Questões de Concurso Sobre políticas sociais pós constituição federal de 1988 e no contexto neoliberal em serviço social

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Q2429324 Serviço Social

A emergência do Serviço Social no Brasil está vinculada às respostas do Estado e da burguesia no enfrentamento à questão social, sobremaneira por intermédio das políticas sociais. Nesse diapasão, o surgimento da profissão está vinculado

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Q2428616 Serviço Social

Estudos apontam que a estratégia neoliberal tende a instrumentalizar um conjunto de valores, práticas, sujeitos, instâncias: o chamado “terceiro setor”, os valores altruístas de “solidariedade individual” e do voluntarismo e as instituições e organizações que em torno deles se movimentam. O conceito ideológico do “terceiro setor” contribui para o objetivo do capital de instrumentalizar a sociedade civil. Portanto, a funcionalidade do “terceiro setor” pode ser identificada das formas descritas a seguir, à EXCEÇÃO de uma:

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Q2377504 Serviço Social
A Constituição de 1988 estabeleceu novos fundamentos para o atual Sistema de Proteção Social no Brasil, ao definir o conceito de Seguridade Social e ao reconhecer os direitos sociais das classes marginalizadas em nossa sociedade. Em seu artigo 194, a Constituição Federal define a Seguridade Social como sendo um “conjunto integrado de ações de iniciativa dos poderes públicos e da sociedade, destinadas a assegurar os direitos relativos à saúde, à previdência e à assistência social”. Nesse contexto, analise os itens a seguir, julgando-os como verdadeiros (V) ou falsos (F).

I. A noção de Seguridade que é delineada na Constituição brasileira a concebe como um sistema que visa cobrir diversas situações sociais que podem afetar a população ao longo de sua vida, em seu trabalho e em momentos de insuficiência de renda.

II. A Seguridade Social é uma forma de cobertura social que não depende de custeio individual direto.

III. A Constituição brasileira trouxe como inovações em relação ao sistema de proteção social: a centralização da responsabilidade do Estado na regulamentação, normatização, proposição e execução das políticas públicas de proteção social, bem como a proposta de descentralização e participação da sociedade no controle das políticas sociais.

IV. A Seguridade Social, enquanto forma de assistencialismo aos segmentos mais empobrecidos da sociedade, visa ao atendimento de um restrito conjunto de necessidades de alguns segmentos da sociedade, estando adstrita às atividades do plantão social, atenções em emergências e distribuição de auxílios financeiros, como é o caso do Programa Bolsa Família.

V. É característica distintiva da Constituição de 1988 o desenho de sistemas de políticas de saúde e de assistência de forma centralizada e impositiva, tendo na esfera federal o seu ator mais importante. 


Assinale a única alternativa que indica a sequência correta de respostas. 
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Q2352698 Serviço Social
O neoliberalismo legou ao Estado brasileiro a partir dos anos de 1990 a implementação de uma agenda de privatização de parte das empresas públicas e serviços de bem-estar social, assim como a introdução de práticas de gestão desenvolvidas no setor privado nas instituições e serviços público-estatais, sob o manto argumentativo de eficiência e qualidade. Tal modelo de gestão adotado na Administração Pública com repercussões nas instituições, nas políticas sociais e no exercício profissional das(os) assistentes sociais é identificado como 
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Q2352694 Serviço Social
A desqualificação do Estado tem sido o fundamento da ideologia neoliberal, a partir do qual
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Q2352688 Serviço Social
Com a promulgação da Constituição de 1988, as políticas públicas na década de 1980 e, principalmente, na de 1990, adotaram um modelo que sobrecarrega de atribuições sociais e legais as famílias, com tendências de afastamento da proteção social sob responsabilidade do Estado. Esse modelo é identificado como
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Q2352687 Serviço Social
Disciplina fiscal, redução dos gastos públicos, privatização de empresas estatais, desregulamentação, entre outras, são caraterísticas do
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Q2350266 Serviço Social
A Constituição Federal do Brasil, do artigo 194 ao 204, trata de questões relacionadas à seguridade social. Qual das seguintes afirmações NÃO está de acordo com esses artigos?
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Q2346783 Serviço Social
O ambiente da transição democrática motivou os assistentes sociais e parcela significativa da sociedade brasileira, a engrossar a onda progressista em defesa das liberdades democráticas e da democratização do Estado. Esse movimento culminou com a massiva luta por eleições diretas, ainda que sem o êxito almejado, dado que, seguindo o ritmo da transição pelo alto, permaneceram indiretas, como nos falam alguns autores. Desse modo,...

Assinale a alternativa que continua corretamente a reflexão iniciada no enunciado:
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Q2346781 Serviço Social
No Brasil, os embates que levaram à derrocada da ditadura civil-militar na década de 1980, e que constituíram importantes instrumentos de luta da classe trabalhadora, foram resolvidos com conciliação, em um processo de “redemocratização” e de promulgação de uma nova Constituição Federal em que alguns direitos foram assegurados em troca da permanência de instrumentos de dominação autocrática burguesa Importa lembrar, dentre outros limites, que, no processo da anistia, os crimes dos setores militares, empresariais e civis, no período de mais de mais de vinte anos de ditadura, ficaram impunes e foi mantido o instrumento de tutela militar. Essa situação foi assegurada pelo... (Assinale a alternativa correta):
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Q2346541 Serviço Social
Leia o texto a seguir para responder à questão.


