Questões de Concurso
Comentadas sobre teorias e práticas para o ensino de história em pedagogia
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A consolidação dos Estados nacionais, durante o século 19, foi um fenômeno profundamente associado à emergência de uma historiografia cujo centro era a nação.
MOREIRA, Vânia. O ofício do historiador e os índios: sobre uma querela no Império. In: Revista Brasileira de História, São Paulo, vol. 30, n. 59, p. 53- 72, 2010, p. 54, com adaptações.
Com base nas relações entre história, ensino de história e as identidades no Brasil, assinale a alternativa correta.
A seleção e a análise de documentos como parte da metodologia de ensino de História
ROVAI, Marta Goveia de Oliveira, Revista História Hoje. Vol. 8, n º 15, p. 89-110, 2019.
Com base na citação, podemos perceber que o professor é um pesquisador que leva o debate do cotidiano para os alunos em sala os quais usam das suas experiências para elaborar coletivamente os conceitos da ação do seu tempo. Logo, esse debate com os saberes fora da escola é chamado de:
BINTTENCOURT, Circe Maria Fernandes. Ensino de História: Fundamentos e métodos. São Paulo: Cortez, 2008, p. 60.
Como nos mostra a citação acima, o ensino de História desde o final do século XIX até o presente século XXI tem como missão ensinar a história nacional e a cultura do nosso país. Estamos nos referindo à importância da(s):
Nos anos iniciais do ensino fundamental, as aulas de história devem fomentar, prioritariamente, as relações de pertencimento nacional, de maneira que o estudante se compreenda dentro da dimensão de um continente repleto de eventos e marcos históricos.
Assim como nos demais componentes curriculares, também em história uma concepção de educação e uma estratégia pedagógica devem ser subjacentes à avaliação.
Em relação ao processo de construção do saber histórico em sala de aula, nas discussões dos currículos sobre o que ensinar em história desde os anos iniciais do ensino fundamental até o ensino médio, há diferentes concepções do saber histórico e de sua produção.
O componente curricular história, na inter-relação com os currículos escolares, tem como foco a formação de uma memória individual vinculada ao Estado e aos grupos de poder que o controlam.
O currículo de história deve dispor de espaços delimitados para garantir a produção do conhecimento e a manutenção de certas práticas, de maneira que as representações do passado e do que o professor considera importante representar estejam devidamente caracterizadas.
Os âmbitos de discussão do currículo de História são diversos. Debates e a formulação de documentos por parte de professores e(ou) pesquisadores visam provocar o surgimento de diálogos sobre a produção do conhecimento histórico na sala de aula.
O diagnóstico que realiza dos domínios conquistados pelos alunos para estudarem e refletirem sobre questões históricas; Aquilo que avalia como sendo importante para ser ensinado e que irá repercutir na formação histórica, social e intelectual do estudante; As problemáticas contemporâneas pertinentes à realidade social, econômica, política e cultural da localidade onde leciona, de sua própria região, do seu país e do mundo.”
(Brasil. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros curriculares nacionais: história. Terceiro e quarto ciclos do ensino fundamental. Secretaria de Educação Fundamental. Brasília: MEC/SEF, 1998, p. 46-47).
De acordo com as orientações dispostas nos Parâmetros Curriculares Nacionais, a opção de ensino de História descrita acima privilegia a autonomia e a reflexão do professor na escolha dos conteúdos e métodos de ensino. Assinale a alternativa que está de acordo com o documento PCN.
1.(__)A adoção de novas estratégias para as aulas de História possibilitam que o professor solucione todos os problemas didático-pedagógicos do processo de ensino-aprendizagem referentes a esse componente curricular.
2.(__)A utilização de filmes e séries nas aulas de História tendem a facilitar o processo de ensino-aprendizagem pelo fato de dialogar com o cotidiano dos estudantes.
3.(__)Sobre visitas aos museus, é importante que o professor de História defina com antecipação os objetivos da visita, prepare previamente os estudantes e planeje uma atividade de discussão após a visita.
A sequência CORRETA é:
Leia atentamente a descrição da cena de uma aula de história:
[...] o professor preparou QR Codes com informações sobre personagens das revoluções inglesas e espalhou pelo pátio da escola. As turmas foram divididas em equipes e os alunos tiveram que encontrar os códigos. De volta à sala de aula, eles descobriram quais eram as informações e cada equipe teve que montar uma apresentação para o personagem histórico como se fosse uma apresentação de participantes de um reality show. Os alunos e o professor dialogaram sobre esses personagens e sua relevância para a história das revoluções inglesas e fizeram simulações sobre quem seria o líder, o anjo, quem enfrentaria um paredão.
