Questões de Concurso Sobre alfabetização e letramento em pedagogia

Foram encontradas 2.269 questões

Q1064168 Pedagogia
Quando se fala em alfabetização, de crianças ou adultos, já faz parte de uma compreensão comum a ideia de que é preciso levar em consideração o contexto real dos estudantes. Se uma cartilha apresenta a frase: “Eva viu a uva” e por acaso o estudante que a recebe nunca viu essa fruta ou não a conhece, fica mais difícil levantar hipóteses sobre a leitura partindo de sua vivência. Seria mais fácil, então, lidar com palavras ou frases daquele grupo específico, que possivelmente seriam entendidas por todos, o que tornaria o ensino mais autêntico. Essa percepção revela uma preocupação constante, por parte do professor, em relacionar o conteúdo que será ensinado 
Alternativas
Q1064156 Pedagogia
O texto a seguir foi escrito por uma aluna da terceira série de uma escola pública de Campinas. Atendia a atividade proposta pela professora, na qual solicitava às crianças que escrevessem sobre si e sobre as identificações e não identificações estabelecidas com os colegas. A proposta tinha como enunciado: "Pense e escreva um texto que fale sobre: 1) Como sou?; 2) Quem é parecido comigo?; 3) O que é parecido na classe?; 4) O que é diferente na classe?”
"Eu sou preta e tenho cabelo duro Os meninos diram saro de mim só porque eu sou preta Sou quenta não falo muito sou um pouco bagunceira gosto muito de passear essete é o fim como sou?
Eu não sou parecido com ninguém A Ana é diferente de mim ela tem cabelo grande ela é morena eu sou preta os meninos agaram ela esste é o fim Quem é parecido comigo Quem é? diferente de mim
Eu sou parecida com a Bea a Bea tem cabelo duro eu também tenho cabelo duro A Bea fala muito eu também falo muito esste é o fim O que é parecido na classe
Quem é diferente na classe é a Inê ela fica bicuda com a professora os meninos ficam bringado com ela - Que não vai fazer só que faz, esste é o fim o que é diferente na classe." (Alc. relatado por OLIVEIRA, 1993, p. 161-162. In: GÓES et al. (Orgs.)
Foi solicitado a um pedagogo uma interpretação do texto apresentado, que pudesse ser sintetizada em dois eixos principais. Essa interpretação deve evidenciar:
Alternativas
Q1039830 Pedagogia
Na escola, segundo Jolibert, ler é “ler de verdade”, desde o início, textos autênticos, completos, em situações reais de uso e relacionados aos projetos, necessidades e desejos em pauta. Portanto, para Jolibert, ler é
Alternativas
Q1016815 Pedagogia

Leia as duas asserções sobre a literatura infantil na educação da criança e observe a relação entre elas.


A sala de aula é um espaço privilegiado para se aprender a ler e a desenvolver o pensamento crítico a partir da interação com diversas obras literárias,

POIS

a aproximação com a literatura pode propiciar à criança o questionamento de valores em circulação na sociedade e o alargamento dos horizontes cognitivos do leitor mirim.


No que se referem a essas duas asserções, assinale a opção correta:

Alternativas
Q1016555 Pedagogia

No que se refere ao planejamento do processo de alfabetização quanto ao ensino e aprendizagem da Língua Portuguesa (MEC, 2012), analise os itens e marque a alternativa correta.

I- O ensino da língua portuguesa na alfabetização compreende quatro eixos: leitura, produção de texto escrito, oralidade e análise linguística.

II- A leitura envolve a aprendizagem da transformação dos signos escritos em informações, da compreensão das informações do texto lido e da construção de sentidos.

III- A produção de textos, na escola, pode se dar de diferentes formas: coletivamente, por meio de um escriba que geralmente é o professor; em dupla, com os colegas; ou individualmente.

IV- Ser competente em diferentes situações discursivas orais dispensa saber ajustar a língua usada ao contexto ou ao evento de comunicação.

V- A apropriação do sistema de escrita alfabética está diretamente relacionada com a capacidade de se pensar sobre a língua.

Alternativas
Q1016551 Pedagogia

Leia as duas asserções a respeito do ensino da linguagem escrita para a criança de seis anos no ensino fundamental de nove anos (MEC, 2007) e observe a relação entre elas.

A ampliação do ensino fundamental para nove anos significa uma possibilidade de qualificação do ensino e da aprendizagem da alfabetização e do letramento.

POIS

A criança terá mais tempo para se apropriar da linguagem escrita e o ensino no primeiro ano deverá se reduzir a essas aprendizagens.


