Questões de Concurso
Comentadas sobre doença renal em nutrição
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I. Prevenir a deficiência e manter bom estado nutricional por meio da ingestão adequada de proteínas, energia, vitaminas e minerais. II. Controlar o edema e o desequilíbrio eletrolítico pela regulação do consumo manganês, potássio e líquidos. III. Prevenir ou retardar o desenvolvimento de osteodistrofia renal pelo controle da ingestão de cálcio, fósforo e vitamina D. IV. Capacitar o paciente a ingerir uma dieta palatável, atraente e adequada ao seu estilo de vida.
Quais estão corretas?
O número de pacientes com doença renal crônica (DRC) vem aumentado de forma significativa no Brasil e no mundo. Sobre o assunto, analise as assertivas e assinale a alternativa que aponta a(s) correta(s).
I. A acidose metabólica é o distúrbio ácido-básico mais comum na doença renal e pode ter repercussão negativa sobre o estado nutricional por ativar a via metabólica proteasoma-ubiquitina, que estimula a degradação de aminoácidos com consequente redução de massa muscular.
II. Com a diminuição da função renal, há maior depuração da insulina e diminuição significativa de sua meia-vida e, portanto, é comum o aumento da dose de insulina de pacientes diabéticos com DRC.
III. O peso seco refere-se ao peso corpóreo com edema periférico detectável e com pressão arterial normal.
IV. Na DRC, a medida da gordura corpórea, a partir de bioimpedância elétrica e da cinética da creatinina, tem se mostrado melhor do que as pregas cutâneas.
I. Não existem evidências de benefícios da restrição proteica para pacientes com Taxa de Filtração Glomerular (TFG) acima de 60 mL/min. O consumo para esses pacientes é semelhante ao dos indivíduos saudáveis (0,8 a 1 g/kg/dia). II. Quando a TFG é inferior a 60 mL/min, a dieta deve conter 0,6 g/kg/dia de proteína, sendo que, pelo menos, 30 a 40% devem ser de proteínas de alto valor biológico. III. Em fases mais avançadas da insuficiência renal crônica, quando a TFG é inferior a 25 mL/min, duas formas de restrição proteica podem ser empregadas: a dieta hipoproteica convencional (0,6 g/kg/dia) ou a muito restrita em proteína, com 0,3 g/kg/dia, suplementada com 0,3 g/kg/dia de aminoácidos essenciais ou uma mistura de aminoácidos essenciais e cetoácidos. IV. Pacientes com proteinúria e pacientes diabéticos com controle glicêmico inadequado devem receber uma quantidade de proteína mais elevada (1,2 g/kg/dia).
Quais estão corretas?