Questões de Concurso
Comentadas sobre fibra alimentar em nutrição
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Um número crescente de evidências sugere que as fibras solúveis exercem um impacto positivo significante na fisiologia humana, modulando processos de doenças.
Com relação às funções das fibras dietéticas solúveis, é correto afirmar, EXCETO:
( ) algumas fibras dietéticas podem se unir aos ácidos biliares, aumentando sua excreção ( ) os polissacarídeos que não retêm água são fermentáveis ( ) a inulina e oligofrutanos são solúveisem água ( ) a inulina e oligofrutanos não são fermentáveis
I - as fibras são a porção não-digerível dos carbohidratos e são valiosas para a digestão. Auxiliam a motilidade intestinal, diminuindo o volume das fezes, por existir em sua composição substâncias como lignina, hemicelulose e pectinas;
II - a água é enquadrada como um nutriente;
III - as vitaminas são os compostos orgânicos necessários ao crescimento normal e manutenção do organismo, mas em teores pequenos;
IV - as proteínas da carne e a albumina do leite e ovos têm valor mais elevado.
Estão corretas:
1. Os alimentos de origem mineral são aqueles que se originam naturalmente das camadas da Terra e são a água e o sal.
2. Os construtores são os alimentos ricos em uma substância chamada proteína, responsável pela “construção” dos músculos. Exemplos de alimentos construtores são: carne de vaca, frango, peixe, leite e seus derivados, ovo, milho, gelatina e soja.
3. Os alimentos reguladores são ricos em minerais, vitaminas e fibras, substâncias que “regulam” ou controlam tudo o que acontece no organismo (reações). Exemplos de alimentos reguladores: verduras e frutas.
4. Os alimentos energéticos são aqueles ricos em substâncias denominadas carboidratos e gorduras, que fornecem energia ao organismo. Exemplos: massas, pães, doces, cereais (arroz, milho, aveia), óleos etc.
Assinale a alternativa correta
constituintes da alimentação que são utilizados na prevenção
de doenças crônicas. Por isso, objetivou-se estimar o consumo
médio diário de fibras alimentares totais, insolúveis e solúveis,
nas refeições de uma população de área metropolitana.
MÉTODOS: Foi estudada uma amostra da população do
Município de Cotia, SP, composta por 559 indivíduos com mais
de 20 anos. O consumo alimentar foi obtido pelo método de
história alimentar - dieta habitual. Foram identificadas as
fontes de fibras nas refeições: desjejum, almoço e jantar. Com
base na porção média, os alimentos foram classificados
quanto ao conteúdo de fibras como: muito alto (7 g ou mais);
alto (4,5 g a 6,9 g); moderado (2,4 g a 4,4 g) e baixo (< 2,4 g).
RESULTADOS: O consumo médio diário da população foi de
24 g de fibras totais, sendo as quantidades médias de fibras
insolúveis ingeridas 17 g e, de solúveis, 7 g. O consumo de
fibras alimentares entre mulheres e homens foi,
respectivamente, 20 g e 29 g (p < 0,01). A maioria dos
alimentos presentes na dieta continha baixo teor de fibras.
O feijão foi o único alimento com alto teor de fibras na dieta
habitual e, a principal fonte de fibra na alimentação. O almoço
e o jantar foram as refeições que forneceram maior quantidade
de fibras.
CONCLUSÕES: Constatou-se baixo consumo de fibras
alimentares, com diferenças estatisticamente significantes
entre os sexos. As práticas alimentares revelaram que a dieta
é constituída por alimentos pobres em fibras alimentares.
L. L. de Mattos e I. S. Martins. Consumo de fibras alimentares em
população adulta. In: Revista de Saúde Pública, São Paulo, 2000.
constituintes da alimentação que são utilizados na prevenção
de doenças crônicas. Por isso, objetivou-se estimar o consumo
médio diário de fibras alimentares totais, insolúveis e solúveis,
nas refeições de uma população de área metropolitana.
MÉTODOS: Foi estudada uma amostra da população do
Município de Cotia, SP, composta por 559 indivíduos com mais
de 20 anos. O consumo alimentar foi obtido pelo método de
história alimentar - dieta habitual. Foram identificadas as
fontes de fibras nas refeições: desjejum, almoço e jantar. Com
base na porção média, os alimentos foram classificados
quanto ao conteúdo de fibras como: muito alto (7 g ou mais);
alto (4,5 g a 6,9 g); moderado (2,4 g a 4,4 g) e baixo (< 2,4 g).
RESULTADOS: O consumo médio diário da população foi de
24 g de fibras totais, sendo as quantidades médias de fibras
insolúveis ingeridas 17 g e, de solúveis, 7 g. O consumo de
fibras alimentares entre mulheres e homens foi,
respectivamente, 20 g e 29 g (p < 0,01). A maioria dos
alimentos presentes na dieta continha baixo teor de fibras.
O feijão foi o único alimento com alto teor de fibras na dieta
habitual e, a principal fonte de fibra na alimentação. O almoço
e o jantar foram as refeições que forneceram maior quantidade
de fibras.
CONCLUSÕES: Constatou-se baixo consumo de fibras
alimentares, com diferenças estatisticamente significantes
entre os sexos. As práticas alimentares revelaram que a dieta
é constituída por alimentos pobres em fibras alimentares.
L. L. de Mattos e I. S. Martins. Consumo de fibras alimentares em
população adulta. In: Revista de Saúde Pública, São Paulo, 2000.
metabólicos, se deve à composição química das paredes celulares das células vegetais que são constituídas por uma rede
tridimensional, heterogênea, com zonas cristalinas e amorfas, que apresentam áreas hidrofílicas e hidrofóbicas. A integridade dessa
rede é mantida por ligações físicas e químicas com diferentes graus de coesão e tais características explicam as propriedades físico-
químicas das fibras alimentares e determinam seus efeitos fisiológicos
R. A. C. Araújo e W. M. C. Araújo. Fibras alimentares. In: Revista brasileira de nutrição clínica, p. 201-9, 1998.
Considere dois produtos alimentícios, cujas informações nutricionais indiquem que: o produto A é constituído por aveia integral
em flocos e prensada, com teor de fibra alimentar igual a 10 g e teor de carboidratos igual a 63 g; o produto B é constituído por farelo
de trigo, com teor de fibra alimentar igual a 12 g, dos quais 11 g correspondem à fração de fibra insolúvel, e fração de carboidratos
igual a 18 g.
metabólicos, se deve à composição química das paredes celulares das células vegetais que são constituídas por uma rede
tridimensional, heterogênea, com zonas cristalinas e amorfas, que apresentam áreas hidrofílicas e hidrofóbicas. A integridade dessa
rede é mantida por ligações físicas e químicas com diferentes graus de coesão e tais características explicam as propriedades físico-
químicas das fibras alimentares e determinam seus efeitos fisiológicos
R. A. C. Araújo e W. M. C. Araújo. Fibras alimentares. In: Revista brasileira de nutrição clínica, p. 201-9, 1998.
Considere dois produtos alimentícios, cujas informações nutricionais indiquem que: o produto A é constituído por aveia integral
em flocos e prensada, com teor de fibra alimentar igual a 10 g e teor de carboidratos igual a 63 g; o produto B é constituído por farelo
de trigo, com teor de fibra alimentar igual a 12 g, dos quais 11 g correspondem à fração de fibra insolúvel, e fração de carboidratos
igual a 18 g.
I A captação de água pela fração de fibras alimentares do produto A aumenta a viscosidade do conteúdo intestinal e retarda o trânsito desse conteúdo. Apesar disto, tem sido descrito na literatura que esta viscosidade do bolo alimentar dificulta e controla a absorção de nutrientes.
II No cólon, a ação do metabolismo bacteriano sobre fibras alimentares do produto A, produz ácidos graxos de cadeia média, como o butérico, o propiônico, além de alterar o pH intestinal e reduzir a absorção de triglicerídios.
III Com relação à fração de fibras alimentares do produto B, observa-se que a capacidade de retenção de água de seus componentes e seus efeitos sobre o tempo de trânsito intestinal pode explicar, em parte, a absorção diminuída de triglicerídios e de colesterol.
IV Comparando-se a fração de fibras alimentares do produto B com a do produto A, observa-se que a do produto B é mais resistente à degradação bacteriana no intestino grosso, ocasionando maior formação de fezes, não só pela presença física das fibras, mas também pela retenção de água, acelerando o trânsito colônico.
V Comparando-se a fração de fibras alimentares do produto B com a do produto A, verifica-se que tanto uma como a outra reduzem a absorção da glicose no intestino delgado.
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