Questões de Concurso
Sobre psiquiatria infantil em psiquiatria
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A intervenção de análise aplicada do comportamento — ABA (applied behavior analysis) — é indicada apenas para pacientes pediátricos, não havendo evidências de resultados satisfatórios em adolescentes e adultos com autismo.
Maneirismos linguísticos são construtos observados com frequência em pacientes diagnosticados com síndrome de Asperger, ao passo que estereotipias motoras são típicas manifestações do autismo infantil.
Os antipsicóticos não devem ser prescritos rotineiramente para o manejo de agressividade em autistas, dadas as implicações tardias que esses medicamentos podem acarretar, devendo-se considerar como primeira opção, nesses casos, a prescrição de betabloqueadores, como o propranolol, ou de estabilizadores de humor, como o lítio ou a carbamazepina.
Um dos maiores prejuízos clinicamente observáveis em pacientes portadores de transtorno do espectro autista diz respeito ao déficit na teoria da mente, entendida como a habilidade para desenvolver um sistema psíquico de inferências por meio do qual o indivíduo é capaz de atribuir estados mentais (crenças, desejos, conhecimentos e pensamentos) a outras pessoas e, assim, prever o comportamento dessas pessoas.
A PICA é classificada, pelo DSM-IV, como transtorno de alimentação da primeira infância.
Criança de 05 anos, internada em enfermaria no setor de pediatria para investigar febre e hematúria. Submetida ao exame clínico completo, laboratorial, exames de imagem (incluindo ultrassom e ressonância de vias urinárias) sem achado positivo.
O clínico responsável pelo caso desconfia do quadro apresentado pela criança, que não é condizente com as queixas principais e com os resultados dos exames. Resolve então solicitar a análise do tipo de sangue na urina. A análise do tipo sanguíneo mostrava que a cada dia era um sangue diferente presente na urina.
A mãe é pressionada, mas nega qualquer manipulação do material. Posteriormente, a equipe de enfermagem flagra a mãe colocando gotas de sangue que eram colhidas para exame de outras crianças na urina de seu filho e também esquentando o termômetro na lâmpada do abajur do quarto.
A mãe é encaminhada ao setor de psiquiatria para avaliação e o caso é comunicado ao Conselho Tutelar.
O caso acima descrito é conhecido por
Crianças e adolescentes que apresentam problemas de conduta devem ser atendidos, concomitantemente, pela justiça e pela saúde mental.
Nos centros de atenção psicossocial infanto-juvenis (CAPSi), os atendimentos de transtornos de maior prevalência na infância e adolescência, como os transtornos hipercinéticos e os transtornos ansiosos, devem ser priorizados.
A educação especial e a saúde mental representam os setores que se destacam no desenvolvimento de ações de prevenção e de promoção de saúde e na identificação de casos nos quais as intervenções precoces podem reverter ou evitar o agravamento dos problemas mentais.
Casos de voyeurismo, de produção de fotos pornográficas e de exibicionismo que envolvam crianças não configuram abuso sexual, visto que neles não se estabelece contato físico com a vítima.
Entre os casos de abuso sexual denunciados, o de menor incidência é o que envolve o incesto entre pai e filha.
Deve ser investigada a ocorrência de abuso físico em crianças que apresentem lesões nas costas, nas nádegas, nos órgãos genitais e no dorso das mãos.
O quadro mórbido infantil se manifesta de diferentes formas, variando de acordo com o momento evolutivo e o ambiente familiar em que a criança está inserida.
A psicopatologia com anormalidades qualitativas ocorre na maioria dos transtornos psiquiátricos da infância e da adolescência.
O grau de prejuízo no funcionamento psicossocial da criança é determinante para estabelecer o significado clínico de determinados sintomas.
Os sintomas psiquiátricos de uma criança geralmente são mais perturbadores para ela do que para quem está próximo dela.