Questões de Concurso
Sobre teorias e práticas para o ensino de história em pedagogia
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I. Os sujeitos históricos podem ser entendidos como sendo agentes de ação social, que se tornam significativos para estudos históricos escolhidos com fins didáticos, sendo eles indivíduos, grupos ou classes sociais. II. Os sujeitos históricos podem ser todos aqueles que exprimem suas especificidades e características, sendo líderes de lutas para transformações mais amplas ou de situações mais cotidianas, independentemente do contexto histórico. III. Os sujeitos históricos podem ser trabalhadores, patrões, escravos, reis, camponeses, políticos, prisioneiros, crianças, mulheres, religiosos, velhos, partidos políticos, etc.
Considerando as definições de “sujeito histórico” contidas nos Parâmetros Curriculares Nacionais de História e Geografia está(ão) CORRETA(S) a(s) afirmativa(s):
Estão corretas apenas as afirmativas
Felipe leciona História para turmas de 7º ano e se programou para levar seus alunos para realizar uma pesquisa no laboratório de informática da escola. Na aula anterior, explicitou para os alunos os objetivos e combinados da atividade e ressaltou a diferença entre a leitura de textos no computador (online) e em livros/textos impressos.
Assinale a opção que melhor explicita esta diferença.
Leia o texto abaixo.
O historiador deve estar à procura constante e regular de fontes que viabilizem o seu contato com as experiências que já se consumaram ao longo do tempo. Fora desse tipo de ação, a pesquisa histórica fica sujeita à produção de suposições e julgamentos que fogem ao compromisso do historiador em conferir voz ao tempo que ele observa e pesquisa. Sendo assim, as fontes históricas aparecem como elementos de suma importância em tal caminhada.
Disponível em: <http://mundoeducacao.bol.uol.com.br/historiageral/as-fontes-historicas.htm> . Acesso em: 20 jan. 2016. Fragmento.
Com base nesse texto, sobre o trabalho dos historiadores com as fontes, constata-se que
Leia o texto abaixo.
A construção do conceito de tempo histórico e abstrato representa o ponto final da descontextualização dos instrumentos de medição [...]. É necessário que haja antes todo um trabalho de aprendizagem, caminhando para esse entendimento altamente generalizado. É preciso que as atividades escolares favoreçam a compreensão da noção de tempo em suas variadas dimensões, ou seja, o tempo natural cíclico, o tempo biológico, o tempo psicológico [...].
Disponível em:<http://migre.me/ty4qG> . Acesso em: 15 abr. 2015. Fragmento.
De acordo com esse texto, a importância do tempo no ensino de História é explicada pela
Em “Materialidade da experiência e materiais de ensino e aprendizagem”, Marcos Silva e Selva G. Fonseca discutem a respeito da cultura material e de suas relações com o ensino e o aprendizado da História, enfocando o exemplo de museus nacionais, como o Museu do Ipiranga (São Paulo).
À luz das considerações apresentadas pelos autores, assinale a opção que exemplifica corretamente ações educativas realizadas no espaço do museu.
Ao abordar o problema dos currículos de História nas escolas em um contexto global e multicultural, Marcos Silva e Selva G. Fonseca se perguntam o que ensinar no mundo multicultural e se apropriam do pensamento do educador Peter McLaren, que, ao ir além do termo crítico, defende o “multiculturalismo revolucionário, que não se limita a transformar a atitude discriminatória, mas se dedica a reconstituir as estruturas profundas da economia política, da cultura e do poder nos arranjos sociais contemporâneos. Ele não significa reformar a democracia capitalista, mas transformá-la, cortando as suas articulações e reconstruindo a ordem social do ponto de vista dos oprimidos”.
MCLAREN, Peter apud SILVA, Marcos e FONSECA, Selva G. Ensinar História no século XXI: em busca do tempo entendido. Campinas: Papirus, 2007, p. 46.
Para os autores, o multiculturalismo crítico e revolucionário é
O Marechal Junot, da infantaria francesa, entrou em Lisboa junto com a chuva. Uma chuva fina, matinal, que agulhava os ossos. A corte tinha de fugir, conforme o combinado com a Inglaterra.
Os fujões quiseram raspar até a prata dos altares. Em suas arcas, atacharam pra mais de 80 milhões de cruzados, em ouro e diamantes. (Curiosa ironia: migalhas da riqueza iam de volta, agora, para o Brasil.)
O cais de Belém lembrava uma feira, mas feira do inferno. Lacaios se entrechocavam e mordiam. Marujos ingleses berravam palavrões cabeludos por sobre as cabeças das senhoras. A um simples estouro de cavalos, centenas de peralvilhas jogavam-se ao mar. A quem assistisse – 15 mil nobres embarcando em 36 navios – o espetáculo podia ser divertido, jamais bonito.
