Questões de Concurso
Sobre psicopatologia em psiquiatria
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I.A regurgitação no transtorno de ruminação ocorre várias vezes por semana, normalmente todos os dias.
II.Pacientes com transtorno de ruminação frequentemente têm náuseas antes da regurgitação.
III.Técnicas de modificação comportamental podem ajudar no tratamento do transtorno de ruminação.
Assinale a alternativa correta:
I.O risco de suicídio ao longo da vida para pessoas com transtorno depressivo é de 3 a 6%.
II.O risco de suicídio é menor em casos de depressão grave, pois esta costuma cursar com distimia.
III.Ansiedade e transtornos relacionados frequentemente coexistem com transtornos de humor.
Assinale a alternativa correta:
(__)Os transtornos dissociativos envolvem perda parcial ou completa das funções normais de integração das lembranças, consciência, identidade e sensações imediatas.
(__)Os transtornos conversivos são caracterizados por sintomas físicos que não têm base orgânica, como paralisias e cegueira funcional.
(__)Os transtornos dissociativos e conversivos são marjoritariamente de origem neurológica.
Assinale a alternativa cuja respectiva ordem de julgamento está correta:
(__)O sintoma ou déficit não é mais bem explicado por outro transtorno mental ou Médico.
(__)Os achados físicos evidenciam compatibilidade entre o sintoma e as condições médicas encontradas.
(__)O sintoma causa sofrimento ou prejuízo significativo no funcionamento social ou ocupacional.
Assinale a alternativa cuja respectiva ordem de julgamento está correta:
Paciente do sexo feminino, 23 anos, reside com a mãe. Solteira, estudante de direito, faz estágio num escritório de advocacia. Relata que tem feito diversas consultas na Unidade Básica de Saúde no último ano por sintomas variados, como cefaleia, dor torácica, lombalgia e lesões na pele. A paciente refere que já fez vários exames laboratoriais e de imagem, sem achados significativos. Tem muito medo de que tais sintomas sejam sinais de doença grave ou risco de morte, por isso procura assistência quando tem sintomas fortes. Os médicos da região demonstram certa impaciência com ela, dizem que ela “não tem nada” e que deveria procurar um psiquiatra.
Elaborado pelo(a) autor(a).
O diagnóstico correto para esse quadro clínico é o
Uma paciente de 35 anos é admitida no hospital com queixa de hematêmese. Ela relata histórico de anemia crônica e múltiplas transfusões sanguíneas. Durante a internação, a equipe médica observa que a paciente manipula o acesso venoso e apresenta novos episódios de sangramento sem causa aparente. Exames laboratoriais e de imagem não evidenciam nenhuma etiologia orgânica para o sangramento.
Qual o diagnóstico mais provável?
Leia o caso clínico a seguir, adaptado de Barnhill, John W. Casos clínicos do DSM-5.:
J.D., mulher, solteira e desempregada, 33 anos, procura ajuda para o tratamento de humor deprimido, pensamentos suicidas crônicos, isolamento social e má higiene pessoal. Ela havia passado os seis meses anteriores isolada em seu apartamento, deitada na cama, se alimentado de comida industrializada, assistindo à televisão e fazendo compras on-line, as quais não tinha como pagar. Vários tratamentos haviam surtido pouco efeito.
Na família, eram conhecidas suas explosões de raiva. Havia se saído bem academicamente no ensino médio, mas abandonou a faculdade por irritar-se com uma colega de quarto e com um professor. Tentou uma série de estágios e empregos de nível básico com a expectativa de que fosse voltar à faculdade, mas demitia-se todas as vezes porque “chefes são idiotas”.
Esses “traumas” sempre a faziam se sentir péssima consigo mesma (“Não consigo sequer ser uma balconista?”) e com raiva dos chefes (“Eu poderia, e provavelmente vou, administrar esse lugar”). Teve namorados quando era mais jovem, mas nunca os deixava se aproximarem fisicamente porque ficava muito ansiosa quando o relacionamento ficava mais íntimo.
A história incluía cortes superficiais autoinfligidos em várias ocasiões, e pensamentos persistentes de que seria melhor se estivesse morta. Ela afirmou que geralmente estava “para baixo e deprimida”, mas tivera dúzias de “manias” de um ou dois dias, nos quais ficava cheia de energia e nervosa e passava a noite acordada. No dia seguinte “batia uma ressaca” e ela dormia durante 12 horas.
Ela estava sob tratamento psiquiátrico desde os 17 anos e havia sido hospitalizada em unidade psiquiátrica três vezes devido a overdoses. Os tratamentos consistiram principalmente em medicamentos: estabilizadores do humor, neurolépticos de baixa dosagem e antidepressivos, que foram receitados em diversas combinações no contexto de psicoterapia de apoio.
“O Sr. J., um empresário aposentado de 70 anos, foi levado ao serviço psiquiátrico devido ao encaminhamento por seu médico de família. A esposa alegou que o marido havia ficado tão esquecido que tinha medo de deixá-lo sozinho, até mesmo em casa. O Sr. J. havia se aposentado aos 62 anos, depois de passar por um declínio em seu desempenho no trabalho durante os cinco anos anteriores. Também deixara, pouco a pouco, de praticar hobbies que lhe davam prazer (fotografia, leitura, golfe) e ficou cada vez mais quieto. Contudo, sua falta crescente de memória passou praticamente despercebida em casa, até que um dia, enquanto caminhava em uma área que conhecia bem, não conseguiu encontrar o caminho de volta para casa. A partir de então, as falhas na memória começaram a aumentar. Ele se esquecia de consultas, colocava coisas em lugares diferentes e se perdia no bairro onde morava havia 40 anos. Passou a não reconhecer mais as pessoas, mesmo as que conhecia havia anos. Sua esposa começou a lhe dar banho e a vesti-lo, pois ele havia se esquecido como fazê-lo sozinho.
Durante o exame, o Sr. J. estava desorientado quanto a tempo e lugar. Conseguia se lembrar apenas do próprio nome e de seu local de nascimento. Parecia perdido durante a entrevista e respondia apenas a perguntas com um dar de ombros ocasional. Quando solicitado a nomear objetos ou lembrar de palavras ou números, ele parecia ficar tenso e angustiado. Tinha dificuldade de seguir instruções e não conseguia se vestir nem se despir sozinho. Sua condição médica geral era boa. Seus exames laboratoriais revelaram anormalidades no EEG e nas imagens de TC.”
Sadock, Benjamin J. [et al.] Compêndio de psiquiatria : ciência do comportamento e psiquiatria clínica– 11. ed. – Porto Alegre : Artmed, 2017.