Questões de Concurso
Sobre semiologia psiquiátrica e critérios de normalidade em psicologia
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De acordo com a obra O Normal e o Patológico, de Georges Canguilhem, é CORRETO afirmar que:
INSTRUÇÃO: Leia o texto a seguir para responder à questão 03.
O transtorno da personalidade foi, ao longo dos últimos dois séculos, nomeado de diversas formas: insanidade moral (“moral insanity”, de Prichard), monomania moral, transtorno ou neurose de caráter etc. Entretanto, o termo que mais se tornou popular entre os profissionais de saúde mental foi psicopatia. Tal vocábulo, infelizmente, foi utilizado de modo muito impreciso, ora se identificando psicopatia com personalidade sociopática, ora com transtornos da personalidade em geral.
Fonte: DALGALARRONDO, Paulo. Psicopatologia e semiologia dos transtornos mentais. 2. ed. Porto Alegre: Artmed, 2008.
Segundo a classificação de transtornos mentais da Organização Mundial da Saúde (OMS, 1993), a CID-10, os transtornos da personalidade são definidos pelas seguintes características:
I. O padrão normal de comportamento inclui poucos aspectos do psiquismo e da vida social do indivíduo, restrito a uma área.
II. Os transtornos da personalidade, geralmente, surgem na infância ou adolescência e tendem a permanecer relativamente estáveis ao longo da vida do indivíduo.
III. O padrão comportamental é mal-adaptativo, pois produz uma série de dificuldades para o indivíduo e/ou para as pessoas que com ele convivem.
IV. São condições não relacionadas diretamente à lesão cerebral evidente ou a outro transtorno psiquiátrico.
Está CORRETO o que se apresenta em:
Critérios de saúde:
( ) Normalidade funcional: este critério procura ser objetivo. Algo é considerado patológico a partir do momento em que se torna disfuncional, isto é, quando começa a gerar sofrimento para o indivíduo e/ou para seu grupo social;
( ) Normalidade operacional: usando este critério, o avaliador dá maior ênfase à percepção do próprio indivíduo em relação ao seu estado de saúde. A principal crítica a este critério é que, alguns sujeitos em fase maníaca, sentem-se ‘saudáveis e felizes’, apesar de apresentarem um transtorno mental grave;
( ) Normalidade como liberdade: para alguns autores de orientação fenomenológica, a doença mental seria a perda da liberdade existencial. Desta maneira, a saúde mental se vincularia às possibilidades de transitar com graus distintos de liberdade sobre o mundo e sobre o próprio destino. Aqui a saúde mental pode ser vista como a possibilidade de dispor de senso de realidade, senso de humor e um sentido poético perante a vida;
( ) Normalidade relativa: este é um critério assumidamente arbitrário, com finalidades pragmáticas explícitas. É definido, a priori, o que é normal e o que é patológico e busca-se trabalhar operacionalmente com esses conceitos.
Levando-se em consideração que V significa Verdadeiro e F significa Falso, a sequência das proposições acima é:
Com base no caso clínico anterior, considerando-se o Manual Diagnóstico e Estatístico dos Transtornos Mentais (DSM-V) bem como as contribuições da psicopatologia, o transtorno apresentado por Paulo é denominado
[1] A psicopatologia é o estudo sistemático do comportamento, da cognição e da experiência anormais; o estudo dos produtos de uma mente com um transtorno mental. Isto inclui as psicopatologias explicativas, nas quais existem supostas explicações, de acordo com conceitos teóricos (p. ex., a partir de uma base psicodinâmica, comportamental ou existencial, e assim por diante), e a psicopatologia descritiva, que consiste da descrição e da categorização precisas de experiências anormais , como informadas pelo paciente e observadas em seu comportamento, psicopatologia descritiva consiste, portanto de duas partes distintas: a observação do comportamento e a avaliação empática da experiência subjetiva. [2] Na psicopatologia descritiva a observação acurada é extremamente importante e um exercício muito mais útil do que simplesmente contar os sintomas; às vezes o uso servil de listas de sintomas, para a verificação de sua presença ou ausência, tem impedido a observação clinica genuína. A objetividade é crucial, mas existe também a necessidade de observar-se mais do que apenas o comportamento.
