Questões de Concurso
Sobre visão holística da educação em pedagogia
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No exercício da docência no Ensino Fundamental, os fundamentos filosóficos, sociológicos e pedagógicos da educação orientam a compreensão do papel da escola e das práticas educativas. Considerando essa perspectiva, analise a situação a seguir:
Em uma escola pública, o professor organiza suas práticas a partir da compreensão de que o processo educativo envolve a formação integral do sujeito, reconhecendo as influências das relações sociais, das concepções de conhecimento e das finalidades atribuídas à educação na sociedade.
A respeito dessa prática, assinale a alternativa correta:
Nos primeiros tempos, mais do que filósofos ou matemáticos, os gregos foram guerreiros, músicos e ginastas. Assim, mais do que jurídica ou científica, a educação do cidadão livre era ética e artística [...], dentro de uma cultura pouco acostumada a separar a verdade da beleza. Mais tarde, sob a influência de Sócrates e Epicuro (um sujeito feio e outro doentio) é que a educação começa a ser pensada como formadora do espírito. Por muitos e muitos séculos ela aponta para a harmonia que existe na beleza do corpo (e a destreza para a luta) ao lado da clareza da mente (e a fidelidade à polis dos cidadãos livres). (p. 43).
BRANDÃO, C. R. O que é educação? São Paulo: Brasiliense, 2007.
O excerto trata da educação na antiguidade, notadamente a educação grega, ainda hoje fonte de reflexões acerca do alcance, modo de existência e sentido do que denominamos de educação. É que os gregos tinham um modo peculiar de concebê-la, cujo ideário era buscar a formação humana completa, excelente, virtuosa, o que significa formar o ser humano abarcando, em conjunto, a dimensão estética, filosófica, ética, corporal etc. Como se denomina esse ideário de educação na Grécia Antiga?
Leia o texto a seguir para responder à questão.
“AS PESSOAS AINDA NÃO FORAM TERMINADAS...”
(Rubens Alves)
As diferenças entre um sábio e um cientista? São muitas e não posso dizer todas. Só algumas.
O sábio conhece com a boca, o cientista, com a cabeça. Aquilo que o sábio conhece tem sabor, é comida, conhecimento corporal. O corpo gosta. A palavra “sapio”, em latim, quer dizer “eu degusto”... O sábio é um cozinheiro que faz pratos saborosos com o que a vida oferece. O saber do sábio dá alegria, razões para viver. Já o que o cientista oferece não tem gosto, não mexe com o corpo, não dá razões para viver. O cientista retruca: “Não tem gosto, mas tem poder”... É verdade. O sábio ensina coisas do amor. O cientista, do poder.
Para o cientista, o silêncio é o espaço da ignorância. Nele não mora saber algum; é um vazio que nada diz. Para o sábio o silêncio é o tempo da escuta, quando se ouve uma melodia que faz chorar, como disse Fernando Pessoa num dos seus poemas. Roland Barthes, já velho, confessou que abandonara os saberes faláveis e se dedicava, no seu momento crepuscular, aos sabores inefáveis.
Outra diferença é que para ser cientista há de se estudar muito, enquanto para ser sábio não é preciso estudar. Um dos aforismos do Tao-Te-Ching diz o seguinte: “Na busca dos saberes, cada dia alguma coisa é acrescentada. Na busca da sabedoria, cada dia alguma coisa é abandonada”. O cientista soma. O sábio subtrai.
Riobaldo, ao que me consta, não tinha diploma. E, não obstante, era sábio. Vejam só o que ele disse: “O senhor mire e veja: o mais importante e bonito do mundo é isto: que as pessoas não estão sempre iguais, ainda não foram terminadas — mas que elas vão sempre mudando...”
É só por causa dessa sabedoria que há educadores. A educação acontece enquanto as pessoas vão mudando, para que não deixem de mudar. Se as pessoas estivessem prontas não haveria lugar para a educação. O educador ajuda os outros a irem mudando no tempo. (...) Parece que, ao nos criar, o Criador cometeu um erro (ou nos pregou uma peça!): deu-nos um DNA incompleto. E porque nosso DNA é incompleto somos condenados a pensar. Pensar para quê? Para inventar a vida! É por isso, porque nosso DNA é incompleto, que inventamos poesia, culinária, música, ciência, arquitetura, jardins, religiões, esses mundos a que se dá o nome de cultura.
Pra isso existem os educadores: para cumprir o dito do Riobaldo... Uma escola é um caldeirão de bruxas que o educador vai mexendo para “desigualizar” as pessoas e fazer outros mundos
(Revista Educação, edição 125)
Relacione as dimensões do indivíduo em uma perspectiva integral, listadas a seguir, a seus respectivos exemplos.
1. Cognitivo
2. Socioemocional
3. Cultural
4. Biofisiológico
( ) Grau de sociabilidade e de motivação no processo de aprendizagem.
( ) Necessidade de adaptações no espaço escolar para a adequada locomoção.
( ) Experiência de vida e suas marcas, como a forma de utilizar a língua.
( ) Forma preferencial de aprendizado, se expositiva, interativa ou outra.
Assinale a opção que indica a relação correta, na ordem apresentada.
Com base nessa afirmação, marque a alternativa INCORRETA:
Anísio Teixeira foi um dos maiores nomes da educação no Brasil, reconhecido por seu trabalho em defesa de uma educação pública, gratuita e de qualidade para todos. Ele foi pioneiro na implementação de uma educação voltada para a formação integral do indivíduo, influenciado pelos ideais da ______________ , movimento que defendia uma pedagogia ativa, centrada no aluno e nas necessidades da sociedade.
Observe a imagem a seguir:

Após leitura e análise dos elementos da imagem acima, com qual dos teóricos podemos relacioná-los?
(__) A barbárie na educação se manifesta na ausência de liberdade de ensinar e a não imposição de um currículo homogêneo e padronizado.
(__) A barbárie pode ser compreendida como a negação da educação crítica e reflexiva, que visa à formação de cidadãos conscientes e transformadores.
(__) A educação contra a barbárie se constrói por meio do diálogo, da valorização da diversidade e do respeito à individualidade.
(__) A barbárie na educação se caracteriza pela promoção da intolerância, do preconceito e da discriminação.
A sequência está correta em:
I. "O primeiro passo prático, em qualquer reforma educacional, é dar o primeiro passo prático". Schafer defende que a ação precede a teoria na educação musical. A prática, para ele, é o ponto de partida para qualquer mudança. O maior obstáculo para o professor é a própria teoria, quando utilizada como justificativa para a inação. A música é uma atividade prática, e aprender a fazer música é mais importante do que discutir sobre ela.
II. "Na educação, fracassos são mais importantes do que sucessos. Nada é mais triste do que uma história de sucessos". Ao afirmar que 'na educação, fracassos são mais importantes do que sucessos', Schafer critica a cultura do sucesso a todo custo. Para ele, a busca incessante por resultados positivos pode levar o professor a negligenciar a importância da reflexão sobre sua prática. Os fracassos, por sua vez, oferecem uma oportunidade única para que o educador identifique as falhas em seu trabalho e busque soluções mais eficazes. Dessa forma, os erros se transformam em valiosas ferramentas de aprendizado e desenvolvimento profissional.
III. "Não há mais professores, mas uma comunidade de aprendizes". A frase de Schafer reflete uma visão democrática da educação, onde todos, incluindo o professor, são aprendizes. Essa perspectiva horizontal valoriza a experiência e a individualidade de cada membro da comunidade, estimulando a colaboração e a construção conjunta do conhecimento.
"Educação é um conceito amplo que se refere ao processo de desenvolvimento unilateral da personalidade, envolvendo a formação de qualidades humanas físicas, morais intelectuais, estéticas tendo em vista a orientação da atividade humana na sua relação com o meio social, em determinado contexto de relações sociais."
Tendo o fragmento do texto acima como referência inicial e considerando a relevância do tema por ele tratado, julgue o item seguinte.
LIBÂNEO, J. C. Didática. 28ª reimpressão. São Paulo: Cortez, 2008,
"Educação é um conceito amplo que se refere ao processo de desenvolvimento unilateral da personalidade, envolvendo a formação de qualidades humanas físicas, morais intelectuais, estéticas tendo em vista a orientação da atividade humana na sua relação com o meio social, em determinado contexto de relações sociais."
Tendo o fragmento do texto acima como referência inicial e considerando a relevância do tema por ele tratado, julgue o item seguinte.
LIBÂNEO, J. C. Didática. 28ª reimpressão. São Paulo: Cortez, 2008,