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Questões de Concurso Comentadas sobre concepções de mundo, homem e educação em pedagogia

Questões Discursivas

Foram encontradas 447 questões

Q3295098 Pedagogia

Leia o texto a seguir para responder à questão.


“AS PESSOAS AINDA NÃO FORAM TERMINADAS...”

(Rubens Alves)


    As diferenças entre um sábio e um cientista? São muitas e não posso dizer todas. Só algumas.

 

    O sábio conhece com a boca, o cientista, com a cabeça. Aquilo que o sábio conhece tem sabor, é comida, conhecimento corporal. O corpo gosta. A palavra “sapio”, em latim, quer dizer “eu degusto”... O sábio é um cozinheiro que faz pratos saborosos com o que a vida oferece. O saber do sábio dá alegria, razões para viver. Já o que o cientista oferece não tem gosto, não mexe com o corpo, não dá razões para viver. O cientista retruca: “Não tem gosto, mas tem poder”... É verdade. O sábio ensina coisas do amor. O cientista, do poder.


    Para o cientista, o silêncio é o espaço da ignorância. Nele não mora saber algum; é um vazio que nada diz. Para o sábio o silêncio é o tempo da escuta, quando se ouve uma melodia que faz chorar, como disse Fernando Pessoa num dos seus poemas. Roland Barthes, já velho, confessou que abandonara os saberes faláveis e se dedicava, no seu momento crepuscular, aos sabores inefáveis.


    Outra diferença é que para ser cientista há de se estudar muito, enquanto para ser sábio não é preciso estudar. Um dos aforismos do Tao-Te-Ching diz o seguinte: “Na busca dos saberes, cada dia alguma coisa é acrescentada. Na busca da sabedoria, cada dia alguma coisa é abandonada”. O cientista soma. O sábio subtrai.


    Riobaldo, ao que me consta, não tinha diploma. E, não obstante, era sábio. Vejam só o que ele disse: “O senhor mire e veja: o mais importante e bonito do mundo é isto: que as pessoas não estão sempre iguais, ainda não foram terminadas — mas que elas vão sempre mudando...”


    É só por causa dessa sabedoria que há educadores. A educação acontece enquanto as pessoas vão mudando, para que não deixem de mudar. Se as pessoas estivessem prontas não haveria lugar para a educação. O educador ajuda os outros a irem mudando no tempo. (...) Parece que, ao nos criar, o Criador cometeu um erro (ou nos pregou uma peça!): deu-nos um DNA incompleto. E porque nosso DNA é incompleto somos condenados a pensar. Pensar para quê? Para inventar a vida! É por isso, porque nosso DNA é incompleto, que inventamos poesia, culinária, música, ciência, arquitetura, jardins, religiões, esses mundos a que se dá o nome de cultura. 


    Pra isso existem os educadores: para cumprir o dito do Riobaldo... Uma escola é um caldeirão de bruxas que o educador vai mexendo para “desigualizar” as pessoas e fazer outros mundos


(Revista Educação, edição 125) 

De acordo com o texto, qual é o papel da educação no processo de desenvolvimento humano? 
Alternativas
Q3278530 Pedagogia

Sobre a educação e o mundo do trabalho, leia o trecho a seguir.


A melhor maneira para desenvolver os saberes profissionais dos trabalhadores está na sua inserção nas várias dimensões da cultura, da ciência, da tecnologia e do trabalho, bem como de sua contextualização, situando os objetivos de aprendizagem em ambiente real de trabalho. Esta perspectiva indica que é errada a orientação para planejar as atividades educacionais primeiramente para se aprender teoricamente o que terão de colocar em prática em seus futuros trabalhos.


Diretrizes Curriculares Nacionais Gerais da Educação Básica. Brasília: MEC, SEB, DICEI, 2013.


Assinale a opção que reflete corretamente a posição afirmada.

Alternativas
Q3266599 Pedagogia
Os educadores sociais analisam a realidade social a partir de uma perspectiva humanista, o que lhes permite desenvolver uma visão renovada dos contextos de vida particulares.