Marque a alternativa correta:

Alternativas
Q1016550 Pedagogia

De acordo com as características da escrita da criança à esquerda, assinale a alternativa com o nível de conceitualização da língua escrita correspondente à escrita da criança (GROSSI, 1990).


BRIGA (briga)

BAGUSA (bagunça)

MADUGADA (madrugada)

TOU (Tom)

TATIANANÃOGOSTADEBRIGA (Tatiana não gosta de briga.)

Alternativas
Q1016547 Pedagogia

Leia os dois trechos seguintes e assinale a alternativa correta sobre alfabetização e letramento (LEAL et al, 2007).


Trecho I

Corresponde ao processo pelo qual se aprende a escrita alfabética e as habilidades de utilizá-la para ler e para escrever. Envolve conhecimentos e destrezas variados, como compreender o funcionamento do alfabeto, memorizar as convenções letra-som e dominar seu traçado, usando instrumentos como lápis, papel ou outros que os substituam.


Trecho II

Relaciona-se ao exercício efetivo e competente da tecnologia da escrita, nas situações em que se precisa ler e produzir textos reais no contexto das práticas sociais de uso da língua, mediante as atividades de leitura e de escrita de diferentes gêneros textuais tais quais são utilizados socialmente.

Alternativas
Q1015979 Pedagogia
Quanto à classificação dos textos para fins didáticos, conforme Dolz e Schneuwly (2004), que gêneros textuais são da ordem do narrar?
Alternativas
Q1015978 Pedagogia

Analise a escrita da criança, no quadro a seguir, em relação ao o que sua professora ditou (entre parênteses), e aponte o nível de conceitualização da escrita que ela se encontra, de acordo com Ferreiro (1990).


Imagem associada para resolução da questão

Alternativas
Q1015969 Pedagogia

No que diz respeito ao conceito de alfabetização e letramento (SANTOS, 2007), identifique a palavra que completa as lacunas e marque a alternativa correta.


I - ______________ é um termo que nomeia o conjunto de práticas sociais de uso da escrita em diversos contextos socioculturais.

II- ______________ refere-se ao domínio da técnica da escrita tanto no processo de codificação quanto de decodificação.

Alternativas
Q1015968 Pedagogia

Leia as assertivas sobre história em quadrinhos (RAMOS, 2012) e marque a alternativa correta.


I- Ler quadrinhos é ler sua linguagem, tanto em seu aspecto verbal quanto visual.

II- Os quadrinhos podem ou não utilizar a linguagem verbal em suportes próprios do gênero como balões e legendas.

III- A história em quadrinhos é um gênero multimodal composto de signos verbais e visuais, conjugados, para compor uma narrativa.

IV -A linguagem não verbal é uma das principais características das histórias em quadrinhos, o que facilita a interação das crianças com o gênero.

V- Os quadrinhos podem ser definidos como uma forma de arte sequencial, porque a história em quadrinhos é uma sequência de acontecimentos ilustrados.

Alternativas
Q981532 Pedagogia
É o pressuposto que deve orientar o trabalho com a linguagem oral.
Alternativas
Q981524 Pedagogia

O desenho e a brincadeira como formas de linguagem a serem exploradas no processo de alfabetização.


Analise a proposta de ensino acima para responder à questão a seguir. 

Sobre os objetivos de aprendizagem dessa proposta de ensino, analise as afirmativas a seguir.

I. Usar e aprimorar o desenho como sistema de representação

II. Participar de jogos simbólicos através de brincadeiras livres e planejadas na turma.

III. Produzir desenhos a partir de modelo desenvolvido pelo professor.

IV. Dramatizar situações do cotidiano referenciadas pelo professor.

V. Ampliar vocabulário vivenciando jogos diversificados de palavras.

Marque a opção que apresenta as afirmativas CORRETAS.

Alternativas
Q981523 Pedagogia

O desenho e a brincadeira como formas de linguagem a serem exploradas no processo de alfabetização.


Analise a proposta de ensino acima para responder à questão a seguir. 


O objetivo geral da proposta pedagógica deve ser o de 

Alternativas
Ano: 2016 Banca: IDECAN Órgão: UFPB Prova: IDECAN - 2016 - UFPB - Pedagogo |
Q958269 Pedagogia

Ferreiro e Teberosky (1985) caracterizaram os momentos pelos quais as crianças passam quanto ao nível de concepção da escrita. As autoras foram felizes nessa reflexão por abordarem de forma muito pertinente o caminho percorrido pelas crianças ao alfabetizarem-se. A seguir analise cada uma das figuras apresentadas.


