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Questões de Concurso Comentadas sobre paulo freire em pedagogia

Questões Discursivas

Foram encontradas 1.147 questões

Q2224900 Pedagogia
A sintonia entre as concepções teóricas de Paulo Freire e Jean Piaget, ainda que não total, é expressiva. Mais do que isso, Becker (2019) afirma que Freire e Piaget mantêm entre si convergências epistemológicas relevantes para o campo educacional. Assinale abaixo a alternativa INCORRETA quanto a essas convergências.
Alternativas
Q2223648 Pedagogia
Observe o relato de uma senhora, aluna da Educação de Jovens e Adultos: “Mas tenho um marido que não gosta que eu venho para a escola. Aí ele fala para que ir para a escola depois de velha? Aí eu falo para ele que tem gente de idade que aprende né. E ele não gosta que eu venha para a escola. Mas meu marido continua falando não vai para a escola não, não vai estudar não, você não vai aprender nada. Eu já desisti, por causa do meu marido. Eu já desisti, já voltei. Ele disse que se eu saísse ele ia ficar contente.” (BUZIOLI; TASSONI, 2021). Nessas histórias de impedimentos, é evidenciada uma posição de conformidade e aceitação das dificuldades encontradas para acessar e permanecer na escola. Para Paulo Freire, essa fala evidencia que
Alternativas
Q2223647 Pedagogia
Paulo Freire expôs duas funções para a educação de adultos, sendo necessário, para atingi-las, assumir, como princípios norteadores, a leitura do mundo e as experiências de vida, defendendo uma alfabetização que parta da realidade concreta do homem e possibilite, além do ensino da leitura e escrita, a conquista da liberdade. Essas funções são:
Alternativas
Q2223640 Pedagogia
Leia o fragmento de texto a seguir.
Ao longo da obra de Freire (1987), é apresentada uma educação libertadora, em que os educandos devem ser entendidos, assim como suas realidades. Freire (1987) chama de investigação temática, “um esforço comum de consciência da realidade e de autoconsciência, que a inscreve como ponto de partida do processo educativo, ou da ação cultural de caráter libertador.
https://www.redalyc.org/journal/684/68464195065/html/
Nesse contexto, podemos afirmar que, para Paulo Freire, a educação é um(a)
I. prática de amor e coragem, sustentada no diálogo, na discussão e no debate. II. ato político que liberta os indivíduos por meio da consciência crítica. III. ação em que o educador deposita o conhecimento em um aluno receptáculo. IV. modelo que tem por base a transmissão de conhecimento e o acúmulo de ideias. V. busca da transformação-reinvenção da realidade pela ação-reflexão humana.

Marque a opção que apresenta as afirmativas CORRETAS.
Alternativas
Q2221935 Pedagogia
A “educação bancária” é um conceito criado por Paulo Freire, uma crítica a abordagens de educação. Nesse sentido, analise as seguintes asserções e a relação proposta entre elas:
I. A “educação bancária” rechaça o companheirismo do educador-educandos, sendo que esse companheirismo é inconciliável com esse tipo de educação.
PORQUE

II. No momento em que o educador “bancário” humanizar sua educação, ele deixará de fazer depósitos.
A respeito dessas asserções, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q2221226 Pedagogia
A obra “Pedagogia do Oprimido” de Paulo Freire é um marco para a educação brasileira, uma crítica contundente do modelo educacional brasileiro, fazendo uma relação entre opressão e oprimido na educação. Sobre a pedagogia proposta por Paulo Freire, analise as assertivas abaixo e assinale V, se verdadeiras, ou F, se falsas.
( ) A pedagogia do oprimido é a pedagogia dos homens empenhando-se na luta por sua libertação.
( ) A pedagogia realmente libertadora deve ficar distante dos oprimidos, sendo que os oprimidos hão de ser o exemplo para si mesmos na luta por redenção.
( ) Essa pedagogia, do oprimido, não pode ser elaborada nem praticada pelos opressores. Seria uma contradição se os opressores praticassem uma educação libertadora.
( ) Com a prática, a pedagogia proposta deixa de ser do oprimido e passa a ser a pedagogia dos homens em processo de permanente libertação.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é: 
Alternativas
Q2215340 Pedagogia
Acerca da Política de Ensino da Rede Municipal do Recife, julgue o item que se segue.
O educador Paulo Freire integra os teóricos que compõem o documento que trata da política educacional do município de Recife. 
Alternativas
Q2204123 Pedagogia
Assim, se inevitavelmente o desenvolvimento da criança está social e culturalmente mediatizado, é mais importante que se explicite e controle conscientemente tal influência de modo que, no processo educativo formal e informal, possam ser detectados seus efeitos e estabelecer seu valor no processo de construção autônoma do novo indivíduo. Uma vez aceita essa premissa, a teoria destaca a importância, também fundamental, da instrução como método mais direto e eficaz para introduzir a criança no mundo cultural do adulto, cujos instrumentos simbólicos serão essenciais para seu desenvolvimento autônomo.
Adaptado de GÓMEZ, A. I. P. A aprendizagem escolar: da didática operatória à reconstrução da cultura na sala de aula. Porto Alegre: Artmed, 2000, p.55.
A respeito do processo de aprendizagem escolar o texto se refere à teoria de
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Q2204105 Pedagogia
Há diversos modos de justificar a ideia de que a formação de professores deve ser um processo permanente. Entre eles, a concepção adotada pelo RCMJG, a qual tem lastro no pensamento de Paulo Freire.
Segundo essa concepção, a formação permanente se fundamenta
Alternativas
Q2203865 Pedagogia
“A concepção dialógica de educação não começa quando o educador-educando se encontra com os educando-educadores em uma situação pedagógica, mas antes, quando aquele se pergunta em torno do que vai dialogar com estes. Esta inquietação em torno do conteúdo do diálogo é a inquietação em torno do conteúdo programático da educação.”
Adaptado de FREIRE, Paulo. Pedagogia do oprimido. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2013.
Segundo esta concepção, o conteúdo programático deve ser 
Alternativas
Q2203834 Pedagogia
O Referencial Curricular Municipal de Jaboatão dos Guararapes (RCMJG) adota uma concepção acerca da função do professor que está baseada no pensamento de Paulo Freire.
Segundo esta concepção, o professor é
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Ano: 2023 Banca: UFMA Órgão: UFMA Prova: UFMA - 2023 - UFMA - Pedagogo |
Q2197417 Pedagogia
Na concepção pedagógica libertadora de Paulo Freire (1921-1997), a percepção crítica da realidade e a aproximação do concreto para desvelá-lo expressa um fazer educativo como ação cultural que só pode acontecer:
Alternativas
Ano: 2023 Banca: UFMA Órgão: UFMA Prova: UFMA - 2023 - UFMA - Pedagogo |
Q2197416 Pedagogia
“Ensinar não é transferir conhecimentos, conteúdos; nem formar é ação pela qual um sujeito criador dá forma, estilo ou alma a um corpo indeciso e acomodado(...)” A afirmação de Paulo Freire (1921- 1997) refere-se a uma pedagogia que tem por finalidade:
Alternativas
Q2197047 Pedagogia
A metodologia interacionista defende que fatores orgânicos e ambientais exercem influência no processo de desenvolvimento dos seres humanos, inclusive em sua formação educacional. Em outras palavras, o conhecimento é resultado da combinação entre fatores objetivos e subjetivos que fazem parte do cotidiano de cada aluno. O principal teórico dessa vertente educacional é
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Q2185967 Pedagogia
Por Pedagogia e autonomia, pode-se entender como objetivo o processo de ensinar e aprender, de respeitar o outro, de formação moral e ética, de uma reflexão e curiosidade crítica, de assumir-se e desenvolver a emancipação do educando. (https://www.cenpec.org.br/tematicas/pedagogi a-da-autonomia-ensinar-aprender). Essa autonomia envolve tomar decisões, entender as consequências de seus atos e, estar centrada em experiências: 
Alternativas
Q2185249 Pedagogia
Considerando o texto de Freire (1996) em sua obra “Pedagogia da Autonomia: Saberes necessários à prática educativa” quando expõem que:
“do ponto de vista do professor, tanto implica o respeito ao senso comum no processo de sua necessária superação quanto o respeito e o estímulo à capacidade criadora do educando. Implica o compromisso da educadora com a consciência crítica do educando cuja ‘promoção’ da ingenuidade não se faz automaticamente”.
