Questões de Concurso
Sobre alfabetização e letramento em pedagogia
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Analise a escrita da criança, no quadro a seguir, em relação ao o que sua professora ditou (entre parênteses), e aponte o nível de conceitualização da escrita que ela se encontra, de acordo com Ferreiro (1990).

No que diz respeito ao conceito de alfabetização e letramento (SANTOS, 2007), identifique a palavra que completa as lacunas e marque a alternativa correta.
I - ______________ é um termo que nomeia o conjunto de práticas sociais de uso da escrita em diversos contextos socioculturais.
II- ______________ refere-se ao domínio da técnica da escrita tanto no processo de codificação quanto de decodificação.
Leia as assertivas sobre história em quadrinhos (RAMOS, 2012) e marque a alternativa correta.
I- Ler quadrinhos é ler sua linguagem, tanto em seu aspecto verbal quanto visual.
II- Os quadrinhos podem ou não utilizar a linguagem verbal em suportes próprios do gênero como balões e legendas.
III- A história em quadrinhos é um gênero multimodal composto de signos verbais e visuais, conjugados, para compor uma narrativa.
IV -A linguagem não verbal é uma das principais características das histórias em quadrinhos, o que facilita a interação das crianças com o gênero.
V- Os quadrinhos podem ser definidos como uma forma de arte sequencial, porque a história em quadrinhos é uma sequência de acontecimentos ilustrados.
O desenho e a brincadeira como formas de linguagem a serem exploradas no processo de alfabetização.
Analise a proposta de ensino acima para responder à questão a seguir.
Sobre os objetivos de aprendizagem dessa proposta de ensino, analise as afirmativas a seguir.
I. Usar e aprimorar o desenho como sistema de representação
II. Participar de jogos simbólicos através de brincadeiras livres e planejadas na turma.
III. Produzir desenhos a partir de modelo desenvolvido pelo professor.
IV. Dramatizar situações do cotidiano referenciadas pelo professor.
V. Ampliar vocabulário vivenciando jogos diversificados de palavras.
Marque a opção que apresenta as afirmativas CORRETAS.
O desenho e a brincadeira como formas de linguagem a serem exploradas no processo de alfabetização.
Analise a proposta de ensino acima para responder à questão a seguir.
O objetivo geral da proposta pedagógica deve ser o de
Ferreiro e Teberosky (1985) caracterizaram os momentos pelos quais as crianças passam quanto ao nível de concepção da escrita. As autoras foram felizes nessa reflexão por abordarem de forma muito pertinente o caminho percorrido pelas crianças ao alfabetizarem-se. A seguir analise cada uma das figuras apresentadas.


I. Taissa e Lucas são pré-silábicos I (Figura 1).
II. Taissa é ideográfica e Lucas pictórico (Figura 1) e não estabelecem vínculo entre fala e escrita.
III. Maria apresenta o realismo nominal e está no nível pré-silábico II, assim como Bruno (Figura 2).
IV. Gabriel é vocálico e Júlia é consonantal, ambos são silábicos, assim como Jean (Figura 3).
V. Mirian (Figura 4) e João (Figura 5) são silábico-alfabéticos.
VI. João é alfabético (Figura 5).
Estão corretas apenas as afirmativas
Ferreiro e Teberosky (1999) apontam que a escrita é uma forma de representar aquilo que é funcionalmente significativo, estabelecendo um sistema de regras próprias. Para se aprender a escrever, o indivíduo necessita conhecer o sistema de regras da escrita, o que acontece de forma gradual, mas exige uma reflexão a respeito das características gerais da escrita. Através dos resultados obtidos por meio da pesquisa realizada pelas autoras foram definidos cinco níveis de desenvolvimento da escrita, que se estabelecem, a partir do momento em que o indivíduo compreende a função da escrita, ou seja, seus devidos usos. Observando as conceituações de três das cinco etapas da escrita admitidas por Ferreiro e Teberosky, temos, respectivamente, os níveis:
I. É uma escrita onde a criança começa a escrever, alfabeticamente, algumas sílabas e para outras permanece silábico. Percebe, primeiramente, que a sílaba tem duas letras e, posteriormente, que existem sílabas com mais de duas letras; tem dificuldades em separar palavras quando escreve frase ou texto.
II. Percebe a função social da escrita (diferenciando-a de desenhos), usa critério quantitativo. São necessárias muitas letras para escrever o nome de um objeto grande, e poucas letras para escrever o nome de um objeto ou coisa pequena, critério qualitativo (não se podem repetir letras).
III. Consciência de que existe relação entre fala e escrita, entre aspectos gráficos e sonoros das palavras. Presença de valor sonoro a letras e sinais para representar as palavras: para cada sílaba pronunciada o indivíduo escreve uma letra (uma letra para cada sílaba), ou para cada palavra numa frase dita. A criança utiliza os critérios quantitativo e qualitativo.

