Questões de Concurso Sobre pedagogia

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Ano: 2026 Banca: FRONTE Órgão: Prefeitura de Otacílio Costa - SC Provas: FRONTE - 2026 - Prefeitura de Otacílio Costa - SC - Professor de Anos Iniciais - 1° ao 5° ano - Habilitado | FRONTE - 2026 - Prefeitura de Otacílio Costa - SC - Professor de Inglês - Não Habilitado | FRONTE - 2026 - Prefeitura de Otacílio Costa - SC - Professor de Inglês - Habilitado | FRONTE - 2026 - Prefeitura de Otacílio Costa - SC - Professor de Matemática - Não Habilitado | FRONTE - 2026 - Prefeitura de Otacílio Costa - SC - Professor de Geografia - Não Habilitado | FRONTE - 2026 - Prefeitura de Otacílio Costa - SC - Professor de Geografia - Habilitado | FRONTE - 2026 - Prefeitura de Otacílio Costa - SC - Professor de Arte - Não Habilitado | FRONTE - 2026 - Prefeitura de Otacílio Costa - SC - Professor de Arte - Habilitado | FRONTE - 2026 - Prefeitura de Otacílio Costa - SC - Professor de Ensino Religioso - Não Habilitado | FRONTE - 2026 - Prefeitura de Otacílio Costa - SC - Professor de Ensino Religioso - Habilitado | FRONTE - 2026 - Prefeitura de Otacílio Costa - SC - Professor de Educação Especial - Habilitado | FRONTE - 2026 - Prefeitura de Otacílio Costa - SC - Professor de Educação Especial - Não Habilitado | FRONTE - 2026 - Prefeitura de Otacílio Costa - SC - Professor de Anos Iniciais - 1 ° ao 5° ano - Não Habilitado | FRONTE - 2026 - Prefeitura de Otacílio Costa - SC - Professor de Anos Iniciais - 1 ° ao 5° ano - Educação no Campo - Habilitado | FRONTE - 2026 - Prefeitura de Otacílio Costa - SC - Apoio Pedagógico de Língua Portuguesa - Habilitado |
Q3934961 Pedagogia

Leia o texto a seguir e responda à questão.



A Escola como Espaço de Tecituras Éticas


A democratização do ensino, para além da garantia do acesso físico aos bancos escolares, pressupõe uma reconfiguração profunda na arquitetura das relações pedagógicas. Não basta que o estudante ocupe uma cadeira; é imperativo que ele ocupe o lugar de sujeito no processo de construção do conhecimento. Nesse prisma, a escola contemporânea é convocada a abandonar o modelo de "transmissão bancária", onde o saber é depositado em mentes passivas, para se assumir como um organismo vivo, pautado pelo diálogo e pela pluralidade de vozes que compõem o tecido social.


Nesse contexto, a figura do docente transita da autoridade autocrática para a liderança mediadora. Esse movimento não implica a renúncia ao rigor ou ao domínio dos conteúdos, mas sim a compreensão de que o aprendizado é uma tecitura coletiva. Ao validar a bagagem cultural do aluno, o professor não está "facilitando" o currículo no sentido de empobê-lo, mas sim ancorando os conceitos científicos em realidades palpáveis. É nessa zona de intersecção entre o saber acadêmico e a vivência comunitária que a educação ganha sentido e potência transformadora.


Entretanto, a implementação de uma gestão verdadeiramente democrática esbarra em atavismos estruturais que ainda assombram o cotidiano escolar. O burocratismo excessivo e a fragmentação do trabalho pedagógico muitas vezes sufocam a criatividade e a autonomia. Superar tais obstáculos exige mais do que diretrizes legais; requer um compromisso ético de todos os atores envolvidos — gestores, professores, pais e alunos — no sentido de transformar a escola em um laboratório de cidadania, onde o erro é visto como degrau e o dissenso como oportunidade de crescimento.


Por fim, cabe ressaltar que a educação do século XXI não pode se esquivar do debate sobre a inclusão e a diversidade. Uma escola que não se reconhece na diferença é uma instituição fadada ao anacronismo. Acolher a pluralidade não é um ato de benevolência, mas uma exigência da justiça social e um pressuposto para a excelência acadêmica. Somente através de uma prática docente reflexiva e humanizada será possível forjar cidadãos capazes de navegar em um mundo complexo, marcado por mudanças vertiginosas e pela necessidade constante de reinvenção.



Ao tratar da relação entre o "saber acadêmico" e a "bagagem cultural" do aluno no segundo parágrafo, o autor defende uma perspectiva pedagógica na qual a validação das experiências prévias dos estudantes:
Alternativas
Ano: 2026 Banca: FRONTE Órgão: Prefeitura de Otacílio Costa - SC Provas: FRONTE - 2026 - Prefeitura de Otacílio Costa - SC - Professor de Anos Iniciais - 1° ao 5° ano - Habilitado | FRONTE - 2026 - Prefeitura de Otacílio Costa - SC - Professor de Inglês - Não Habilitado | FRONTE - 2026 - Prefeitura de Otacílio Costa - SC - Professor de Inglês - Habilitado | FRONTE - 2026 - Prefeitura de Otacílio Costa - SC - Professor de Matemática - Não Habilitado | FRONTE - 2026 - Prefeitura de Otacílio Costa - SC - Professor de Geografia - Não Habilitado | FRONTE - 2026 - Prefeitura de Otacílio Costa - SC - Professor de Geografia - Habilitado | FRONTE - 2026 - Prefeitura de Otacílio Costa - SC - Professor de Arte - Não Habilitado | FRONTE - 2026 - Prefeitura de Otacílio Costa - SC - Professor de Arte - Habilitado | FRONTE - 2026 - Prefeitura de Otacílio Costa - SC - Professor de Ensino Religioso - Não Habilitado | FRONTE - 2026 - Prefeitura de Otacílio Costa - SC - Professor de Ensino Religioso - Habilitado | FRONTE - 2026 - Prefeitura de Otacílio Costa - SC - Professor de Educação Especial - Habilitado | FRONTE - 2026 - Prefeitura de Otacílio Costa - SC - Professor de Educação Especial - Não Habilitado | FRONTE - 2026 - Prefeitura de Otacílio Costa - SC - Professor de Anos Iniciais - 1 ° ao 5° ano - Não Habilitado | FRONTE - 2026 - Prefeitura de Otacílio Costa - SC - Professor de Anos Iniciais - 1 ° ao 5° ano - Educação no Campo - Habilitado | FRONTE - 2026 - Prefeitura de Otacílio Costa - SC - Apoio Pedagógico de Língua Portuguesa - Habilitado |
Q3934960 Pedagogia

Leia o texto a seguir e responda à questão.



A Escola como Espaço de Tecituras Éticas


A democratização do ensino, para além da garantia do acesso físico aos bancos escolares, pressupõe uma reconfiguração profunda na arquitetura das relações pedagógicas. Não basta que o estudante ocupe uma cadeira; é imperativo que ele ocupe o lugar de sujeito no processo de construção do conhecimento. Nesse prisma, a escola contemporânea é convocada a abandonar o modelo de "transmissão bancária", onde o saber é depositado em mentes passivas, para se assumir como um organismo vivo, pautado pelo diálogo e pela pluralidade de vozes que compõem o tecido social.


Nesse contexto, a figura do docente transita da autoridade autocrática para a liderança mediadora. Esse movimento não implica a renúncia ao rigor ou ao domínio dos conteúdos, mas sim a compreensão de que o aprendizado é uma tecitura coletiva. Ao validar a bagagem cultural do aluno, o professor não está "facilitando" o currículo no sentido de empobê-lo, mas sim ancorando os conceitos científicos em realidades palpáveis. É nessa zona de intersecção entre o saber acadêmico e a vivência comunitária que a educação ganha sentido e potência transformadora.


Entretanto, a implementação de uma gestão verdadeiramente democrática esbarra em atavismos estruturais que ainda assombram o cotidiano escolar. O burocratismo excessivo e a fragmentação do trabalho pedagógico muitas vezes sufocam a criatividade e a autonomia. Superar tais obstáculos exige mais do que diretrizes legais; requer um compromisso ético de todos os atores envolvidos — gestores, professores, pais e alunos — no sentido de transformar a escola em um laboratório de cidadania, onde o erro é visto como degrau e o dissenso como oportunidade de crescimento.


Por fim, cabe ressaltar que a educação do século XXI não pode se esquivar do debate sobre a inclusão e a diversidade. Uma escola que não se reconhece na diferença é uma instituição fadada ao anacronismo. Acolher a pluralidade não é um ato de benevolência, mas uma exigência da justiça social e um pressuposto para a excelência acadêmica. Somente através de uma prática docente reflexiva e humanizada será possível forjar cidadãos capazes de navegar em um mundo complexo, marcado por mudanças vertiginosas e pela necessidade constante de reinvenção.



No terceiro parágrafo, ao discutir os entraves para a implementação de uma gestão verdadeiramente democrática e participativa no cotidiano escolar, o autor utiliza a expressão "atavismos estruturais" para se referir a um conjunto de elementos que: 
Alternativas
Ano: 2026 Banca: FRONTE Órgão: Prefeitura de Otacílio Costa - SC Provas: FRONTE - 2026 - Prefeitura de Otacílio Costa - SC - Professor de Anos Iniciais - 1° ao 5° ano - Habilitado | FRONTE - 2026 - Prefeitura de Otacílio Costa - SC - Professor de Inglês - Não Habilitado | FRONTE - 2026 - Prefeitura de Otacílio Costa - SC - Professor de Inglês - Habilitado | FRONTE - 2026 - Prefeitura de Otacílio Costa - SC - Professor de Matemática - Não Habilitado | FRONTE - 2026 - Prefeitura de Otacílio Costa - SC - Professor de Geografia - Não Habilitado | FRONTE - 2026 - Prefeitura de Otacílio Costa - SC - Professor de Geografia - Habilitado | FRONTE - 2026 - Prefeitura de Otacílio Costa - SC - Professor de Arte - Não Habilitado | FRONTE - 2026 - Prefeitura de Otacílio Costa - SC - Professor de Arte - Habilitado | FRONTE - 2026 - Prefeitura de Otacílio Costa - SC - Professor de Ensino Religioso - Não Habilitado | FRONTE - 2026 - Prefeitura de Otacílio Costa - SC - Professor de Ensino Religioso - Habilitado | FRONTE - 2026 - Prefeitura de Otacílio Costa - SC - Professor de Educação Especial - Habilitado | FRONTE - 2026 - Prefeitura de Otacílio Costa - SC - Professor de Educação Especial - Não Habilitado | FRONTE - 2026 - Prefeitura de Otacílio Costa - SC - Professor de Anos Iniciais - 1 ° ao 5° ano - Não Habilitado | FRONTE - 2026 - Prefeitura de Otacílio Costa - SC - Professor de Anos Iniciais - 1 ° ao 5° ano - Educação no Campo - Habilitado | FRONTE - 2026 - Prefeitura de Otacílio Costa - SC - Apoio Pedagógico de Língua Portuguesa - Habilitado |
Q3934959 Pedagogia

Leia o texto a seguir e responda à questão.



A Escola como Espaço de Tecituras Éticas


A democratização do ensino, para além da garantia do acesso físico aos bancos escolares, pressupõe uma reconfiguração profunda na arquitetura das relações pedagógicas. Não basta que o estudante ocupe uma cadeira; é imperativo que ele ocupe o lugar de sujeito no processo de construção do conhecimento. Nesse prisma, a escola contemporânea é convocada a abandonar o modelo de "transmissão bancária", onde o saber é depositado em mentes passivas, para se assumir como um organismo vivo, pautado pelo diálogo e pela pluralidade de vozes que compõem o tecido social.


Nesse contexto, a figura do docente transita da autoridade autocrática para a liderança mediadora. Esse movimento não implica a renúncia ao rigor ou ao domínio dos conteúdos, mas sim a compreensão de que o aprendizado é uma tecitura coletiva. Ao validar a bagagem cultural do aluno, o professor não está "facilitando" o currículo no sentido de empobê-lo, mas sim ancorando os conceitos científicos em realidades palpáveis. É nessa zona de intersecção entre o saber acadêmico e a vivência comunitária que a educação ganha sentido e potência transformadora.


Entretanto, a implementação de uma gestão verdadeiramente democrática esbarra em atavismos estruturais que ainda assombram o cotidiano escolar. O burocratismo excessivo e a fragmentação do trabalho pedagógico muitas vezes sufocam a criatividade e a autonomia. Superar tais obstáculos exige mais do que diretrizes legais; requer um compromisso ético de todos os atores envolvidos — gestores, professores, pais e alunos — no sentido de transformar a escola em um laboratório de cidadania, onde o erro é visto como degrau e o dissenso como oportunidade de crescimento.


Por fim, cabe ressaltar que a educação do século XXI não pode se esquivar do debate sobre a inclusão e a diversidade. Uma escola que não se reconhece na diferença é uma instituição fadada ao anacronismo. Acolher a pluralidade não é um ato de benevolência, mas uma exigência da justiça social e um pressuposto para a excelência acadêmica. Somente através de uma prática docente reflexiva e humanizada será possível forjar cidadãos capazes de navegar em um mundo complexo, marcado por mudanças vertiginosas e pela necessidade constante de reinvenção.



Considerando as reflexões apresentadas pelo autor no primeiro parágrafo do texto, a verdadeira democratização do ensino não se limita apenas ao acesso físico às instituições ou à garantia de matrículas, mas se concretiza efetivamente no momento em que: 
Alternativas
Q3929294 Pedagogia
O reconhecimento jurídico de uma língua minoritária implica transformações não apenas simbólicas, mas também políticas e pedagógicas. 
Nesse sentido, a Lei nº 10.436/02: 
Alternativas
Q3929285 Pedagogia
O Decreto n° 5.626/05 regulamenta a Lei de Libras e detalha ações voltadas à difusão da língua, acessibilidade e à formação de profissionais.
Considerando suas disposições, assinale a alternativa correta:  
Alternativas
Q3929284 Pedagogia
Pesquisas evidenciam que a criança surda, quando inserida em contextos familiares e escolares que desconsideram sua condição linguística, tende a desenvolver estratégias de adaptação simbólica que mascaram processos de exclusão. 
Nessa perspectiva, é correto afirmar que: 
Alternativas
Q3929279 Pedagogia
Segundo os fundamentos históricos da educação de surdos, o principal impacto das mudanças paradigmáticas ocorridas a partir da década de 1990 foi: 
Alternativas
Q3929276 Pedagogia
Em treze de abril de 2023, o Portal G1 anunciava o lançamento de uma série documental sobre a trajetória de vida e a obra do poeta cearense Patativa do Assaré. Na reportagem, lê-se: 
 Nascido na interiorana Assaré (CE), no sul do Ceará, Antônio Gonçalves da Silva (5 de março de 1909 — 8 de Julho de 2002) foi — na própria caracterização feita pelo artista nos versos do poema O agregado e o operário —“Matuto do Nordeste / Criado dentro da mata / Caboclo cabra da peste/ Poeta cabeça chata”. (G1, 2023).  
Por outro lado, em depoimento presente na introdução do livro Ispinho e Fulô (2012), o próprio Patativa afirma:

                                                                                    Imagem associada para resolução da questão
Figura, cartaz da série O posta que veio do povo' — Foto: Divulgação  

"[...] Quando meu pai morreu, eu fiquei apenas com 9 anos de idade. Meu pai morreu muito moço. E eu, ao lado dos meus irmãos e da minha mãe, tivemos que enfrentar a vida de pobre agricultor, no diminuto terreno que meu pai deixou como herança. Na idade de 12 anos eu frequentei uma escola lá mesmo no campo, onde vivia e onde ainda estou vivendo. Nesta escola o professor era muito atrasado, embora muito bom, muito cuidadoso, mas o coitado não conhecia nem sequer uma pontuação. Eu aprendi apenas a ler, sem ponto de português, sem vírgula, sem ponto, sem nada, mas como sempre a minha maior distração foi a poesia e a leitura, quando eu tinha tempo, chegava da roça, ao meio-dia ou ler à noite, a minha distração era ler, ler e ouvir outro para mim, o meu irmão mais velho, José [...]” (Assaré, 2012, p. 9).
A  experiência narrada por Patativa evidencia tensões históricas que atravessam a educação do campo no Brasil, marcadas pela escassez de recursos, pela formação insuficiente de docentes, pelas condições materiais de vida e pelas mediações entre religiosidade, cultura oral e saber formal. À luz dos debates contemporâneos sobre desigualdades educacionais e políticas públicas, uma abordagem historicamente consistente acerca da formação continuada de professores e do investimento na educação do campo se aproxima de: 
Alternativas
Q3929267 Pedagogia
No desenvolvimento de sequências didáticas centradas na leitura e interpretação de textos históricos e historiográficos, a abordagem de temas como colonialismo e decolonialidade demanda atenção às temporalidades próprias dos conceitos mobilizados às condições de produção dos sujeitos históricos. Ao propor atividades de análise textual que aproximem experiências do século XVI de categorias políticas e identitárias consolidadas apenas na contemporaneidade, o planejamento pedagógico coloca em tensão o equilíbrio entre atualização interpretativa e rigor histórico. Em um cenário no qual se pretende conduzir a leitura de fontes e textos analíticos sem dispositivos de mediação conceitual que explicitem as diferenças entre os regimes de historicidade envolvidos, o desafio metodológico mais significativo no ensino de História se vincula a: 
Alternativas
Q3929266 Pedagogia
No contexto da organização do ensino de História nos anos finais do ensino fundamental, a centralidade do trabalho com textos — narrativos, documentais ou historiográficos — exige mediações didáticas que garantam a participação efetiva de todos os estudantes nos processos de leitura, interpretação e produção de sentidos. Quando a presença de uma estudante surda interpela a escola quanto às condições de acesso ao conteúdo textual, especialmente em atividades que envolvem análise de fontes e construção de argumentos históricos, o Decreto nº 5.626/2005 e as que diretrizes de educação inclusiva tensionam práticas transferem ao discente a responsabilidade pela adaptação. Diante de uma situação em que a instituição sinaliza a impossibilidade de ofertar intérprete e orienta a estudante a recorrer exclusivamente à leitura labial, a abordagem pedagógica compatível com a acessibilidade linguística e adaptação do ensino de História se relaciona a:
Alternativas
Q3929264 Pedagogia
Ao estruturar políticas voltadas à alfabetização e à recomposição de aprendizagens contexto pós-pandêmico, a Secretaria Municipal Educação de Assaré busca apoio do governo estadual para implementação de ações formativas, financiamento de materiais pedagógicos e monitoramento de indicadores educacionais. no Tal iniciativa se insere âmbito do federalismo educacional brasileiro, que se organiza a partir do regime de colaboração entre União, estados e municípios, conforme previsto na Constituição Federal de 1988 e regulamentado pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB).
Nesse modelo, a elaboração e execução das políticas publicas educacionais devem observar a articulação entre os diferentes níveis de planejamento, expressos, entre outros instrumentos, no Plano Nacional de Educação (PNE) e nos planos estaduais e municipais, que estabelecem metas, estratégias e responsabilidades compartilhadas. 
À luz desses princípios, analise as afirmativas e marque a  alternativa CORRETA:

I.  O regime de colaboração pressupõe coordenação entre os entes federativos, sem implicar subordinação administrativa direta entre eles.

II. Os planos de educação devem dialogar entre si, permitindo cooperação técnica e financeira para a consecução de metas  pactuadas.

III. A implementação de políticas educacionais pode ocorrer por meio de ações conjuntas, respeitando a autonomia dos sistemas de ensino.

IV. O planejamento educacional é responsabilidade exclusiva da União, cabendo aos demais entes apenas executar diretrizes nacionais.

V. A cooperação intergovernamental constitui instrumento para redução de desigualdades educacionais e fortalecimento das políticas locais.
Alternativas
Q3929261 Pedagogia
De acordo com Marcos Antônio da Silva e Selva Guimarães Fonseca, no artigo Ensino de História hoje: errâncias, conquistas e perdas (2010), o ensino de História no Brasil foi profundamente reconfigurado pelas disputas políticas e pedagógicas que marcaram o período da ditadura civil-militar (1964-1985) e o processo de redemocratização. A substituição da disciplina por “Estudos Sociais”, a institucionalização de licenciaturas curtas e a difusão de materiais didáticos alinhados a uma racionalidade tecnicista integraram um projeto mais amplo de controle cultural e limitação da dimensão crítica do conhecimento histórico escolar. A partir do final da década de 1970, movimentos docentes e intelectuais passaram a reivindicar a revalorização do ensino de História como espaço de formação cidadã e de reconhecimento de direitos, movimento que dialogou com marcos normativos como a Constituição de 1988 e o Estatuto da Criança e do Adolescente (1990). Nas décadas posteriores, fortaleceu-se a compreensão da cultura escolar e das práticas docentes como instâncias produtoras de conhecimento histórico, articulando ensino, cidadania e responsabilidade social. 
Considerando esse percurso, analise as afirmativas abaixo e, em seguida, marque a alternativa que apresenta a sequência CORRETA: 
(   ) A substituição da disciplina História por “Estudos Sociais” esteve associada a um projeto de neutralização política do ensino e à redução de seu potencial crítico.
(   ) A redemocratização brasileira contribuiu para o fortalecimento do ensino de História como espaço de reflexão sobre direitos e participação social.
(   ) A expansão da indústria editorial e do ensino privado eliminou completamente a autonomia docente na produção do conhecimento histórico escolar.
(   ) A Constituição de 1988 e o ECA contribuíram para a redefinição do papel da escola na formação de sujeitos de direitos.
(   ) A valorização da cultura escolar implica reconhecer que o ensino de História produz saberes próprios, não se limitando à reprodução do conhecimento acadêmico.
Alternativas
Q3929260 Pedagogia
Desde a década de 1990, com a publicação dos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN), consolidou-se no debate educacional brasileiro a noção de que o ensino de História não se limita à transmissão linear de fatos e processos, mas envolve a formação de sujeitos capazes de compreender conflitos, permanências, diferenças e desigualdades constitutivas da experiência histórica. Nesse contexto, temas como direitos humanos e pluralidade cultural passaram a ser incorporados como dimensões estruturantes da formação cidadã, articulando-se a análise crítica da formação social brasileira, marcada por colonização, escravidão, hierarquizações raciais e disputas por reconhecimento e inclusão. 
Em uma escola pública, um docente de História propõe discutir a formação do Brasil mobilizando categorias como diversidade cultural, desigualdades históricas e lutas por direitos, estabelecendo diálogo com os temas transversais previstos nos PCN e com diretrizes contemporâneas do ensino que enfatizam o caráter formativo e social do conhecimento histórico. Parte do corpo docente, entretanto, questiona a iniciativa, argumentando que tais temas estariam “fora do conteúdo” propriamente histórico. Considerando os fundamentos dos PCN e das orientações contemporâneas para o ensino de História, observe as afirmativas e marque a alternativa correspondente:
