Questões de Concurso
Sobre teorias e práticas para o ensino religioso em pedagogia
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Alguns pensadores modernos reivindicam a humanização e a racionalização do Sagrado pelo próprio homem. Nesse sentido, relacione as seguintes ideias aos seus respectivos autores e assinale a alternativa que apresenta a sequência correta.
I. Sustenta que a emancipação humana se daria pela supressão da religião, entendida por ele como fator preponderante no processo da alienação humana. Segundo esse pensador, o homem cria a representação da perfeição em um ser Absoluto – Deus −, precisamente porque deseja a perfeição absoluta, mas tem consciência de que não poderá atingi-la. Assim, Deus passa a ser a única possibilidade de realização dos seus sonhos de perfeição inatingíveis.
II. Atribui à filosofia um papel de crítica ao Estado não democrático e à religião, os quais, segundo a sua concepção, são fontes da alienação. Argumenta também que a emancipação humana não se daria por meio da simples supressão da religião, mas pela consciência intelectual e política que passa pela superação do individualismo egoísta e pela conquista da cidadania, de membro ativo de uma comunidade.
III. Busca demonstrar a relação de mútua influência existente entre o sistema de crença e o sistema econômico, com desdobramentos no âmbito da estratificação social. Trabalha com a possibilidade de que a conduta religiosa influencia na transformação econômica das diversas sociedades.
I. O termo “seita” foi utilizado como qualificação negativa dos grupos religiosos minoritários, oriundos do cristianismo ou de outras matrizes religiosas, por aqueles que zelavam pela legitimidade e hegemonia das grandes tradições religiosas ocidentais, de modo particular nas chamadas Igrejas históricas. II. Seita e igreja são conceitos utilizados sociologicamente como modos de organização religiosa que podem concretizar-se de duas maneiras. Primeiro, em grupos religiosos concretos, caracterizados predominantemente pelos aspectos sectários no seu modo de se organizar. Em segundo lugar, para caracterizar posturas religiosas que podem marcar grupos e indivíduos, mesmo que dentro de um grupo maior, que não tenham em seu conjunto traços sectários. III. As noções de igreja e seita são correlacionadas: uma é formulada em relação à outra. Por outro lado, pode ocorrer um gradiente entre os tipos bipolares seita-igreja, de forma que podemos detectar os comportamentos sectários que gradativamente vão adquirindo características eclesiais e vice-versa.
( ) Os budistas acreditam em um ciclo de reencarnação em que a pessoa morre e renasce até atingir a iluminação. Segundo essa crença, são os atos praticados por cada pessoa que vão determinar a vida que ela terá ou o que será quando reencarnar. As ilusões e os apegos fazem com que as pessoas permaneçam aprisionadas ao ciclo de nascimentos e mortes. ( ) Os cristãos acreditam no dia do juízo final, que seria um ajuste de contas de toda a humanidade. A doutrina dessa religião baseia-se na crença de que todo ser humano é eterno. A morte é uma passagem dessa vida para outra e, dependendo de seus atos em vida, o indivíduo alcançará o céu e, se for condenado, irá para o inferno. ( ) Os hindus acreditam que haverá o dia do juízo final, no qual as pessoas serão julgadas. Para eles, não existe a reencarnação e sim uma vida no paraíso para os fiéis, justos e esforçados. O corpo após a morte não significa mais nada, portanto a morte acontece quando a alma se separa do corpo e é levada por anjos da morte que ajudam a realizar essa tarefa. ( ) Os islâmicos acreditam na reencarnação, isto é, que a alma não morre com a pessoa, mas volta em outro corpo para pagar pelos erros acumulados em vidas passadas até purificar-se. A crença na reencarnação contém a ideia do karma que determina a sucessão de nascimentos e mortes pelos quais o ser humano tem que passar. ( ) Para os judeus, a vida é sagrada, a morte não é o final da vida, apenas o fim do corpo ou da matéria. Creem na ressurreição da carne no final dos tempos, mas também existe a possibilidade de reencarnação. Acreditam que existe outro mundo para onde as almas vão. No entanto, a alma pode voltar para a terra em outro corpo para completar a sua missão.
I. seus seguidores tentam relembrar o animal de seu totem ancestral em marcas que são feitas por todo o corpo por meio de cortes profundos. II. o objetivo da prática é marcar e lembrar a sua origem e delimitar algumas condutas sociais, entre elas o casamento, que só deve acontecer entre pessoas que sejam do mesmo animal totêmico. III. os feiticeiros que fazem as cerimônias ou cultos são pessoas respeitadas dentro do clã, pois consolidam a cultura religiosa por meio das cerimônias e dos ritos de cura, de passagem e de iniciação. V. segundo sua cultura, o totem confere força mágica ao homem.
I. Cada nação indígena possui a sua própria religião, com seus ritos, cantos, danças, acessórios, símbolos, indumentária, pinturas corporais, mitos e jeitos de celebrar os importantes momentos da vida. II. Nas comunidades indígenas, a religião é parte integrante do cotidiano. A vida gira em torno do sagrado. III. A estrutura das religiões indígenas não permite o equilíbrio do homem com o meio e a harmonia com a “Mãe Terra”. IV. A religiosidade indígena é marcada pela burocracia institucional, tudo gira em torno das experiências do sagrado e não em uma fundamentação teórica. V. As comunidades indígenas acreditam nas forças da natureza e nos espíritos dos antepassados.
“O islã, que se encontraria manchado pelo terror de extremistas árabes e iranianos, deveria ser introduzido com uma fisionomia, mas alegre no século XXI, dizem por vezes os turcos. Isso é de se esperar, mas pressupõe que os direitos universais do homem recebam uma clara fundamentação por parte do islamismo e que a questão dos curdos seja resolvida. Os direitos humanos exigem e impõem a igualdade jurídica, tanto de mulheres como também de não-muçulmanos. No tocante a isso, a “Declaração do Cairo sobre os Direitos Humanos no islã”, emitida pelos quarenta estados membros da Organização da Conferência Islâmica, fica atrás da Declaração dos Direitos Humanos das Nações Unidas, de 1948 (também no tocante à integridade corporal).
KÜNG, Hans. Religiões do mundo. Em busca dos pontos comuns. Campinas: Verus Editora, 2004. p. 279.
Hans Küng ressalta a importância de que cada religião pode contribuir na resolução dos grandes problemas da humanidade, contribuindo e somando esforços para o diálogo comum, altero e fraterno. Ao analisar a 2ª maior religião do planeta – e em vertiginosa crescente –, enfatiza a busca das soluções no seio do Islamismo, de suas divisões e das concepções diversas de interpretação do Alcorão.
O texto acima, aborda os seguintes elementos: