Questões de Concurso
Sobre problemas de aprendizagem na escola em pedagogia
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Leia o texto a seguir para responder à questão.
Ler e escrever, depois que a gente aprende, vira um processo
quase automático. Mal paramos para observar quantas curvas e
retas formam as letras de uma palavra. Na infância, porém, esse
conhecimento ainda está em construção. Lá, aprendemos a
direção da escrita e a grafia de cada letra. "Nessa fase, é comum
algumas crianças confundirem o sentido da escrita, começando a
partir da direita, ou trocar letras como P e D", explica Regina
Scarpa, consultora da Fundação Victor Civita. "Em geral, isso se
corrige sem maiores problemas."
Leia o texto a seguir para responder à questão.
Ler e escrever, depois que a gente aprende, vira um processo
quase automático. Mal paramos para observar quantas curvas e
retas formam as letras de uma palavra. Na infância, porém, esse
conhecimento ainda está em construção. Lá, aprendemos a
direção da escrita e a grafia de cada letra. "Nessa fase, é comum
algumas crianças confundirem o sentido da escrita, começando a
partir da direita, ou trocar letras como P e D", explica Regina
Scarpa, consultora da Fundação Victor Civita. "Em geral, isso se
corrige sem maiores problemas."
Qual deve ser a atitude do(a)professor(a)diantedastrocas?
I. Solicitar que a criança copie várias vezes o P e o D.
II. O ideal é conversar com a criança sobre as trocas.
III. Dizer que a criança está errada e passar exercícios de repetição.
IV. Pedir que ela compare o que escreveu com o que foi escrito por um colega.
V. Pedir que ela leia o que escreveu conduzindo-a a enxergar o “erro”.
Marque a opção que apresenta as afirmativas CORRETAS.
(Gestão da Escola: desafios a enfrentar/Cláudia Davis...[et al.]; Sofia Lerche Vieira (org) – Rio de Janeiro: DP&A,2002. Pg.85)
Considerando essa afirmativa, é importante que os docentes ajudem os alunos a
I. conhecer a forma pela qual aprendem; distinguir o fácil do difícil; lidar com as próprias dificuldades; identificar seus interesses e talentos; usar seus pontos fortes. II. saber que quanto mais se domina um tema, mais fácil é aprender sobre ele; reconhecer que cada assunto requer uma abordagem; construir um repertório de estratégias de aprendizagem. III. pensar sobre o contexto em que os conhecimentos irão ser aplicados e estabelecer objetivos para seu emprego com base nos resultados esperados. IV. valorizar o que estão aprendendo e estudar porque acham importante, e não apenas agradar os professores, os pais, ou mesmo para obter nota ou passar de ano. V. proteger-se de distrações, do sono e da preguiça e persistir na realização de estudos e tarefas, exercitando a força de vontade.
Marque a opção que apresenta as afirmativas CORRETAS.
(Disponível em: http://turmadaporta.blogspot.com.br/2007/05/o-reforo-e-recuperao.html. Adaptado.)
Considerando o exposto e a LDB, a recuperação do aluno com deficiência de aprendizagem deve ser
( ) Nem todo déficit da inteligência acarreta um problema de aprendizagem.
( ) Além das questões familiares, a postura da escola tem grande influência na criação de problemas de aprendizagem.
( ) O papel do psicopedagogo, mesmo antes de fazer o diagnóstico do aluno com dificuldade de aprendizagem, pode antecipar ações terapêuticas que ajudem o professor na sua interação com o aluno.
( ) Para os pais e, principalmente, para a escola as informações diagnósticas do aluno podem ser selecionadas.
( ) Na devolutiva do diagnóstico, cabe ao psicopedagogo apontar algumas questões cruciais e qual a hipótese para que cada sujeito envolvido assuma um papel perante a situação do problema de aprendizagem.
A sequência correta, de cima para baixo, é:
Segundo estudos desenvolvidos por Bernard Charlot (2000) sobre o fracasso escolar, avalie as afirmativas a seguir:
I - O fracasso escolar pode ser pensado como uma diferença: entre alunos, entre currículos, entre estabelecimentos.
II - O fracasso escolar é uma experiência que o aluno vive e interpreta e pode constituir-se em objeto de pesquisa.
III - A origem social é a causa do fracasso escolar e os alunos em situação de fracasso padecem deficiências socioculturais.
Está CORRETO o que se afirma em:
Os dados sobre o nível de escolarização de adolescentes em cumprimento de medidas socioeducativas demonstram que os mesmos apresentam atraso escolar com significativa defasagem idade/série.
Com relação a essa defasagem, considere os itens abaixo.
I - Comprometimento com o crime, levando ao desinteresse pela escola.
II - Deficiência cognitiva decorrente das condições de vida.
III - Inadequação das propostas escolares para esta população.