De acordo com o perfil do educador da EJA, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q2185248 Pedagogia
O trecho a seguir é de Paulo Freire e está presente em sua obra Pedagogia da Autonomia: saberes necessários a uma prática educativa.
“Devo deixar claro que, embora seja meu interesse central considerar nesse texto saberes que me parecem indispensáveis à prática docente de educadoras e educadores críticos, progressistas, alguns deles são igualmente necessários a educadores conservadores. São saberes demandados pela prática educativa em si mesma, qualquer que seja a opção política do educador ou educadora”.
Com base no trecho acima, analise as afirmativas abaixo.
I. Os saberes elaborados pelo autor sobre a prática docente serão úteis para os educadores críticos e progressistas, mas não auxiliam a prática docente de um educador conservador.
II. Os saberes elaborados pelo autor também são úteis à prática educativa de educador conservador, mas promoverá neste educador uma nova postura crítica e progressista, modificando sua opção política.
III. Alguns dos saberes trabalhados na obra são características da prática educativa e devem ser úteis para qualquer educador.
Estão corretas as afirmativas:
Alternativas
Q2185145 Pedagogia
TEXTO 1
ANDRAGOGIA E O MÉTODO PAULO FREIRE: ALGUMAS COLOCAÇÕES
(Este texto foi desenvolvido especificamente para este concurso).

   “Andragogia” é um termo de raiz grega que significa: homem adulto (andros) e orientar ou conduzir (agogus/agogôs), dessa junção podemos inferir que andragogia é a orientação ao homem adulto em sua aprendizagem. Esse termo é a base de diversas metodologias, pois, é o modelo educacional de alfabetização para adultos.
   A alfabetização para o público infantil e para o adulto difere em conteúdo, desenvolvimento cognitivo, objetivos, entre outros elementos constituintes do ensino e da aprendizagem.
    Os elementos acima são admitidos como bases de desenvolvimento de metodologias ligadas ao público adulto, a exemplo da Educação de Jovens e Adultos (EJA), que abarca um público responsável pelo próprio aprendizado.
    O público da EJA sente-se e é capaz de aprender ao ser direcionado pelo que necessita em seu cotidiano, ou seja, na experiência de vida construída por longa trajetória pessoal e profissional e na bagagem de experiência, como explicita a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura; assim sendo, a orientação que o professor/educador da EJA precisa dispor é a de centrar o aprendizado na vida, nos problemas e nas possíveis soluções por meio de discussões e tarefas feitas pelos alunos/educandos.
    Sabe-se que há diferenças entre os educandos da EJA em referência a: idade, estilo de vida, ritmo de aprendizado, entrada e/ou tempo de permanência no ensino regular, necessidade de ser alfabetizado para (re)ingressar ao mercado de trabalho. Contudo, cada educando se dedica a aprender para suprir suas necessidades prementes, então, essas diferenças não causam diminuição de aprendizado.
   Atualmente diversas são as metodologias para o ensino do público EJA. Neste momento, dedicamonos ao embasamento dado por Carlos Rodrigues Brandão (2001) que apresentou a origem, formação e aplicação do Método Paulo Freire.
    O relato de 300 educandos alfabetizados em 40 dias em Angicos (Rio Grande do Norte), em meados dos anos 60, é um marco para o processo de alfabetização. Isso foi possível por meio de palavras vindas da vivência dos educandos, são as palavras geradoras. De forma breve, o Método Paulo Freire possui dois momentos importantes para entendermos seu princípio: o ato educativo como processo de aprendizagem que implica a politização, ou seja, o desenvolver da consciência crítica e a dialogicidade, com base na Pedagogia da Autonomia, em que o educando começa a repensar sua própria história, ao ler e escrever. Daí, têm-se os Fóruns de debate nas salas de aula em Círculos de Cultura, em que o educador se torna mediador dos debates dialógicos para os educandos perceberem a realidade de forma democrática, conscientizadora e libertadora.
