Questões de Concurso
Comentadas sobre teorias e práticas para o ensino de língua portuguesa em pedagogia
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A partir do texto de um aluno do sexto ano que foi produzido a partir do seguinte comando:
“Com o objetivo de noticiar os acontecimentos da escola, você, colocando-se no papel de jornalista, elabore uma notícia sobre a comemoração do Dia do Estudante para ser publicada no Mural da escola.” Faça a revisão do texto, optando preferencialmente pela revisão textual-interativa. Seu objetivo será orientar o aluno para que possa aperfeiçoar o texto.
No momento da revisão, atente-se aos seguintes pontos:
• texto atendeu aos elementos do comando de produção?
• texto atendeu às características do gênero?
• Há problemas gramaticais significativos que precisam ser revistos?
Analisando os comandos da atividade, percebe-se que ela se baseia, de maneira geral, numa concepção de
Que temas contemporâneos transversais podem ser prioritariamente abordados a partir dessa situação didática para que sejam bem aproveitados o gênero textual, a temática e o evento discursivo?
Dois desses relatos são reproduzidos a seguir:
Como o tema mais trabalhado é “o meio ambiente”, geralmente, avalio em debates ou seminários. Porque é melhor para avaliar como os alunos “internalizam” o tema, as opiniões apresentadas, e se foram capazes de formular suas próprias opiniões.
Eu avalio de forma positiva quanto a formação do educando, pois leva a refletir sobre o conteúdo aplicado. Os instrumentos avaliativos utilizados são por meio de seminários, debates e conversa dialogada.
Disponível em: https://edoc.ufam.edu.br/ Acesso em: 20 jan. 24.
Compreendendo esses relatos, pode-se afirmar que a preferência dos dois professores é trabalhar os temas transversais por meio de práticas de
Um conteúdo de leitura que ganha grande relevância nesse cenário contemporâneo, na aula de língua portuguesa, é o/a
Qual objeto de conhecimento das práticas de oralidade é, então, contemplado de maneira central nessa aula?
Quanto às práticas de linguagem, na bncc, o jingle, o
spot de campanha, a webconferência e a playlist
comentada, fazem parte do eixo
I. A BNCC assume a perspectiva enunciativo-discursiva de linguagem, para os quais a linguagem é uma forma de ação interindividual orientada para uma finalidade específica; um processo de interlocução que se realiza nas práticas sociais existentes numa sociedade, nos distintos momentos de sua história.
II. IA BNCC procura contemplar a cultura digital, diferentes linguagens e diferentes letramentos, desde aqueles basicamente lineares, com baixo nível de hipertextualidade, até aqueles que envolvem a hipermídia;
III. Os eixos de integração considerados na BNCC de Língua Portuguesa são aqueles já consagrados nos documentos curriculares da Área, correspondentes às práticas de linguagem: oralidade, leitura/escuta, produção e gramática;
IV. O Eixo Leitura, na BNCC, compreende as práticas de linguagem que decorrem da interação ativa do leitor com os textos escritos;
V. Na BNCC, as habilidades não são desenvolvidas de forma genérica e descontextualizada, mas por meio da leitura de textos pertencentes a gêneros que circulam nos diversos campos de atividade humana.
(_) O aluno não aprende a se comunicar em sua primeira língua na escola, mas aprende a aperfeiçoar a sua comunicação.
(_) Além do aprendizado da escrita e da oralidade, questões relativas à evolução de processos argumentativos e raciocínio crítico estão associadas ao ensino escolar.
(_) A competência comunicativa de um aluno entende-se, atualmente, como uma função simples do ensino-aprendizado, bastando, para o seu desenvolvimento, o uso, ensino e aplicação da gramática normativa.
Leia o texto para responder à questão.
Papel civilizatório do ensino integral
Não existe bala de prata para resolver os problemas da educação − e os resultados, em geral, demoram a aparecer. Há, contudo, caminhos já testados e capazes de conduzir as escolas rumo a um salto de qualidade: um deles, a oferta de ensino em tempo integral. Eis uma iniciativa a ser priorizada em todo o País, ainda mais diante dos desafios inerentes à implementação do novo ensino médio. Bem, se há um ajuste que precisa ser feito, é acelerar a ampliação da carga horária.
Chega a ser intuitivo: à medida que crianças e adolescentes passam mais horas nas salas de aula, as oportunidades de aprendizagem também aumentam. “Escola em tempo integral nos países desenvolvidos se chama escola”, destacou Nogueira Filho, diretor executivo do Todos pela Educação, em recente entrevista ao Estadão. Essa é a regra nas nações que obtêm melhor desempenho no exame internacional Pisa, da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).
A fala do diretor executivo do Todos pela Educação joga luz sobre um dos principais desafios da implementação da reforma do ensino médio. Como se sabe, a reforma flexibilizou a organização curricular das escolas: além das tradicionais aulas de formação básica, como Português, Matemática e Biologia, passaram a ser ofertadas novas disciplinas agrupadas em itinerários formativos que ocupam atualmente 40% da carga horária. O resultado é que sobra menos tempo para as aulas de formação básica, aquelas que preparam para o vestibular − e isso, claro, gera críticas.
Ora, a solução passa por ampliar a jornada escolar − acomodando as disciplinas da parte obrigatória e da parte flexível do currículo sem prejuízo de nenhuma delas. Uma escola que se pretenda atrativa para os jovens precisa ir além dos conteúdos tradicionais, e é isso que a reforma promete. Ao romper com o modelo de currículo único e flexibilizar a oferta de disciplinas, dando aos jovens a oportunidade de escolha, a reforma acenou com avanços inequívocos. Mas esse lado inovador do novo ensino médio não deve implicar perdas para a formação básica dos estudantes.
O Brasil está atrasado na oferta de ensino em tempo integral. À exceção de alguns Estados que perceberam a importância estratégica da medida, o País condena a imensa maioria de seus alunos a uma carga horária insuficiente. No caso das redes públicas de ensino médio, apenas 20% dos jovens frequentavam jornadas de 7 horas ou mais no ano passado; no ensino fundamental, a média nacional era ainda mais baixa: 14%. Como esperar que as escolas deem conta da sua tarefa de formar cidadãos para o século 21 nesse modelo anacrônico de um único turno de aulas?
Não se ignora que a ampliação da jornada escolar exige mais recursos. Mas aqui vale a máxima de que mais caro é não fazer o devido investimento. Com a expansão do ensino em tempo integral, não é somente a reforma do ensino médio que ganhará uma chance de virar realidade: a educação brasileira, finalmente, terá a oportunidade de cumprir seu papel civilizatório.
(https://www.estadao.com.br/opiniao, 15.04.2023. Adaptado)
A análise linguística inclui tanto o trabalho sobre questões tradicionais da gramática quanto questões amplas a propósito do texto [...] Essencialmente, a prática da análise linguística não poderá limitar-se à higienização do texto do aluno em seus aspectos gramaticais e ortográficos, limitando-se a “correções”. Trata-se de trabalhar com o aluno o seu texto para que ele atinja seus objetivos junto aos leitores a que se destina.
(Geraldi, 1997)
O editorial do jornal pode estimular reflexões sobre uso da língua e da linguagem dos alunos, quando eles comparam os usos do texto aos de suas produções escritas. Assim, entendendo-se que questões amplas podem abarcar aquelas relacionadas à abordagem de aspectos de produção de sentido do texto, um conteúdo que poderia ser objeto de reflexão, nessa perspectiva, é
(_) O homem não é só cogitatio, a linguagem não é só pensamento. A linguagem, assim entendida, não é automática, mas intencional, não mero estoque de palavras (ou regras), mas um modo de usá-las, um trabalho.
(_) Assim, a linguagem não é nem simples emissão de sons, nem simples sistema convencional, como quer um certo positivismo, nem tampouco tradução imperfeita do pensamento, vestimenta de ideias mudas e verdadeiras, como a concebe um pensamento idealista. Pelo contrário, é criação de sentido, encarnação de significação e, como tal, ela dá origem à comunicação.
(_) À medida em que a escola concebe o ensino da língua como simples sistema de normas, conjunto de regras gramaticais, visando a produção correta do enunciado comunicativo culto, lança mão de uma concepção de linguagem como máscara do pensamento que é preciso moldar, domar para, policiando-a, dominá-la, fugindo ao risco permanente de subversão criativa, ao risco do predicar como ato de invenção e liberdade.
I- O Método sintético tem como base a compreensão de que a língua portuguesa é apenas silábica.
II- O Método analítico parte da unidade linguística em direção à totalidade da palavra, ou seja, após reunir as letras ou os sons em sílabas é que se passa ao ensino da leitura de palavras.
III- No Método sintético a aprendizagem vai das partes para o todo, mantendo o distanciamento de contextos e significados.
IV- O Método analítico trabalha com crianças textos reais, que fazem parte do cotidiano delas, para que desenvolvam seu conhecimento sobre a escrita.