Em 2016, a Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Alto Comissariado em Emprego em Saúde e Crescimento Econômico criado pelo Secretário-Geral das Nações Unidas analisaram cuidadosamente o setor de saúde global e concluíram que “negócios, como sempre, são insustentáveis”. Um forte posicionamento. A epidemia de Ebola, em 2014-2015, na África Ocidental, estava fresca na mente dos membros do Comissariado; ao analisá-la, observaram no relatório final: “vimos como a inação e o subinvestimento crônico podem comprometer a saúde humana e também levar a sérios retrocessos econômicos e sociais. Investir nos trabalhadores da saúde é uma parte de um objetivo mais amplo de fortalecimento dos sistemas de saúde e de proteção social e constitui essencialmente a primeira linha de ação contra as crises sanitárias internacionais”. Em 2030, escreveram os comissários, o mundo precisará de pelo menos mais 40 milhões de trabalhadores da saúde e de serviço social; a projeção deles considerava um déficit de pelo menos 18 milhões de trabalhadores da saúde – a maior parte nos países mais pobres. Isso anos antes do coronavírus ter, rapidamente, se espalhado pelo mundo. Em fevereiro de 2018, um grupo de 30 microbiologistas, zoólogos e especialistas em saúde pública se reuniram na sede da OMS, em Genebra. Eles criaram uma lista prioritária de vírus perigosos, particularmente aqueles contra os quais não havia vacinas; a lista final continha SARS, MERS e uma chamada Doença X. Peter Daszak, presidente do Fórum de Ameaças Microbianas das Academias Nacionais de Ciência, Engenharia e Medicina, que estava na reunião, disse recentemente que A COVID-19 é semelhante ao que os cientistas entenderam como a Doença X. Falando em prever a COVID-19, Daszak disse ao The New York Times: “O problema não é que a prevenção fosse impossível. Foi muito possível. Mas nós não a fizemos. Os governos acharam que era muito caro. As empresas farmacêuticas operam com fins lucrativos” [...]. O alerta deles não foi levado em conta. Em 15 de fevereiro de 2020, o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, fez um discurso apaixonado na Conferência de Segurança de Munique. “O mundo opera em um ciclo de pânico e negligência. Colocamos dinheiro em um surto e, quando acaba, o esquecemos e não fazemos nada para impedir o próximo. O mundo gasta bilhões de dólares se preparando para um ataque terrorista, mas relativamente pouco se preparando para o ataque de um vírus, o que poderia ser muito mais mortal e muito mais prejudicial econômica, política e socialmente”, disse. Em setembro de 2019, líderes mundiais se reuniram na sede da ONU para assumir a promessa de uma assistência universal à saúde até 2030. Gro Brundtland, que chefiava a OMS, disse que a assistência médica não poderia ser deixada nas mãos do livre mercado, pois assim apenas os ricos teriam acesso à saúde e, devido ao seu custo, deixaria os pobres desassistidos ou endividados. Há uma necessidade urgente de financiamento público. Cortar os recursos para a saúde é um “grande erro”, disse Gro Brundtland na época. O atual chefe da OMS, Tedros, enfatizou que “a saúde é uma escolha política”.


Fonte: TRICONTINENTAL. Saúde é uma escolha política. Dossiê n.º 29, de 9 de junho de 2020. Disponível em:
https://thetricontinental.org/pt-pt/dossie-29-saude/. Acesso em: 10 nov. 2023. Adaptado.
Mesmo sendo caracterizado como um “receituário”, a depender do contexto e das políticas específicas de cada país, o neoliberalismo pode impactar, distintamente, as políticas sociais implementadas. Com base nessa afirmativa, indique a alternativa que apresenta corretamente as principais inferências neoliberais.
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Q2346540 Serviço Social
Leia o texto a seguir para responder à questão.


Em 2016, a Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Alto Comissariado em Emprego em Saúde e Crescimento Econômico criado pelo Secretário-Geral das Nações Unidas analisaram cuidadosamente o setor de saúde global e concluíram que “negócios, como sempre, são insustentáveis”. Um forte posicionamento. A epidemia de Ebola, em 2014-2015, na África Ocidental, estava fresca na mente dos membros do Comissariado; ao analisá-la, observaram no relatório final: “vimos como a inação e o subinvestimento crônico podem comprometer a saúde humana e também levar a sérios retrocessos econômicos e sociais. Investir nos trabalhadores da saúde é uma parte de um objetivo mais amplo de fortalecimento dos sistemas de saúde e de proteção social e constitui essencialmente a primeira linha de ação contra as crises sanitárias internacionais”. Em 2030, escreveram os comissários, o mundo precisará de pelo menos mais 40 milhões de trabalhadores da saúde e de serviço social; a projeção deles considerava um déficit de pelo menos 18 milhões de trabalhadores da saúde – a maior parte nos países mais pobres. Isso anos antes do coronavírus ter, rapidamente, se espalhado pelo mundo. Em fevereiro de 2018, um grupo de 30 microbiologistas, zoólogos e especialistas em saúde pública se reuniram na sede da OMS, em Genebra. Eles criaram uma lista prioritária de vírus perigosos, particularmente aqueles contra os quais não havia vacinas; a lista final continha SARS, MERS e uma chamada Doença X. Peter Daszak, presidente do Fórum de Ameaças Microbianas das Academias Nacionais de Ciência, Engenharia e Medicina, que estava na reunião, disse recentemente que A COVID-19 é semelhante ao que os cientistas entenderam como a Doença X. Falando em prever a COVID-19, Daszak disse ao The New York Times: “O problema não é que a prevenção fosse impossível. Foi muito possível. Mas nós não a fizemos. Os governos acharam que era muito caro. As empresas farmacêuticas operam com fins lucrativos” [...]. O alerta deles não foi levado em conta. Em 15 de fevereiro de 2020, o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, fez um discurso apaixonado na Conferência de Segurança de Munique. “O mundo opera em um ciclo de pânico e negligência. Colocamos dinheiro em um surto e, quando acaba, o esquecemos e não fazemos nada para impedir o próximo. O mundo gasta bilhões de dólares se preparando para um ataque terrorista, mas relativamente pouco se preparando para o ataque de um vírus, o que poderia ser muito mais mortal e muito mais prejudicial econômica, política e socialmente”, disse. Em setembro de 2019, líderes mundiais se reuniram na sede da ONU para assumir a promessa de uma assistência universal à saúde até 2030. Gro Brundtland, que chefiava a OMS, disse que a assistência médica não poderia ser deixada nas mãos do livre mercado, pois assim apenas os ricos teriam acesso à saúde e, devido ao seu custo, deixaria os pobres desassistidos ou endividados. Há uma necessidade urgente de financiamento público. Cortar os recursos para a saúde é um “grande erro”, disse Gro Brundtland na época. O atual chefe da OMS, Tedros, enfatizou que “a saúde é uma escolha política”.


Fonte: TRICONTINENTAL. Saúde é uma escolha política. Dossiê n.º 29, de 9 de junho de 2020. Disponível em:
https://thetricontinental.org/pt-pt/dossie-29-saude/. Acesso em: 10 nov. 2023. Adaptado.
O conteúdo dessa matéria evidencia algumas contradições que, historicamente, se perpetuam numa sociedade capitalista, comandada pelas inferências neoliberais. Sob tais influências, os direitos sociais, por exemplo, tendem a serem caracterizados como
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Q2341910 Serviço Social
As exigências do modelo neoliberal de gestão do Estado, ao subordiná-lo aos interesses econômicos e políticos dominantes no cenário nacional e internacional, em favor do grande capital financeiro, atingem não somente a economia e a política, mas afetam as formas de:
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Q2338322 Serviço Social
Sobre a Rede de Atenção Psicossocial – RAPS, assinale a afirmativa que representa um de seus objetivos gerais.
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Q2317421 Serviço Social

Julgue o item a seguir. 


Denomina-se “Reforma Sanitária” o conjunto de ações e metas estabelecidas por uma lei do Governo Federal que busca ampliar o acesso da população à alimentação de qualidade até o ano de 2050. 

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Q2313536 Serviço Social
A seguridade social no Brasil, estabelecida com a Constituição Federal de 1988, faz uma separação entre a lógica bismarckiana e beveridgiana. No entanto, conjuga direitos derivados e dependentes do trabalho, com direitos de caráter universal e direito seletivo. Por essas características, a seguridade social brasileira configura um sistema: 
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Q2313533 Serviço Social
O intenso processo de monopolização do capital caracteriza o capitalismo tardio. Durante os “anos de ouro”, o poder público aplicou um conjunto de estratégias e técnicas anticíclicas, pois a política estava fundada no seguinte pilar:
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Ano: 2023 Banca: IV - UFG Órgão: UFNT Prova: CS-UFG - 2023 - UFNT - Assistente Social |
Q2306647 Serviço Social
O tripé da seguridade social brasileira se legitima a partir da Constituição Federal de 1988, artigo 194, e conjuga direitos derivados e dependentes do trabalho (previdência) com direitos de caráter universal (saúde) e direitos seletivos (assistência). Não se instituiu um padrão de seguridade social integrado, que acabou se caracterizando como um sistema
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Q2306267 Serviço Social
A fragmentação das políticas sociais no Brasil é consequência da vinculação do Estado brasileiro à determinada ideologia que parte do princípio de uma necessária desigualdade entre pessoas e da existência de uma liberdade que se volta somente para uma liberdade de mercado, uma liberdade de concorrência, que é chamada de:
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Q2299815 Serviço Social
O marco histórico e legal da Política Social no Brasil é a Constituição de 1988, que
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Respostas
281: C
282: C
283: A
284: C
285: A
286: D
287: B
288: C
289: D
290: C
291: B
292: D
293: C
294: D
295: E
296: B
297: B
298: C
299: A
300: B