Questões de Concurso Sobre principais autores em pedagogia

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Q3929022 Pedagogia
Para Libâneo, os métodos de ensino expressam a mediação entre os conteúdos escolares e a atividade mental dos alunos, estando articulados aos objetivos educacionais e às concepções de aprendizagem. Nessa perspectiva, a escolha metodológica não é neutra, mas reflete opções pedagógicas e políticas do professor no interior do processo de ensino. Considerando essa abordagem, assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q3929020 Pedagogia
O planejamento do ensino, na perspectiva de José Carlos Libâneo, constitui um processo sistemático e intencional que articula objetivos, conteúdos, métodos e avaliação, considerando as condições concretas da escola e a função social da educação. Nessa perspectiva, o planejamento não se reduz a um procedimento burocrático, mas expressa escolhas pedagógicas vinculadas a concepções de ensino, aprendizagem e sociedade. À luz dessa compreensão, assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q3928958 Pedagogia
L. S. Vygotsky, em sua obra sobre "defectologia", apresenta uma visão revolucionária sobre o desenvolvimento da criança com deficiência. Ao discutir a compensação, o autor diferencia o defeito primário do secundário. Com base nessa teoria, é correto afirmar que: 
Alternativas
Q3928626 Pedagogia
L. S. Vygotsky, em seus estudos sobre a "defectologia", introduziu conceitos revolucionários sobre o desenvolvimento de crianças com deficiência. Ao discutir a "compensação social" e as "funções psicológicas superiores", o autor propõe uma tese que desafia o determinismo biológico. Assinale a alternativa que descreve corretamente essa perspectiva: 
Alternativas
Q3926075 Pedagogia
Segundo a perspectiva psicogenética de Henri Wallon, as manifestações motoras de uma criança pequena, como agitação ou choro intenso, devem ser compreendidas como expressões de um estado afetivo, demonstrando a integração indissociável entre motricidade e emoção nos estágios iniciais do desenvolvimento.
Alternativas
Q3925297 Pedagogia

Texto I

A importância do ato de ler


Me parece indispensável, ao procurar falar de tal importância, dizer algo do momento mesmo em que me preparava para aqui estar hoje; dizer algo do processo em que me inseri enquanto ia escrevendo este texto que agora leio, processo que envolvia uma compreensão crítica do ato de ler, que não se esgota na decodificação pura da palavra escrita ou da linguagem escrita, mas que se antecipa e se alonga na inteligência do mundo. A leitura do mundo precede a leitura da palavra, daí que a posterior leitura desta não possa prescindir da continuidade da leitura daquele. Linguagem e realidade se prendem dinamicamente. A compreensão do texto a ser alcançada por sua leitura crítica implica a percepção das relações entre o texto e o contexto. Ao ensaiar escrever sobre a importância do ato de ler, eu me senti levado - e até gostosamente - a “reler” momentos fundamentais de minha prática, guardados na memória, desde as experiências mais remotas de minha infância, de minha adolescência, de minha mocidade, em que a compreensão crítica da importância do ato de ler se veio em mim constituindo.


Ao ir escrevendo este texto, ia “tomando distância” dos diferentes momentos em que o ato de ler se veio dando na minha experiência existencial. Primeiro, a “leitura” do mundo, do pequeno mundo em que me movia; depois, a leitura da palavra que nem sempre, ao longo de minha escolarização, foi a leitura da “palavramundo”.


A retomada da infância distante, buscando a compreensão do meu ato de “ler” o mundo particular em que me movia - e até onde não sou traído pela memória -, me é absolutamente significativa. Neste esforço a que me vou entregando, re-crio, e re-vivo, no texto que escrevo, a experiência vivida no momento em que ainda não lia a palavra. Me vejo então na casa mediana em que nasci, no Recife, rodeada de árvores, algumas delas como se fossem gente, tal a intimidade entre nós - à sua sombra brincava e em seus galhos mais dóceis à minha altura eu me experimentava em riscos menores que me preparavam para riscos e aventuras maiores.


A velha casa, seus quartos, seu corredor, seu sótão, seu terraço - o sítio das avencas de minha mãe -, o quintal amplo em que se achava, tudo isso foi o meu primeiro mundo. Nele engatinhei, balbuciei, me pus de pé, andei, falei. Na verdade, aquele mundo especial se dava a mim como o mundo de minha atividade perceptiva, por isso mesmo como o mundo de minhas primeiras leituras. Os “textos”, as “palavras”, as “letras” daquele contexto [...] se encarnavam numa série de coisas, de objetos, de sinais, cuja compreensão eu ia apreendendo no meu trato com eles nas minhas relações com meus irmãos mais velhos e com meus pais.


Os “textos”, as “palavras”, as “letras” daquele contexto se encarnavam no canto dos pássaros - o do sanhaçu, o do olha-pro-caminho-quem-vem, o do bem-te-vi, o do sabiá; na dança das copas das árvores sopradas por fortes ventanias que anunciavam tempestades, trovões, relâmpagos; as águas da chuva brincando de geografia: inventando lagos, ilhas, rios, riachos. Os “textos”, as “palavras”, as “letras” daquele contexto se encarnavam também no assobio do vento, nas nuvens do céu, nas suas cores, nos seus movimentos; na cor das folhagens, na forma das folhas, no cheiro das flores - das rosas, dos jasmins -, no corpo das árvores, na casca dos frutos. Na tonalidade diferente de cores de um mesmo fruto em momentos distintos: o verde da manga-espada verde, o verde da manga- -espada inchada; o amarelo esverdeado da mesma manga amadurecendo, as pintas negras da manga mais além de madura. [...]


FREIRE, Paulo. A importância do ato de ler: em três artigos que se completam. 23. ed. São Paulo: Cortez, 1989. p. 6-7.

No Texto I, Paulo Freire tece uma sutil crítica à ideia de “escolarização”: “Primeiro, a ‘leitura’ do mundo, do pequeno mundo em que me movia; depois, a leitura da palavra que nem sempre, ao longo de minha escolarização, foi a leitura da ‘palavramundo’.” (parágrafo 2)


De acordo com o pressuposto defendido pelo educador, que atividade de leitura literária seria adequada ao conceito de “palavramundo” nos Anos Iniciais do Ensino Fundamental?

Alternativas
Q3925296 Pedagogia

Texto I

A importância do ato de ler


Me parece indispensável, ao procurar falar de tal importância, dizer algo do momento mesmo em que me preparava para aqui estar hoje; dizer algo do processo em que me inseri enquanto ia escrevendo este texto que agora leio, processo que envolvia uma compreensão crítica do ato de ler, que não se esgota na decodificação pura da palavra escrita ou da linguagem escrita, mas que se antecipa e se alonga na inteligência do mundo. A leitura do mundo precede a leitura da palavra, daí que a posterior leitura desta não possa prescindir da continuidade da leitura daquele. Linguagem e realidade se prendem dinamicamente. A compreensão do texto a ser alcançada por sua leitura crítica implica a percepção das relações entre o texto e o contexto. Ao ensaiar escrever sobre a importância do ato de ler, eu me senti levado - e até gostosamente - a “reler” momentos fundamentais de minha prática, guardados na memória, desde as experiências mais remotas de minha infância, de minha adolescência, de minha mocidade, em que a compreensão crítica da importância do ato de ler se veio em mim constituindo.


Ao ir escrevendo este texto, ia “tomando distância” dos diferentes momentos em que o ato de ler se veio dando na minha experiência existencial. Primeiro, a “leitura” do mundo, do pequeno mundo em que me movia; depois, a leitura da palavra que nem sempre, ao longo de minha escolarização, foi a leitura da “palavramundo”.


A retomada da infância distante, buscando a compreensão do meu ato de “ler” o mundo particular em que me movia - e até onde não sou traído pela memória -, me é absolutamente significativa. Neste esforço a que me vou entregando, re-crio, e re-vivo, no texto que escrevo, a experiência vivida no momento em que ainda não lia a palavra. Me vejo então na casa mediana em que nasci, no Recife, rodeada de árvores, algumas delas como se fossem gente, tal a intimidade entre nós - à sua sombra brincava e em seus galhos mais dóceis à minha altura eu me experimentava em riscos menores que me preparavam para riscos e aventuras maiores.


A velha casa, seus quartos, seu corredor, seu sótão, seu terraço - o sítio das avencas de minha mãe -, o quintal amplo em que se achava, tudo isso foi o meu primeiro mundo. Nele engatinhei, balbuciei, me pus de pé, andei, falei. Na verdade, aquele mundo especial se dava a mim como o mundo de minha atividade perceptiva, por isso mesmo como o mundo de minhas primeiras leituras. Os “textos”, as “palavras”, as “letras” daquele contexto [...] se encarnavam numa série de coisas, de objetos, de sinais, cuja compreensão eu ia apreendendo no meu trato com eles nas minhas relações com meus irmãos mais velhos e com meus pais.


Os “textos”, as “palavras”, as “letras” daquele contexto se encarnavam no canto dos pássaros - o do sanhaçu, o do olha-pro-caminho-quem-vem, o do bem-te-vi, o do sabiá; na dança das copas das árvores sopradas por fortes ventanias que anunciavam tempestades, trovões, relâmpagos; as águas da chuva brincando de geografia: inventando lagos, ilhas, rios, riachos. Os “textos”, as “palavras”, as “letras” daquele contexto se encarnavam também no assobio do vento, nas nuvens do céu, nas suas cores, nos seus movimentos; na cor das folhagens, na forma das folhas, no cheiro das flores - das rosas, dos jasmins -, no corpo das árvores, na casca dos frutos. Na tonalidade diferente de cores de um mesmo fruto em momentos distintos: o verde da manga-espada verde, o verde da manga- -espada inchada; o amarelo esverdeado da mesma manga amadurecendo, as pintas negras da manga mais além de madura. [...]


FREIRE, Paulo. A importância do ato de ler: em três artigos que se completam. 23. ed. São Paulo: Cortez, 1989. p. 6-7.

No Texto I, Paulo Freire compreende o ato da leitura como um processo que
Alternativas
Q3925162 Pedagogia
Larsen-Freeman’s concept of grammaring has had a significant impact on the modern ELT classroom because it
Alternativas
Q3925105 Pedagogia
Para Henri Wallon, a construção do "Eu" ocorre através de conflitos. O estágio que emerge por volta dos 3 anos de idade, caracterizado pela oposição sistemática ao adulto, uso do pronome "eu" e necessidade de autoafirmação, constitui a crise do: 
Alternativas
Q3925103 Pedagogia
Na Epistemologia Genética de Jean Piaget, o desenvolvimento cognitivo ocorre através da busca pela estabilidade das estruturas mentais. O mecanismo autorregulador central que balanceia os processos de assimilação do novo objeto e a acomodação dos esquemas prévios é tecnicamente denominado: 
Alternativas
Q3925090 Pedagogia
Um psicopedagogo, ao identificar que um aluno não compreende o princípio de conservação de quantidades, está diante de uma característica típica do estágio de desenvolvimento cognitivo denominado, por Piaget, como: 
Alternativas
Q3925088 Pedagogia
Para Piaget, o processo de auto-regulação que leva a criança a reestruturar seu pensamento diante de novas informações, buscando um equilíbrio cognitivo superior, é conhecido como:
Alternativas
Q3925087 Pedagogia
Segundo a teoria de Vygotsky, o meio fundamental para a transformação das funções psicológicas elementares em superiores, atuando como um instrumento entre o sujeito e o mundo, é a(o):
Alternativas
Q3925058 Pedagogia
A concepção crítico-social dos conteúdos, defendida por Libâneo, influenciou práticas da Orientação Educacional brasileira. Segundo essa abordagem, o papel do orientador na mediação das relações escolares deve priorizar: 
Alternativas
Q3924576 Pedagogia
Situação hipotética: Ao receber uma criança surda em sua turma, a professora, após consultar a família e o profissional do AEE, passa a incorporar elementos da Língua Brasileira de Sinais (Libras) na rotina diária de todo o grupo, além de utilizar múltiplos recursos visuais e corporais. Assertiva: Essa prática configura uma abordagem inclusiva, pois valoriza a língua da criança surda e enriquece o ambiente comunicativo para todos, promovendo a coexistência de diferentes linguagens.
Alternativas
Q3924511 Pedagogia
A teoria da equilibração de Piaget explica como ocorrem avanços cognitivos na aprendizagem infantil. Um professor PEB I observa criança de 7 anos que, ao perceber contradição entre seu conhecimento prévio e nova informação, modifica estrutura cognitiva para incorporar novo conceito. Esse processo de reorganização mental é denominado: 
Alternativas
Q3924407 Pedagogia
Segundo a classificação de Piaget, a brincadeira em que a criança repete ações por puro prazer funcional, sem representação simbólica, é característica do estágio: 
Alternativas
Q3924382 Pedagogia
Segundo Jean Piaget, existem diferentes formas de a criança adquirir conhecimento. O processo mental específico pelo qual a criança extrai informações não das propriedades físicas dos objetos (como cor ou peso), mas das ações coordenadas que exerce sobre eles (como contar fichas da esquerda para a direita e vice-versa, percebendo que a soma permanece a mesma), é conceituado tecnicamente como abstração: 
Alternativas
Q3924125 Pedagogia
O pedagogo francês Célestin Freinet desenvolveu uma pedagogia centrada no trabalho, na cooperação e na livre expressão da criança. A técnica pedagógica criada por ele, que consiste na troca regular de cartas, desenhos e materiais entre turmas de escolas diferentes e distantes, visando dar função social real à escrita e ampliar o horizonte cultural dos alunos, é a:
Alternativas
Ano: 2026 Banca: FCPC Órgão: UFCA Prova: FCPC - 2026 - UFCA - Pedagogo |
Q3923958 Pedagogia
As teorias (Abordagens) relativas ao processo de ensino e aprendizagem podem ser divididas em teorias críticas e não-críticas. De acordo com essa divisão, a pedagogia libertária pode ser categorizada como:
Alternativas
Respostas
481: C
482: E
483: D
484: C
485: C
486: D
487: B
488: D
489: D
490: A
491: D
492: E
493: B
494: C
495: C
496: C
497: D
498: A
499: D
500: C