(Disponível em: https://agorarn.com.br/como-professor-de-escola-natalense-tem-mudado-forma-de-ensinar/ Acesso em: 26/03/2022. Adaptado.)
De acordo com Luckesi, a tendência pedagógica na prática escolar cujas características predominantes corroboram com a estratégia para o ensino do conteúdo “personagens das revoluções inglesas” escolhida por este professor é a tendência:
(Disponível em: http://www.uel.br/eventos/sepech/sumarios/temas/ ensino_e_historia_o_uso_das_fontes_historicas_como_ferramentas_na_p roducao_de_conhecimento_historico.pdf.)
O uso de fontes históricas não é prática totalmente nova na pedagogia das aulas de história. Nos dias atuais, com a tecnologia como elemento facilitador do acesso a essas fontes:
I – A comparação em história faz ver melhor o outro.
II – A contextualização é prescindível para o conhecimento histórico.
III – O exercício da interpretação de um texto, por exemplo, é fundamental na formação do pensamento crítico.
I – Entre os saberes produzidos, destaca-se a capacidade de comunicação e diálogo.
II – A lógica da palavra, da argumentação, é aquela que permite ao sujeito visualizar os problemas e aguardar soluções.
III – Para se pensar o ensino de História, não é imprescindível considerar a utilização de diferentes fontes e tipos de documentos.
I – Nem todo conhecimento sobre o passado é também um conhecimento do presente.
II – A relação passado/presente processa-se de forma automática, já que são atos sucedâneos.
III – A história não emerge como um dado ou um acidente que tudo explica; ela é a correlação de forças, de enfrentamentos e da batalha para a produção de sentidos e significados.
Circe Bittencourt. Ensino de História. Fundamentos e métodos. 4ª Edição (1ª Ed. 2004), São Paulo: Cortez, 2011, p. 240-241.
Considerando esse excerto como referência inicial e os aspectos inerentes aos processos avaliativos, analise as seguintes proposições:
I - Os conhecimentos prévios dos estudantes, a serem levados em consideração pelo professor de História incluem as representações sociais sobre temas históricos, para além do conjunto de conhecimentos factuais e conceituais que eles possuem quando iniciam o curso.
II - Os diferentes instrumentos de avaliação permitem ao professor medir o desempenho dos estudantes, pois verificam se eles memorizaram os conteúdos factuais e conceituais ministrados em sala de aula, ou se precisam de reforço.
III - A “avaliação integral” é constituída por três tipos de avaliação - diagnóstica, formativa e somativa. Com a primeira, o professor obtém informações sobre cada estudante, e traça o perfil da turma; na formativa e na somativa, ele colhe evidências da aprendizagem.
IV - A avaliação do ensino-aprendizagem é um processo que implica diferentes formas de verificação da aprendizagem do estudante e, simultaneamente, a revisão do programa de curso do professor, bem como seus objetivos e métodos.
Assinale a alternativa que contém as proposições que estão de acordo com os princípios enunciados pela autora:
Fonte 1 [...]“Essas imagens, com suas especificidades, são produzidas diferentemente, sendo algumas delas criadas como material didático e outras, posteriormente, transformadas em recursos didáticos, como é o caso de filmes de ficção ou fotos. Mas, independentemente da origem da imagem, o problema central que se apresenta para os professores é o tratamento metodológico que esse acervo iconográfico exige, para que não se limite a ser usado apenas como ilustração para um tema ou como recurso para seduzir um aluno acostumado com a profusão de imagens e sons do mundo audiovisual.”
Circe Bittencourt, Ensino de História. Fundamentos e métodos. 4ª Edição, São Paulo, Cortez 2011. pp. 360-361.
Fonte 2 “[...] áreas ou períodos da Idade Média aparecem com maior frequência no cinema do século XX. Não seria demais insistir no fato de que, comparativamente, os temas ‘medievais’ que mais interessam aos cineastas digam respeito aos séculos posteriores ao XI, poucos filmes tendo abordado a Alta Idade Média (séculos V – X). Enquanto determinados temas (como a peste, as Cruzadas, os Vikings, as guerras, as querelas dinásticas) e determinados personagens (como Joana D´arc, Robin Hood, Henrique V, o Rei Arthur) são reiteradamente retratados, a partir de diversos ângulos ou pontos de vista.”
MACEDO, José Rivair. “Introdução - Cinema e Idade Média: perspectivas de abordagem”. In: MACEDO, José Rivair; MONGELLI, Lênia Márcia. (Org.). A Idade Média no cinema. São Paulo: Ateliê Editorial, 2009. P. 46-47.
A partir desses excertos, podemos inferir que há princípios metodológicos fundamentais a serem considerados pelo professor de História para utilizar imagens como recurso didático. Assinale a alternativa que apresenta corretamente esses princípios e suas implicações.