Assinale a opção que reflete, corretamente, o caráter humanista.
Alternativas
Q3215931 Pedagogia
A vertente do conhecimento denominada interacionismo pauta-se por uma relação dialética entre sujeito e objeto de conhecimento, assim como compreende
Alternativas
Q3215930 Pedagogia
O racionalismo, enquanto vertente do conhecimento, defende que a razão é a única fonte de conhecimento verdadeiro e absoluto.
Assinale a alternativa correta sobre o racionalismo.
Alternativas
Q3215929 Pedagogia
A vertente do conhecimento denominada Empirismo origina-se entre os séculos XV e XVIII, com a Filosofia Moderna, e se caracteriza por
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Q3205326 Pedagogia
Segundo Bombassaro (1992), para compreendermos melhor as dimensões racionais e históricas do conhecimento, convém fazer algumas distinções fundamentais. Neste caso, os verbos __________ e __________ , considerados pelo autor são conceitos epistêmicos centrais para a investigação filosófica.
As palavras que preenchem corretamente a sentença, completando-a, são:
Alternativas
Q3180609 Pedagogia
Segundo Libâneo, a didática tem o grande valor de garantir aos sujeitos da aprendizagem a consolidação e a apropriação do conhecimento. Não está, portanto, isolada, mas inter-relacionada a visão de homem, de sociedade, de sujeito, de criança, de processo de ensino e aprendizagem.
Com base nessa afirmação, marque a alternativa INCORRETA: 
Alternativas
Q3164752 Pedagogia
O debate atual da autonomia escolar enraíza-se no processo dialógico de ensinar dos primórdios da filosofia grega. No diálogo entre Sócrates e Ménon acerca da questão “se a virtude podia ser ensinada”, numa praça de Atenas, o mestre Sócrates insiste que o escravo Ménon deve procurar, nele, mesmo, a resposta. Educar significa, então, capacitar, potencializar, para que o educando seja capaz de buscar a resposta do que pergunta, significa formar para a autonomia.

GADOTTI, Moacir. Escola Cidadã. São Paulo: Cortez, 2002, p. 9.

A construção de uma educação pautada pela autonomia pressupõe
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Ano: 2024 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2024 - INEP - Filosofia |
Q4148913 Pedagogia
Um professor de Filosofia trabalhou, em suas turmas de 1ª e 3ª séries do Ensino Médio, com um trecho da reportagem Dossiê: A história da Filosofia no Brasil, apresentado a seguir.

A filosofia no Brasil vem se desenvolvendo ao longo dos séculos, refletindo as particularidades culturais, sociais e históricas do país. João Cruz Costa oferece uma análise detalhada sobre o desenvolvimento do pensamento filosófico no Brasil. Em sua obra Contribuição à História das Ideias no Brasil (1956), explora as influências e os desafios enfrentados pela Filosofia no Brasil. A formação do pensamento filosófico no Brasil, influenciada por correntes europeias, enfrenta o desafio de se adaptar e refletir sobre a realidade específica de nossa sociedade, marcada por suas próprias contradições e complexidades.

Dossiê: A história da Filosofia no Brasil. Revista Cult. Edição 268. Editora Bregantini. São Paulo-SP, 2021

Considerando a análise de João Cruz Costa, assinale a opção que apresenta uma proposta de intervenção que possibilite ao professor trabalhar com seus alunos a necessidade de se pensar filosoficamente a realidade brasileira.
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Ano: 2024 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2024 - INEP - Filosofia |
Q4148901 Pedagogia
Com a finalidade de estimular a reflexão interdisciplinar no dia mundial do meio ambiente, a professora de Filosofia propôs aos estudantes do Ensino Médio a análise do fragmento de texto abaixo, sob uma perspectiva de como a Filosofia pode contribuir junto a outras áreas do conhecimento, na luta pela preservação do meio ambiente.
Hans Jonas pensa a natureza a partir de seu valor intrínseco, deduzido do esforço autoafirmativo da vida, considerado por ele como o testemunho mais evidente do seu próprio valor: se a vida quer viver, é porque viver é um bem e, se é assim, é também um valor e emite um apelo de dever, cuja audiência está no ser humano, o único capaz de ouvir um tal apelo. Além disso, para Jonas, se só o ser humano pode se responsabilizar, então isso significa que ele só se realiza plenamente quando assume essa tarefa. E é assim que a responsabilidade diante da natureza se torna a alternativa mais radical ao niilismo: se a tecnologia tem sido uma espécie de fuga e de negação do mundo, a ética da responsabilidade é um convite a um novo vínculo com o Planeta.

OLIVEIRA, J. Como Hans Jonas nos ajuda a compreender a crise do meio ambiente? Uma conversa entre três filósofos. Disponível em: https://www.anpof.org.br/comunicacoes/entrevistas/. Acesso em: 14 jun. 2024 (adaptado).

Considerando a diversidade de identidades e de filiações ideológicas de seus estudantes, nesse caso, uma proposta de intervenção pedagógica coerente com o texto-base é
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Ano: 2024 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2024 - INEP - Filosofia |
Q4148893 Pedagogia
A pesquisa autêntica nunca se reduz à simples coleta de informação. Qualquer que seja sua fonte, ela demanda sempre a reelaboração criativa pelos pesquisadores, e esta prática precisa ser internalizada pelos adolescentes que cursam o Ensino Médio.

SEVERINO, A. J.; SEVERINO, E. S. Ensinar e aprender com pesquisa no ensino médio. São Paulo: Cortez, 2012.

Nesse sentido, o professor de Filosofia que vise à promoção da autonomia discente em suas aulas deve
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Ano: 2024 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2024 - INEP - Filosofia |
Q4148891 Pedagogia
Todos bem sabem que o céu já caiu sobre os antigos, há muito tempo. Conheço um pouco dessas palavras a respeito da queda do céu. Escutei-as da boca dos homens mais velhos, quando era criança. Foi assim. No início, o céu ainda era novo e frágil.

