Questões de Concurso
Sobre transtornos relacionados a substâncias em psiquiatria
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A Organização Mundial da Saúde define a dependência química como uma doença crônica e progressiva. Sendo assim, é possível afirmar que:
I. Consiste nas consequências físicas e mentais resultantes do abuso de substâncias nocivas ao organismo.
II. Ocorre em função do uso de substâncias ilícitas, como a maconha, a cocaína e o crack. As substâncias lícitas, como o álcool e a nicotina, não causam este tipo de dependência.
III. Suas causas são multifacetadas e variam de pessoa para pessoa. Os fatores biológicos têm um papel importante, pois a genética pode influenciar na predisposição de um indivíduo à dependência, já que certos genes afetam como o corpo e o cérebro respondem às substâncias.
Está CORRETO o que se afirma:
I. O TUS responde por uma parcela pouco relevante das internações psiquiátricas e está associado a baixas taxas de comorbidades clínicas e psiquiátricas.
II. Encefalopatia de Wernicke é uma alteração neurológica que ocorre por deficiência de tiamina e manifesta-se por meio de confusão mental, ataxia e sintomas oculomotores.
III. Craving ou fissura é um sintoma que pode estar presente na intoxicação por cocaína.
IV. O uso de naloxona é recomendado para tratamento da intoxicação aguda por opioide, enquanto a metadona é recomendada para síndrome de abstinência por opioides.
Estão corretas as afirmativas:
Assinale a alternativa que corretamente completa a lacuna no excerto:
Leia o caso clínico a seguir e assinale a alternativa VERDADEIRA:
“O Sr. R., um homem de 40 anos de idade, foi admitido no departamento de ortopedia de um hospital geral após cair em uma escadaria e quebrar a perna. No terceiro dia de internação, tornou-se cada vez mais nervoso e começou a tremer. Não conseguia dormir à noite, falava incoerentemente, e sua ansiedade era evidente. Ao ser indagado, negou problemas com álcool além de um eventual cálice de vinho.
Ao ser questionada diretamente, sua esposa admitiu que o Sr. R. consumia grandes quantidades de vinho há mais de quatro anos. No ano anterior, seu consumo passou a ter início todas as noites quando chegava em casa do trabalho e só terminava quando adormecia. Na noite da internação, a queda ocorrera antes que ele pudesse consumir álcool.
Algumas semanas antes da internação, a Sra. R. percebera que o marido não conseguia se lembrar nem de eventos importantes ocorridos no dia anterior. Ele sofrera um acidente de carro três anos antes, mas sem nenhuma lesão grave. O sr. R não apresentava nenhum outro problema grave de saúde. Seu relacionamento com a esposa se tornou muito difícil depois que ele começou a beber, e ela estava considerando seriamente pedir o divórcio. O paciente tinha um relacionamento tenso com seus quatro filhos e discutia com eles com frequência. Recentemente, os filhos tentavam evitá-lo o máximo possível.
Durante o exame, a fala do Sr. R. estava desconexa e incoerente. Ele acreditava que ainda estava no escritório e tinha um trabalho a terminar. Às vezes, acreditava que os médicos e enfermeiras eram seus colegas na empresa. Por vezes, pegava insetos que conseguia ver em seus lençóis. Estava desorientado quanto ao tempo e ficava facilmente sobressaltado com barulhos fora do quarto. Suava em profusão e não conseguia segurar um copo sem derramar um pouco de seu conteúdo.”
Sadock, Benjamin J. [et al.] Compêndio de psiquiatria : ciência do comportamento e psiquiatria clínica– 11. ed. – Porto Alegre : Artmed, 2017.