Imagem associada para resolução da questão

Imagem associada para resolução da questão


I. Taissa e Lucas são pré-silábicos I (Figura 1).

II. Taissa é ideográfica e Lucas pictórico (Figura 1) e não estabelecem vínculo entre fala e escrita.

III. Maria apresenta o realismo nominal e está no nível pré-silábico II, assim como Bruno (Figura 2).

IV. Gabriel é vocálico e Júlia é consonantal, ambos são silábicos, assim como Jean (Figura 3).

V. Mirian (Figura 4) e João (Figura 5) são silábico-alfabéticos.

VI. João é alfabético (Figura 5).


Estão corretas apenas as afirmativas

Alternativas
Q807000 Pedagogia
Alfabetização e letramento se somam, e para atender à mudança ocorrida no processo de ensino e aprendizagem da língua escrita, a Escola Ativa baseia esse conhecimento em torno de cinco eixos. Um deles tem como princípio básico o fato de que cada “som” é representado por uma “letra”. Esse aprendizado é decisivo no processo de alfabetização, e se realiza quando o educando entende que o princípio que regula a escrita é a correspondência grafema-fonema. Esse eixo é denominado:
Alternativas
Q766432 Pedagogia
No que diz respeito ao conceito de letramento, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas: 

( ) Nos últimos anos, um conceito que vem ganhando espaço e nova dimensão no mundo da escrita é o letramento. Ele é um termo que nomeia o conhecimento do sistema alfabético ortográfico e um dos princípios que norteiam essa perspectiva é que para que os alunos leiam e escrevam com autonomia é necessário que eles desenvolvam muitas atividades de escrita, utilizando principalmente o livro didático e o caderno de caligrafia.
( ) Letramento é um termo relativamente recente, visto que surgiu há cerca de 30 anos, e nomeia o conjunto de práticas sociais de uso da escrita em diversos contextos socioculturais.
( ) O conceito de letramento surgiu para dar conta da complexidade de eventos que lidam com a escrita. Mais amplo que o conceito restrito de alfabetização, a noção de letramento inclui não só o domínio das convenções da escrita, mas também o impacto social que dele advém.
( ) Um dos princípios que norteiam a perspectiva do letramento é que a aquisição da escrita não se dá desvinculada das práticas sociais em que se inscreve: ninguém lê ou escreve no vazio, sem propósitos comunicativos, sem interlocutores, descolado de uma situação de interação; as pessoas escrevem, lêem e interagem por meio da escrita, guiadas por propósitos interacionais, desejando alcançar algum objetivo, inseridas em situações de comunicação. 
A sequência correta é:
Alternativas
Q765306 Pedagogia
Desde o começo, sempre, lá estava a ideologia. E sempre tem estado presente. Muitas vezes, o autor nem tem consciência dela, e o leitor comum não percebe. Mas nem por isso ela deixa de ser no texto, latente, como uma espécie de lapso freudiano, que desmascara os motivos inconscientes. Ou talvez mais como um lapso junguiano, já que é cultural e revela maneiras coletivas de pensar, apontando também para os arquétipos.
Alem do mais, a ideologia de um livro também reflete o conjunto de crenças e opiniões da cultura da época em que o autor vive. Até recentemente, não se suspeitava da força desse processo. Na verdade, ele só se tornou evidente há muito pouco tempo, depois do desenvolvimento da psicanálise, do refinamento da crítica textual, do afloramento do orgulho cultural dos povos e pessoas longamente oprimidos, e do aumento de sensibilidade solidária em relação aos outros, trazido pelos anos 60, com seu despertar em favor dos direitos das minorias ou de maiorias fracas, sem voz. Em outras palavras, foi apenas depois de campanhas pelos direitos civis, depois do feminismo, depois da luta dos negros contra o preconceito e a discriminação, depois da consciência anti-imperialista, depois do movimento verde e de tantas outras conquistas ideológicas recentes que se tornou evidente que, durante muito tempo, os livros didáticos infantis vinham moldando os jovens para agirem segundo padrões de comportamento que, frequentemente, eram inadequados, injustos, imorais e agressivos à dignidade humana.
Dou um exemplo concreto. Sempre gostei muito dos contos das Mil e uma noites, entre as minhas histórias favoritas desde que eu era pequena. Não foi escrito para crianças, é claro, e é uma dessas obras de adultos que as crianças adotaram. Li e reli essas histórias muitas vezes, umas mais do que as outras, mas, de qualquer modo, repetidamente com prazer e encantamento. Mas por uma ou outra razão, nunca as tinha relido depois de adulta. Há dois anos, quando finalmente mergulhei nessa releitura, fiquei estarrecida com o conteúdo racista e sexista da obra. Mas será que o livro tinha mudado? Evidentemente, não. Quem mudou fui eu. E só mudei porque a sociedade mudou. Mas, provavelmente, quando alguém de cultura africana leu esse livro antes, à luz do tratamento vergonhoso que foi inflingido a seu povo durante séculos, com a sensibilidade apurada pela dor que essa consciência lhe trazia, sem dúvida, detectou com repugnância e revolta os trechos sobre os escravos negros que eu não conseguia suportar agora em minha releitura. Mas no meu país, tão devedor à cultura africana havia poucos negros que soubessem ler e tivessem condições de ter acesso a esses livros. E, mesmo que alguns lá chegassem, ainda era menor o número dos que poderiam verbalizar sua crítica por escrito e conseguir que ela fosse publicada, de modo que pudessem mostrar aos outros leitores a profundidade dos preconceitos que jaziam sob a superfície de um clássico desse porte. Igualmente acintoso, aliás, é o tratamento dado por ele às mulheres e nós líamos sem reparar e sem protestar. Foi preciso que o mundo vivesse uma revolução de consciência, para que eu conseguisse abrir os olhos e enxergasse tudo isso, envergonhada de minha cegueira anterior.
Quero apenas levantar alguns pontos de natureza mais geral sobre todo esse processo. O primeiro é que já vimos, e repito apenas para recordar e resumir: não existe objeto escrito que seja ideologicamente inocente. Não dá para esquecer isso.
O segundo é o seguinte: os livros para crianças são especialmente suscetíveis de serem fortemente usados como veículo de mensagens ideológicas, porque as crianças não podem se defender, como já dissemos. Mas também porque, tradicionalmente, esses livros vivem num mundo muito promíscuo, onde são facilmente tocados e molestados por coisas que não podem ser confundidas com literatura.
MACHADO. Ana Maria. Ideologia e livro infantil. Contracorrente Conversas sobre leitura e política, São Paulo: Ática. (Texto apresentado no Congresso do IBBY em Sevilla.) 
No texto lido, Machado indica duas posturas acerca da leitura dos contos Mil e uma noites: a primeira, sobre as suas impressões de infância e a segunda, a sua perspectiva como leitora depois de adulta. O trecho que não aborda a ideia de transformação de ideias e posicionamentos vividos por Machado está contemplado em
Alternativas
Q751235 Pedagogia

Ferreiro e Teberosky (1999) apontam que a escrita é uma forma de representar aquilo que é funcionalmente significativo, estabelecendo um sistema de regras próprias. Para se aprender a escrever, o indivíduo necessita conhecer o sistema de regras da escrita, o que acontece de forma gradual, mas exige uma reflexão a respeito das características gerais da escrita. Através dos resultados obtidos por meio da pesquisa realizada pelas autoras foram definidos cinco níveis de desenvolvimento da escrita, que se estabelecem, a partir do momento em que o indivíduo compreende a função da escrita, ou seja, seus devidos usos. Observando as conceituações de três das cinco etapas da escrita admitidas por Ferreiro e Teberosky, temos, respectivamente, os níveis:


I. É uma escrita onde a criança começa a escrever, alfabeticamente, algumas sílabas e para outras permanece silábico. Percebe, primeiramente, que a sílaba tem duas letras e, posteriormente, que existem sílabas com mais de duas letras; tem dificuldades em separar palavras quando escreve frase ou texto.

II. Percebe a função social da escrita (diferenciando-a de desenhos), usa critério quantitativo. São necessárias muitas letras para escrever o nome de um objeto grande, e poucas letras para escrever o nome de um objeto ou coisa pequena, critério qualitativo (não se podem repetir letras).

III. Consciência de que existe relação entre fala e escrita, entre aspectos gráficos e sonoros das palavras. Presença de valor sonoro a letras e sinais para representar as palavras: para cada sílaba pronunciada o indivíduo escreve uma letra (uma letra para cada sílaba), ou para cada palavra numa frase dita. A criança utiliza os critérios quantitativo e qualitativo.

Alternativas
Respostas
2061: C
2062: A
2063: B
2064: C
2065: D
2066: B
2067: E
2068: B
2069: A
2070: D
2071: B
2072: E
2073: C
2074: D
2075: B
2076: C
2077: C
2078: C
2079: A
2080: D