Questões de Concurso
Sobre cid-10 e dsm em psicologia
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Analise os sintomas seguidos:
I.Taquicardia e palpitação e falta de ar.
II.Suores, calafrios, tremores e formigamentos.
III.Náuseas e dores abdominais e sensação de desmaio.
IV.Medo de perder o controle e medo de morrer.
V.Agressividade e enfrentamento de qualquer problema.
VI.Regressão e negação da realidade.
Estão coerentes com os sintomas da "Síndrome do pânico", APENAS:
Sobre "FOBIA", marque a afirmação INCORRETA.
(Por: Dr. Rui Brandão. Médico. Ele é Co-fundador do Zenklub. Plataforma de saúde emocional e desenvolvimento pessoal que oferece conteúdos, ferramentas profissionais e especializados para mais de 1,5 milhão de pessoas no Brasil.)
O enunciado apresenta elementos que caracterizam:
I. O psicopatólogo alemão, Kurt Schneider estudou os transtornos de personalidade, concebendo as personalidades anormais tanto no sentido negativo (com muitas dificuldades e problemas pessoais e interpessoais) como no sentido positivo, ou seja, pessoas muito criativas, sagazes e produtivas. A partir desta perspectiva, entende-se que nem todas as personalidades anormais seriam indicativas de psicopatologia.
II. Os transtornos de personalidade são condições, de modo geral, relacionadas diretamente a lesão cerebral evidente, seja inata ou adquirida, também conhecidas como transtornos neuropsicológicos orgânicos.
III. Segundo as classificações atuais de transtornos mentais, a Classificação Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde (CID-11) e o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-5), os transtornos de personalidades geralmente começam a surgir no final da infância e adolescência, e no início do período adulto, costumam estar claramente configurados, apresentando como tendência, a duração e permanência ao longo da vida do sujeito.
IV. O transtorno de personalidade leva a diferentes graus de sofrimento, afetando exclusivamente o paciente e os aspectos pessoais de sua vida (solidão, sensação de fracasso pessoal, dificuldades nos relacionamentos, dor psíquica).
V. O padrão anormal de experiências internas e comportamentos exclui muitos aspectos do psiquismo e da vida psíquica e social do indivíduo, sendo restrito a apenas um tipo de reação ou a uma área circunscrita do psiquismo; ele se limita a uma relação pessoal ou a uma situação específica e única.
De acordo com as assertivas acima, as informações que foram verdadeiramente apresentadas encontram-se nas assertivas:
No que se refere às estratégias de suporte e prevenção no caso de Denis, o apoio familiar e bom relacionamento interpessoal constituem fatores de proteção para comportamentos autolesivos com ou sem intenção suicida.
A avaliação psicológica de Denis realizada quando ele tinha 4 anos de idade deve, obrigatoriamente, ter excluído o diagnóstico de fobia simples, haja vista a ausência de persistência, desproporcionalidade e irracionalidade do medo frente a um objeto fóbico.
Denis apresenta um transtorno de personalidade com prejuízo moderado na esfera interpessoal.
O nível de ansiedade e o pavor apresentados por Denis na situação em que sua irmã ficou trancada no quarto foi fator predisponente para o desenvolvimento do transtorno de estresse pós-traumático.
Há evidências de alucinações cinestésicas no quadro de Denis.
Comprometimento acentuado da percepção da duração temporal pode ocorrer em quadros como o de Denis, assim como em situações com significativo teor emocional.
O quadro de psicose breve apresentado por Denis pode ser desencadeado com ou sem um estressor evidente.
Denis não apresenta critérios diagnósticos para catatonia.
I. Os transtornos de ansiedade diferem entre si nos tipos de objetos e situações que induzem ao medo, ansiedade ou comportamento de esquiva e na ideação cognitiva associada. II. Embora os transtornos de ansiedade tendem a ser altamente comórbidos entre si, podem ser diferenciados pelo exame detalhado dos tipos de situações que são temidos ou evitados e pelo conteúdo dos pensamentos ou crenças associadas. III. Os transtornos de ansiedade se distinguem do medo ou ansiedade adaptativa por serem excessivos ou persistirem além de períodos apropriados ao nível de desenvolvimento. IV. Cada transtorno de ansiedade é diagnosticado somente quando os sintomas não são consequência dos efeitos fisiológicos do uso de uma substância/medicamento ou de outra condição médica, ou quando não são mais bem explicados por outro transtorno mental.
I. Com a aplicação das regras elaboradas no DSM-5, o diagnóstico de TEA passa a pressupor uma definição a partir de duas categorias: de um lado a alteração na comunicação e no outro, a presença de comportamentos repetitivos e estereotipados. II. Quanto ao estado de gravidade, o TEA tem suas características separadas por níveis, sendo o nível 3 o de maior comprometimento nas categorias. III. Instrumentos padronizados de diagnóstico do comportamento, entrevista com cuidadores, questionários e medidas de observação clínica podem aumentar a confiabilidade do diagnóstico ao longo do tempo. IV. Alguns indivíduos no TEA, desenvolvem comportamento motor semelhante à catatonia, embora não costume alcançar a seriedade de um episódio catatônico, sendo esse risco mais evidente nos anos da adolescência.