Questões de Concurso
Comentadas sobre obesidade e transtornos alimentares em nutrição
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1. Obesidade ginoide. ( ) Quando os depósitos de gordura estão difusamente distribuídos
também há riscos aumentados para doenças cardiovasculares.
2. Obesidade mista. ( ) Relaciona‐se com um risco aumentado de artrozes e varizes.
3. Obesidade androide ( ) Maior risco cardiovascular.
( ) Maior concentração de gordura nos quadris.
A sequência está correta em
I. Segundo a Organização Mundial de Saúde, é considerado obeso o indivíduo com Índice de Massa Corporal igual ou superior a 30 kg/m2 .
II. Pacientes obesos possuem maiores concentrações de ácidos graxos livres circulantes, resultantes da lipólise das triglicérides, provenientes do tecido adiposo. Assim, quanto maior a quantidade de tecido adiposo, maior a concentração de ácidos graxos circulantes.
III. A produção e a secreção aumentada de citocinas inflamatórias em pacientes obesos podem interferir na ação da insulina sobre a supressão da lipólise.
IV. A gordura visceral pode determinar um aumento na pressão intra-abdominal, cujos efeitos compressivos sobre os rins ativam o sistema renina-angiotensina-aldosterona e contribuem para a elevação da pressão arterial.
( ) A suplementação de zinco pode promover aumento da massa muscular e melhora do apetite em pacientes com AN.
( ) A suplementação de zinco pode evitar anomalias relacionadas aos neurotransmissores e reduzir os níveis de depressão e ansiedade em pacientes com AN.
( ) Não há evidências que comprovem efeitos colaterais impedindo a suplementação de zinco.
A síndrome de Dumping pode ocorrer em pacientes submetidos a procedimentos nos quais é perdida a regulação de esvaziamento gástrico, como nas cirurgias de derivação gastrojejunal em Y de Roux. Essa técnica de cirurgia bariátrica e metabólica, considerada mista, apresenta características restritivas e disabsortivas.
Entre os mecanismos fisiopatológicos que associam a obesidade à hipertensão arterial está a relação entre a resistência à insulina e hiperinsulinemia, frequentemente encontrada em obesos, e a diminuição da atividade do sistema nervoso simpático. Assim, quanto maior a concentração plasmática de insulina, menor a atividade simpática e, consequentemente, maior possibilidade de aumento nos níveis pressóricos arteriais em obesos.
Entre os fatores reguladores envolvidos na alimentação e na adiposidade estão as incretinas, que se caracterizam como peptídeos gastrintestinais e podem aumentar a quantidade de insulina liberada pelas células beta do pâncreas após uma refeição e reduzir a ingestão de alimentos.
Um homem com 45 anos de idade, cor parda, 1,59m de estatura, peso corporal 89 kg, diabético e hipertenso, foi atendido por nutricionista numa unidade de saúde de média complexidade do SUS. Após a aferição do peso, o paciente relatou que, na consulta médica, há um mês, pesava 93 kg.
Com relação ao uso do percentual de perda involuntária de peso num determinado intervalo de tempo com o objetivo de avaliar a gravidade da doença, analise as afirmativas abaixo e marque a opção CORRETA.
I. O percentual de mudança recente no peso corpóreo é o melhor indicador de morbidade e mortalidade de pacientes dada a significância da redução do peso em relação ao tempo;
II. O valor do percentual da perda involuntária de peso deste paciente nos últimos 30 dias indica perda significativa de peso;
III. Do ponto de vista do rastreamento nutricional, este paciente apresenta risco nutricional associado à perda involuntária de peso.
O tratamento da obesidade é complexo, e sua escolha deve basear-se na gravidade do problema e na presença de complicações associadas. Em relação às diretrizes do tratamento da obesidade (ABESO, 2009), julgue as assertivas abaixo e marque a opção CORRETA.
I. Considera-se sucesso no tratamento da obesidade a habilidade de alcançar e manter uma perda de peso clinicamente útil, que resulte em efeitos benéficos sobre doenças associadas, como diabetes tipo II, hipertensão e dislipidemia;
II. Os critérios aceitos para a intervenção medicamentosa na obesidade são: IMC de 30 kg/m2 ou 25 kg/m2 na presença de comorbidades e falha em perder peso com o tratamento não farmacológico;
III. Quanto à efetividade da dietoterapia (relação da dieta com a perda de peso), estudos sugerem dentre outros parâmetros: uma dieta planejada individualmente para criar um déficit de 500 a 1.000 kcal deve ser parte integrante de programa de perda de peso que objetive diminuição de 0,5 a 1 kg/semana; dietas de baixas calorias, com 1.000 a 1.700 kcal/dia, reduzem em média 15% do peso corporal, em três a seis meses, com diminuição de gordura abdominal; dietas de baixíssimas calorias, com 400 a 800 kcal por dia, produzem perda de peso menor em curto prazo, em comparação às dietas de baixas calorias.