Questões de Concurso
Sobre a construção do conhecimento: papel do educador, do educando e da sociedade em pedagogia
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Leia o fragmento a seguir.
Em um diálogo não há a tentativa de prevalecer um ponto de vista particular, mas a de ampliar a compreensão dos envolvidos (David Bohm).
Da leitura do fragmento infere-se que:
Em suas origens, aqueles que se ocupavam do ato de ensinar, o faziam por vocação ou sacerdócio. O desenvolvimento da sociedade moderna modificou, no magistério, a perspectiva
O processo de ensino não é uma simples variante do processo de comunicação, uma vez que implica informações sistematizadas e estruturadas com intenção de produzir aprendizagem. Nesse sentido, o trabalho da escola (e particularmente do docente) deve ser direcionado para o ensino intencional, objetivando prioritariamente:
Sabe‐se que os projetos de trabalho possibilitam um repensar do significado de aprender e ensinar e do papel dos conteúdos curriculares. Isto repercute no sentido que se dá à avaliação e nos instrumentos usados para acompanhar o processo de formação ocorrido durante todo o desenvolvimento desse projeto. Ao mudar a concepção de avaliação é preciso pensar, ainda, nos instrumentos mais adequados a esta nova visão como instrumento de avaliação. Dentro da perspectiva dos projetos, o acompanhamento e a avaliação do trabalho devem ser feitos, principalmente, através da
Nos encontros de formação de professores, várias temáticas são discutidas, geralmente com o intuito de ampliar a compreensão sobre questões relativas à aprendizagem escolar e o contexto em que os alunos estão inseridos. O estudo das práticas escolares cotidianas podem revelar as formas particulares com que cada sujeito percebe e interpreta a realidade, ou seja, seus processos de atribuição de significados.
Estudar o cotidiano escolar, nesta perspectiva, significa:O professor não pode planejar pensando em um aluno ideal, mas sim no contexto real de sua sala de aula. Para conhecer o aluno real, se faz necessária a avaliação:
Leia com atenção as cinco afirmativas abaixo:
I - Um professor, ao propor uma atividade que envolve um estudo comparativo dos sistemas de numeração, relaciona a Matemática com o tema transversal “pluralidade cultural”.
II - A ênfase no ensino da Matemática a partir da resolução de problemas do cotidiano das pessoas é fundamental para dar significado aos conteúdos matemáticos, pois a Matemática somente será aprendida em sua plenitude, se percebida sua aplicação prática.
III - A avaliação contínua e processual se dá quando da aplicação de dois tipos de avaliação diferentes, como um trabalho e uma prova sobre determinado conteúdo em estudo, por exemplo.
IV - Para Machado (2002), o jogo em sala de aula deve ser analisado sobre dois enfoques: o lúdico e o prático-utilitário. Assim, privilegia-se a aprendizagem e não apenas o seu emprego apenas para tornar a aula divertida.
V - Um dos objetivos gerais do Ensino Fundamental é: “saber utilizar diferentes fontes de informação e recursos tecnológicos para adquirir e construir conhecimentos”.
Acerca das cinco afirmativas acima, é correto apenas o que se afirma em:
Tendo em vista as concepções de Imbernón (2006), a respeito da formação docente, analise as afirmações abaixo.
I- A formação do professor, entre outros aspectos, deve estar ligada a tarefas de desenvolvimento curricular e planejamento de programas.
II- A formação do profissional docente implica o domínio de uma série de capacidades e habilidades especializadas que o fazem ser competente em determinado trabalho.
III- A formação docente visa a um professor com conhecimentos uniformes no campo do conteúdo científico e psicopedagógico para exercer um ensino nivelador.
IV- Na formação docente, o conhecimento do professor independe da relação entre teoria e prática.
Estão corretas as afirmações:
A lacuna é corretamente preenchida pelo termo abaixo:
Coluna 1 1. Capacidade de pesquisa. 2. Teorização das práticas. 3. Formação permanente.
Coluna 2 ( ) Desafio construtivo do conhecimento; o que se transmite em sala de aula tem que fazer parte do processo de construção do conhecimento. ( ) Desafio para se manter na vanguarda do conhecimento e da inovação, atualizado sempre, oferecendo aos alunos a orientação mais avançada possível. ( ) Inovar as práticas pelo recurso à fundamentação alternativa do conhecimento.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
Segundo Beaudoin e Taylor (2006), a competição pode ser uma forma fácil de aumentar o entusiasmo em uma atividade e é frequentemente utilizada por alguns professores.
As autoras defendem que essa prática
Coluna 1 1. Momentos livres. 2. Momentos curtos. 3. Momentos de jogos motores. 4. Momentos de atividades dirigidas. 5. Momentos tranquilos.
Coluna 2 ( ) Mais individualizados. ( ) Linguagens e conteúdos de área. ( ) Livres com material ou similares para pátio e internos. ( ) Canção, conto e rodinhas, conduzidas por adultos. ( ) Jogos, descanso e passeio.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
I. Valorização pessoal e profissional do professor. II. Mudança na concepção de ensino e aprendizagem. III. Compreender que a alfabetização não pode ser desprovida de significado. IV. Ressignificação do papel da escola e da educação que precisa ser compreendida como ‘ciência’.
Quais estão corretas?
Conceituar a educação como bem de consumo ajuda a promover uma mentalidade consumista em seus usuários, professorado e alunado; estimula-os a abraçarem o trabalho escolar e as ofertas de formação pensando como consumidores, ou seja, em seu valor de intercâmbio com o mercado ou nos benefícios que podem auferir ao cursarem uma disciplina, especialidade ou titulação. A instituição escolar aparece como imprescindível somente enquanto proporcionadora de recursos para se obterem, no dia de amanhã, benefícios estritamente privados, visando ao enriquecimento a título individual.
Contudo, ao mesmo tempo que se produz esta aposta na mercantilização do sistema educativo, surgem diagnósticos acerca da degradação das sociedades atuais, da decadência moral, violência e egoísmo das pessoas que habitam os países desenvolvidos. Vivemos uma época que algumas pessoas, bem como grupos sociais, definem como de pânico moral; para alguns grupos, a educação é responsável por tudo e, ao mesmo tempo, quase todo mundo a considera tábua de salvação capaz de nos conduzir a um futuro social diferente.
Uma população atemorizada, que vive em situação de pânico moral, surge da constatação de que aquilo que até determinado momento eram ideais compartilhados, estilos de vida que serviam de modelo e parâmetros de avaliação da convivência e do modo de viver de uma comunidade, está sendo destruído. Insegurança e medo do desconhecido se convertem em pânico à medida que alguns meios de comunicação amplificam os delitos cometidos pelas pessoas, especialmente as de determinados grupos sociais – que são absolutamente rotuladas como perigosas. Assim, algumas etnias minoritárias – como a cigana, os imigrantes marroquinos ou nigerianos, ou grupos juvenis específicos, como os punks, cabeças raspadas, roqueiros, hooligans etc. – acabam convertendo-se nos principais inimigos da sociedade e acusadas de toda a violência que existe em nosso entorno, devido à forma como os meios de comunicação de massa relatam suas ações, destacando-as, normalmente, com exagero. Dessa maneira, gera-se na sociedade uma forte hostilidade contra estes grupos sociais marginalizados, vistos como ameaça à paz social, capazes de destruir o mundo de valores hegemônicos e de levarem os cidadãos a submergirem em um ambiente de caos e destruição.
SANTOMÉ, Jurjo Torres. A instituição escolar em tempos de intolerância. TEIAS: Revista da Faculdade de Educação / UERJ – n. 3, jun. 2001.
A “mentalidade consumista” entre professores e alunos, é resultado, segundo o autor: