Questões de Concurso
Sobre avaliação da educação básica e no ensino superior em pedagogia
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A concepção de avaliação atualmente defendida orienta que o(a) professor(a) realize a avaliação, na educação infantil e nos primeiros anos do ensino fundamental, por meio de:
I. análise das produções dos alunos.
II. atividades específicas para avaliação.
III. julgamentos sobre sucessos ou fracassos dos alunos.
IV. notas, conceitos, estrelas, carimbos com desenhos de caras tristes ou alegres.
Está(ão) correto(s) apenas o(s) item(ns):
I. Reflexivos. II. Essenciais. III. Abrangentes. IV. Sintéticos. V. Individualistas.
Quais estão INCORRETOS?
Coluna 1
1. Investigação. 2. Provisoriedade. 3. Complementaridade.
Coluna 2
( ) Promove um novo entendimento às antigas respostas. ( ) Não faz juízos de valor dos alunos.
( ) Faz provocações intelectuais significativas.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
Avaliação classificatória forma sujeitos críticos e analíticos, além de capacitá-los para enfrentar as competições impostas pela sociedade.
No eixo temático Dança e Movimentos Expressivos das Orientações Pedagógicas aborda a avaliação dos alunos no que concernem à superação do preconceito afirmando que:
Analise as afirmativas abaixo, e dê valores Verdadeiro (V) ou Falso (F).
( ) A avaliação desse tópico, deve ser preferencialmente combinada com os alunos antes do início do mesmo;
( ) A avaliação pode levar em consideração a disponibilidade de alunos e alunas para criar coreografias, participar de aulas práticas de diferentes ritmos, demonstrando a tentativa de superar a limitação que o preconceito impõe àqueles que desejam dançar;
( ) Atitudes de inclusão também devem ser consideradas no processo de avaliação, uma vez que não apenas cada pessoa deve se esforçar para vencer seus próprios limites, mas também deve ser estimulada a apoiar os (as) colegas nessa superação. A avaliação desse tópico, deve ser preferencialmente combinada com os alunos antes do início do mesmo;
( ) A avaliação deve contemplar as danças femininas para que os meninos consigam refletir da melhor forma o preconceito de se dançar.
Corresponde a alternativa correta a opção:
Segundo as Orientações Pedagógicas que tratam o eixo temático de Dança e Movimentos Expressivos, a avaliação dos alunos no que concernem à superação do preconceito nessas aulas indica:
I. Que a avaliação deve ser preferencialmente combinada com os alunos antes do início desse tópico (preconceito na dança). (5)
II. Que a avaliação pode levar em consideração a disponibilidade de alunos e alunas para criar coreografias, demonstrando a tentativa de superar a limitação que o preconceito impõe àqueles que desejam dançar. (7)
III. Que a avaliação deve levar em conta as atitudes de inclusão, uma vez que não apenas cada pessoa deve se esforçar para vencer seus próprios limites. (10)
IV. Que a avaliação deve contemplar as danças femininas para que os meninos consigam refletir da melhor forma o preconceito de se dançar (20).
A somatória dos pontos das respostas corretas totalizam:
A avaliação deve subsidiar a intencionalidade do processo ensino-aprendizagem; assim terá que oportunizar aos professores a retomada sistemática dos encaminhamentos metodológicos no sentido de que o aluno aprenda mais e significativamente. (Proposta Curricular de SC - Avaliação)
Corresponde a este pressuposto, exceto:
Roberto é professor de Geografia no 7º ano. Para acompanhar a aprendizagem de seus alunos, ele aplica uma atividade avaliativa mensalmente.
A tabela abaixo apresenta o resultado quantitativo de dois de seus alunos:

De acordo com as orientações legais para a avaliação da
aprendizagem dos alunos da educação básica, a medida mais
adequada a ser tomada pelo professor a partir destes resultados
seria:
01/08/2014 02h00
Os recentes avanços, como a universalização do ensino fundamental nos anos 90, a definição, em 2010, da escolaridade de nove anos como obrigatória e a meta de universalização do ensino médio para 2016, reafirmam o direito à educação pública e o dever do Estado de provê-la, mas não garantem o direito de aprendizagem a todas as crianças e adolescentes.
São múltiplos os fatores que determinam as condições de ensino e de aprendizagem. É importante considerarmos, no entanto, que a ausência de uma base curricular tende a agravar esse quadro, ao criar um espaço de indefinições, equívocos e interpretações pessoais que restringem a aprendizagem dos alunos.
Países com bom desempenho em avaliações internacionais possuem um documento nacional especificando o que deve ser ensinado, com variações no grau de detalhamento desses conteúdos, conforme estudo comparativo realizado pela pesquisadora Paula Louzano, que analisou políticas curriculares de diversos sistemas de ensino.
No Brasil, a ausência dessas especificações favorece que as avaliações externas pautem o que deve ser ensinado, mostrando uma inversão no processo de definição das políticas educacionais. Uma política curricular nacional, que estabeleça de forma objetiva e clara o que cada aluno deve aprender em cada etapa do percurso escolar – independentemente de sua origem territorial, social ou cultural–, expressa um projeto de sociedade sustentado no princípio da igualdade.
Construir uma base nacional curricular comum, no entanto, requer alguns pontos de atenção.
O primeiro deles é que os sistemas educacionais tenham a liberdade de complementar a base curricular comum considerando os contextos locais e articulando o projeto de sociedade às aspirações e especificidades regionais.
A definição de objetivos claros de aprendizagem deve também favorecer o controle social das políticas educacionais e o acompanhamento da aprendizagem pelos sistemas educacionais e pelas famílias.
Outro pressuposto é a articulação da base curricular nacional com políticas de formação de professores, inicial e continuada. A indicação clara do que é preciso ensinar é condição para um efetivo planejamento docente e acompanhamento da aprendizagem de cada aluno.
Por fim, para que a base nacional curricular comum expresse um projeto de sociedade mais justo, é fundamental que sua construção envolva uma ampla participação social, com dispositivos que garantam consulta, debate, formulação e validação. Sem isso, o Brasil deixará, mais uma vez, escapar a oportunidade de alçar a educação ao patamar de prioridade nacional de fato.
MARIA ALICE SETUBAL, doutora em psicologia da educação pela PUC-SP, é presidente dos conselhos do Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária (Cenpec) e da Fundação Tide Setubal.