Questões de Concurso Sobre não definido

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Q4235605 Não definido

Texto 4


Imagem associada para resolução da questão

Tirinha de Bob e Thaves, disponível em https://www.estadao.com.br/cultura/quadrinhos/ acesso em 25 de novembro de 2025.


O humor na tirinha resulta principalmente de qual relação entre os elementos apresentados?

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Q4235604 Não definido

Texto


Imagem associada para resolução da questão

https://www.instagram.com/p/DJaEUTchTAw/prefeituradecacadores, acesso em 25 de novembro de 2025. 


Na campanha em alusão ao Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, no texto verbal da chamada, o sentido abrange esferas sociais distintas. O fenômeno semântico responsável pela compreensão ampla do sentido é

Alternativas
Q4235603 Não definido

Texto 2 - Pode-se estar farto de respirar?


    Num papo há pouco com Armando Pittigliani, diretor artístico da então poderosa gravadora Philips nos anos 1960, ele me contou que Nara Leão, concorrendo no Festival da Canção de 1966 com "A Banda", de Chico Buarque, achava que ia vencer. Até aí, tudo bem. Só não queria gravar a música de jeito nenhum —era chata, repetitiva. Mas, claro, venceu e teve de gravá-la. E o pior: "A Banda" estourou, e Nara teve de passar o resto do ano viajando pelo país e cantando-a três vezes por noite.

    O poeta Raimundo Corrêa (1859-1911) não podia sair à rua sem ser abordado por populares que lhe declamavam seu soneto "As Pombas" — "Vai-se a primeira pomba despertada.../ Vai-se outra mais... mais outra... enfim, dezenas...". O mesmo já acontecera com Francisco Octaviano (1825-89), poeta bissexto, mas que, um dia, em 1872, escreveu "Ilusão da Vida" — "Quem passou pela vida em branca nuvem/ E em plácido repouso adormeceu...". Resultado: aonde quer que fosse, tinha de ouvir seu poema. Quase se arrependeu de tê-lo escrito.

    Rubem Braga escreveu tantas crônicas sobre sabiás que o chamaram de "O sabiá da crônica". Era uma bela homenagem, mas se tornou um suplício para Rubem. Amigos começaram a presenteá-lo com sabiás, um atrás do outro, e sua cobertura na rua Barão da Torre, em Ipanema, famosa pelas plantas, frutas e verduras que ele cultivava, transbordou de gaiolas. Atraídos pelos colegas, os sabiás das vizinhanças começaram a aparecer sem aviso prévio e, de repente, o jardim de Rubem podia ser interditado pelo Ibama por excesso de sabiás.

    Não sei o fim dessas histórias, mas não me espantaria se, a partir de certo ponto, o artista, refém do seu maior sucesso, comece a detestar aquilo que o fez famoso.

    Ou não. Em 1990, perguntei a Tony Bennett quantas vezes já cantara "I Left My Heart in San Francisco". Ele disse: "Nunca fiz a conta. Mas ponha aí umas 30 vezes por semana desde 1962". Fiz gulp. Perguntei-lhe se já não estava farto da canção. E ele, rindo: "Posso estar farto de respirar?".


Texto de Ruy Castro (adaptado). Publicado em 22.nov.2025 às 8h00. Coletado de https://www1.folha.uol.com.br/colunas/ruycastro/2025/11/pode-se-estar-farto-de-respirar.shtml acesso em 22 de novembro de 2025.

O texto faz referência a poemas de Raimundo Corrêa e Francisco Octaviano. A função dessa intertextualidade é 
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Q4235602 Não definido

Texto 2 - Pode-se estar farto de respirar?


    Num papo há pouco com Armando Pittigliani, diretor artístico da então poderosa gravadora Philips nos anos 1960, ele me contou que Nara Leão, concorrendo no Festival da Canção de 1966 com "A Banda", de Chico Buarque, achava que ia vencer. Até aí, tudo bem. Só não queria gravar a música de jeito nenhum —era chata, repetitiva. Mas, claro, venceu e teve de gravá-la. E o pior: "A Banda" estourou, e Nara teve de passar o resto do ano viajando pelo país e cantando-a três vezes por noite.

    O poeta Raimundo Corrêa (1859-1911) não podia sair à rua sem ser abordado por populares que lhe declamavam seu soneto "As Pombas" — "Vai-se a primeira pomba despertada.../ Vai-se outra mais... mais outra... enfim, dezenas...". O mesmo já acontecera com Francisco Octaviano (1825-89), poeta bissexto, mas que, um dia, em 1872, escreveu "Ilusão da Vida" — "Quem passou pela vida em branca nuvem/ E em plácido repouso adormeceu...". Resultado: aonde quer que fosse, tinha de ouvir seu poema. Quase se arrependeu de tê-lo escrito.

    Rubem Braga escreveu tantas crônicas sobre sabiás que o chamaram de "O sabiá da crônica". Era uma bela homenagem, mas se tornou um suplício para Rubem. Amigos começaram a presenteá-lo com sabiás, um atrás do outro, e sua cobertura na rua Barão da Torre, em Ipanema, famosa pelas plantas, frutas e verduras que ele cultivava, transbordou de gaiolas. Atraídos pelos colegas, os sabiás das vizinhanças começaram a aparecer sem aviso prévio e, de repente, o jardim de Rubem podia ser interditado pelo Ibama por excesso de sabiás.

    Não sei o fim dessas histórias, mas não me espantaria se, a partir de certo ponto, o artista, refém do seu maior sucesso, comece a detestar aquilo que o fez famoso.

    Ou não. Em 1990, perguntei a Tony Bennett quantas vezes já cantara "I Left My Heart in San Francisco". Ele disse: "Nunca fiz a conta. Mas ponha aí umas 30 vezes por semana desde 1962". Fiz gulp. Perguntei-lhe se já não estava farto da canção. E ele, rindo: "Posso estar farto de respirar?".


Texto de Ruy Castro (adaptado). Publicado em 22.nov.2025 às 8h00. Coletado de https://www1.folha.uol.com.br/colunas/ruycastro/2025/11/pode-se-estar-farto-de-respirar.shtml acesso em 22 de novembro de 2025.

A expressão "Fiz gulp", empregada pelo narrador, funciona no texto como
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Q4235601 Não definido

Texto 2 - Pode-se estar farto de respirar?


    Num papo há pouco com Armando Pittigliani, diretor artístico da então poderosa gravadora Philips nos anos 1960, ele me contou que Nara Leão, concorrendo no Festival da Canção de 1966 com "A Banda", de Chico Buarque, achava que ia vencer. Até aí, tudo bem. Só não queria gravar a música de jeito nenhum —era chata, repetitiva. Mas, claro, venceu e teve de gravá-la. E o pior: "A Banda" estourou, e Nara teve de passar o resto do ano viajando pelo país e cantando-a três vezes por noite.

    O poeta Raimundo Corrêa (1859-1911) não podia sair à rua sem ser abordado por populares que lhe declamavam seu soneto "As Pombas" — "Vai-se a primeira pomba despertada.../ Vai-se outra mais... mais outra... enfim, dezenas...". O mesmo já acontecera com Francisco Octaviano (1825-89), poeta bissexto, mas que, um dia, em 1872, escreveu "Ilusão da Vida" — "Quem passou pela vida em branca nuvem/ E em plácido repouso adormeceu...". Resultado: aonde quer que fosse, tinha de ouvir seu poema. Quase se arrependeu de tê-lo escrito.

    Rubem Braga escreveu tantas crônicas sobre sabiás que o chamaram de "O sabiá da crônica". Era uma bela homenagem, mas se tornou um suplício para Rubem. Amigos começaram a presenteá-lo com sabiás, um atrás do outro, e sua cobertura na rua Barão da Torre, em Ipanema, famosa pelas plantas, frutas e verduras que ele cultivava, transbordou de gaiolas. Atraídos pelos colegas, os sabiás das vizinhanças começaram a aparecer sem aviso prévio e, de repente, o jardim de Rubem podia ser interditado pelo Ibama por excesso de sabiás.

    Não sei o fim dessas histórias, mas não me espantaria se, a partir de certo ponto, o artista, refém do seu maior sucesso, comece a detestar aquilo que o fez famoso.

    Ou não. Em 1990, perguntei a Tony Bennett quantas vezes já cantara "I Left My Heart in San Francisco". Ele disse: "Nunca fiz a conta. Mas ponha aí umas 30 vezes por semana desde 1962". Fiz gulp. Perguntei-lhe se já não estava farto da canção. E ele, rindo: "Posso estar farto de respirar?".


Texto de Ruy Castro (adaptado). Publicado em 22.nov.2025 às 8h00. Coletado de https://www1.folha.uol.com.br/colunas/ruycastro/2025/11/pode-se-estar-farto-de-respirar.shtml acesso em 22 de novembro de 2025.

Considere que o gênero em análise é uma crônica para responder às questões sobre ele. O episódio envolvendo Raimundo Corrêa e Octaviano é utilizado no texto para ilustrar que o sucesso pode ser responsável por
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Q4235600 Não definido

Texto 1 - Ensinar não é transferir conhecimento, mas criar possibilidades para a sua construção


    Em setembro, celebramos o aniversário do patrono da Educação, o educador Paulo Freire. Revisitando sua obra e legado, Paulo Freire é sem dúvidas uma referência para o Brasil e para o mundo, quando pensamos no poder transformador da educação e em toda sua potencialidade.

    Em tempos de tanto debate sobre a substituição dos professores em sala de aula, notamos o quanto a educação brasileira carece dessa persona que orienta, desenvolve estratégias e se preocupa com a aprendizagem de cada universo de significado e significante que está presente ali em sua turma. Cada estudante carrega consigo sua trajetória, e o maior sonho da pessoa educadora é poder contribuir de alguma maneira com esse caminhar.

    Com as inovações tecnológicas, já existem escolas que afirmam substituir os professores por inteligências artificiais, e podem por sua vez, reforçar essa sensação de desespero entre os docentes. Passado o primeiro momento de medo e de choque, comuns na essência humana, notamos algumas possibilidades, que, a depender da leitura, já foram postuladas por Paulo Freire: os professores não devem transferir conhecimento e contribuir para uma educação bancária, em que só há o depósito de informações nos estudantes. A pessoa educadora tem a chance de ser uma mediadora, de apontar os caminhos do aprender.

    Quando vislumbramos essa perspectiva, o que a gente nota é que a tecnologia está presente cada vez mais no nosso dia a dia, e que a escola, espaço propício para essa construção de possibilidades, deve acompanhar as transformações que ocorrem para além de seus muros.

    Nesse caso, para além de fomentar essa ideia apocalíptica de substituição dos professores por máquinas, podemos promover o letramento digital desses profissionais da educação, com formação continuada, com experiências de aprendizagem significativas também aos educadores. Falamos tanto sobre acolhimento e cuidado com nossos estudantes (e devemos continuar falando), mas pouco se fala sobre uma escuta ativa e um acolhimento aos professores que estão em constante pressão, expostos à cobrança de nunca estarem preparados o suficiente para lidar com os desafios do futuro.

    Enquanto tratarmos os professores com essa lógica punitivista, sem escutar suas dores, suas necessidades, aflições, e sobretudo, sem incentivar a busca por novas ferramentas, assim como nos esforçamos para despertar o interesse dos estudantes, essa equação não fecha, e teremos uma legião de profissionais sem se lembrar do real motivo pelo qual escolheram construir sua carreira na Educação.

    Que neste mês de setembro, mês do nosso grande mestre Paulo Freire, possamos nos recordar que "Quem ensina aprende ao ensinar e quem aprende ensina ao aprender".


Bianca Silva (17.nov.2025). (Adaptado). Disponível em https://www1.folha.uol.com.br/blogs/politicas-e-justica/2025/11/, acesso em 20 de novembro de 2025. 

No enunciado que constrói o título do texto, a oposição entre “transferir” e “criar possibilidades” revela uma concepção de aprendizagem que
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Q4235599 Não definido

Texto 1 - Ensinar não é transferir conhecimento, mas criar possibilidades para a sua construção


    Em setembro, celebramos o aniversário do patrono da Educação, o educador Paulo Freire. Revisitando sua obra e legado, Paulo Freire é sem dúvidas uma referência para o Brasil e para o mundo, quando pensamos no poder transformador da educação e em toda sua potencialidade.

    Em tempos de tanto debate sobre a substituição dos professores em sala de aula, notamos o quanto a educação brasileira carece dessa persona que orienta, desenvolve estratégias e se preocupa com a aprendizagem de cada universo de significado e significante que está presente ali em sua turma. Cada estudante carrega consigo sua trajetória, e o maior sonho da pessoa educadora é poder contribuir de alguma maneira com esse caminhar.

    Com as inovações tecnológicas, já existem escolas que afirmam substituir os professores por inteligências artificiais, e podem por sua vez, reforçar essa sensação de desespero entre os docentes. Passado o primeiro momento de medo e de choque, comuns na essência humana, notamos algumas possibilidades, que, a depender da leitura, já foram postuladas por Paulo Freire: os professores não devem transferir conhecimento e contribuir para uma educação bancária, em que só há o depósito de informações nos estudantes. A pessoa educadora tem a chance de ser uma mediadora, de apontar os caminhos do aprender.

    Quando vislumbramos essa perspectiva, o que a gente nota é que a tecnologia está presente cada vez mais no nosso dia a dia, e que a escola, espaço propício para essa construção de possibilidades, deve acompanhar as transformações que ocorrem para além de seus muros.

    Nesse caso, para além de fomentar essa ideia apocalíptica de substituição dos professores por máquinas, podemos promover o letramento digital desses profissionais da educação, com formação continuada, com experiências de aprendizagem significativas também aos educadores. Falamos tanto sobre acolhimento e cuidado com nossos estudantes (e devemos continuar falando), mas pouco se fala sobre uma escuta ativa e um acolhimento aos professores que estão em constante pressão, expostos à cobrança de nunca estarem preparados o suficiente para lidar com os desafios do futuro.

    Enquanto tratarmos os professores com essa lógica punitivista, sem escutar suas dores, suas necessidades, aflições, e sobretudo, sem incentivar a busca por novas ferramentas, assim como nos esforçamos para despertar o interesse dos estudantes, essa equação não fecha, e teremos uma legião de profissionais sem se lembrar do real motivo pelo qual escolheram construir sua carreira na Educação.

    Que neste mês de setembro, mês do nosso grande mestre Paulo Freire, possamos nos recordar que "Quem ensina aprende ao ensinar e quem aprende ensina ao aprender".


Bianca Silva (17.nov.2025). (Adaptado). Disponível em https://www1.folha.uol.com.br/blogs/politicas-e-justica/2025/11/, acesso em 20 de novembro de 2025. 

No que diz respeito a práticas de escrita desenvolvidas pelo professor, a concepção de ensino, que leva em consideração o estudo da frase, favorece, especialmente, 
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Q4235598 Não definido

Texto 1 - Ensinar não é transferir conhecimento, mas criar possibilidades para a sua construção


    Em setembro, celebramos o aniversário do patrono da Educação, o educador Paulo Freire. Revisitando sua obra e legado, Paulo Freire é sem dúvidas uma referência para o Brasil e para o mundo, quando pensamos no poder transformador da educação e em toda sua potencialidade.

    Em tempos de tanto debate sobre a substituição dos professores em sala de aula, notamos o quanto a educação brasileira carece dessa persona que orienta, desenvolve estratégias e se preocupa com a aprendizagem de cada universo de significado e significante que está presente ali em sua turma. Cada estudante carrega consigo sua trajetória, e o maior sonho da pessoa educadora é poder contribuir de alguma maneira com esse caminhar.

    Com as inovações tecnológicas, já existem escolas que afirmam substituir os professores por inteligências artificiais, e podem por sua vez, reforçar essa sensação de desespero entre os docentes. Passado o primeiro momento de medo e de choque, comuns na essência humana, notamos algumas possibilidades, que, a depender da leitura, já foram postuladas por Paulo Freire: os professores não devem transferir conhecimento e contribuir para uma educação bancária, em que só há o depósito de informações nos estudantes. A pessoa educadora tem a chance de ser uma mediadora, de apontar os caminhos do aprender.

    Quando vislumbramos essa perspectiva, o que a gente nota é que a tecnologia está presente cada vez mais no nosso dia a dia, e que a escola, espaço propício para essa construção de possibilidades, deve acompanhar as transformações que ocorrem para além de seus muros.

    Nesse caso, para além de fomentar essa ideia apocalíptica de substituição dos professores por máquinas, podemos promover o letramento digital desses profissionais da educação, com formação continuada, com experiências de aprendizagem significativas também aos educadores. Falamos tanto sobre acolhimento e cuidado com nossos estudantes (e devemos continuar falando), mas pouco se fala sobre uma escuta ativa e um acolhimento aos professores que estão em constante pressão, expostos à cobrança de nunca estarem preparados o suficiente para lidar com os desafios do futuro.

    Enquanto tratarmos os professores com essa lógica punitivista, sem escutar suas dores, suas necessidades, aflições, e sobretudo, sem incentivar a busca por novas ferramentas, assim como nos esforçamos para despertar o interesse dos estudantes, essa equação não fecha, e teremos uma legião de profissionais sem se lembrar do real motivo pelo qual escolheram construir sua carreira na Educação.

    Que neste mês de setembro, mês do nosso grande mestre Paulo Freire, possamos nos recordar que "Quem ensina aprende ao ensinar e quem aprende ensina ao aprender".


Bianca Silva (17.nov.2025). (Adaptado). Disponível em https://www1.folha.uol.com.br/blogs/politicas-e-justica/2025/11/, acesso em 20 de novembro de 2025. 

Há, portanto, um processo anafórico mais amplo, que designaremos como anáfora encapsuladora, que é considerada como uma operação discursiva por meio da qual o falante se refere, por um sintagma nominal, a uma ação, processo ou estado que foi anteriormente expresso por pelo menos uma proposição inteira. É a propriedade resumidora de conteúdos que caracteriza um processo de encapsulamento. [...] A propriedade resumitiva, mais do que uma função, é a característica definidora dos encapsulamentos, incluindo os rótulos. Além desse traço fundador, as anáforas encapsuladoras, assim como qualquer processo referencial, cumprem uma função argumentativa importante.


CAVALCANTE, Mônica M. /BRITO, Mariza Angélica Paiva. Anáforas encapsuladoras – traços peculiares aos rótulos. Rev. de Letras – Nº. 32 - Vol. 1 - jan./jul. – 2013.


Acerca do processo de coesão textual, descrito acima, está correto classificar-se como uma anáfora encapsuladora com uma função argumentativa, o sintagma nominal que se destaca em

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Q4235597 Não definido

Texto 1 - Ensinar não é transferir conhecimento, mas criar possibilidades para a sua construção


    Em setembro, celebramos o aniversário do patrono da Educação, o educador Paulo Freire. Revisitando sua obra e legado, Paulo Freire é sem dúvidas uma referência para o Brasil e para o mundo, quando pensamos no poder transformador da educação e em toda sua potencialidade.

    Em tempos de tanto debate sobre a substituição dos professores em sala de aula, notamos o quanto a educação brasileira carece dessa persona que orienta, desenvolve estratégias e se preocupa com a aprendizagem de cada universo de significado e significante que está presente ali em sua turma. Cada estudante carrega consigo sua trajetória, e o maior sonho da pessoa educadora é poder contribuir de alguma maneira com esse caminhar.

    Com as inovações tecnológicas, já existem escolas que afirmam substituir os professores por inteligências artificiais, e podem por sua vez, reforçar essa sensação de desespero entre os docentes. Passado o primeiro momento de medo e de choque, comuns na essência humana, notamos algumas possibilidades, que, a depender da leitura, já foram postuladas por Paulo Freire: os professores não devem transferir conhecimento e contribuir para uma educação bancária, em que só há o depósito de informações nos estudantes. A pessoa educadora tem a chance de ser uma mediadora, de apontar os caminhos do aprender.

    Quando vislumbramos essa perspectiva, o que a gente nota é que a tecnologia está presente cada vez mais no nosso dia a dia, e que a escola, espaço propício para essa construção de possibilidades, deve acompanhar as transformações que ocorrem para além de seus muros.

    Nesse caso, para além de fomentar essa ideia apocalíptica de substituição dos professores por máquinas, podemos promover o letramento digital desses profissionais da educação, com formação continuada, com experiências de aprendizagem significativas também aos educadores. Falamos tanto sobre acolhimento e cuidado com nossos estudantes (e devemos continuar falando), mas pouco se fala sobre uma escuta ativa e um acolhimento aos professores que estão em constante pressão, expostos à cobrança de nunca estarem preparados o suficiente para lidar com os desafios do futuro.

    Enquanto tratarmos os professores com essa lógica punitivista, sem escutar suas dores, suas necessidades, aflições, e sobretudo, sem incentivar a busca por novas ferramentas, assim como nos esforçamos para despertar o interesse dos estudantes, essa equação não fecha, e teremos uma legião de profissionais sem se lembrar do real motivo pelo qual escolheram construir sua carreira na Educação.

    Que neste mês de setembro, mês do nosso grande mestre Paulo Freire, possamos nos recordar que "Quem ensina aprende ao ensinar e quem aprende ensina ao aprender".


Bianca Silva (17.nov.2025). (Adaptado). Disponível em https://www1.folha.uol.com.br/blogs/politicas-e-justica/2025/11/, acesso em 20 de novembro de 2025. 

Na citação “Quem ensina aprende ao ensinar e quem aprende ensina ao aprender", ratifica-se uma compreensão global de 
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Q4235596 Não definido

Texto 1 - Ensinar não é transferir conhecimento, mas criar possibilidades para a sua construção


    Em setembro, celebramos o aniversário do patrono da Educação, o educador Paulo Freire. Revisitando sua obra e legado, Paulo Freire é sem dúvidas uma referência para o Brasil e para o mundo, quando pensamos no poder transformador da educação e em toda sua potencialidade.

    Em tempos de tanto debate sobre a substituição dos professores em sala de aula, notamos o quanto a educação brasileira carece dessa persona que orienta, desenvolve estratégias e se preocupa com a aprendizagem de cada universo de significado e significante que está presente ali em sua turma. Cada estudante carrega consigo sua trajetória, e o maior sonho da pessoa educadora é poder contribuir de alguma maneira com esse caminhar.

    Com as inovações tecnológicas, já existem escolas que afirmam substituir os professores por inteligências artificiais, e podem por sua vez, reforçar essa sensação de desespero entre os docentes. Passado o primeiro momento de medo e de choque, comuns na essência humana, notamos algumas possibilidades, que, a depender da leitura, já foram postuladas por Paulo Freire: os professores não devem transferir conhecimento e contribuir para uma educação bancária, em que só há o depósito de informações nos estudantes. A pessoa educadora tem a chance de ser uma mediadora, de apontar os caminhos do aprender.

    Quando vislumbramos essa perspectiva, o que a gente nota é que a tecnologia está presente cada vez mais no nosso dia a dia, e que a escola, espaço propício para essa construção de possibilidades, deve acompanhar as transformações que ocorrem para além de seus muros.

    Nesse caso, para além de fomentar essa ideia apocalíptica de substituição dos professores por máquinas, podemos promover o letramento digital desses profissionais da educação, com formação continuada, com experiências de aprendizagem significativas também aos educadores. Falamos tanto sobre acolhimento e cuidado com nossos estudantes (e devemos continuar falando), mas pouco se fala sobre uma escuta ativa e um acolhimento aos professores que estão em constante pressão, expostos à cobrança de nunca estarem preparados o suficiente para lidar com os desafios do futuro.

    Enquanto tratarmos os professores com essa lógica punitivista, sem escutar suas dores, suas necessidades, aflições, e sobretudo, sem incentivar a busca por novas ferramentas, assim como nos esforçamos para despertar o interesse dos estudantes, essa equação não fecha, e teremos uma legião de profissionais sem se lembrar do real motivo pelo qual escolheram construir sua carreira na Educação.

    Que neste mês de setembro, mês do nosso grande mestre Paulo Freire, possamos nos recordar que "Quem ensina aprende ao ensinar e quem aprende ensina ao aprender".


Bianca Silva (17.nov.2025). (Adaptado). Disponível em https://www1.folha.uol.com.br/blogs/politicas-e-justica/2025/11/, acesso em 20 de novembro de 2025. 

Com o uso da metáfora explicitada em “equação que não fecha”, a autora leva-nos à compreensão discursiva de que há uma referência à (ao)
Alternativas
Q4235595 Não definido

Texto 1 - Ensinar não é transferir conhecimento, mas criar possibilidades para a sua construção


    Em setembro, celebramos o aniversário do patrono da Educação, o educador Paulo Freire. Revisitando sua obra e legado, Paulo Freire é sem dúvidas uma referência para o Brasil e para o mundo, quando pensamos no poder transformador da educação e em toda sua potencialidade.

    Em tempos de tanto debate sobre a substituição dos professores em sala de aula, notamos o quanto a educação brasileira carece dessa persona que orienta, desenvolve estratégias e se preocupa com a aprendizagem de cada universo de significado e significante que está presente ali em sua turma. Cada estudante carrega consigo sua trajetória, e o maior sonho da pessoa educadora é poder contribuir de alguma maneira com esse caminhar.

    Com as inovações tecnológicas, já existem escolas que afirmam substituir os professores por inteligências artificiais, e podem por sua vez, reforçar essa sensação de desespero entre os docentes. Passado o primeiro momento de medo e de choque, comuns na essência humana, notamos algumas possibilidades, que, a depender da leitura, já foram postuladas por Paulo Freire: os professores não devem transferir conhecimento e contribuir para uma educação bancária, em que só há o depósito de informações nos estudantes. A pessoa educadora tem a chance de ser uma mediadora, de apontar os caminhos do aprender.

    Quando vislumbramos essa perspectiva, o que a gente nota é que a tecnologia está presente cada vez mais no nosso dia a dia, e que a escola, espaço propício para essa construção de possibilidades, deve acompanhar as transformações que ocorrem para além de seus muros.

    Nesse caso, para além de fomentar essa ideia apocalíptica de substituição dos professores por máquinas, podemos promover o letramento digital desses profissionais da educação, com formação continuada, com experiências de aprendizagem significativas também aos educadores. Falamos tanto sobre acolhimento e cuidado com nossos estudantes (e devemos continuar falando), mas pouco se fala sobre uma escuta ativa e um acolhimento aos professores que estão em constante pressão, expostos à cobrança de nunca estarem preparados o suficiente para lidar com os desafios do futuro.

    Enquanto tratarmos os professores com essa lógica punitivista, sem escutar suas dores, suas necessidades, aflições, e sobretudo, sem incentivar a busca por novas ferramentas, assim como nos esforçamos para despertar o interesse dos estudantes, essa equação não fecha, e teremos uma legião de profissionais sem se lembrar do real motivo pelo qual escolheram construir sua carreira na Educação.

    Que neste mês de setembro, mês do nosso grande mestre Paulo Freire, possamos nos recordar que "Quem ensina aprende ao ensinar e quem aprende ensina ao aprender".


Bianca Silva (17.nov.2025). (Adaptado). Disponível em https://www1.folha.uol.com.br/blogs/politicas-e-justica/2025/11/, acesso em 20 de novembro de 2025. 

A perspectiva freireana apresentada no texto aproxima-se, no ensino de Língua Portuguesa, de práticas metodológicas que
Alternativas
Q4235594 Não definido

Texto 1 - Ensinar não é transferir conhecimento, mas criar possibilidades para a sua construção


    Em setembro, celebramos o aniversário do patrono da Educação, o educador Paulo Freire. Revisitando sua obra e legado, Paulo Freire é sem dúvidas uma referência para o Brasil e para o mundo, quando pensamos no poder transformador da educação e em toda sua potencialidade.

    Em tempos de tanto debate sobre a substituição dos professores em sala de aula, notamos o quanto a educação brasileira carece dessa persona que orienta, desenvolve estratégias e se preocupa com a aprendizagem de cada universo de significado e significante que está presente ali em sua turma. Cada estudante carrega consigo sua trajetória, e o maior sonho da pessoa educadora é poder contribuir de alguma maneira com esse caminhar.

    Com as inovações tecnológicas, já existem escolas que afirmam substituir os professores por inteligências artificiais, e podem por sua vez, reforçar essa sensação de desespero entre os docentes. Passado o primeiro momento de medo e de choque, comuns na essência humana, notamos algumas possibilidades, que, a depender da leitura, já foram postuladas por Paulo Freire: os professores não devem transferir conhecimento e contribuir para uma educação bancária, em que só há o depósito de informações nos estudantes. A pessoa educadora tem a chance de ser uma mediadora, de apontar os caminhos do aprender.

    Quando vislumbramos essa perspectiva, o que a gente nota é que a tecnologia está presente cada vez mais no nosso dia a dia, e que a escola, espaço propício para essa construção de possibilidades, deve acompanhar as transformações que ocorrem para além de seus muros.

    Nesse caso, para além de fomentar essa ideia apocalíptica de substituição dos professores por máquinas, podemos promover o letramento digital desses profissionais da educação, com formação continuada, com experiências de aprendizagem significativas também aos educadores. Falamos tanto sobre acolhimento e cuidado com nossos estudantes (e devemos continuar falando), mas pouco se fala sobre uma escuta ativa e um acolhimento aos professores que estão em constante pressão, expostos à cobrança de nunca estarem preparados o suficiente para lidar com os desafios do futuro.

    Enquanto tratarmos os professores com essa lógica punitivista, sem escutar suas dores, suas necessidades, aflições, e sobretudo, sem incentivar a busca por novas ferramentas, assim como nos esforçamos para despertar o interesse dos estudantes, essa equação não fecha, e teremos uma legião de profissionais sem se lembrar do real motivo pelo qual escolheram construir sua carreira na Educação.

    Que neste mês de setembro, mês do nosso grande mestre Paulo Freire, possamos nos recordar que "Quem ensina aprende ao ensinar e quem aprende ensina ao aprender".


Bianca Silva (17.nov.2025). (Adaptado). Disponível em https://www1.folha.uol.com.br/blogs/politicas-e-justica/2025/11/, acesso em 20 de novembro de 2025. 

Em “o quanto a educação brasileira carece dessa persona que orienta, desenvolve estratégias e se preocupa com a aprendizagem de cada universo de significado e significante que está presente ali em sua turma.” há uma relação de intertextualidade com os estudos linguísticos acerca de 
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Q4235593 Não definido

Texto 1 - Ensinar não é transferir conhecimento, mas criar possibilidades para a sua construção


    Em setembro, celebramos o aniversário do patrono da Educação, o educador Paulo Freire. Revisitando sua obra e legado, Paulo Freire é sem dúvidas uma referência para o Brasil e para o mundo, quando pensamos no poder transformador da educação e em toda sua potencialidade.

    Em tempos de tanto debate sobre a substituição dos professores em sala de aula, notamos o quanto a educação brasileira carece dessa persona que orienta, desenvolve estratégias e se preocupa com a aprendizagem de cada universo de significado e significante que está presente ali em sua turma. Cada estudante carrega consigo sua trajetória, e o maior sonho da pessoa educadora é poder contribuir de alguma maneira com esse caminhar.

    Com as inovações tecnológicas, já existem escolas que afirmam substituir os professores por inteligências artificiais, e podem por sua vez, reforçar essa sensação de desespero entre os docentes. Passado o primeiro momento de medo e de choque, comuns na essência humana, notamos algumas possibilidades, que, a depender da leitura, já foram postuladas por Paulo Freire: os professores não devem transferir conhecimento e contribuir para uma educação bancária, em que só há o depósito de informações nos estudantes. A pessoa educadora tem a chance de ser uma mediadora, de apontar os caminhos do aprender.

    Quando vislumbramos essa perspectiva, o que a gente nota é que a tecnologia está presente cada vez mais no nosso dia a dia, e que a escola, espaço propício para essa construção de possibilidades, deve acompanhar as transformações que ocorrem para além de seus muros.

    Nesse caso, para além de fomentar essa ideia apocalíptica de substituição dos professores por máquinas, podemos promover o letramento digital desses profissionais da educação, com formação continuada, com experiências de aprendizagem significativas também aos educadores. Falamos tanto sobre acolhimento e cuidado com nossos estudantes (e devemos continuar falando), mas pouco se fala sobre uma escuta ativa e um acolhimento aos professores que estão em constante pressão, expostos à cobrança de nunca estarem preparados o suficiente para lidar com os desafios do futuro.

    Enquanto tratarmos os professores com essa lógica punitivista, sem escutar suas dores, suas necessidades, aflições, e sobretudo, sem incentivar a busca por novas ferramentas, assim como nos esforçamos para despertar o interesse dos estudantes, essa equação não fecha, e teremos uma legião de profissionais sem se lembrar do real motivo pelo qual escolheram construir sua carreira na Educação.

    Que neste mês de setembro, mês do nosso grande mestre Paulo Freire, possamos nos recordar que "Quem ensina aprende ao ensinar e quem aprende ensina ao aprender".


Bianca Silva (17.nov.2025). (Adaptado). Disponível em https://www1.folha.uol.com.br/blogs/politicas-e-justica/2025/11/, acesso em 20 de novembro de 2025. 

A defesa do “letramento digital”, no texto, indica uma concepção de ensino de Língua Portuguesa que, nesse contexto,
Alternativas
Q4235592 Não definido

Texto 1 - Ensinar não é transferir conhecimento, mas criar possibilidades para a sua construção


    Em setembro, celebramos o aniversário do patrono da Educação, o educador Paulo Freire. Revisitando sua obra e legado, Paulo Freire é sem dúvidas uma referência para o Brasil e para o mundo, quando pensamos no poder transformador da educação e em toda sua potencialidade.

    Em tempos de tanto debate sobre a substituição dos professores em sala de aula, notamos o quanto a educação brasileira carece dessa persona que orienta, desenvolve estratégias e se preocupa com a aprendizagem de cada universo de significado e significante que está presente ali em sua turma. Cada estudante carrega consigo sua trajetória, e o maior sonho da pessoa educadora é poder contribuir de alguma maneira com esse caminhar.

    Com as inovações tecnológicas, já existem escolas que afirmam substituir os professores por inteligências artificiais, e podem por sua vez, reforçar essa sensação de desespero entre os docentes. Passado o primeiro momento de medo e de choque, comuns na essência humana, notamos algumas possibilidades, que, a depender da leitura, já foram postuladas por Paulo Freire: os professores não devem transferir conhecimento e contribuir para uma educação bancária, em que só há o depósito de informações nos estudantes. A pessoa educadora tem a chance de ser uma mediadora, de apontar os caminhos do aprender.

    Quando vislumbramos essa perspectiva, o que a gente nota é que a tecnologia está presente cada vez mais no nosso dia a dia, e que a escola, espaço propício para essa construção de possibilidades, deve acompanhar as transformações que ocorrem para além de seus muros.

    Nesse caso, para além de fomentar essa ideia apocalíptica de substituição dos professores por máquinas, podemos promover o letramento digital desses profissionais da educação, com formação continuada, com experiências de aprendizagem significativas também aos educadores. Falamos tanto sobre acolhimento e cuidado com nossos estudantes (e devemos continuar falando), mas pouco se fala sobre uma escuta ativa e um acolhimento aos professores que estão em constante pressão, expostos à cobrança de nunca estarem preparados o suficiente para lidar com os desafios do futuro.

    Enquanto tratarmos os professores com essa lógica punitivista, sem escutar suas dores, suas necessidades, aflições, e sobretudo, sem incentivar a busca por novas ferramentas, assim como nos esforçamos para despertar o interesse dos estudantes, essa equação não fecha, e teremos uma legião de profissionais sem se lembrar do real motivo pelo qual escolheram construir sua carreira na Educação.

    Que neste mês de setembro, mês do nosso grande mestre Paulo Freire, possamos nos recordar que "Quem ensina aprende ao ensinar e quem aprende ensina ao aprender".


Bianca Silva (17.nov.2025). (Adaptado). Disponível em https://www1.folha.uol.com.br/blogs/politicas-e-justica/2025/11/, acesso em 20 de novembro de 2025. 

Do ponto de vista linguístico-discursivo, o texto ratifica que o papel do professor centra-se em
Alternativas
Q4235591 Não definido

Texto 1 - Ensinar não é transferir conhecimento, mas criar possibilidades para a sua construção


    Em setembro, celebramos o aniversário do patrono da Educação, o educador Paulo Freire. Revisitando sua obra e legado, Paulo Freire é sem dúvidas uma referência para o Brasil e para o mundo, quando pensamos no poder transformador da educação e em toda sua potencialidade.

    Em tempos de tanto debate sobre a substituição dos professores em sala de aula, notamos o quanto a educação brasileira carece dessa persona que orienta, desenvolve estratégias e se preocupa com a aprendizagem de cada universo de significado e significante que está presente ali em sua turma. Cada estudante carrega consigo sua trajetória, e o maior sonho da pessoa educadora é poder contribuir de alguma maneira com esse caminhar.

    Com as inovações tecnológicas, já existem escolas que afirmam substituir os professores por inteligências artificiais, e podem por sua vez, reforçar essa sensação de desespero entre os docentes. Passado o primeiro momento de medo e de choque, comuns na essência humana, notamos algumas possibilidades, que, a depender da leitura, já foram postuladas por Paulo Freire: os professores não devem transferir conhecimento e contribuir para uma educação bancária, em que só há o depósito de informações nos estudantes. A pessoa educadora tem a chance de ser uma mediadora, de apontar os caminhos do aprender.

    Quando vislumbramos essa perspectiva, o que a gente nota é que a tecnologia está presente cada vez mais no nosso dia a dia, e que a escola, espaço propício para essa construção de possibilidades, deve acompanhar as transformações que ocorrem para além de seus muros.

    Nesse caso, para além de fomentar essa ideia apocalíptica de substituição dos professores por máquinas, podemos promover o letramento digital desses profissionais da educação, com formação continuada, com experiências de aprendizagem significativas também aos educadores. Falamos tanto sobre acolhimento e cuidado com nossos estudantes (e devemos continuar falando), mas pouco se fala sobre uma escuta ativa e um acolhimento aos professores que estão em constante pressão, expostos à cobrança de nunca estarem preparados o suficiente para lidar com os desafios do futuro.

    Enquanto tratarmos os professores com essa lógica punitivista, sem escutar suas dores, suas necessidades, aflições, e sobretudo, sem incentivar a busca por novas ferramentas, assim como nos esforçamos para despertar o interesse dos estudantes, essa equação não fecha, e teremos uma legião de profissionais sem se lembrar do real motivo pelo qual escolheram construir sua carreira na Educação.

    Que neste mês de setembro, mês do nosso grande mestre Paulo Freire, possamos nos recordar que "Quem ensina aprende ao ensinar e quem aprende ensina ao aprender".


Bianca Silva (17.nov.2025). (Adaptado). Disponível em https://www1.folha.uol.com.br/blogs/politicas-e-justica/2025/11/, acesso em 20 de novembro de 2025. 

A relação entre professor, tecnologia e construção ativa do conhecimento dialoga também com teorias de ensino que
Alternativas
Q4235590 Não definido

Texto 1 - Ensinar não é transferir conhecimento, mas criar possibilidades para a sua construção


    Em setembro, celebramos o aniversário do patrono da Educação, o educador Paulo Freire. Revisitando sua obra e legado, Paulo Freire é sem dúvidas uma referência para o Brasil e para o mundo, quando pensamos no poder transformador da educação e em toda sua potencialidade.

    Em tempos de tanto debate sobre a substituição dos professores em sala de aula, notamos o quanto a educação brasileira carece dessa persona que orienta, desenvolve estratégias e se preocupa com a aprendizagem de cada universo de significado e significante que está presente ali em sua turma. Cada estudante carrega consigo sua trajetória, e o maior sonho da pessoa educadora é poder contribuir de alguma maneira com esse caminhar.

    Com as inovações tecnológicas, já existem escolas que afirmam substituir os professores por inteligências artificiais, e podem por sua vez, reforçar essa sensação de desespero entre os docentes. Passado o primeiro momento de medo e de choque, comuns na essência humana, notamos algumas possibilidades, que, a depender da leitura, já foram postuladas por Paulo Freire: os professores não devem transferir conhecimento e contribuir para uma educação bancária, em que só há o depósito de informações nos estudantes. A pessoa educadora tem a chance de ser uma mediadora, de apontar os caminhos do aprender.

    Quando vislumbramos essa perspectiva, o que a gente nota é que a tecnologia está presente cada vez mais no nosso dia a dia, e que a escola, espaço propício para essa construção de possibilidades, deve acompanhar as transformações que ocorrem para além de seus muros.

    Nesse caso, para além de fomentar essa ideia apocalíptica de substituição dos professores por máquinas, podemos promover o letramento digital desses profissionais da educação, com formação continuada, com experiências de aprendizagem significativas também aos educadores. Falamos tanto sobre acolhimento e cuidado com nossos estudantes (e devemos continuar falando), mas pouco se fala sobre uma escuta ativa e um acolhimento aos professores que estão em constante pressão, expostos à cobrança de nunca estarem preparados o suficiente para lidar com os desafios do futuro.

    Enquanto tratarmos os professores com essa lógica punitivista, sem escutar suas dores, suas necessidades, aflições, e sobretudo, sem incentivar a busca por novas ferramentas, assim como nos esforçamos para despertar o interesse dos estudantes, essa equação não fecha, e teremos uma legião de profissionais sem se lembrar do real motivo pelo qual escolheram construir sua carreira na Educação.

    Que neste mês de setembro, mês do nosso grande mestre Paulo Freire, possamos nos recordar que "Quem ensina aprende ao ensinar e quem aprende ensina ao aprender".


Bianca Silva (17.nov.2025). (Adaptado). Disponível em https://www1.folha.uol.com.br/blogs/politicas-e-justica/2025/11/, acesso em 20 de novembro de 2025. 

No texto, a assertiva da autora na expressão “desespero entre os docentes” diante das inovações tecnológicas está associada à (ao) 
Alternativas
Q4235589 Não definido
A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs) são documentos que orientam a organização curricular da educação básica brasileira, embora possuam naturezas e funções distintas. Enquanto os PCNs tinham um caráter de recomendação e flexibilidade, a BNCC estabelece um conjunto de aprendizagens essenciais que todos os alunos devem desenvolver. Considerando a função e a estrutura desses documentos, qual alternativa apresenta uma análise correta sobre a relação e a distinção entre a BNCC e os PCNs?
Alternativas
Q4235588 Não definido
A avaliação, no contexto do cotidiano escolar, deve ser concebida como um processo contínuo e formativo, e não apenas como um momento terminal de classificação. A formação do professor, nesse sentido, deve capacitá-lo a utilizar a avaliação como um instrumento de diagnóstico e intervenção pedagógica, que informa tanto o aluno sobre seu progresso quanto o professor sobre a eficácia de sua prática. Em uma escola que adota a avaliação como processo, qual ação pedagógica demonstra a aplicação mais coerente e sofisticada do princípio da avaliação formativa, em detrimento da meramente classificatória?
Alternativas
Q4235587 Não definido
As diferentes abordagens psicológicas estabelecem relações distintas entre desenvolvimento, aprendizagem, pensamento e linguagem. A formação de conceitos, por exemplo, é um processo complexo que revela a interdependência dessas funções. A perspectiva histórico-cultural, em particular, oferece um arcabouço teórico robusto para a compreensão de como a interação social e os instrumentos culturais, notadamente a linguagem, moldam o desenvolvimento cognitivo. Considerando a abordagem histórico-cultural de Vygotsky, qual alternativa apresenta a correta articulação entre linguagem, pensamento e a formação de conceitos científicos no contexto escolar?
Alternativas
Q4235586 Não definido
O debate sobre a função social da educação se polariza entre a perspectiva da reprodução e a da transformação social. A escola, como instituição social básica, é um campo de disputa ideológica, onde a cultura e a organização social são simultaneamente transmitidas e questionadas. Em um cenário de acentuadas desigualdades sociais, a educação para a transformação exige uma postura que transcenda a mera equalização de oportunidades. Qual das proposições a seguir reflete, com maior precisão analítica, o papel da escola que se alinha à perspectiva de transformação social, em contraposição à função de controle e manutenção do status quo?
Alternativas
Respostas
481: B
482: C
483: C
484: E
485: C
486: A
487: B
488: D
489: E
490: B
491: C
492: A
493: B
494: D
495: E
496: C
497: C
498: A
499: D
500: E