Assinale a alternativa CORRETA.
A respeito dos mais variados transtornos psicopatológicos, julgue o item a seguir.
Comportamentos de automutilação, gastos constantes e
excessivos, mudanças fortes na autoimagem, alimentação
compulsiva e uso de substâncias ilícitas são comportamentos
compatíveis com transtorno de personalidade esquizoide.
Esta é uma forma especial de norma social, definida por uma categoria especial de pessoas. Como as normas sociais, também estas estão sujeitas a certa dose de arbitrariedade. Os atuais sistemas de classificação (DSM-V e CID-10) são formas especiais desta norma que têm por fim reduzir os perigos de arbitrariedade.
A descrição acima corresponde a:
Analise o que se enuncia a seguir:
"Investiga a natureza de irregularidades ou inconsistências no quadro sintomático ou em resultados de testes, para estabelecer distinções entre níveis de funcionamento, quadros psicopatológicos (especialmente, patologias subjacentes), tipo de emergência, etc. A tendência clínica atual é a colocar uma ênfase especial neste tipo de diagnóstico ".
(CUNHA, Jurema Alcides et al. Psicodiagnóstico. Artes Médicas. 1989.2ª ed. Porto Alegre. P.9-11.).
O enunciado apresenta elementos que identificam o "Diagnóstico":
Denis não apresenta delirium.
(...) “Que seja imenso o campo das nossas sensações e intuições sensíveis, isto é, das representações obscuras no ser humano, de que não somos conscientes, ainda que possamos concluir indubitavelmente que as temos; que, ao contrário, as representações claras contenham apenas infinitamente poucos pontos acessíveis à consciência; que, por assim dizer, no grande mapa de nosso espírito só haja poucos lugares iluminados, isso pode nos causar espanto com relação a nosso próprio ser (...) O campo das representações obscuras é o maior no ser humano... frequentemente jogamos com representações obscuras e temos interesse em ocultar à imaginação objetos desejados ou indesejados; com mais frequência, porém, somos nós mesmos um jogo das representações obscuras, e nosso entendimento não pode se salvar dos absurdos em que é posto pela influência delas, ainda que as reconheça como engano.” (John Locke).
Inspirados a partir da leitura do texto e com seus conhecimentos sobre psicopatologias e métodos clínicos, assinale a única alternativa que se relaciona de forma correta com o pensamento do filósofo iluminista.
I. Psique - alma ou mente. II. Logo - lógica ou o conhecimento. III. Aidios- eterno. IV. Pathos – paixã, sofrimento ou doença. V. Physis–natureza.
Estão CORRETAS:
Aqui são considerados os aspectos dinâmicos do desenvolvimento psicossocial. Consideramse as estruturações e reestruturações ao longo do tempo, dando grande importância a esses acontecimentos durante crises e mudanças próprias a certos períodos etários. É um critério que recebe particular simpatia da psiquiatria infantil, de adolescentes e geriátrica.
A descrição acima corresponde a:
I. Na psicopatologia psicanalítica, os sintomas e síndromes mentais são considerados formas de expressão de conflitos, predominantemente inconscientes, de desejos que não podem ser realizados, de temores aos quais o indivíduo não tem acesso. O sintoma é encarado, nesse caso, como uma “formação de compromisso”, um certo arranjo entre o desejo inconsciente, as normas e as permissões culturais e as possibilidades reais de satisfação desse desejo.
II. Auxiliar a seleção de estratégias de manejo de turma, contribuir para o planejamento das estratégias de ensino, auxiliar na percepção da equipe pedagógica sobre a realidade dos alunos e adotar novos pontos de vista sobre o desenvolvimento infantil no ambiente educacional são atividades vedadas ao psicólogo na equipe multidisciplinar de uma instituição de ensino.
Marque a alternativa CORRETA: