Questões de Concurso Sobre segurança e saúde no trabalho
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Texto para a questão
Quando era jovem, Carlos nunca tivera problemas para dormir. Mas depois que os cabelos começaram a branquear, por volta dos quarenta anos, tornou-se difícil desligar o cérebro ao se deitar. Pensava na filha, Beatriz, que nos últimos meses andava até alta madrugada no bar onde os traficantes do bairro faziam festa toda noite. Como ela vai cuidar do meu neto desse jeito? O Cauã precisa de um exemplo melhor, pensava. Preocupava-se com a mãe, cada vez mais frágil. Depois que quebrou a perna – o colo do fêmur, disse o médico, nunca mais voltou a andar direito, hoje só com bengala. Pelo menos agora ele estaciona na vaga especial quando a leva no mercado para as compras da semana. Notou que as sacolas estão ficando menores – o que estaria diminuindo, o apetite ou o dinheiro? A cabeça da Dona Maria ainda era boa, mas ela estava falando muito num tal missionário que sempre precisava de doação para as obras. Será que está gastando demais? Impossível dormir com tudo isso na cabeça. Hoje em dia, só com o zolpidem que o médico do posto indicou. No começo, um comprimido de 10 mg dava conta. Mas, quando a filha passou a responder um processo criminal por acompanhar o novo namorando num assalto, havia noites que precisava de dois, até três para dormir. Ela alegava que havia usado maconha, que não se lembrava, mas isso não parecia que iria convencer o juiz.
Numa dessas noites de mais preocupação, Carlos perdeu a conta de quantos comprimidos tomou. De manhã, encontrou a esposa, Cláudia, discutindo com a empregada, Tânia, que morava num quarto dos fundos com a filha pequena. Ainda zonzo, demorou a entender que a mulher o estava acusando de abusar da menina durante a noite. A menina, de quatro anos, fizera xixi na cama e acordara chorando. Quando a mãe acordou e foi atrás dela, encontrou-o no banheiro com a garota, tocando suas partes íntimas. Tânia dizia que iria chamar a polícia, mas a esposa afirmava que ele só deveria estar a ajudando a se limpar. Carlos não se lembrava de nada. De repente, se via na mesma situação da filha, alegando não lembrar. Durante a discussão, as duas entraram numa breve altercação física, quando Cláudia empurrou Tânia, que bateu a cabeça sofrendo um corte.
Embora sua esposa o defendesse publicamente, o relacionamento foi fortemente abalado. Cláudia se afastou e se fechou, parecia murchar a cada dia. Carlos a flagrava chorando. Ela não dormia, não conversava com mais ninguém. Deixou de ir à igreja. Mal saía da cama. O médico da família passou um antidepressivo para ela, fluoxetina 20 mg, dizendo que era depressão, e uma semana depois ela tomou todas as cartelas de fluoxetina de uma vez, sendo levada ao pronto-socorro, onde permaneceu internada por dois dias. Tânia deixou o emprego e voltou para sua cidade natal – além de processar os patrões – e Cláudia assumiu os cuidados com a casa, mas não conseguia manter as coisas em ordem, sequer preparava as refeições do neto.
Ao saber da situação toda, o pai de Cauã, neto de Carlos, pediu a guarda do filho. Afirmava que a mãe era doente mental, sem condições de cuidar do menino, e que a criança estava sendo negligenciada. Ele já tinha seis anos, e a mãe tentara algum tempo fazer a cabeça do menino contra o pai, só parando depois que começou a namorar.
Diante do delegado, Carlos pensava em tudo isso. Sobre a sua acusação? Queria lembrar, mas não conseguia. Todo o resto queria esquecer. Mas não poderia.
A NR-18 - Segurança e saúde no trabalho na indústria da construção estabelece que o trabalho sob condições de ventos com velocidade acima de 42 km/h (quarenta e dois quilômetros por hora) deve ser precedido de análise de risco específica e autorizado mediante permissão de trabalho. No entanto, essa mesma norma também estabelece que sob nenhuma condição é permitida a operação com gruas quando da ocorrência de ventos com velocidade superior a:
De acordo com essa norma, os cilindros de gás devem ser instalados distantes do equipamento de aquecimento a, no mínimo:
I. Aberturas existentes no piso;
II. Caracterização dos tipos de materiais e entulhos;
III. Remoção de materiais e entulhos;
IV. Distância do local de descarte materiais e entulhos;
V. Áreas para a circulação de emergência;
VI. Propagação e o controle de poeira;
VII. Construções vizinhas à obra.
De acordo com essa norma, o Plano de Demolição deve considerar os itens:
De acordo com essa norma, o deslocamento, no plano vertical, entre o posto de trabalho e o bebedouro ou dispositivo equivalente não pode ser superior a:
De acordo com essa norma, a proporção deverá ser de um conjunto desse para cada grupo de quantos trabalhadores ou fração?
I.Grupo I: O trabalho é uma causa necessária para o desenvolvimento da doença - asbestose.
II. Grupo II: O trabalho contribui como um fator de risco, mas não é a causa principal para o desenvolvimento da doença – distúrbios osteomusculares relacionados ao trabalho (DORT).
III. Grupo III: O trabalho desencadeia ou agrava uma doença preexistente – dermatite de contato.
Nesse contexto, está(ão) correta(s) a(s) afirmativa(s):
Durante o exame periódico de um trabalhador, foi constatado o agravamento de doença relacionada ao trabalho.
Com base na NR-7 e na legislação vigente, caberá à organização:
Homem, 35 anos de idade, trabalha numa indústria de soldagem, procurou atendimento médico devido à irritação de vias áreas e dermatite de contato durante o horário de trabalho. Previamente hígido e nega vícios em geral. Durante a inspeção especular, foi observada perfuração do septo nasal.
Diante do enunciado, o quadro clínico é sugestivo de exposição ocupacional ao:
Homem, 45 anos de idade, trabalha numa empresa de informática como digitador há 20 anos. Comparece ao exame periódico com quadro de dor, dormência e formigamento nos dedos polegar, indicador e médio e parte do dedo anelar.
Diante do caso apresentado, assinale a alternativa a hipótese diagnóstica e o teste diagnóstico clínico correspondente.
Homem, 30 anos de idade, trabalhador de uma refinaria de petróleo, procura atendimento médico devido a quadro de dores abdominais e surgimento de linha azulada na gengiva próximo à implantação dos dentes.
A orla gengival de Burton apresentada pelo paciente é sugestiva de intoxicação por: