Questões de Concurso
Sobre principais autores em pedagogia
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Ao pensar a educação do corpo na e para a escola, Taborda de Oliveira e Linhales (2011, p. 405) apontam que:
Mapeando e catalogando fontes, identificando novos acervos, ampliando o diálogo com a literatura e, sobretudo, ampliando a compreensão histórica da educação do corpo na escola para além dos limites de seu conteúdo sem, contudo, excluí-lo, podemos contribuir de forma bastante significativa para a compreensão do lento processo de afirmação da forma escolar como modo privilegiado de socialização, uma vez que podemos entender os vários dispositivos mobilizados para controle dos corpos por diferentes formas escolares em diferentes períodos da história da escolarização e em diferentes regiões do Brasil.
Sendo assim, pode-se considerar que
I. essa é uma perspectiva que deve promover maior abertura e ampliação do diálogo com outras áreas do saber na compreensão dos processos de formação e de educação dos corpos.
II. essa perspectiva não deve considerar a padronização de condutas, baseada na definição de tempos e espaços escolares como referência, sob pena de engessar e comprometer suas análises.
III. essa perspectiva encontra possibilidades de investigação pouco exploradas na história das disciplinas escolares e no estudo de práticas corporais institucionalizadas por meio das quais se privilegia a formação do espírito.
IV. nessa perspectiva, a interação e a inter-relação, com as diversas áreas do saber, proporcionam ao historiador da educação possibilidades fecundas de investigação dos mais diversos saberes e práticas escolares instituídos, que dão sustentação à educação corporal em determinado contexto.
V. nessa perspectiva, deve-se manter o estudo das diferentes culturas escolares relativamente afastado das transformações nos padrões de entendimento e no comportamento corporal, como forma de se obter mais clareza dos processos de desenvolvimento da forma escolar e de seus dispositivos.
Está correto apenas o que se afirma em
Silva, Silva e Molina Neto (2016), ao tratarem das Possibilidades da Educação Física no ensino médio técnico, avaliam que:
No Brasil, a educação profissional e tecnológica está em expansão, com a atribuição de contribuir com o desenvolvimento material da nação. Porém, é tarefa dos Institutos Federais de Educação avançar para além desse desenvolvimento material, cabendo-lhes proporcionar uma formação para o pensar. Essa formação, no entanto, só poderá acontecer se não se restringir à capacitação técnica exigida pelos interesses de um mercado de trabalho (SILVA; SILVA; MOLINA NETO, 2016, p. 326).
Em consonância com essas afirmações, é correto dizer que
Ainda no Coletivo de Autores (p. 30-33), ao se tratar da Educação Física Escolar no currículo escolar, são considerados alguns princípios curriculares, cuja referência no trato com o conhecimento articulam-se à ideia de currículo ampliado. Posto isso, relacione os princípios aos significados correspondentes.
Príncípios
1. Relevância social do conteúdo
2. Contemporaneidade do conteúdo
3. Adequação às possibilidades sociognoscitivas do aluno
4. Simultaneidade dos conteúdos enquanto dados da realidade
5. Provisoriedade do conhecimento
6. Espiralidade da incorporação das referências do pensamento
Significados
( ) Inclui o que também é considerado clássico.
( ) Confronta o etapismo na organização curricular conservadora.
( ) Vincula a explicação da realidade concreta.
( ) Compartilha significados construídos no pensamento do aluno.
( ) Compreende diferentes formas de organizar o pensamento.
A sequência correta é:
Em Darido (2012, p. 135), a autora considera a classificação de conteúdos de Zabala (1998) para “[...] discutir o que avaliar” nas dimensões conceitual, procedimental e atitudinal.
Sendo assim, no que diz respeito à dimensão conceitual, é correto propor questões cujas respostas
Soares et al. (1992, p. 26-27), no Coletivo de Autores, ao tratarem da concepção de currículo ampliado, tomam, inicialmente, duas aproximações conceituais em relação a currículo, cuja origem vem do latim curriculum e “[...] significa corrida, caminhada, percurso.”
Essas duas aproximações são:
I. O currículo escolar representa o projeto de escolarização do homem no processo de apreensão do conhecimento científico, apropriando-se desse conhecimento, que é confrontado com o saber que o aluno traz de seu cotidiano e de outras referências do pensamento humano.
II. O currículo escolar toma como objeto o conhecimento científico, a partir do qual o aluno desenvolve suas habilidades e capacidades intelectuais de forma a torná-lo instrumento para sua formação intelectual e profissional.
III. O currículo escolar incorpora um projeto de escolarização que considera determinado conhecimento científico, apropriado pela escola, como referência de um dado projeto de sociedade, considerado como único caminho a ser percorrido pelo aluno.
IV. O currículo escolar tem como objeto a reflexão do aluno, e o conhecimento científico é apropriado e tratado, metodologicamente, de modo a facilitar sua apreensão e o desenvolvimento da capacidade intelectual do aluno.
V. O currículo escolar expressa os anseios da sociedade, com base nas necessidades de formação técnica e profissional dos alunos, nas condições materiais oferecidas pelas escolas e nas demandas de acesso ao conhecimento científico.
Está totalmente correto apenas o que se afirma em
“Quando entro em uma sala de aula devo estar sendo um ser aberto a indagações, à curiosidade, às perguntas dos alunos, a suas inibições; um ser crítico e inquiridor, inquieto em face da tarefa que tenho – a de ensinar e não a de transferir conhecimento.” (Paulo Freire)
Numa perspectiva progressista, ensinar é:
Lúcia Moysés afirma que: “Percebe-se, sem grande esforço, que falta clareza nas representações que os professores têm de muitos aspectos básicos da Educação. Normalmente, ignoram quais são as concepções teóricas que subjazem ao seu trabalho. Assim, misturando concepções, orientando-se ora pelos livros didáticos e ‘guias do professor’, ora pelo seu bom senso, eles o vão realizando. Faltam-lhes, sobretudo, coerência. Além dos problemas relativos à formação dos professores ou à pouca autonomia que eles têm, há ainda muitos outros que a esses vêm se somar, comprometendo a qualidade do ensino.”
Dentre os problemas já citados, pode(m)-se acrescentar:
“Quando os alunos se encontram em situações de luto, é importante que os adultos tenham convicções para conversar sobre o assunto sem medo, sem achar que mencioná-lo pode aumentar a dor ou a tristeza. A escola também precisa estar preparada para trabalhar a perda. Claro, tudo isso conversado, respeitando o tempo de cada um. O que não pode acontecer é o silêncio ou a escola fingir que nada está acontecendo.” (Fátima Geovanini).
Quando acontece a morte de algum aluno, por exemplo, é fundamental:
Nas brincadeiras de papéis sociais, a criança se apropria de elementos materiais e simbólicos da realidade que lhe circunda e, portanto, constitui-se tipicamente como um sujeito social. Consequentemente torna-se necessária a interferência crítica do professor com direcionamentos adequados para que a criança possa reproduzir papéis sociais com enredos que desenvolvam ações humanizadoras. Nesse sentido, é INCORRETO afirmar que:
Uma teoria é uma tentativa humana de sistematizar o conhecimento, um jeito particular de ver as coisas, de explicar e prever observações e de resolver problemas. É, então, uma construção humana para interpretar sistematicamente a área de conhecimento denominada “aprendizagem”. A teoria tenta explicar o que é aprendizagem, porque funciona e como funciona. Subjacentes às teorias de aprendizagem estão sistemas de valores, isto é, as correntes filosóficas, apesar de que nem sempre, é possível enquadrar claramente determinada teoria de aprendizagem em apenas uma corrente filosófica (MOREIRA, 2011).
Associe as colunas, da página seguinte, relacionando corretamente a corrente filosófica à sua definição / exemplificação.
Correntes Filosóficas
(1) Comportamentalista
(2) Humanista
(3) Cognitivista
Definições / Exemplificações
( ) Enfatiza a cognição, isto é, como se dá o ato de conhecer do ser humano.
( ) Sua visão de mundo está nos comportamentos observáveis e mensuráveis dos sujeitos, nas respostas que ele dá aos estímulos externos e em suas consequências.
( ) A ação docente consiste em apresentar estímulos e reforços para os alunos, na quantidade e no momento certo, com objetivo de aumentar ou diminuir a frequência de certos comportamentos.
( ) Valoriza a autorrealização da pessoa, isto é, seu crescimento pessoal, enfatiza sentimentos, pensamentos e ações.
( ) Trata principalmente dos processos mentais, ocupa-se de atribuição de significados, da compreensão, da transformação, do armazenamento e do uso da informação envolvida na cognição.
( ) O ato de aprender não se limita a um aumento de conhecimentos, pois acredita que o domínio afetivo, isto é, o sentimento do aprendiz deve ser considerado.
A sequência correta dessa associação é
Texto 1
Disponível em: http://2geensc.blogspot.com/2015/05/educacao.html. Acesso em: 27 out. 2018.
Texto 2
Uma outra variável que tem oferecido base para as adjetivações da avaliação na prática educativa tem a ver com a filosofia da educação que configura o projeto de ação pedagógica ou que, por escolha pessoal, orienta a ação do educador individualmente. [...] Esse modelo de adjetivação para o fenômeno da avaliação produz denominações que, por si só, não pertencem ao ato de avaliar propriamente dito, mas sim a algo fora dele, no caso, ao projeto pedagógico, que, por si, obrigatoriamente, está comprometido com uma configuração filosófica, que lhe serve de pano de fundo. Nesse contexto, o projeto pedagógico pode ser emancipatório, dialético, dialógico, mediador ou receber qualquer outra adjetivação filosófica; como também o gestor da ação educativa poderá e deverá assumir uma opção filosófica que oriente sua ação. Afinal, são as filosofias que dão forma aos projetos de ação, assim como ao agir dos seus gestores (LUCKESI, 2018, p. 181-182).
A respeito dos textos 1 e 2, é correto depreender que a
Freire (1996, p.34) afirma que “não há para mim, na diferença e na ‘distância’ entre a ingenuidade e a criticidade, entre o saber de pura experiência feito e o que resulta dos procedimentos metodicamente rigorosos, uma ruptura, mas uma superação.”
De acordo com o pensamento desse autor, a criticidade necessária à ação docente
Gandin (2015) desenvolve um roteiro básico para a elaboração do planejamento participativo, centrado nas necessidades da instituição envolvida, com etapas que devem ser fundamentadas e articuladas. Definidas as referências (marco referencial) para a caminhada, é necessário estabelecer o diagnóstico das necessidades concretas da instituição. A criatividade e a precisão teórica são aspectos importantes para se passar das necessidades à programação, que é uma das etapas do processo de planejamento participativo (GANDIN, Danilo. A Prática do Planejamento Participativo. SP: Vozes, 2015, p.101).
Informe se é verdadeiro (V) ou falso (F) o que se afirma sobre a programação.
( ) Expressa a diferença entre a instituição como ela está e a instituição como deve ser.
( ) Relata o juízo que o grupo faz de sua realidade, em confronto com o ideal traçado para seu fazer.
( ) Propõe transformações para a realidade institucional existente, no período de execução do plano.
( ) Comunica o que se fará, dentre o que é necessário, com os recursos disponíveis no tempo de duração do plano.
( ) Expõe como os envolvidos se percebem em um contexto mais amplo, em seus problemas, desafios e a realidade desejada.
De acordo com as afirmações, a sequência correta é
Segundo Severino (in FAZENDA, 2005), na discussão do conhecimento pedagógico, houve forte tendência em se colocá-lo apenas do ponto de vista puramente epistemológico.
Para que essa discussão aconteça, sob o ponto de vista da prática, NÃO se pode considerar como pauta
Texto 1
Disponível em: https://esquadraodoconhecimento.wordpress.com/matematica/quadrinhos-matematica/ Acesso em: 29 out. 2018.
Texto 2
Tardiff e Lessard (2005) consideram a docência como a profissão das interações humanas. “É um trabalho cujo objeto não é constituído de matéria inerte ou de símbolos, mas de relações humanas com pessoas capazes de iniciativa e dotadas de uma capacidade de resistir ou participar da ação dos professores” (TARDIF; LESSARD, C. O trabalho docente: elementos para uma teoria da docência como profissão de interações humanas. Petrópolis, RJ: Vozes, 2005, p.35).
Com base nos textos 1 e 2, entende-se que o “objeto humano” está no centro do trabalho docente, porque
Saviani (1999) classifica as teorias da educação em dois grupos: teorias não críticas e teorias críticas. Cada grupo reúne características que o compõe.
Sobre os dois grupos de teorias, é correto afirmar que
Para Lenoir (in FAZENDA, 2005), existe uma relação de complementaridade necessária entre a didática e a perspectiva interdisciplinar.
Analise as afirmações, a seguir, sobre essa relação de complementaridade.
I- Uma função da didática é recorrer a situações didáticas interdisciplinares, nas quais os alunos poderão dar sentido às aprendizagens e, ao mesmo tempo, garantir o respeito às especificidades das disciplinas.
II- A existência de uma ligação efetiva entre a interdisciplinaridade e a didática tem necessariamente sua razão de ser, quando se considera a autonomia da perspectiva interdisciplinar relativa às disciplinas.
III- As didáticas específicas devem ser contextualizadas em relação a variáveis, com o recurso às disciplinas científicas, como as de apoio: psicologia, sociologia e filosofia.
IV- A complementaridade e as inter-relações, entre disciplinas, demandam um trabalho apoiado mais em uma categoria de conhecimento e menos em uma categoria instrumental.
Está correto apenas o que se afirma em
Gandin (2015) distingue dois aspectos quando se está em um processo de planejamento participativo. Um se refere à participação de todos os envolvidos, e outro, a ser conduzido por uma equipe coordenadora.
Nesse processo participativo, especialmente, cabe à equipe coordenadora,
A teoria piagetiana ilustra uma busca da universalidade. O objeto de estudo dessa teoria é
Construção de conhecimento requer autonomia. De acordo com a teoria piagetiana, autonomia significa ser capaz de