I. O de ensino de História deve restringir-se à exposição factual eventos, evitando articulações com problemáticas sociais contemporâneas.
II. Os temas transversais constituem possibilidade de integração entre conteúdos disciplinares e questões éticas, sociais e culturais.
III. A  abordagem de direitos humanos e pluralidade cultural permite tensionar narrativas históricas tradicionais e ampliar a compreensão da formação social brasileira.
IV. A inserção desses temas compromete a objetividade do ensino histórico ao introduzir elementos normativos.
V.  A articulação entre conteúdos históricos e temas transversais contribui para a  formação de uma consciência histórica crítica.
Alternativas
Q3929259 Pedagogia
Desde as reformas educacionais ocorridas no contexto da redemocratização brasileira, consolidou-se no campo do ensino de História o entendimento de que o currículo não constitui mera lista de conteúdos a serem transmitidos de forma homogênea, mas um espaço de mediação entre saberes historicamente produzidos, práticas pedagógicas e contextos socioculturais específicos. Esse princípio orienta, por exemplo, a valorização da cultura escolar, das temporalidades locais e das experiências históricas situadas, elementos fundamentais para que o ensino de História cumpra sua função formativa e crítica. 
No entanto, em um município imaginário, a Secretaria de Educação determina que todas as escolas adotem um “roteiro único de conteúdos” semanal, sem possibilidade de adaptação pelos docentes. A justificativa apresentada é a necessidade de “garantir o cumprimento integral da Base Nacional Comum Curricular (BNCC)”, assegurando padronização do ensino em todas as unidades da rede. 
No caso específico do componente curricular História, tal medida impacta diretamente a possibilidade de abordagem de temas como memórias locais, historicidades regionais, diversidade sociocultural e experiências de sujeitos historicamente marginalizados, dimensões que frequentemente constituem ponto de partida para a aprendizagem histórica significativa.
À luz da BNCC e da organização curricular prevista na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), analise as afirmativas a seguir e, posteriormente, marque a alternativa CORRETA:
I. A BNCC estabelece aprendizagens essenciais, não se configurando como currículo prescritivo integral nem eliminando a autonomia pedagógica das escolas.
II. A organização curricular deve articular a base comum e a parte diversificada, considerando o contexto local, o projeto político pedagógico e as especificidades dos sujeitos da aprendizagem. 
III. A padronização absoluta de conteúdos compromete a possibilidade de abordagem de dimensões históricas locais e regionais, fundamentais para o ensino de História.
IV. A BNCC determina conteúdos, metodologias e formas de avaliação de maneira uniforme para todas as redes e escolas.
V. A LDB prevê que os sistemas de ensino e as escolas possuam responsabilidade na construção curricular, em diálogo com diretrizes nacionais.
Alternativas
Q3929258 Pedagogia
Uma charge de Laerte, publicada no ano 2000 no jornal Folha de São Paulo, apresenta quatro crianças brancas reunidas em um ambiente doméstico. Sentadas no plano central da imagem, duas meninas e dois meninos encontram-se absortos na leitura de um livro cada uma. Ao fundo, em segundo plano, um aparelho de televisão ligado exibe, em tela cheia, o close de um personagem cuja boca aberta e dentes em evidência acompanham a seguinte fala, destacada em caixa alta: “..TIREM AS CRIANÇAS DA FRENTE DOS LIVROS!!!. 

                                                                   Imagem associada para resolução da questão
Fonte: Laerte. Charge. Folha de São Paulo, 26 nov. 2000.


A inversão irônica mobilizada pela charge evidencia tensões entre cultura letrada e cultura audiovisual que se intensificaram nas últimas décadas, especialmente com a expansão das mídias digitais e das plataformas de consumo rápido de informação.
Em uma escola pública, uma professora de História manifesta preocupação com o baixo engajamento de seus alunos com a leitura de textos históricos. Muitos estudantes defendem que conteúdos audiovisuais “explicam melhor” do que os textos do livro didático, considerados por eles enfadonhos. A docente observa que o e uso intensivo de telas atravessa o cotidiano escolar familiar, sendo frequentemente legitimado por responsáveis que também se apoiam em dispositivos digitais como forma de mediação da socialização infantil. A situação se complexifica quando, em reunião pedagógica, emergem relatos de estudantes com dificuldades persistentes de atenção e concentração, alguns associados a contextos de negligência e violência doméstica, bem como a presença de alunos com deficiência que demandam estratégias pedagógicas específicas. A gestão escolar, temerosa de “expor” a instituição, propõe tratar os casos apenas por meio de intervenções internas de caráter socioemocional, sem acionamento de instâncias externas. 
Considerando os desafios contemporâneos do ensino de História, que envolvem mediação crítica da cultura digital, inclusão educacional e responsabilidade institucional diante de violações de direitos, e à luz do Estatuto da Criança e do Adolescente e da doutrina da proteção integral, analise as afirmativas e, em seguida, marque a alternativa CORRETA:
I. A escola pode limitar sua atuação ao campo pedagógico, evitando encaminhamentos externos para preservar sua autonomia institucional.
II. A mediação do uso de tecnologias no ensino de História deve ser compreendida como dimensão pedagógica, mas não substitui o dever institucional de proteção diante de suspeitas de violação de direitos.
III. A comunicação de indícios de negligência ou violência é facultativa e deve ocorrer apenas após confirmação formal dos fatos.
IV. A escola integra o sistema de garantia de direitos, sendo corresponsável pela proteção de crianças e adolescentes, inclusive quando os indícios de vulnerabilidade emergem no cotidiano pedagógico.
V. A omissão diante de suspeitas de violação de direitos pode configurar descumprimento do dever legal de proteção integral.
Alternativas
Q3929257 Pedagogia
Em 12 de dezembro de 2012, o website da Radio CUT de São Paulo publicou a seguinte manchete: Alunos “problemáticos” têm matricula rejeitada na rede pública de São Paulo. 
A reportagem indicava que crianças e adolescentes identificados por trajetórias marcadas por mobilidade residencial, instabilidade familiar, vulnerabilidade socioeconômica ou histórico de interrupção da escolarização encontravam barreiras informais de acesso à escola, sob justificativas administrativas como “indisciplina potencial”, “defasagem idade série” ou ausência de vaga na turma considerada adequada. 
Situações como essas tensionam o princípio da universalização do direito à educação, especialmente quando categorias difusas e estigmatizantes são mobilizadas para produzir exclusões que se apresentam como meramente técnicas ou organizacionais. 
Considerando-se uma hipótese em que uma escola municipal de Assaré receba a solicitação de matrícula de um estudante de 13 anos que permaneceu dois anos fora da escola em razão de deslocamentos territoriais e instabilidade familiar, e cuja equipe gestora cogite negar sua matrícula sob o argumento de defasagem idade série e inexistência de vaga em turma correspondente, leia atentamente as afirmativas a seguir à luz da Lei nº 9.394/1996 (LDB), e, em seguida, marque a alternativa CORRETA: 
I. A garantia do acesso à educação básica obrigatória constitui dever do Estado e direito público subjetivo, não podendo ser relativizada por critérios administrativos de organização interna da escola.
II.  A escola pode condicionar a matrícula à existência de vaga em  turma compatível com a idade cronológica do estudante, uma vez que a organização pedagógica é prerrogativa da unidade escolar.
III. A defasagem idade série não configura fundamento legal para recusa de matrícula, devendo ser enfrentada por meio de estratégias pedagógicas, como avaliação diagnóstica e eventual classificação.
IV. A matrícula pode ser indeferida caso o histórico escolar revele interrupções prolongadas de frequência, cabendo a família buscar vaga em outra instituição.
V. O  dever do poder público abrange não apenas o acesso, mas também a garantia de permanência e atendimento adequado às necessidades educacionais dos estudantes.
Alternativas
Q3929206 Pedagogia
A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) para o Ensino Fundamental está organizada em áreas do conhecimento e componentes curriculares. Uma das principais mudanças é o foco nas competências gerais. Sobre a prática educativa nesse nível, a BNCC propõe:
Alternativas
Q3929205 Pedagogia
Jean Piaget e Henri Wallon trazem contribuições fundamentais sobre o brincar no desenvolvimento infantil. Assinale a alternativa que diferencia corretamente suas visões:
Alternativas
Q3929204 Pedagogia
John Dewey, expoente da Escola Nova, revolucionou o pensamento pedagógico ao centrar o ensino no aluno. Para Dewey, na educação infantil, a experiência é:
Alternativas
Q3929203 Pedagogia
Cipriano Luckesi discute a diferença entre “avaliar” e “examinar”. De acordo com a perspectiva da avaliação mediadora e formativa, a prática avaliativa deve ser:
Alternativas
Respostas
8321: C
8322: C
8323: C
8324: E
8325: B
8326: E
8327: E
8328: A
8329: C
8330: D
8331: A
8332: A
8333: B
8334: A
8335: B
8336: C
8337: A
8338: E
8339: B
8340: A