Questões de Concurso
Sobre alfabetização e letramento em pedagogia
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O desenho e a brincadeira como formas de linguagem a serem exploradas no processo de alfabetização.
Analise a proposta de ensino acima para responder à questão a seguir.
O objetivo geral da proposta pedagógica deve ser o de
Ferreiro e Teberosky (1985) caracterizaram os momentos pelos quais as crianças passam quanto ao nível de concepção da escrita. As autoras foram felizes nessa reflexão por abordarem de forma muito pertinente o caminho percorrido pelas crianças ao alfabetizarem-se. A seguir analise cada uma das figuras apresentadas.


I. Taissa e Lucas são pré-silábicos I (Figura 1).
II. Taissa é ideográfica e Lucas pictórico (Figura 1) e não estabelecem vínculo entre fala e escrita.
III. Maria apresenta o realismo nominal e está no nível pré-silábico II, assim como Bruno (Figura 2).
IV. Gabriel é vocálico e Júlia é consonantal, ambos são silábicos, assim como Jean (Figura 3).
V. Mirian (Figura 4) e João (Figura 5) são silábico-alfabéticos.
VI. João é alfabético (Figura 5).
Estão corretas apenas as afirmativas
Ferreiro e Teberosky (1999) apontam que a escrita é uma forma de representar aquilo que é funcionalmente significativo, estabelecendo um sistema de regras próprias. Para se aprender a escrever, o indivíduo necessita conhecer o sistema de regras da escrita, o que acontece de forma gradual, mas exige uma reflexão a respeito das características gerais da escrita. Através dos resultados obtidos por meio da pesquisa realizada pelas autoras foram definidos cinco níveis de desenvolvimento da escrita, que se estabelecem, a partir do momento em que o indivíduo compreende a função da escrita, ou seja, seus devidos usos. Observando as conceituações de três das cinco etapas da escrita admitidas por Ferreiro e Teberosky, temos, respectivamente, os níveis:
I. É uma escrita onde a criança começa a escrever, alfabeticamente, algumas sílabas e para outras permanece silábico. Percebe, primeiramente, que a sílaba tem duas letras e, posteriormente, que existem sílabas com mais de duas letras; tem dificuldades em separar palavras quando escreve frase ou texto.
II. Percebe a função social da escrita (diferenciando-a de desenhos), usa critério quantitativo. São necessárias muitas letras para escrever o nome de um objeto grande, e poucas letras para escrever o nome de um objeto ou coisa pequena, critério qualitativo (não se podem repetir letras).
III. Consciência de que existe relação entre fala e escrita, entre aspectos gráficos e sonoros das palavras. Presença de valor sonoro a letras e sinais para representar as palavras: para cada sílaba pronunciada o indivíduo escreve uma letra (uma letra para cada sílaba), ou para cada palavra numa frase dita. A criança utiliza os critérios quantitativo e qualitativo.

Considerando os níveis de desenvolvimento da escrita segundo Ferreiro e Teberosky (1999), analise a descrição abaixo.
Fernanda é professora de crianças entre 3 e 4 anos. Naquela manhã, quando entramos na sua sala, ela estava se dirigindo para uma das mesinhas:
– Fernanda, olha a casa que eu fiz...Tem um monte de janelinhas.
– Que bonita casa, Marina! O que mais você fez?
– Meu nome... aqui... aqui... aqui... – respondeu Marina, apontando um serrilhado contínuo feito na parte superior da folha.
Assinale a alternativa que apresenta o nível CORRETO de desenvolvimento da escrita da menina.
Na sala de aula da professora Doralice Silva, 1º. Ano do Ensino Fundamental, escola pública, existem vinte e cinco crianças. Dentre estas, três inclusões, sendo um menino com espectro autista, uma menina com deficiência intelectual e um menino com diagnóstico de hiperatividade. Durante o planejamento de uma sequência didática para trabalhar o sistema de escrita alfabética, Doralice considerou a possibilidade de flexibilização curricular para atender a seguinte realidade: três alunos não estão alfabéticos (um aluno encontra-se na hipótese pré-silábica, outro na hipótese de escrita silábica com valor sonoro e o terceiro na hipótese silábico-alfabética). Assinale a alternativa que melhor define a perspectiva teórica correspondente a essas hipóteses ( Pré-silábica; Silábica; Silábico-alfabética e Alfabética).
Uma palavra só!
Era uma vez um rei mandão — como muitos — que resolveu castigar qualquer um que falasse uma mentira (mentira pelo menos no seu ponto de vista). Mas a primeira vítima do castigo real foi seu próprio filho, condenado a nunca mais abrir a boca para falar, a não ser, única e exclusivamente... a palavra “exclusivamente”. É assim que o príncipe sai pelo mundo, respondendo a tudo: “exclusivamente”. Até que um dia ele conhece Eva. Ele a seguia, tímido, meio de longe. Eva era fantástica. Sabia inclusive ler, o que era raríssimo naquele tempo. "Se ao menos eu soubesse ler e escrever", pensava o príncipe.
Talvez por pena, a contorcionista, que passava o seu tempo livre lendo romances, notando o interesse do príncipe pelas letras, decidiu que o ensinaria a ler e a escrever. Escreveu bem grande EXCLUSIVAMENTE e tentou lhe ensinar as letras dessa palavra. No princípio, para sermos sinceros, o príncipe não entendia nada. Eva repetia. Um dia já estava no finalzinho da palavra: -M-E-N, MEN, T-E, TE. MEN-TE, MENTE. De repente deu um clique no príncipe. Ele pegou o lápis e com certa dificuldade — não muita — escreveu alguma coisa. Depois cortou algumas letras de EXCLUSIVAMENTE e deixou apenas E - V - A. Ela não aguentou e lhe deu um beijo. O príncipe tinha descoberto a maior maravilha. Agora, por exemplo, se gritavam por ele, perguntando onde ele estava, podia pegar o C da sílaba CLU e o A que está em VAMENTE e dizer: CÁ.
Não era uma resposta muito longa, mas já era alguma coisa para quem tinha passado tanto tempo só com "exclusivamente". E podia também inventar [...] palavras meigas para acarinhar a contorcionista. Mas... os candongueiros do reino, que não percebiam que as novas palavras estavam dentro da palavra exclusivamente, foram mexericar para o rei que o príncipe não estava mais lhe obedecendo. E levaram o menino preso. A contorcionista foi atrás e tentou explicar que o príncipe só usava as letras de exclusivamente. Mas o rei não queria saber de explicações.
– Bem... — disse sua majestade. — Se o príncipe responder a três perguntas simples, só com a palavra exclusivamente, eu até lhe entrego minha coroa. Mas, se não der conta, vou ter que cortar a língua dele.
– Quantos anos você tem? – perguntou para começar.
– E - X - C - L - U - S - I - V - A - M - E - N - T - E - soletrou o príncipe e repetiu de novo, falando bem alto as letras S - E - T - E as outras bem baixinho.
– Oh céus! Então é mesmo verdade que só tem usado a palavra exclusivamente? — assustou-se o rei.
– E quem foi que lhe ensinou esse truque dos diabos?
O príncipe apontou a contorcionista e de novo repetiu as letras de exclusivamente, enfatizando E - L - A. Hoje, o príncipe fala o que ele quer e o rei sem coroa, que não é mais o dono da verdade, anda tomando umas aulas com a contorcionista.
LAGO, Ângela. Uma palavra só! São Paulo: Moderna, 1996. [Adaptado].
No campo do desenvolvimento da linguagem infantil, existe um estágio que se manifesta no fato de a criança assimilar as estruturas e formas gramaticais antes de assimilar as estruturas e operações lógicas correspondentes a tais formas. A criança assimila a oração subordinada, as formas de linguagem como “porque”, “uma vez que”, “se", “quando”, “ao contrário”, “mas”, muito antes de assimilar as relações causais, temporais, condicionais, de oposições etc. Os estudos de Piaget mostraram claramente que a criança desenvolve a gramática antes de desenvolver a lógica, e só relativamente tarde assimila as operações lógicas que correspondem às estruturas gramaticais que vem usando há muito tempo.” (Vygostky)
Com base no trecho acima, é correto afirmar que a criança:
É necessário considerar que as linguagens se inter-relacionam. Quando se volta para construir conhecimentos sobre diferentes aspectos do seu entorno, a criança elabora suas capacidades linguísticas e cognitivas envolvidas na explicação, argumentação e outras capacidades.
Indique a alternativa que traz um exemplo de atividade que contempla tal concepção de currículo para a Educação Infantil.
“Para aprender a ler e escrever, a criança precisa construir um conhecimento de natureza conceitual.” (BRASIL, 2001, vol. 3, p. 122). Com base na citação significa defender a alfabetização como:
I. função da maturação biológica.
II. desenvolvimento de capacidades relacionadas à percepção, memorização e treino de um conjunto de habilidades sensório-mecânicas.
III. um processo de construção de conhecimento pelas crianças por meio de práticas que têm como ponto de partida e de chegada o uso da linguagem e a participação nas diversas práticas sociais e de escrita.
IV. aquisição de um código de transcrição da fala.
Está(ão) correto(s) apenas o(s) itens(s):