundam a sociedade do capital também geradoras da questão social, portanto, presididas de desigualdades nas esferas de produção e distribuição dos meios de vida e de trabalho, apropriados privativamente.
( ) O Serviço social ao definir como objeto a questão social parou no tempo, pois a questão social é indecifrável.
( ) A questão social é objeto em constante movimento: é possível descrevê-la por meio de suas expressões, nunca a definir.
( ) A questão social se refere as situações sociais-problemas que se manifestam nas relações sociais e são assim enfrentadas pelo Estado.
I. o primeiro se relaciona com a explicitação de princípios e valores ético‐políticos.
II. o segundo se refere à matriz teórico‐metodológica em que se ancora.
III. o terceiro emana da crítica radical à ordem social vigente – a da sociedade do capital – que produz e reproduz a miséria ao mesmo tempo em que exibe uma produção monumental de riquezas.
IV. o quarto se manifesta nas lutas e posicionamentos políticos acumulados pela categoria através de suas formas coletivas de organização política em aliança com os setores mais progressistas da sociedade brasileira.
Todos esses elementos constitutivos têm em sua base os componentes que lhe dão materialidade. Ou seja, aqueles elementos se objetivam e se expressam na realidade – podemos dizer: ganham visibilidade social – por meio de determinados componentes construídos pelos(as) próprios(as) assistentes sociais. Sobre tais componentes, informe se é verdadeiro (V) ou falso (F) para o que se afirma e assinale a alternativa com a sequência correta.
( ) A produção de conhecimentos no interior do Serviço Social.
( ) As instâncias político-organizativas da profissão.
( ) A efetivação integral do projeto ético-político.
( ) A dimensão jurídico-política da profissão.
I. Esse referencial vai permear as ações voltadas à formação de assistentes sociais na sociedade brasileira (o currículo de 1982 e as atuais diretrizes curriculares); os eventos acadêmicos e aqueles resultantes da experiência associativa dos profissionais, como suas Convenções, Congressos, Encontros e Seminários; está presente na regulamentação legal do exercício profissional e em seu Código de Ética.
II. Sob sua influência ganha visibilidade um novo momento e uma nova qualidade no processo de recriação da profissão na busca de sua ruptura com seu histórico conservadorismo e no avanço da produção de conhecimentos, nos quais a tradição marxista aparece hegemonicamente como uma das referências básicas.
III. Obviamente, este processo de construção da hegemonia de novos referenciais teórico‐ metodológicos e interventivos, a partir da tradição marxista, para a profissão ocorre em um amplo debate em diferentes fóruns de natureza acadêmica e/ou organizativa, além de permear a produção intelectual da área. Trata‐se de um debate plural, que implica na convivência e no diálogo de diferentes tendências, mas que supõe uma direção hegemônica.
I. A profissão assume as inquietações e insatisfações deste momento histórico e direciona seus questionamentos ao Serviço Social crítico através de um amplo movimento, de um processo de revisão global, em diferentes níveis: teórico, metodológico, operativo e político.
II. Este movimento de renovação que surge no Serviço Social na sociedade latino‐americana impõe aos assistentes sociais a necessidade de construção de um novo projeto comprometido com as demandas das classes subalternas, particularmente expressas em suas mobilizações.
III. É no bojo deste movimento, de questionamentos à profissão, não homogêneos e em conformidade com as realidades de cada país, que a interlocução com o marxismo vai configurar para o Serviço Social latino-americano a apropriação de outra matriz teórica: a teoria social de Marx, embora essa apropriação se efetive em tortuoso processo.
I. Em 1932, é criado o Centro de Estudos e Ação Social (CEAS), entidade que seria fundadora e mantenedora da primeira Escola de Serviço Social do país. O Centro surge após um curso intensivo de “formação social para moças”, organizado pelas Cônegas de Santo Agostinho de 1º de abril a 15 de maio de 1932.
II. Nesse momento, a "questão social" é vista a partir do pensamento social da Igreja, como questão econômica e cultural, como um conjunto de problemas sob a responsabilidade coletiva do Estado, embora situados dentro de relações capitalistas.
III. Os referenciais orientadores do pensamento e da ação do emergente Serviço Social brasileiro têm sua fonte na Doutrina Social da Igreja, no ideário francobelga de ação social e no pensamento de São Tomás de Aquino.
(NETTO, José Paulo. O Movimento da Reconceituação – 40 anos depois. In: Revista Serviço Social e Sociedade, 84, Ano XXVI, novembro de 2005, São Paulo: Cortez.)
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