Considerando os níveis de desenvolvimento da escrita segundo Ferreiro e Teberosky (1999), analise a descrição abaixo.
Fernanda é professora de crianças entre 3 e 4 anos. Naquela manhã, quando entramos na sua sala, ela estava se dirigindo para uma das mesinhas:
– Fernanda, olha a casa que eu fiz...Tem um monte de janelinhas.
– Que bonita casa, Marina! O que mais você fez?
– Meu nome... aqui... aqui... aqui... – respondeu Marina, apontando um serrilhado contínuo feito na parte superior da folha.
Assinale a alternativa que apresenta o nível CORRETO de desenvolvimento da escrita da menina.
Na sala de aula da professora Doralice Silva, 1º. Ano do Ensino Fundamental, escola pública, existem vinte e cinco crianças. Dentre estas, três inclusões, sendo um menino com espectro autista, uma menina com deficiência intelectual e um menino com diagnóstico de hiperatividade. Durante o planejamento de uma sequência didática para trabalhar o sistema de escrita alfabética, Doralice considerou a possibilidade de flexibilização curricular para atender a seguinte realidade: três alunos não estão alfabéticos (um aluno encontra-se na hipótese pré-silábica, outro na hipótese de escrita silábica com valor sonoro e o terceiro na hipótese silábico-alfabética). Assinale a alternativa que melhor define a perspectiva teórica correspondente a essas hipóteses ( Pré-silábica; Silábica; Silábico-alfabética e Alfabética).
Uma palavra só!
Era uma vez um rei mandão — como muitos — que resolveu castigar qualquer um que falasse uma mentira (mentira pelo menos no seu ponto de vista). Mas a primeira vítima do castigo real foi seu próprio filho, condenado a nunca mais abrir a boca para falar, a não ser, única e exclusivamente... a palavra “exclusivamente”. É assim que o príncipe sai pelo mundo, respondendo a tudo: “exclusivamente”. Até que um dia ele conhece Eva. Ele a seguia, tímido, meio de longe. Eva era fantástica. Sabia inclusive ler, o que era raríssimo naquele tempo. "Se ao menos eu soubesse ler e escrever", pensava o príncipe.
Talvez por pena, a contorcionista, que passava o seu tempo livre lendo romances, notando o interesse do príncipe pelas letras, decidiu que o ensinaria a ler e a escrever. Escreveu bem grande EXCLUSIVAMENTE e tentou lhe ensinar as letras dessa palavra. No princípio, para sermos sinceros, o príncipe não entendia nada. Eva repetia. Um dia já estava no finalzinho da palavra: -M-E-N, MEN, T-E, TE. MEN-TE, MENTE. De repente deu um clique no príncipe. Ele pegou o lápis e com certa dificuldade — não muita — escreveu alguma coisa. Depois cortou algumas letras de EXCLUSIVAMENTE e deixou apenas E - V - A. Ela não aguentou e lhe deu um beijo. O príncipe tinha descoberto a maior maravilha. Agora, por exemplo, se gritavam por ele, perguntando onde ele estava, podia pegar o C da sílaba CLU e o A que está em VAMENTE e dizer: CÁ.
Não era uma resposta muito longa, mas já era alguma coisa para quem tinha passado tanto tempo só com "exclusivamente". E podia também inventar [...] palavras meigas para acarinhar a contorcionista. Mas... os candongueiros do reino, que não percebiam que as novas palavras estavam dentro da palavra exclusivamente, foram mexericar para o rei que o príncipe não estava mais lhe obedecendo. E levaram o menino preso. A contorcionista foi atrás e tentou explicar que o príncipe só usava as letras de exclusivamente. Mas o rei não queria saber de explicações.
– Bem... — disse sua majestade. — Se o príncipe responder a três perguntas simples, só com a palavra exclusivamente, eu até lhe entrego minha coroa. Mas, se não der conta, vou ter que cortar a língua dele.
– Quantos anos você tem? – perguntou para começar.
– E - X - C - L - U - S - I - V - A - M - E - N - T - E - soletrou o príncipe e repetiu de novo, falando bem alto as letras S - E - T - E as outras bem baixinho.
– Oh céus! Então é mesmo verdade que só tem usado a palavra exclusivamente? — assustou-se o rei.
– E quem foi que lhe ensinou esse truque dos diabos?
O príncipe apontou a contorcionista e de novo repetiu as letras de exclusivamente, enfatizando E - L - A. Hoje, o príncipe fala o que ele quer e o rei sem coroa, que não é mais o dono da verdade, anda tomando umas aulas com a contorcionista.
LAGO, Ângela. Uma palavra só! São Paulo: Moderna, 1996. [Adaptado].