Questões de Concurso
Comentadas sobre proteção social à criança, ao adolescente e à família em serviço social
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A prática do crime é tão antiga quanto a humanidade. Mas o crime global, a formação de redes entre poderosas organizações criminosas e seus associados, com atividades compartilhadas em todo o planeta, constitui um novo fenômeno que afeta profundamente a economia no âmbito internacional e nacional, a política, a segurança e, em última análise, as sociedades em geral. A Cosa Nostra siciliana e suas associadas, a máfia norte-americana, os cartéis colombianos e mexicanos, as redes criminosas nigerianas, a Yakuza do Japão, as tríades chinesas, a constelação formada pelas mafiyas russas, os traficantes de heroína da Turquia, as posses jamaicanas e um sem-número de grupos criminosos locais e regionais em todos os países uniram-se em uma rede global e diversificada que ultrapassa fronteiras e estabelece vínculos de todos os tipos.
Manuel Castells. Fim de milênio. São Paulo: Paz e Terra, 1999, p. 203-4 (com adaptações).
Especialistas apontam diversos fatores determinantes para a aproximação de crianças e adolescentes ao tráfico de drogas, fenômeno que atinge número significativo de países. De problemas domésticos com a família à violência dos agentes do Estado (polícia), da falta de alternativas realçada pela baixa escolaridade ao elevado nível de desemprego, passando por racismo, baixa auto-estima e preconceito, não são poucos os fatores que levam a essa aproximação.
Durante o acompanhamento dessa família, o assistente social deve elaborar relatório informativo toda vez que surgir uma nova informação com desdobramentos na problemática que motivou o acompanhamento.
O conteúdo significativo de um estudo social, expresso em relatórios ou no laudo social, reporta-se exclusivamente às expressões da questão social, não sendo adequada a inclusão de questões psicológicas.
A intervenção em situação sintomática inclui ações de cuidados voltadas para situações em que as famílias, não tendo encontrado soluções ou respostas adequadas para os desafios cotidianos — alcoolismo, depressão, violência —, expressam sinais de sofrimento.
A intervenção em situações familiares especiais — desemprego, prisão, doenças, migração — tem caráter prioritariamente individual e curativo para fortalecer aquele que apresenta o problema.
O objetivo da intervenção em situações familiares é identificar as fontes de dificuldades e trabalhar exclusivamente as possibilidades de mudanças nas relações da família com a sociedade, sem interferir nas suas relações internas.
Os acontecimentos próprios da vida das famílias — nascimentos, mortes, envelhecimento, casamentos, separações — não alteram o caráter dos vínculos familiares e as formas de inserção dos grupos familiares na sociedade.
A vulnerabilidade à pobreza não está relacionada às tipologias ou arranjos familiares e ao ciclo de vida das famílias, mas sim a fatores exclusivos da conjuntura econômica e das qualificações específicas dos indivíduos.
Houve uma revolução na área da reprodução humana, mudança de valores e liberalização de hábitos e costumes.
Ocorreram mudanças radicais na organização das famílias, entre as quais se observam processos de empobrecimento acelerado e de (des)territorialização gerada pelos movimentos migratórios.
As transformações relacionadas à ordem econômica, à organização do trabalho e, principalmente, ao enfraquecimento da lógica individualista, atingem profundamente a sociedade contemporânea.
Severino e Ângela, casados, residentes na vila, pais de duas meninas, uma de três e outra de quatro anos de idade, saem freqüentemente de casa para beber e dançar forró na pracinha da vila, de onde sempre voltam alcoolizados. As filhas ficam sozinhas e trancadas em casa. Nessa situação, não há medida a ser tomada, porque os pais são os responsáveis pela segurança dos filhos.
Olavo, agricultor na periferia da vila, retirou da escola seus filhos Sérgio, de 8 anos de idade, e Rita, de 9 anos de idade, para ajudá-lo na lavoura. Nessa sistuação, o Conselho Tutelar pode determinar que Olavo recoloque seus filhos na escola.
Joana, dona de casa e moradora da vila, descobriu que uma vizinha facilita encontros da filha de 14 anos de idade com caminhoneiros de passagem pela vila. Nessa situação, Joana deve denunciar a vizinha por meio do Disque Denúncias de Abuso e Exploração Sexual Contra Crianças e Adolescentes, do Ministério da Saúde. A ligação é gratuita e pode ser feita do telefone público na praça da vila.
Em razão da pobreza, a longevidade média da população é baixa, embora haja alguns idosos com idades que variam entre os 60 e os 75 anos de idade. Nessa situação, de acordo com a lei, somente os idosos com mais de 70 anos de idade terão o direito a atendimento prioritário na agência dos Correios da vila, ou em outros prestadores de serviços.