Questões de Concurso Comentadas sobre conceitos fundamentais em museologia

Foram encontradas 497 questões

Q3508470 Museologia
Em sua tese de doutorado, intitulada “Museus de Ciências e Tecnologia no Brasil: uma história da museologia entre as décadas de 1950–1970”, Maria Esther Alvarez Valente apresenta uma importante contribuição para a história da museologia brasileira, com foco nos museus de ciências e tecnologia. Segundo a tese defendida pela autora, é correto afirmar que a concepção de Museus de Ciências e Tecnologia adotada é
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Q3508469 Museologia
Em seus textos, o professor Ulpiano Bezerra de Meneses frequentemente trata de temas cruciais, mas por vezes marginalizados nas discussões museológicas. Em suas análises, ele não ignora as tarefas educacionais (que podem se tornar mera doutrinação), a função estética, o lúdico, o afetivo, o devaneio, o sonho, a mística da comunicação e da comunhão, a curiosidade, a necessidade de mera informação nos Museus. Muito menos ignora as responsabilidades sociais – e políticas – dos museus, especialmente os históricos. Reconhecer essa gama multiforme de possibilidades é recusar o modelo único de museu, chave da sua natureza e camisa de força. O que o autor aborda não é a trilha que todo museu histórico deverá seguir, mas as direções em que ele pode trazer uma contribuição específica e, portanto, insubstituível. Assinale a alternativa que corresponde corretamente ao tema central dessas discussões.
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Q3508468 Museologia
Camilo de Mello Vasconcellos, professor do Museu de Arqueologia e Etnologia da USP, ressalta em artigo o desenvolvimento do campo museal nos últimos anos e, como possível consequência disso, passamos a presenciar a disputa entre dois reinos no interior das instituições museológicas contemporâneas. Essa disputa, segundo ele, é o resultado de uma visão elitista e hierárquica que ainda persiste nessas instituições. Em seu artigo, o professor se refere ao reino dos
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Q3508461 Museologia
De acordo com a publicação “Conceitos-chave de Museologia”, em relação às definições dos termos “Expografia” e “Museografia”, é incorreto afirmar que
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Q3508459 Museologia
Na publicação “Conceito de Cultura e sua inter-relação com o patrimônio cultural e a preservação”, Waldisa Rússio Camargo Guarnieri afirma que “... musealizamos os testemunhos do homem e do seu meio”, e que a musealização permite ao homem a leitura do mundo. Segundo esse artigo dessa influente personalidade do desenvolvimento do pensamento teórico da museologia brasileira,
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Q3508458 Museologia
Em “Museologia e Identidade”, elaborado em 1986 e publicado em 1989, Waldisa Rússio Camargo Guarniere trata, entre alguns temas, da relação da identidade com a consciência da herança do patrimônio cultural. Ao abordar o problema da ação museológica, a notável museóloga afirma que “... os homens são seres históricos e é na experiência vivida e partilhada que se conhecem uns aos outros e se conhecem a si mesmos.” Qual é o aspecto constitutivo da Memória e, portanto, da Identidade, ressaltado pela pensadora paulista no contexto dessa reflexão?
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Q3508452 Museologia
A partir de uma perspectiva abrangente e sistêmica, os procedimentos curatoriais nos museus contemporâneos brasileiros, que buscam assegurar o tratamento adequado dos acervos, com atenção para a sua preservação, podemos considerar que a Curadoria é
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Q3508442 Museologia
O Conselho Internacional dos Museus (ICOM) desenvolveu de forma participativa e aprovou a Nova Definição de Museus em 2022, difundida mundialmente em mais de 120 países por meio de seus Comitês Nacionais, entre eles o ICOM Brasil. A Nova Definição é a seguinte:

Um museu é uma instituição permanente, sem fins lucrativos, ao serviço da sociedade, que pesquisa, coleciona, conserva, interpreta e expõe o patrimônio material e imaterial. Os museus, abertos ao público, acessíveis e inclusivos, fomentam a diversidade e a sustentabilidade. Os museus funcionam e comunicam ética, profissionalmente e, com a participação das comunidades, proporcionam experiências diversas para educação, fruição, reflexão e partilha de conhecimento.

Assinale a alternativa que apresenta três novos termos que a Nova Definição acrescentou ao papel dos Museus, que inexistiam nas definições anteriores.
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Q3508441 Museologia
Com base na história da ciência, Maria Margareth Lopes identifica no século 19 a difusão do “colonialismo científico”, por meio do qual alguns museus da Europa Ocidental são utilizados como referência, sendo onde o método científico positivista foi desenvolvido, juntamente com os ares modernos da civilização, do progresso e da ideia de nação. A partir dessa pesquisa, é correto afirmar que
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Q3508439 Museologia
Assinale a alternativa que apresenta de forma correta um aspecto marcante do conceito de Patrimônio Cultural de Ciência e Tecnologia (PCC&T).
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Q3508438 Museologia
O Professor universitário estadunidense James Clifford, em seu artigo, afirma que o Museu, como uma estrutura organizacional, pode se transformar em uma relação atual, política e moral concreta quando 
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Q3508437 Museologia
No artigo “Museus como Zonas de Contato”, escrito por James Clifford, o autor narra a sua experiência como “consultor” no Museu de Arte de Portland, Oregon. Assinale a alternativa correta no que diz respeito às características da Coleção Rasmussen analisada pelo escritor.
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Q3305722 Museologia

Em relação a patrimônios culturais alimentares, julgue o item que se segue.


O uso de tecnologias digitais permite a preservação de saberes alimentares de forma que possa ser facilmente compartilhada, documentada e acessada, além de promover o intercâmbio entre diferentes culturas alimentares.  

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Q3301898 Museologia
No que diz respeito ao processo de comunicação em uma instituição museal, a partir das novas correntes museológicas, a partir da década de 1970, a abordagem institucional deve ter um olhar voltado, principalmente, para:
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Q3301896 Museologia
“No século XIX, o desenvolvimento dos museus históricos esteve associado ao surgimento das nacionalidades[...], ao mesmo tempo em que, sem contradição, à História universal, na qual a História Nacional representaria a culminação no desenvolvimento da civilização. Daí a importância dos museus de arqueologia das civilizações clássicas da Grécia e de Roma, bem como do Egito e da mesopotâmia[...] No Brasil, o modelo oitocentista é, também, o do Museu de história Natural, no qual se insere organicamente a Antropologia, como um enclave evocativo, a História.”

FIGUEIREDO, Betânia; VIDAL, Diana Gonçalves. Museus: dos gabinetes de curiosidades ao museu moderno. Belo Horizonte: Argumentum, 2005, p.22-23. Texto adaptado.

Considerando o museu histórico como uma tipologia de museu e sabendo-se da existência de museus de antropologia, de arqueologia e de História Natural, é correto afirmar:
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Q3301892 Museologia
Muitos acervos universitários se formam [...] a partir de operações próprias da metodologia de produção do conhecimento. Espécie de artifício de aproximação, as coleções reúnem e conferem universalidade ao que está disperso, ao que é singular no mundo, funcionando como dispositivos que reduzem ou amplificam realidades, permitindo, dessa maneira, procedimentos próprios da pesquisa como a observação, a comparação, a mensuração, classificação e interpretação. Algumas coleções são constituídas com propósito exclusivo de ensino, e se prestam para ilustrar conteúdos; outras transitam dos laboratórios de pesquisa para as salas de aulas. Como apoio didático, são portadoras de informações que nutrem o conhecimento científico e emprestam materialidade a ideias abstratas ou a processos experimentais no exercício da docência.
JULIÃO, Letícia. O desafio da comunicação nos museus universitários. Museologia & Interdisciplinaridade, v. 9, p. 13-23, 2020.

Há muitos exemplos de museus universitários no Brasil, enquanto tipo de museu que direciona as dinâmicas institucionais às pesquisas realizadas pelos diferentes cursos e estudos desenvolvidos por instituições de ensino superior, aspecto que impacta na forma como as exposições são pensadas nessas instituições. Assim sendo, é correto afirmar que não seria um exemplo de museu universitário:
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Q3301888 Museologia
O Público dos museus, conforme a definição do dicionário (Holanda, 1975, p.1165), é um “conjunto de pessoas que leem, veem, escutam as obras”. Desse modo, o público dos museus não é constituído por:
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Q3301876 Museologia
Texto para a questão


um cego visita o museu

passo a passo,

de sala em sala

supõe a voz sábia de um guia

a orientação de aluguel

o leva a palácios, a alas

de especiarias, tesouros

eis que o cego pensa a pintura:

nuances, matizes, detalhes

o leque da luz, todo o espectro

a leitura táctil nenhuma

lhe esconde o relevo da tela

seu desejo solto, sem réplica

um cego visita as estéticas

fantasia tais diferenças

(os traços, rabiscos, desenhos)

se vê frente a frente com épocas

reunidas na galeria

com a mesma inércia do tempo

no museu igualam-se as datas

a hora da obra ocorre

durante a leitura dos quadros

mas o cego quer tudo às claras

o obscuro sentido que à vista

de todos é causa de impacto


Marcus Vinicius, “Um cego visita o museu”.
“[Um exemplo, dentre os] documentos que embasaram o embrião de mudança das estratégias de atração de público para os museus e espaços de cultura nas ações promovidas pelo ICOM [...], no Seminário da Unesco sobre a Função Educativa dos Museus de 1958, pontuou-se a necessidade de promoção de mudanças nas formas tradicionais de exposição, citando casos de exposição ecológica que levava em consideração o contexto de coleta do objeto e exposição polivalente que adequava a mensagem para um nível médio de visitantes com recursos audiovisuais e didáticos. Esse apontamento pode ser considerado como preâmbulo do desenvolvimento de propostas sensoriais nos museus. [...] Nos modelos de museus propostos pela nova museologia entre os anos 1960 e 1980 (ecomuseus, museus comunitários e museus de território), a comunicação sensorial em sentido amplo era proporcionada pela natureza dos espaços de cultura abertos e integrados ao território, com seus temas ligados aos hábitos, cultura e manifestações populares de comunidades apartadas dos grandes centros urbanos e sociais.”

SARRAF, Viviane Panelli. A comunicação dos sentidos nos espaços culturais brasileiros: estratégias de mediações e acessibilidade para as pessoas com suas diferenças. 2013. P.45. Tese (Doutorado em Comunicação e Semiótica) PUC-SP, São Paulo, 2013.

Em 1992, no campo dos museus, em um Encontro Regional do ICOM da América Latina, no âmbito do Seminário "A Missão dos Museus na América Latina Hoje: Novos Desafios", a comunicação foi considerada um elemento chave para o desenvolvimento de estratégias de acessibilidade para os diferentes públicos dos museus e espaços culturais, buscando mudança no discurso da museologia tradicional, com o objetivo de promover maior participação. O referido encontro gerou a seguinte declaração: 
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Q3301873 Museologia

Texto para s questão 


"O termo expografia foi inicialmente utilizado na França, a partir da década de 1990, tendo na figura de André Desvallées um grande defensor e difusor. A expografia ocupa-se, assim, da estruturação de uma linguagem complexa, plurissensorial, de grande intensidade de comunicação e grande capacidade de rearticulação de conhecimentos prévios, que opera com os objetos tomados como vocábulos e por meio de uma sintaxe abrangente que inclui o confronto, a taxionomia, a cronologia e a contextualização em suas mais diversas articulações. A expressão eficaz para a tradução do programa científico de uma exposição. "


ARAÚJO, Marcelo. “Comunicação Museológica: desafios e perspectivas”. Anais Seminários de Capacitação Museológica. Belo Horizonte: Instituto Cultural Flávio Gutierrez, 2004. p.310.

Fazendo pontes entre as ações realizadas em museus e o Museu Paulista, no que diz respeito à curadoria, para o autor Ulpiano Bezerra de Meneses, seria um “ciclo completo de atividades relativas ao acervo, compreendendo a execução e/ou orientação científica das seguintes tarefas: formação e desenvolvimento de coleções, conservação física das coleções, o que implica soluções pertinentes de armazenamento e eventuais medidas de manutenção e restauração; estudo científico e documentação; comunicação e informação, que deve abranger de forma mais aberta possível, todos os tipos de acesso, apresentação e circulação do patrimônio constituído e dos conhecimentos produzidos, para fins científicos, de formação profissional ou de caráter educacional genérico e cultural “. (MENESES, Ulpiano Bezerra. USP, 1986)

Nesse sentido, é correto afirmar:
Alternativas
Q3301872 Museologia

Texto para s questão 


"O termo expografia foi inicialmente utilizado na França, a partir da década de 1990, tendo na figura de André Desvallées um grande defensor e difusor. A expografia ocupa-se, assim, da estruturação de uma linguagem complexa, plurissensorial, de grande intensidade de comunicação e grande capacidade de rearticulação de conhecimentos prévios, que opera com os objetos tomados como vocábulos e por meio de uma sintaxe abrangente que inclui o confronto, a taxionomia, a cronologia e a contextualização em suas mais diversas articulações. A expressão eficaz para a tradução do programa científico de uma exposição. "


ARAÚJO, Marcelo. “Comunicação Museológica: desafios e perspectivas”. Anais Seminários de Capacitação Museológica. Belo Horizonte: Instituto Cultural Flávio Gutierrez, 2004. p.310.

No que diz respeito ao vocábulo museografia, é correto afirmar:
Alternativas
Respostas
41: D
42: C
43: A
44: B
45: B
46: E
47: D
48: D
49: C
50: B
51: B
52: A
53: C
54: A
55: A
56: E
57: E
58: C
59: B
60: E