IV - Processo de opressão/exclusão social que atinge várias dimensões da vida e que tem na inadequação da escola um fator decisivo.
V - Negligência familiar.
Quais itens apresentam razões que melhor explicam a defasagem idade/série?
Na educação escolar existem vários dilemas entre os alunos, dentre eles temos:
“Não aprendo porque não me esforço ou não me esforço porque não aprendo, porque não sei o que fazer?” (TAPIA e FITA, 2003, p. 33).
Com base no trecho acima, algumas pesquisas educacionais apontam para diferentes modos de encarar
a atividade escolar, tendo em vista que as razões para esse tipo de pensamento, destacado acima,
enquadram-se na seguinte perspectiva pedagógica:
Analise as afirmativas abaixo e marque (V) para verdadeiro ou (F) para falso. ( )o fracasso escolar, na maioria dos casos, advém de problemas sociais, uma vez que a escola está estruturada para incluir, sendo um local privilegiado com boa organização de formação. ( )o fracasso escolar concebe uma educação que, com seu caráter mediador, constitui num território em constante movimento de ressignificação do homem, considerando seus sentimentos, suas dificuldades etc. ( )o fracasso escolar é parte da estrutura social e política de um sistema que reforça e legitima uma sociedade seletiva, desigual e excludente. ( )o fracasso escolar, que leva à exclusão na escola, faz-se presente através da reprovação e da repetência, criando oportunidades para a evasão escolar.
A sequência correta é
Leia o texto.
Um aluno de 16 anos frequenta a mesma escola desde a 1ª série (o que acontece por três anos consecutivos). Na 3ª série foi novamente reprovado. Atualmente, está cursando a 5ª série pela terceira vez, sem expectativa de aprovação. É considerado um aluno difícil, que demonstra total desinteresse pela sala de aula, só quer brincar. Implica o tempo todo com os outros colegas, não faz nada em aula, não entrega os trabalhos solicitados.
No primeiro conselho de classe deste ano, os professores, questionados sobre o aluno, disseram: “Ah, esse deixa pra lá, não quer saber de nada, vai ficar a vida toda na quinta série!”
Numa aproximação maior com a produção do aluno, foi percebido que o mesmo tem defasagem na alfabetização, isto é, escreve em nível silábico-alfabético e desconhece os processos de multiplicação e divisão.
Para Jussara Hoffmann:
Conceituar a educação como bem de consumo ajuda a promover uma mentalidade consumista em seus usuários, professorado e alunado; estimula-os a abraçarem o trabalho escolar e as ofertas de formação pensando como consumidores, ou seja, em seu valor de intercâmbio com o mercado ou nos benefícios que podem auferir ao cursarem uma disciplina, especialidade ou titulação. A instituição escolar aparece como imprescindível somente enquanto proporcionadora de recursos para se obterem, no dia de amanhã, benefícios estritamente privados, visando ao enriquecimento a título individual.
Contudo, ao mesmo tempo que se produz esta aposta na mercantilização do sistema educativo, surgem diagnósticos acerca da degradação das sociedades atuais, da decadência moral, violência e egoísmo das pessoas que habitam os países desenvolvidos. Vivemos uma época que algumas pessoas, bem como grupos sociais, definem como de pânico moral; para alguns grupos, a educação é responsável por tudo e, ao mesmo tempo, quase todo mundo a considera tábua de salvação capaz de nos conduzir a um futuro social diferente.
Uma população atemorizada, que vive em situação de pânico moral, surge da constatação de que aquilo que até determinado momento eram ideais compartilhados, estilos de vida que serviam de modelo e parâmetros de avaliação da convivência e do modo de viver de uma comunidade, está sendo destruído. Insegurança e medo do desconhecido se convertem em pânico à medida que alguns meios de comunicação amplificam os delitos cometidos pelas pessoas, especialmente as de determinados grupos sociais – que são absolutamente rotuladas como perigosas. Assim, algumas etnias minoritárias – como a cigana, os imigrantes marroquinos ou nigerianos, ou grupos juvenis específicos, como os punks, cabeças raspadas, roqueiros, hooligans etc. – acabam convertendo-se nos principais inimigos da sociedade e acusadas de toda a violência que existe em nosso entorno, devido à forma como os meios de comunicação de massa relatam suas ações, destacando-as, normalmente, com exagero. Dessa maneira, gera-se na sociedade uma forte hostilidade contra estes grupos sociais marginalizados, vistos como ameaça à paz social, capazes de destruir o mundo de valores hegemônicos e de levarem os cidadãos a submergirem em um ambiente de caos e destruição.
SANTOMÉ, Jurjo Torres. A instituição escolar em tempos de intolerância. TEIAS: Revista da Faculdade de Educação / UERJ – n. 3, jun. 2001.
A “mentalidade consumista” entre professores e alunos, é resultado, segundo o autor: