Questões de Concurso Sobre perícia psiquiátrica em psiquiatria

Foram encontradas 215 questões

Q3103336 Psiquiatria

Durante perícia psiquiátrica de réu que cometeu crime violento sob efeito de substância psicoativa, a avaliação da capacidade penal baseada nos critérios de Serafim-Saffi evidencia:


•   Consciência crítica da realidade preservada no momento do exame;
•   Ausência de sintomas psicóticos ativos;   
•   História de múltiplas internações por dependência química;  
•   Intoxicação aguda documentada no momento do delito; 
•   Capacidade de autodeterminação comprometida pelo uso compulsivo. 


A análise técnica indica: 

Alternativas
Q3084666 Psiquiatria
Na prática forense, a avaliação da imputabilidade ou da responsabilidade penal é sempre retroativa e visa avaliar o estado mental do réu ao tempo da prática do delito. A lei brasileira adota o critério biopsicológico para a avaliação, sendo necessário para esse procedimento pericial o conhecimento dos seus variados conceitos.

Assinale abaixo a alternativa INCORRETA sobre a responsabilidade penal e a avaliação de imputabilidade.
Alternativas
Q2541369 Psiquiatria
Um homem de 35 anos é acusado de homicídio após matar um colega de trabalho. Durante a avaliação psiquiátrica, ele alega que estava seguindo ordens de vozes que acreditava serem de anjos, instruindo-o a eliminar uma ameaça para salvar a humanidade. O exame revela que ele tem um histórico de esquizofrenia não tratada.
Com base no teste de M'Naghten, como a defesa poderia argumentar a sua inimputabilidade?
Alternativas
Q2471919 Psiquiatria

Leia o caso clínico a seguir.


Um homem de 45 anos é encaminhado à avaliação de um psiquiatra forense após ser preso e acusado de um crime de tentativa de homicídio há 3 meses. Na prisão, era frequentemente encontrado vagando desorientado pelos corredores. Ele apresenta comportamento estranho e respostas incomuns, durante a avaliação inicial, com respostas aproximadas. Ao ser questionado sobre seu nome, ele responde com nomes de pessoas famosas, mas de maneira hesitante e incoerente. Quando perguntado sobre a data atual, ele fornece uma resposta incorreta e pouco precisa. Durante a conversa, o paciente apresenta um sorriso irônico e parece desviar o olhar enquanto responde às perguntas. Ele parece confuso e tem dificuldade em manter a atenção. Quando questionado sobre sua localização atual, ele dá respostas vagas e não relacionadas ao lugar em que está preso. Ao ser perguntado sobre o suposto crime, desconversa, como se estivesse confuso.

Na entrevista com familiares e testemunhas, não há relatos de antecedentes psicopatológicos ao longo de sua vida. À época do delito, não há descrição de alterações psicopatológicas de grande monta.

Durante o exame físico, o paciente parece ter dificuldade em andar de maneira coordenada e seus movimentos são desajeitados. Ele também relata dores de cabeça intermitentes e visão turva, mas não há sinais físicos objetivos que justifiquem esses sintomas.


Diante do exposto acima no caso, o diagnóstico psicopatológico compatível e a decisão pericial são, respectivamente:

Alternativas
Q2382704 Psiquiatria
Leia o caso a seguir.


Mulher, G.N, 18 anos, solteira, é presa, acusada de infanticídio. Nos autos do processo, constam que G.N deu a luz a um bebê, em uma sexta-feira, às 19 horas. Voltou para a casa dos pais no dia seguinte, abatida, em mutismo importante, evitando pegar a criança para amamentar. Dois dias depois, abandonou a criança em casa e saiu andando a esmo pela rua, em desalinho, com corte e sangramento nos pulsos, ainda em mutismo. A família a reconduziu para casa e a obrigou a cuidar da criança. No quinto dia após o parto, a família encontrou G.N no quarto cantarolando canções de ninar, com palavras sem nexo, com o bebê nos braços, sem respirar, em cianose. O laudo do IML apontou asfixia mecânica como causa da morte do bebê. Na entrevista com a polícia, G.N permaneceu calada, com olhar longínquo e, nas poucas vezes que falava, parecia desconexa e dizia que não aguentava mais “os barulhos” e os “choros” de bebê na sua cabeça: “– Estão ouvindo? O bebê chorar? Alguém segura ele... Não aguento mais”. Ainda na prisão, começou a se machucar, batendo a cabeça na parede, dizendo que os “choros do bebê a mandavam se matar”. Foi encaminhada para uma clínica psiquiátrica. O pai da criança, que havia sido o primeiro namorado de G.N e com quem ela havia perdido a virgindade, negou a paternidade desde o início da gravidez e se afastou. Na curva vital, G.N nunca havia apresentado alterações de comportamento ou indícios de transtorno de personalidade. Sempre muito recatada e religiosa, com pais opressivos, escondeu a gravidez dos pais até o dia do parto. O juiz, na fase processual do inquérito, solicitou perícia psiquiátrica para o caso.


O psiquiatra perito concluiu que se trata de caso de
Alternativas
Q2361573 Psiquiatria
Em relação a transtorno factício e simulação, assinale a opção correta.
Alternativas
Q2360505 Psiquiatria
O clínico psiquiatra é um profissional que atua constantemente em processos administrativos, previdenciários, judiciais, etc., emitindo pareceres tanto como perito, mas também como médico assistente.
Nesse contexto, avalie as afirmativas a seguir.

I. As perícias previdenciárias podem ser divididas em dois grupos com aspectos distintos: administrativas e judiciárias realizadas, respectivamente, por médicos do INSS e por peritos nomeados pelo juiz.
II. Não são consideradas como doença do trabalho: a doença degenerativa; a inerente a grupo etário; a que não produza incapacidade laborativa; a doença endêmica adquirida por segurado habitante de região em que ela se desenvolva, salvo comprovação de que é resultante de exposição ou contato direto determinado pela natureza do trabalho.
III. A Previdência Social regulamenta o nexo de causalidade profissional para quadros de transtorno de estresse pós-traumático, síndrome de Burnout e transtorno do sono-vigília, quando relacionados com o trabalho.
Está correto o que se afirma em
Alternativas
Q3901363 Psiquiatria
Comparece para uma avaliação psiquiátrica Kairo, 43 anos, professor de ensino de jovens e adolescentes (EJA) do período noturno. Paciente apresentou um episódio de descontrole de raiva durante uma aula após ser ofendido por um aluno, imprimindo uma reação de despropoção ao fato e, consequentemente, foi afastado das suas atividades. Manteve-se em tratamento durante esse período e agora deseja retornar as suas funções laborativas após 8 meses de afastamento.
Em exame médico-psiquiatrico, para avaliacdo da capacidade de retorno ao trabalho, qual item é indispensável para considerar o profissional apto? 
Alternativas
Q3901362 Psiquiatria
Chega à delegacia de polícia um senhor chamado Denis, 49 anos, preso em flagrante ao manter relação sexual com Luciene, 34 anos. A família de Luciene refere que ela tem “problema mental e não sabia o que estava fazendo”. Denis alega que foi Luciene quem começou a “paquera” e quem o convidou a realizar o ato sexual, alegando não saber o motivo para tal intervenção, dado que Luciene ndo é “de menor”, segundo Denis. No decorrer do caso, solicitou-se a realização de perícia médica psiquiátrica de Luciene, sendo constatado que ela tem déficit intelectual grave. Sobre o caso relatado, assinale a afirmativa correta: 
Alternativas
Q3901360 Psiquiatria
Julgue os itens se verdadeiros (V) ou falsos (F) e, a seguir, assinale a alternativa com a sequéncia correta:
De acordo com o Manual de Perícia Oficial em Saúde do Servidor Público Federal, o perito oficial em saúde, atuando na perícia singular ou em junta, fica impedido de participar de ato pericial quando:
( ) for parte interessada;
( ) tenha tido participação como mandatário da parte ou sido designado como assistente técnico de órgão do Ministério Público;
( ) for conjuge ou parente da parte interessada (consanguíneo ou afim, em linha reta ou colateral, até o segundo grau);
( ) a parte for paciente, ex-cliente do médico perito;
( ) referir-se a pessoa com quem tenha ou teve relações sociais, afetivas, comerciais ou administrativas, capazes de comprometer o caráter de imparcialidade do ato pericial. 
Alternativas
Q3901358 Psiquiatria
Catarina, 54 anos, chega ao serviço de saúde mental solicitando acolhimento, pois necessita de um laudo para um processo judicial. Está acompanhada pelo seu advogado, que relata que Catarina está sendo acusada injustamente de maltratar seus netos, que moram com ela desde o falecimento da mãe das crianças por Covid-19. Ao acolhimento referem que a paciente é “inocente” e que “não se lembra” das coisas que acontecem. Enquanto avaliada, são observados comportamento de esquiva e olhar fixo no examinador; responde “não sei” sempre que confrontada sobre sua doença. Quando questionada novamente sobre o motivo da solicitacdo de acolhimento, relata que sua “memória recente” está prejudicada.
Assinale a alternativa que apresenta a condição da paciente: 
Alternativas
Q3901357 Psiquiatria
Em relação ao Decreto 7.003, de 9 de novembro de 2009, que regulamenta a licença para tratamento de saúde, considere as assertivas a seguir:
I. Ao servidor é assegurado o direito de recusar a avaliação por meio de telessaúde.
Il. Caso considere necessário, o perito poderá optar pela perícia presencial a qualquer momento.
IIl. A perícia oficial não poderá ser dispensada para a concessão de licença para tratamento de saúde, independente do período de afastamento determinado pelo atestado médico.
IV. Para sua validade legal, o laudo pericial deverá conter a conclusão, o nome do perito oficial e respectivo registro no conselho de classe, referindo-se ao nome ou à natureza da doença do servidor em todos os casos.
V. Não serão aceitos atestados em que o servidor não permitiu a exposição do CID pelo seu médico assistente.
Está correto o que se afirma em: 
Alternativas
Q3606114 Psiquiatria
Sobre a perícia médica em psiquiatria:
Alternativas
Q2437104 Psiquiatria

Sobre a avaliação psiquiátrica forense, é correto afirmar que

Alternativas
Q2321152 Psiquiatria
A psiquiatria do setor, especialmente a psiquiatria forense, destaca-se por ignorar completamente a avaliação da responsabilidade criminal e concentra-se exclusivamente na reintegração social de indivíduos com transtornos mentais envolvidos em processos criminais.
Alternativas
Q2318946 Psiquiatria
A Previdência Social regulamenta o nexo de causalidade profissional no Decreto nº 3.048/1999, no qual lista os agentes patogênicos causadores de doenças. A lei inclui outras possibilidades para acidente do trabalho:
Art. 20. Consideram-se acidente do trabalho, nos termos do artigo anterior, as seguintes entidades mórbidas:
a – Doença profissional, assim entendida como aquela produzida ou desencadeada pelo exercício do trabalho peculiar a determinada atividade e constante da respectiva relação elaborada pelo Ministério do Trabalho.
b – Doença do trabalho, assim entendida como aquela adquirida ou desencadeada em função de condições especiais em que o trabalho é realizado e com ele se relacione diretamente, constante da relação mencionada no inciso I.
§ 1º. Não são consideradas como doença do trabalho: a doença degenerativa; a inerente a grupo etário; a que não produza incapacidade laborativa; a doença endêmica adquirida por segurado habitante de região em que ela se desenvolva, salvo comprovação de que é resultante de exposição ou contato direto determinado pela natureza do trabalho.”

Tendo em vista os pontos acima, analise as afirmativas a seguir.
I. O Anexo II apresenta uma série de transtornos mentais relacionados ao trabalho. Os quadros de transtorno de estresse pós-traumático, Síndrome de Burnout e transtorno do sono-vigília relacionados com o trabalho figuram entre as patologias mentais listadas.
II. O Decreto em tela abre a possibilidade de que processos de adoecimento também sejam considerados “acidentes”, ainda que não sejam ocorrências fortuitas ou súbitas. Para tanto, distinguem-se a doença profissional e a doença do trabalho como, respectivamente, aquela inerente a profissão ou aquela relacionada as condições de realização do trabalho profissional.
III. Uma vez estabelecido nexo causal na perícia, a lei permite que quaisquer doenças e transtornos não listados no Anexo II também sejam consideradas como doenças causadas pelo trabalho.
Está correto o que se afirma em
Alternativas
Q2318942 Psiquiatria
Uma avaliação psiquiátrica com finalidades periciais em processo cível (uma terminologia própria do Código de Processo Civil) deve ser bem conhecida.
Assinale a opção que apresenta a correspondência correta do termo com seu significado. 
Alternativas
Q2318940 Psiquiatria
Leia o fragmento a seguir.

O profissional que atua como perito na área de psiquiatria utiliza seu conhecimento para fornecer subsídios que esclareçam a ligação de um transtorno psiquiátrico com um litígio. Além disso, também é sua função identificar aspectos psicopatológicos no réu, na vítima ou em outros que estejam envolvidos em uma determinada ação legal.
TEIXEIRA, E.H., BARROS, D.M., Manual de Perícias Psiquiátricas. Porto Alegre: Artmed, 2015.

Em relação ao trabalho pericial em psiquiatria, assinale a afirmativa correta. 
Alternativas
Q2318924 Psiquiatria
Anabelle, 25 anos, foi presa 48 horas após os corpos de seus pais serem descobertos na cozinha da casa, esfaqueados e misteriosamente mutilados. A vizinha chamou a polícia quando se deparou com o rastro de pegadas de sangue que saía da porta de serviço em direção à mata ao fundo do quintal. Anabelle foi encontrada na mata, de camisola, coberta de sangue, escondida em um buraco entre duas árvores; ela não reagiu à captura.
Quando interrogada, Anabelle disse que há uma semana o demônio a orientava para um ritual de purgação, no qual deveria assassinar o pai, arrancar seu pênis e suas mãos e os enterrar na floresta, sob uma árvore morta, para que o pai nunca mais lhe fizesse mal; Anabelle deveria, ainda, enterrar, numa cova ao lado, as orelhas e os olhos da mãe, que nunca quiseram ver e ouvir o mal.
O psiquiatra forense a avaliou e concluiu apenas que o demônio poderia ser uma alucinação auditiva de comando em primeira pessoa. A expressão afetiva de Anabelle estava inadequada, uma vez que ela permanecia todo o tempo com um sorriso no rosto, o olhar fixo em um ponto infinito, as mãos relaxadas sobre o colo, mal movendo a cabeça ou o tronco.
Às vezes Anabelle coçava a face ou passava a mão em uma das tranças. Parecia sem vontade própria, como uma boneca. Para levantar-se e assentar-se teve que ser ativa e fisicamente conduzida pelo enfermeiro.
Informações no momento: Anabelle não tinha qualquer histórico psiquiátrico, era uma aluna exemplar e estava se formando em medicina. Sempre pareceu normal, mas tímida e de cara fechada e com a vizinha só trocava monossílabos. Quando Anabelle estava em casa permanecia praticamente todo o tempo em seu quarto. E quando não estava na faculdade, seus pais se queixavam que nunca sabiam onde andava. Há pouco tempo havia feito uma tatuagem de pentagrama invertido nas costas. Os pais observavam que ela tinha poucos amigos, pessoas estranhas. E estava namorando um rapaz desconhecido há poucas semanas.
O psiquiatra forense, ao formular sua conclusão sobre o caso, deve considerar as hipóteses a seguir, à exceção de uma. Assinale-a. 
Alternativas
Ano: 2023 Banca: UFES Órgão: UFES Prova: UFES - 2023 - UFES - Médico/Área: Psiquiatra |
Q2256693 Psiquiatria
De acordo com o livro Psiquiatria Forense de Taborda (Abdalla et al., 2016), sobre a avaliação da capacidade civil, é INCORRETO o que se afirma em: 
Alternativas
Respostas
61: E
62: C
63: A
64: C
65: D
66: B
67: E
68: A
69: C
70: D
71: C
72: E
73: A
74: B
75: E
76: D
77: C
78: B
79: D
80: E