E D. João? Corria que já embarcara. Mas quando? Perguntava a turba com raiva, contida pela fileira de soldados. ‘Foi aquela criada grandona, andar de pata choca, não vira?’ O covarde disfarçara-se. Agora é a vez da rainha-mãe. Arrancada aos murros, a demente sorve aflitivamente o ar das ruas: há 16 anos não a tiram da cela. (...)
Achavam que a coitada não percebia nada. A chuva, contudo, acordou-lhe a razão. Começou a berrar.
– Não corram tanto! Acreditaram que estamos fugindo. Por que fugir sem ter combatido?
(In: SANTOS, Joel Rufino dos. História do Brasil. São Paulo: Marco editorial, 1979, p. 77)
Para Jörn Rüsen a consciência histórica pode ser definida como uma categoria que se relaciona a toda forma de pensamento histórico, através do qual os sujeitos possuem a experiência do passado e o interpretam como história. Em outras palavras ela é ‘(...) a suma das operações mentais com as quais os homens interpretam sua experiência da evolução temporal de seu mundo e de si mesmos, de forma tal que possam orientar, intencionalmente, sua vida prática no tempo’.
(MARRERA, Fernando Milani & SOUZA, Uirys Alves de. “A tipologia da consciência histórica em Rüsen”. Revista Latino-Americana de História. v. 2, n. 6. Ago. 2013 – Edição Especial, p. 1070. Disponível em: http://projeto.unisinos.br/rla/index.php/rla/article/viewFile/ 256/209. Acesso em: 07 de dezembro de 2015)
Segundo o texto acima, a importância da consciência histórica reside
Memória, como construção social, é a formação de imagem necessária para os processos de constituição e reforço da identidade individual, coletiva e nacional. Não se confunde com a história, que é operação intelectual de conhecimento, operação cognitiva.(...) A história não deve ser tratada como o duplo científico da memória, o historiador não pode abandonar sua função crítica, a memória precisa ser objeto da história.
(MENESES, Ulpiano Bezerra de. “História, cativa da memória?” Revista do Instituto de Estudos Brasileiros, 34, São Paulo, 1992, p. 22)
Segundo o autor, o historiador deve considerar a memória com
Quais estão INCORRETAS?
É importante que o aluno aprenda sobre acontecimentos recentes da história do Brasil, pois, assim, poderá compreender melhor a política atual. O aprendizado do governo Collor é de extrema relevância, uma vez que causou impactos profundos na sociedade brasileira como um todo. Com base nas orientações do Centro de Referência Virtual da Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais, analise as afirmativas a seguir e assinale a alternativa correta.
I. Desde o início da campanha eleitoral, Collor investiu maciçamente em sua imagem política. Usando sempre um tom demagógico e inflamado nos discursos, prometeu lutara favor dos humildes e dos necessitados, dos “descamisados”, assumindo a postura de salvador da pátria.
II. É interessante que o professor procure saber dos alunos se eles têm conhecimento de quando foram realizadas as primeiras eleições diretas para presidente no país depois da ditadura militar. Afinal, saber que não foi José Samey o primeiro presidente eleito através de eleições diretas, mas sim Fernando Collor, ajudará o aluno a compreender porque a população brasileira depositou tanta esperança neste último e se decepcionou de forma tão intensa.
III. No dia 29 de setembro do mesmo ano a Câmara dos Deputados votou o impedimento do presidente. Com a aprovação do impeachment, Collor foi afastado do poder, tendo seus direitos políticos suspensos por oito anos. Em seu lugar, assumiu a presidência da República o vice Itamar Franco.
Estão corretas as afirmativas:
No ensino do tema “Estado e cidadania no Brasil atual: a República Democrática e o neoliberalismo (1985 aos dias atuais)”, o aluno precisa aprender a analisar o contexto de formulação da “Constituição Cidadã” de 1988 e os avanços da cidadania nela expressos. Com base nas orientações do Centro de Referência Virtual da Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais, analise as afirmativas e dê valores Verdadeiro (V) ou Falso (F).
( ) Se olharmos a trajetória histórica do país observamos que os avanços em tornar as conquistas legais em conquistas reais foram rápidos.
( ) O professor deve trabalhar com somente duas dimensões básicas da cidadania: os direitos políticos e sociais.
( ) Na Constituição de 1988 os direitos políticos adquiriram uma amplitude nunca antes atingida.
( ) A Constituição de 1988 eliminou o grande obstáculo ainda existente à universalidade do voto, tornando-o obrigatório aos analfabetos.
( ) A Constituição de 1988 ainda inovou: criou o “habeas data”, o que significa que qualquer pessoa pode exigir do governo acesso às informações existentes sobre ela nos registros públicos, mesmo que sejam confidenciais.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta de cima para baixo.