     O Método Paulo Freire se inicia pela etapa de investigação, na busca conjunta entre educador e educando por palavras e temas mais significativos da vida do educando, no seu universo vocabular e da comunidade com a qual interage. Logo após, entramos na etapa de tematização que é a tomada de consciência do mundo, por meio de análise dos significados sociais dos temas e das palavras. Na terceira etapa, a de problematização, o educador desafia e inspira o educando a superar a visão mágica e acrítica do mundo, para uma postura conscientizada.
      Um exemplo das três etapas pode ser encontrado na obra “Educação como prática da liberdade” que apresenta entrevistas dos educandos com revelações de desejos, esperanças, frustrações, angústias, desilusões, interações, entre outros sentimentos e pensamentos que os constroem.
      Além das etapas, Brandão (2001) explica haver cinco fases no Método Paulo Freire: a primeira investe no levantamento do universo vocabular do grupo de educandos e na seleção das palavras ditas pelos educandos do grupo. A segunda se entrelaça à escolha das palavras que foram selecionadas por meio de critérios como riqueza fonética, dificuldades fonéticas e teor pragmático da palavra. A terceira envolve a criação de situações existenciais, características do grupo de educandos, e a discussão de situações reais que conduzam à análise crítica dos problemas locais, regionais e nacionais. A quarta fase está ligada à elaboração de fichas-roteiro e de guias orientadores de debates com sugestão de temas. Já a quinta fase apresenta a elaboração de fichas com a decomposição das famílias fonéticas que correspondem às palavras geradoras.
      As palavras geradoras são divididas silabicamente e recombinadas, possibilitando o surgimento de outras palavras, todas oriundas do universo dos educandos. Essa forma simples que o Método Paulo Freire apresenta também provê a aprendizagem libertadora, pois, rompe com os elos que formavam as correntes da educação bancária (pode-se recuperar essa definição na obra Pedagogia do Oprimido. O método tradicional trata o aluno como uma “conta” em que o professor “deposita” conhecimentos. Esses conhecimentos são exigidos no momento da prova, dificilmente eles se relacionam com a vivência do aluno).
     A educação libertadora traz a formação integradora ao unir os educandos em círculos para discutirem os caminhos que aquela palavra propõe, sempre mediados pela própria realidade, tornam-se críticos ao (re)pensarem suas vidas, assim, iniciam o processo de reconhecimentos de questões ideológicas que foram impostas pela sociedade, essas questões são dialogadas, debatidas, discutidas pelos educandos nos círculos de cultura.
    O papel do educador no contexto dos círculos de cultura é o de (1º) apresentar a palavra geradora inserida na representação de uma situação concreta; (2º) escrever a palavra geradora; (3º) escrever a palavra geradora separada silabicamente; (4º) apresentar a família fonêmica da primeira sílaba; (5º) apresentar a família fonêmica da segunda sílaba; (6º) apresentar a família fonêmica da terceira sílaba (se houver e assim por diante); (7º) apresentam-se as famílias fonêmicas da palavra geradora. (8º) apresentam-se as vogais. Assim, com a exposição das sílabas e suas famílias fonêmicas, o educando é capaz de fazer outras palavras, englobando a realidade do alfabetizando, do que ele já conhece, do valor pragmático das coisas e dos fatos de sua vida cotidiana, bem como de suas situações existenciais.
      É importante ressaltar o respeito ao senso comum do universo das palavras geradoras e, a partir dele, o desenvolvimento da andragogia como real orientação ao homem adulto em sua aprendizagem, esse é o objetivo maior do Método Paulo Freire.

(Referências bibliográficas:
BRANDÃO. Carlos Rodrigues. O que é Método Paulo Freire, São Paulo: Ed. Brasiliense, 2001.) FREIRE, Paulo. Pedagogia do Oprimido, 17a. ed. Rio de Janeiro, Paz e Terra.1987.
FREIRE, Paulo. Educação como prática da liberdade. São Paulo: Paz e Terra, 1989.
FREIRE, Paulo. Pedagogia da Autonomia: Saberes necessários à prática educativa. 18. ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2001.)
Leia as afirmações sobre a Andragogia no processo de aprendizagem de adultos e assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q2185143 Pedagogia
TEXTO 1
ANDRAGOGIA E O MÉTODO PAULO FREIRE: ALGUMAS COLOCAÇÕES
(Este texto foi desenvolvido especificamente para este concurso).

   “Andragogia” é um termo de raiz grega que significa: homem adulto (andros) e orientar ou conduzir (agogus/agogôs), dessa junção podemos inferir que andragogia é a orientação ao homem adulto em sua aprendizagem. Esse termo é a base de diversas metodologias, pois, é o modelo educacional de alfabetização para adultos.
   A alfabetização para o público infantil e para o adulto difere em conteúdo, desenvolvimento cognitivo, objetivos, entre outros elementos constituintes do ensino e da aprendizagem.
    Os elementos acima são admitidos como bases de desenvolvimento de metodologias ligadas ao público adulto, a exemplo da Educação de Jovens e Adultos (EJA), que abarca um público responsável pelo próprio aprendizado.
    O público da EJA sente-se e é capaz de aprender ao ser direcionado pelo que necessita em seu cotidiano, ou seja, na experiência de vida construída por longa trajetória pessoal e profissional e na bagagem de experiência, como explicita a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura; assim sendo, a orientação que o professor/educador da EJA precisa dispor é a de centrar o aprendizado na vida, nos problemas e nas possíveis soluções por meio de discussões e tarefas feitas pelos alunos/educandos.
    Sabe-se que há diferenças entre os educandos da EJA em referência a: idade, estilo de vida, ritmo de aprendizado, entrada e/ou tempo de permanência no ensino regular, necessidade de ser alfabetizado para (re)ingressar ao mercado de trabalho. Contudo, cada educando se dedica a aprender para suprir suas necessidades prementes, então, essas diferenças não causam diminuição de aprendizado.
   Atualmente diversas são as metodologias para o ensino do público EJA. Neste momento, dedicamonos ao embasamento dado por Carlos Rodrigues Brandão (2001) que apresentou a origem, formação e aplicação do Método Paulo Freire.
    O relato de 300 educandos alfabetizados em 40 dias em Angicos (Rio Grande do Norte), em meados dos anos 60, é um marco para o processo de alfabetização. Isso foi possível por meio de palavras vindas da vivência dos educandos, são as palavras geradoras. De forma breve, o Método Paulo Freire possui dois momentos importantes para entendermos seu princípio: o ato educativo como processo de aprendizagem que implica a politização, ou seja, o desenvolver da consciência crítica e a dialogicidade, com base na Pedagogia da Autonomia, em que o educando começa a repensar sua própria história, ao ler e escrever. Daí, têm-se os Fóruns de debate nas salas de aula em Círculos de Cultura, em que o educador se torna mediador dos debates dialógicos para os educandos perceberem a realidade de forma democrática, conscientizadora e libertadora.
     O Método Paulo Freire se inicia pela etapa de investigação, na busca conjunta entre educador e educando por palavras e temas mais significativos da vida do educando, no seu universo vocabular e da comunidade com a qual interage. Logo após, entramos na etapa de tematização que é a tomada de consciência do mundo, por meio de análise dos significados sociais dos temas e das palavras. Na terceira etapa, a de problematização, o educador desafia e inspira o educando a superar a visão mágica e acrítica do mundo, para uma postura conscientizada.
      Um exemplo das três etapas pode ser encontrado na obra “Educação como prática da liberdade” que apresenta entrevistas dos educandos com revelações de desejos, esperanças, frustrações, angústias, desilusões, interações, entre outros sentimentos e pensamentos que os constroem.
      Além das etapas, Brandão (2001) explica haver cinco fases no Método Paulo Freire: a primeira investe no levantamento do universo vocabular do grupo de educandos e na seleção das palavras ditas pelos educandos do grupo. A segunda se entrelaça à escolha das palavras que foram selecionadas por meio de critérios como riqueza fonética, dificuldades fonéticas e teor pragmático da palavra. A terceira envolve a criação de situações existenciais, características do grupo de educandos, e a discussão de situações reais que conduzam à análise crítica dos problemas locais, regionais e nacionais. A quarta fase está ligada à elaboração de fichas-roteiro e de guias orientadores de debates com sugestão de temas. Já a quinta fase apresenta a elaboração de fichas com a decomposição das famílias fonéticas que correspondem às palavras geradoras.
      As palavras geradoras são divididas silabicamente e recombinadas, possibilitando o surgimento de outras palavras, todas oriundas do universo dos educandos. Essa forma simples que o Método Paulo Freire apresenta também provê a aprendizagem libertadora, pois, rompe com os elos que formavam as correntes da educação bancária (pode-se recuperar essa definição na obra Pedagogia do Oprimido. O método tradicional trata o aluno como uma “conta” em que o professor “deposita” conhecimentos. Esses conhecimentos são exigidos no momento da prova, dificilmente eles se relacionam com a vivência do aluno).
     A educação libertadora traz a formação integradora ao unir os educandos em círculos para discutirem os caminhos que aquela palavra propõe, sempre mediados pela própria realidade, tornam-se críticos ao (re)pensarem suas vidas, assim, iniciam o processo de reconhecimentos de questões ideológicas que foram impostas pela sociedade, essas questões são dialogadas, debatidas, discutidas pelos educandos nos círculos de cultura.
    O papel do educador no contexto dos círculos de cultura é o de (1º) apresentar a palavra geradora inserida na representação de uma situação concreta; (2º) escrever a palavra geradora; (3º) escrever a palavra geradora separada silabicamente; (4º) apresentar a família fonêmica da primeira sílaba; (5º) apresentar a família fonêmica da segunda sílaba; (6º) apresentar a família fonêmica da terceira sílaba (se houver e assim por diante); (7º) apresentam-se as famílias fonêmicas da palavra geradora. (8º) apresentam-se as vogais. Assim, com a exposição das sílabas e suas famílias fonêmicas, o educando é capaz de fazer outras palavras, englobando a realidade do alfabetizando, do que ele já conhece, do valor pragmático das coisas e dos fatos de sua vida cotidiana, bem como de suas situações existenciais.
      É importante ressaltar o respeito ao senso comum do universo das palavras geradoras e, a partir dele, o desenvolvimento da andragogia como real orientação ao homem adulto em sua aprendizagem, esse é o objetivo maior do Método Paulo Freire.

(Referências bibliográficas:
BRANDÃO. Carlos Rodrigues. O que é Método Paulo Freire, São Paulo: Ed. Brasiliense, 2001.) FREIRE, Paulo. Pedagogia do Oprimido, 17a. ed. Rio de Janeiro, Paz e Terra.1987.
FREIRE, Paulo. Educação como prática da liberdade. São Paulo: Paz e Terra, 1989.
FREIRE, Paulo. Pedagogia da Autonomia: Saberes necessários à prática educativa. 18. ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2001.)
Com enfoque nas bases teóricas que envolvem o Método Paulo Freire, analise as afirmativas abaixo.
I. A forma correta de tratamento entre professor e aluno é a de que o professor está em uma posição mais importante na hierarquia educacional, portanto, deve ser o centro da aula.
II. O Método Paulo Freire propiciou a alfabetização de jovens e adultos. Em relação às metodologias anteriores, esse método tem como diferencial a transformação do público da EJA em cidadãos reflexivos, pensantes, indagadores, portanto, conscientes do seu serno-mundo.
III. A metodologia de ensino do Método Paulo Freire na EJA tem como início o aprendizado já vivenciado pelo educando. É desse conhecimento prévio que surgem as palavras e temas geradores e deles novas palavras.
Estão corretas as afirmativas: 
Alternativas
Q2185059 Pedagogia
O método de alfabetização de Freire fomenta a pesquisa pelos professores das ideias, valores, dos alunos da Educação de Jovens e Adultos (EJA) para extrair o tema propício para ser debatido durante o processo de ensino. O diálogo é um fundamento explorado para debater o tema à manifestação do vocabulário habitual do aluno da EJA. O vocabulário partilhado baliza as questões relevantes à prática social sendo ponto de partida à reflexão da própria condição como sujeito social e os desafios à mudança. A proposta pedagógica de Freire pode ser apresentada em três etapas principais. Assinale a alternativa que contenha estas etapas.
Alternativas
Respostas
361: E
362: D
363: C
364: B
365: B
366: A
367: C
368: C
369: B
370: E
371: E
372: C
373: A
374: B
375: A
376: C
377: A
378: B
379: C
380: C