Questões de Concurso
Sobre teorias e práticas para o ensino de língua portuguesa em pedagogia
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De acordo com a Base Curricular da Rede Municipal de Ensino de Palhoça, os eixos que configuram o componente curricular da Língua Portuguesa, para os anos iniciais do Ensino Fundamental, de acordo com a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), são:
1. Oralidade.
2. Análise linguística/semiótica.
3. Leitura/escuta.
4. Produção de textos.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas
corretas.
TEXTO VIII



VERÍSSIMO, Luís Fernando. A História, mais ou menos. In:
O nariz e outras crônicas. São Paulo: Ática, 1994, p. 30-1.
(Para gostar de ler.)
I. Apropria-se de variedades linguísticas próximas a um público juvenil para efeitos de humor e adesão de maior público. II. Utiliza variações linguísticas urbanas da fala e preserva-se de eventuais preconceitos linguísticos. III. Apresenta a sintaxe inacabada, em virtude do uso de termos que representam expressões da fala. IV. Embora não se trate de um gênero da oralidade, a fluidez das linguagens escrita e falada evidenciam-se por meio de marcas linguísticas.
É correto o que se afirma em
Na semana de aperfeiçoamento docente para o ensino básico da Escola Horizonte do Saber, durante um grupo de discussão sobre Linguagens, Códigos e suas Tecnologias, os professores debateram os aspectos cognitivos da leitura e três deles se posicionaram do seguinte modo:
I. A professora Ana afirmou que, ao interpretar um texto, sempre considera o conhecimento prévio dos alunos, priorizando não só o que eles, enquanto leitores, já conhecem, mas também o conhecimento acumulado ao longo da vida, além de acionar os conhecimentos linguísticos e textuais durante a leitura.
II. O professor Bruno mencionou que diversos coeficientes de conhecimento são acionados durante a leitura. Por isso, ele incentiva seus alunos a fazerem inferências por conta própria enquanto leem, evitando interferir nas conclusões deles.
III. A professora Camila disse que avalia mais os conhecimentos linguísticos e textuais do que o conhecimento de mundo dos alunos, pois esses são os elementos que precisam ser ativados para que o leitor compreenda o que está lendo.
Com base nas concepções sobre as relações entre texto e leitor, é correto o que se afirma apenas em
Essa concepção faz referencia à linguagem:
I. A análise linguística partirá não do texto “bem escritinho”, do bom autor selecionado pelo “fazedor de livros didáticos”. Ao contrário, o ensino gramatical somente tem sentido se for para auxiliar o aluno e por isso partirá do texto do aluno.
II. A preparação das aulas de prática de análise linguística será a própria leitura dos textos produzidos pelos alunos nas aulas de produção de textos.
III. Para cada aula de prática de análise linguística, o professor deverá selecionar apenas um problema; de nada adianta querermos enfrentar todos os problemas que podem acontecer num texto produzido por nosso aluno.
IV. Fundamentalmente, a prática de análise linguística deve se caracterizar pela retomada do texto produzido na aula de produção (segunda-feira, no horário proposta) para reescrevê-lo no aspecto tomado como tema na aula de análise.
V. O material necessário para as aulas de prática de análise linguística: os Cadernos de Redações dos alunos; um caderno para anotações; dicionários e gramáticas.
Estão CORRETAS:
Assinale a alternativa CORRETA:
Sobre os modelos teórico-metodológicos de aprendizagens da língua, analise os itens a seguir, e assinale:
1. Práticas de Análise Linguística 2. Ensino de Gramática
( )Identificar e classificar os termos em orações e períodos.
( )Leitura e comparação de gêneros diversos.
( )Observação de casos particulares para se chegar a condições mais gerais.
( ) Transformar advérbios em locuções adverbiais.
( )Consulta a manuais, gramáticas e dicionários para ampliar as discussões e o próprio repertório de expressões etc.
Assinale a sequência CORRETA:
I. Oralidade e escrita são práticas e usos da língua com características próprias, mas não suficientemente opostas para caracterizar dois sistemas linguísticos nem uma dicotomia
II. O processo de comunicação oral dá-se de forma espontânea, improvisada, ou como escrita oralizada e consiste de elementos verbais e paraverbais – postura do orador, gestos, voz, entonação, imagens e notas de apoio. A presença do oral, geralmente, quando se dá em sala de aula, ocorre atrelada à estrutura escrita da língua.
III. O ensino da língua oral ocupa pouco espaço nas escolas, o que é, de certa forma, contraditório, uma vez que, antes mesmo de aprendermos a ler e a escrever.
Está(ão) CORRETO(S):
I. As escolas desempenham um papel importante no processo de formação de leitores. Há escolas que fazem um esforço para formar leitores literários perenes, enquanto outras usam a literatura para atender esta ou aquela atividade que visa diretamente ao aprendizado escolar. II. Pela leitura, o leitor, ao entrar em contato com o mundo da literatura, com a grande variedade de temas, obras e escritores, estará experienciando o conhecer a si mesmo e o outro, com a construção de outras visões da realidade. III. O professor mediador potencializa a aquisição da prática de leitura e da formação do leitor literário na sala de aula. Para que a leitura alcance o seu potencial transformador e humanizador, faz-se necessário promover a formação de um leitor-fruidor. IV. O professor, para atuar como um mediador de leitura em sala de aula, precisa ser leitor, falar sobre sua experiência como leitor, criar e utilizar estratégias de leitura, potencializar a prática e o gosto pelo ato de ler. Se as relações do professor com os livros forem débeis, grandes serão as chances de que a sua atuação não favoreça a formação de leitores.
Fonte: DALVI, M. A.; REZENDE, N. L. de; JOVER-FALEIROS, R. Leitura de Literatura na Escola. São Paulo: Parábola, 2013. (adaptado). Fonte: SANTOS, F. dos; NETO, J. C. M.; RÖSING, T. M. K. Mediação de leitura: discussões e alternativas para a formação de leitores. São Paulo: Global, 2009.
Sobre a formação do leitor literário, assinale a alternativa CORRETA.
Coluna 1
1. Prática de ensino de gramática contextualizada. 2. Gramática descritiva. 3. Gramática internalizada. 4. Gramática normativa. 5. Prática de ensino de gramática na perspectiva analítico-reflexiva.
Coluna 2
( ) Descreve a língua num dado momento histórico em função da explicitação de formas legitimadas de uso da língua, que é considerada um sistema de códigos. Compromete-se com a descrição de regras e conceitos, resultando em um trabalho com metalinguagens. ( ) Exclui a possibilidade de aulas meramente expositivas, arraigadas de metalinguagens, desenvolve atividades que provocam os estudantes, estimulando-os rumo à descoberta de sentidos textuais a partir de análises dos elementos linguísticos, refletindo sobre a língua em usos concretos (concepção de linguagem enquanto interação). ( ) Descreve a estrutura e funcionamento da língua, de sua forma e função, sem interesses prescritivos. ( ) Usa o texto como referência para análises gramaticais convencionais, do tipo: retire os substantivos do texto; analise morfológica e sintaticamente a última frase do texto; leia o poema e sublinhe os verbos transitivos, etc. ( ) Refere-se ao conjunto das regras que o falante de fato aprendeu e das quais lança mão ao falar.
Fonte: TRAVAGLIA, L. C. Gramática e interação: uma proposta para o ensino de gramática. 14. ed. São Paulo: Cortez, 2009. (adaptado). Fonte: SILVA, W. R.; ANDRADE, A. A.; BATISTA-SANTOS, D. O. Estudo do verbo em livros didáticos: excesso permanente de metalinguagens para crianças. Periódico Horizontes – USF, Itatiba, v. 39 n. 1 (2021), p. 1-26. Disponível em: https://revistahorizontes.usf.edu.br/horizontes/article/view/1028/533. Acesso em: 12 jul. 2024. (adaptado).
Assinale a alternativa que indica a sequência CORRETA, de cima para baixo.
I. O Eixo da Análise Linguística/Semiótica envolve os procedimentos e estratégias (meta)cognitivas de análise e avaliação consciente, durante os processos de leitura e de produção de textos (orais, escritos e multissemióticos), das materialidades dos textos, responsáveis por seus efeitos de sentido. II. O Eixo da Leitura refere-se às práticas de linguagem voltadas à interação e à autoria (individual ou coletiva) do texto escrito, oral e multissemiótico, com diferentes finalidades e projetos enunciativos. O tratamento das práticas de leitura compreende dimensões inter-relacionadas às práticas de uso e reflexão, como: dialogia e relação entre textos; construção da textualidade; aspectos notacionais e gramaticais; estratégias de produção etc. III. O Eixo da Oralidade envolve as práticas de linguagem que ocorrem em situação oral com ou sem contato face a face, como aula dialogada, webconferência, mensagem gravada, spot de campanha, jingle, seminário, debate, dentre outras. IV. O trabalho com a variedade linguística, nos anos finais do ensino fundamental, em todos os campos de atuação (artístico-literário; das práticas de estudo e pesquisa; jornalísticomidiático; de atuação na vida pública), envolve o conhecimento de algumas das variedades linguísticas do português do Brasil e suas diferenças fonológicas, prosódicas, lexicais e sintáticas, avaliando seus efeitos semânticos.
Fonte: TOCANTINS. Documento Curricular do Tocantins. Linguagens. Ensino Fundamental. Palmas: Seduc, 2019.
A respeito dessas afirmações, assinale a alternativa CORRETA.
Esses gêneros textuais estão previstos em qual campo de atuação?
I. Reconhecer a língua como meio de construção de identidades de seus usuários e da comunidade a que pertencem.
II. Empregar, nas interações sociais, a variedade e o estilo de linguagem adequado à situação comunicativa, ao interlocutor e ao gênero textual.
III. Demonstrar atitude respeitosa diante de variedades linguísticas, rejeitando preconceitos linguísticos.
IV. Analisar argumentos e opiniões manifestados em interações sociais e nos meios de comunicação, posicionando-se criticamente em relação a conteúdos discriminatórios que ferem direitos humanos e ambientais.
Estão corretas as competências
Em um diagnóstico de aprendizagem, o analista curricular precisa identificar a natureza das dificuldades de uso da Língua Portuguesa.
Nesse contexto, relacione a COLUNA I à COLUNA II, associando os conceitos apresentados no texto com as suas respectivas descrições.
COLUNA I
1. Fenômeno cultural
2. Variação linguística
3. Identidade linguística
COLUNA II
A. Refere-se à compreensão da língua como uma expressão das tradições, crenças e valores de uma sociedade.
B. Reconhece a diversidade de formas de expressão dentro de uma língua, influenciada por fatores geográficos, sociais e históricos.
C. Envolve a maneira como os falantes se identificam com sua língua, refletindo sua relação pessoal e coletiva com ela.
Assinale a alternativa que associa corretamente cada conceito à sua descrição correspondente.
Conduzido por um analista curricular da Língua Portuguesa, o trabalho foi construído apresentando um elenco de três regras gramaticais acerca da regência e pedindo que cada uma delas fosse classificada.
Diante disso, analise as regras a seguir.
I. No sentido de fazer ou realizar algo, o verbo “proceder” admite dois empregos, de acordo com a norma-padrão: “proceder a busca” e “proceder à busca”, sem alteração de sentido.
II. O verbo “assistir” permite duas regências: quando se assiste ao vídeo e quando se assiste o paciente enfermo.
III. Ao assinar um determinado documento, pode-se usar o verbo “visar” em substituição ao “assinar”. Já para desejar algo, o verbo “visar” também pode ser usado desde que junto de uma preposição.
Dessa forma e de acordo com a norma-padrão da Língua Portuguesa, estão corretas as regras previstas em
“A língua ou idioma é um sistema de signos, conjunto de regras e normas formado ao longo da história de um povo, que serve justamente para que as pessoas de determinado lugar, país ou região possam se comunicar bem. A língua possui uma dimensão coletiva, social, histórica, existindo antes do nascimento de qualquer indivíduo, em razão disso não permite mudanças arbitrárias. No entanto, vale lembrar que as línguas são dinâmicas, com o passar dos anos elas vão também se modificando para melhor atender aos seus falantes. Por último, a fala é algo estritamente individual, é a maneira peculiar de cada indivíduo utilizar a própria língua. Está relacionada, intimamente, com o lugar social em que as pessoas estão inseridas.”
Considerando as informações apresentadas nesse trecho, analise as afirmativas a seguir:
I. A língua não pode sofrer modificações ao longo do tempo porque é um sistema de signos estático e imutável.
II. A fala é uma manifestação individual da língua, refletindo as particularidades de cada indivíduo.
III. A língua existe antes do nascimento de qualquer indivíduo, sendo um fenômeno coletivo e social.
IV. A língua pode ser modificada de forma arbitrária pelos indivíduos para melhor atender às suas necessidades comunicativas.
Estão corretas as afirmativas
Assinale a alternativa que apresenta corretamente aspectos relacionados aos instrumentos adotados por esse monitoramento.
Segundo Marcuschi (2001, p. 21), “a fala é uma atividade muito mais central do que a escrita no dia a dia da maioria das pessoas. Contudo, as instituições escolares dão à fala atenção quase inversa à sua centralidade na relação com a escrita”.
Sobre o ensino da oralidade nas aulas de Língua Portuguesa, julgue como verdadeiras (V) ou falsas (F) as afirmativas a seguir:
I. Os documentos orientadores curriculares publicados pelo MEC nas últimas duas décadas preveem apenas o ensino da linguagem escrita nas aulas de Língua Portuguesa.
II. O ensino da linguagem oral não pode tomar como base o construto teórico “gêneros discursivos”, uma vez que estes só se aplicam aos discursos que circulam por escrito, como nos gêneros romance, notícia, e-mail, bula de remédio, etc.
III. A morfossintaxe da oralidade na norma culta e da escrita na norma culta é a mesma, não havendo, portanto, necessidade de trabalhar, em sala de aula, com particularidades sintagmáticas ou paradigmáticas de cada um desses registros.
A sequência CORRETA é:
Fonte: MARCUSCHI, L. A. Oralidade e ensino de língua: uma questão pouco “falada”. In: DIONÍSIO, A. P.; BEZERRA, M. A. (Orgs.). O livro didático de português: múltiplos olhares. Rio de Janeiro: Lucerna, 2001. p. 19-34.