Questões de Concurso
Comentadas sobre esquizofrenia, transtornos esquizotípicos e transtornos delirantes em psiquiatria
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I. A esquizofrenia é subdividida em tipos, na qual cada uma possui características próprias: paranoide, catatônica, hebefrênica, residual, simples, indiferenciada, depressão pós-esquizofrênica, outras e não especificadas.
II. A Esquizofrenia Catatônica caracteriza-se pela presença de ideias delirantes relativamente estáveis, frequentemente de perseguição, em geral, acompanhadas de alucinações e de perturbações das percepções.
III. A Esquizofrenia Paranoide é caracterizada por distúrbios psicomotores proeminentes que podem alternar entre extremos tais como hipercinesia e estupor, ou entre a obediência automática e o negativismo.
Marque a alternativa CORRETA:
I. A Esquizofrenia é uma psicose crônica idiopática, aparentando ser um conjunto de diferentes doenças com sintomas que se assemelham e se sobrepõem, sendo de origem multifatorial.
II. A Esquizofrenia é um transtorno causado por diversos fatores biopsicossociais que interagem, criando situações, as quais podem ser favoráveis ou não ao aparecimento do transtorno.
III. Os fatores biológicos não são ligados à genética e/ou não são devidos a uma lesão ou anormalidade de estruturas cerebrais e nem deficiência em neurotransmissores.
Marque a alternativa CORRETA:
I. A Esquizofrenia é uma enfermidade sem complexidade e importância, caracterizada por distorções do pensamento, da percepção de si e da realidade externa.
II. A Esquizofrenia é uma síndrome de longa duração e de início precoce, associada a uma série de sintomas e sinais como alucinações, apatia, isolamento social e até suicídio, atingindo cerca de 1% da população mundial.
III. Classificada hoje pela psiquiatria como uma síndrome, a Esquizofrenia é caracterizada por uma série de sintomas e sinais que costumam surgir pela primeira vez, na forma de um surto psicótico, por volta dos 20 anos, nos homens, e 25, nas mulheres.
Marque a alternativa CORRETA:
Fonte: Nicastro, N., & Picard, F. (2016). doi:10.1016/j.yebeh.2015.12.043
Em consonância com a nosologia psiquiátrica contemporânea, e em conformidade com o raciocínio clínico elaborado na referência supracitada, a história acima é melhor explicada pela seguinte condição clínica:
Sobre a psicopatologia do pensamento, avalie as afirmativas a seguir.
I. Fuga de ideias é uma alteração de conteúdo de pensamento relacionada a episódios maníacos.
II. Juízo é a articulação entre dois ou mais conceitos ou termos.
III. Na desintegração dos conceitos, o sujeito pode passar a utilizar as palavras de forma totalmente pessoal e idiossincrática que, no plano da linguagem, é chamado neologismo patológico.
IV. Desagregação do pensamento é a profunda e radical perda dos enlaces associativos, com perda da coerência do pensamento, observada na esquizofrenia avançada.
Das afirmativas acima, estão corretas apenas:
O provável diagnóstico de Cíntia é
Leia o caso a seguir.
Paciente de 28 anos com diagnóstico recente de esquizofrenia, utilizando Risperidona 6mg ao dia (3mg de 12/12h), chega à emergência, trazido por familiares, com quadro de rigidez musculoesquelético intensa, cefaleia, febre alta, hiperidrose e náusea. Ao exame físico: temperatura axilar= 39,5 graus Celsius, PA= 95x 55, FC= 157bpm.
A dosagem de CK total foi de 1100 UI/L. A conduta imediata a ser tomada é a
Mulher de 19 anos, solteira, desempregada e evangélica, é levada pelos pais à consulta. No momento, a paciente nega queixas psiquiátricas ou história familiar de transtorno psiquiátrico. Durante a entrevista, refere que, há cerca de 2 anos, começou a ouvir vozes chamando pelo seu nome, e que corria para fora de casa para checar se havia alguém no portão, voltando assustada e se trancando no quarto. Essas vozes ocorriam em diferentes momentos do dia, praticamente todos os dias, mas eram mais frequentes à noite. Negava alterações de humor ou uso de drogas. Passou a ficar muito tensa dentro de casa e a não dormir, com medo das vozes. Não sabia explicar o que era, mas estava certa de que ouvia de fato alguém a chamando, embora achasse estranho nunca ter confirmado isso. Ficava, porém, várias semanas sem ter esses sintomas, que retornavam sem motivo aparente em alguns momentos. Há seis meses, teve queda no funcionamento acadêmico, pois vinha fazendo curso pré-vestibular e disse que “não conseguia mais estudar”. Também ficou mais quieta e trancada no quarto, estranhamente lendo mais a Bíblia do que fazia antes, e parou de procurar amigos, pois não achava que tinham mais interesses em comum. No entanto nega sentir-se triste ou ter pensamentos de cunho pessimista.
A respeito do quadro clínico relatado, é correto afirmar que
Um rapaz de 20 anos chega para avaliação em um ambulatório de esquizofrenia. Aos 18 anos, ele começou a cursar engenharia, porém, ao iniciar o segundo ano da faculdade, começou a ficar mais retraído do que de costume e a ter dificuldade em acompanhar as disciplinas. Após dois meses, passou a desconfiar que os colegas estavam tramando uma “armadilha” contra ele. Achava que estavam querendo prejudicar suas notas e conta que chegou a ouvi-los, através do receptor da internet de sua casa, conversando sobre um plano para mudar sua prova por outra. Chegou a ficar agitado dentro de casa e contou aos pais que precisava mudar de faculdade. Foi levado a um pronto-socorro, onde fez exames laboratoriais e de neuroimagem que vieram sem alterações. Foi, então, prescrita a risperidona, e ele foi encaminhado para tratamento ambulatorial, em que a dose foi aumentada até 6 mg/dia e tomado dessa forma durante dois meses. No entanto, após esse período, ainda continuava afirmando que os colegas mantinham o mesmo plano contra ele. Já não conseguia estudar e precisou interromper a faculdade. Ficava o dia inteiro no quarto, mal saindo até para tomar banho. Passou em consulta com outro profissional, que substituiu a risperidona pela olanzapina, chegando até a dose de 20 mg/dia. Fez uso da medicação durante quatro meses e percebeu que vinha dormindo e se alimentando melhor e já não tinha mais os tremores, além de sentir mais disposição. No entanto não conseguia voltar a estudar e continuava o tempo inteiro dentro de casa com medo dos amigos.
Assinale a alternativa que apresenta a melhor conduta a ser realizada para esse caso.
Um homem de 25 anos é levado ao setor de emergência depois de exibir um comportamento estranho e perigoso. Há pelo menos um ano, ele apresenta ideias de ser perseguido por entidades governamentais internacionais e ouve vozes comentando seu comportamento e lhe dando ordens. Esses sintomas o levaram a ter um progressivo isolamento social. Nega uso atual de drogas ou problemas clínicos. É observada negligência no cuidado com a aparência e na higiene, e seu afeto é embotado. Parece um pouco nervoso no ambiente e caminha em torno da sala de exame. Sua fala tem velocidade, ritmo e tom normais. Não tem tratamento prévio.
Quais aspectos adicionais do exame do estado mental são mais prováveis de serem encontrados nesse paciente considerando o quadro descrito?