Não é mentira! Eles viram espíritos mesmo e sabem conter a queda do céu!. Nossos ancestrais sabem fazer esse trabalho desde o primeiro tempo. Se não o tivessem feito, a abóbada celeste já teria despencado sobre nós há muito tempo. Mas apesar de todos esses esforços o céu continua instável e frágil, à mercê dos espíritos dos xamãs mortos que sempre querem recortá-lo.

KOPENAWA, D.; ALBERT, B. A queda do céu. Palavras de um xamã Yanomami. Tradução de Beatriz Perrone-Moisés. São Paulo: Companhia das Letras, 2015.

Para que o fragmento textual acima, sobre a cosmogonia Yanomami, seja considerado sob a perspectiva decolonial, um docente do Ensino Médio deverá abordá-lo em sala de aula como uma
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Ano: 2024 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2024 - INEP - Filosofia |
Q4148883 Pedagogia
Até aqui não conhecemos outra lei que não a da necessidade: agora atentamos ao que é útil; chegaremos em breve para o que é conveniente e bom. O mesmo instinto anima as diversas faculdades do homem. À atividade do corpo, que procura desenvolver-se, sucede a atividade do espírito que busca instruir-se. A princípio as crianças são apenas turbulentas, tornam-se curiosas depois; e essa curiosidade bem dirigida é o móvel da idade a que chegamos. O desejo inato de bem-estar e a impossibilidade de contentá-lo plenamente fazem com que procure sem cessar novos meios de alcançá-lo. Tal é o primeiro princípio da curiosidade; princípio natural ao coração humano e cujo desenvolvimento só ocorre em proporção de nossas paixões e de nossas luzes.

ROUSSEAU, J. J. Emílio ou da educação. 3. ed. Tradução de Sérgio Milliet. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1995 (adaptado).

Considerando-se a concepção de Rousseau, destacada no texto, a formação da autonomia do estudante se deve à
Alternativas
Q3353824 Pedagogia
No século XVIII, encontramo-nos diante da corrente de pensamento que apregoa uma nova mentalidade, que põe em relevo a liberdade individual e combate o prejuízo da reforma e do fanatismo religioso. Assistimos também ao desenvolvimento das ciências experimentais com Bacon, Galileu e Newton, do empirismo com Locke e seus escritos sobre tolerância, além do racionalismo cartesiano.
(JUNQUEIRA, Sérgio R. A. Origem do ensino religioso. In.: JUNQUEIRA, Sérgio R. A.; BRANDENBURG, Laude Erandi; KLEIN, Remí (Orgs.). Compêndio do Ensino Religioso. São Leopoldo: Sinodal; Petrópolis: Vozes, 2017. p. 39.)

As informações anteriores se referem exatamente a qual corrente de pensamento?
Alternativas
Q3346175 Pedagogia
Leia o fragmento a seguir.

Alguns responderão que a educação é responsável pela direção da sociedade, na medida em que ela é capaz de direcionar a vida social, salvando-a da situação em que se encontra; um segundo grupo entende que a educação reproduz a sociedade como ela está; há um terceiro grupo de pedagogos e teóricos da educação que compreendem a educação como uma instância mediadora de uma forma de entender e viver a sociedade. Para estes a educação nem salva nem reproduz a sociedade, mas pode e deve servir de meio para a efetivação de uma concepção de sociedade.
LUCKESI. (1994).

O autor classificou essas três concepções de educação, respectivamente, como
Alternativas
Q3273928 Pedagogia
Para compreender a evolução histórica do conhecimento científico, é importante tomar como referência perspectivas e ponderamentos de autores que abordam sobre essa temática. Um desses autores é Fernando Bastos, que traz à luz reflexões sobre o construtivismo no ensino de ciências. Leia os enunciados abaixo e assinale a alternativa que faz referência a um dos posicionamento do referido autor.
Alternativas
Q3273592 Pedagogia
Sob o prisma da crítica marxista da educação, o “pós-estruturalismo e o neopragmatismo são construções teóricas com trajetórias históricas próprias e categorias e conceitos peculiares” (Della Fonte, 2010, p. 39). Em que pese o fato de suas diferenças serem inúmeras, propõe-se que tais construções teóricas sejam compreendidas como integrantes de um amplo clima intelectual e político que se corporifica em uma agenda denominada:
Alternativas
Q3273193 Pedagogia
Dentro dos ponderamentos propostos por Freinet, é verdadeira a seguinte afirmativa: 
Alternativas
Q3273192 Pedagogia
Ao analisar as principais teorias da educação e seus fundamentos, é possível destacar os aspectos a seguir. No entanto, há uma alternativa que traz um dado incorreto, destaque-a.
Alternativas
Respostas
41: C
42: A
43: A
44: E
45: B
46: A
47: D
48: E
49: B
50: C
51: C
52: D
53: D
54: A
55: A
56: B
57: C
58: A
59: E
60: D