Questões de Concurso
Sobre teorias e técnicas psicoterápicas em psicologia
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“Acompanhar crianças ou adultos com necessidades especiais em atividades diversas, a fim de proporcionar maior autonomia e inserção social.”
A área de atuação acima corresponde a:
Coluna 1 1. Pouco dependentes de álcool. 2. Muito dependentes de álcool.
Coluna 2 ( ) Hospitalização. ( ) Terapia breve cognitiva focal. ( ) Informação. ( ) Terapia mais extensa com abordagem de outros problemas.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
I. A técnica breve é assim denominada devido ao seu tempo de duração ser inferior ao de uma psicoterapia clássica. A limitação de tempo na terapia provoca efeito estimulante sobre o processo terapêutico e sobre o comprometimento emocional. Por outro lado, a psicoterapia breve mobiliza rapidamente no paciente os problemas relacionados com o fim de uma psicoterapia: a angústia de separação, o luto e a dor. Para evitar isso, é preciso estabelecer desde o princípio um número definido de sessões ou deixar em aberto desde o início a duração do tratamento sem determinar um final para o mesmo.
II. Sabe-se que toda técnica psicoterapêutica precisa ter suas teorias e métodos bem definidos, pois são estes que auxiliam o psicólogo na condução do processo de análise. No entanto, o que diferencia a psicoterapia breve das outras práticas psicológicas é o tempo de duração e as suas especificidades.
III. Definir um objetivo tem como principal função traçar as metas psicoterapêuticas com o propósito de fazer com que o paciente caminhe rumo aos seus objetivos, servindo como uma motivação ao mesmo. IV. O planejamento implica um projeto do terapeuta, que o obriga a negligenciar alguns aspectos da problemática do paciente e a dar mais atenção a outros.
Sobre o Psicodrama, analise as afirmativas abaixo e assinale a opção correta.
I. O psicodrama nasceu como uma abordagem sócio-psicoterápica construída por Jacob Levy Moreno (1889- 1974) na primeira metade do século passado. Podemos afirmar que o psicodrama é uma abordagem que se situa na interface entre a arte e a ciência, mantendo os benefícios de ambas. Foi definido pelo seu criador como o método que estuda as verdades existenciais através da ação. Surgiu como uma reação aos métodos individualistas e racionalistas predominantes e privilegiou o estudo do homem em relação, como um ser bio - psico - social e cósmico.
II. O psicodrama é uma das terapias de base fenomenológico-existenciais, tanto quanto, outras terapias vivenciais, como é exemplo também a gestalt - terapia. Estas abordagens vivenciais têm como base ajudar o cliente a experienciar a sua existência, buscando a compreensão fenomenológica do ser existente. Partem do princípio de que o homem é construtor de si próprio e do seu mundo. O psicodrama busca fazer o indivíduo alcançar uma existência autêntica, espontânea e criativa. Nas abordagens vivenciais, a técnica e a teoria são secundárias em relação à pessoa e à importância da relação terapeuta e cliente.
III. A teoria da criatividade é o núcleo dinâmico da teoria de Moreno. Em sua dimensão filosófica é a criatividade que explica a constante espontaneidade do mundo e a concepção do homem como “gênio em potencial”. O ser humano vive em estado de perpétua originalidade e de adequação pessoal e existencial à realidade em que vive. Busca naturalmente a liberação da espontaneidade, mas, por outro lado, busca a segurança do imutável (das conservas culturais). A criatividade é um catalisador e não uma energia acumulável, não se conserva e, para Moreno, é um catalisador essencial ao ser humano.
IV. A catarse de integração é a catarse do ator e do criador. Tenta limpar o passado da sua vigência no presente. Ela é precipitada pela “concretização” na ação psicodramática. A integração é o próprio processo, muitas vezes parcial, gradual, lento e penoso. Após a catarse, o passado é restituído ao passado e deixa de determinar o presente, mas integra-se a ele. A catarse de integração devolve ao sujeito sua liberdade criadora. Novo universo é visualizado. Num grupo, a catarse integra intencionalidades, intersubjetividades e intuições do co-inconsciente grupal. A catarse de integração é um processo mental, corporal, individual, coletivo.
V. O conceito de realidade primária é fundamental e foi introduzido no psicodrama para ajudar na apresentação da verdade pessoal do protagonista. Nela, o protagonista representa a sua verdade na forma objetiva e subjetiva, ou seja, não é apenas o que realmente aconteceu, mas o que nunca ocorreu embora tenha sido desejado, temido ou admirado: o desconhecido, o não-dito, o não-nascido, o sonho, esperanças, as sensações de dèja vu, medos, desapontamentos, expectativas e desejos frustrados. O que conta é o que parece "fenomenologicamente" verdadeiro para o protagonista, faz parte da verdade pessoal do protagonista e da sua experiência singular da realidade, portanto, tem validação existencial.
A esse respeito, é correto afirmar: