Questões de Concurso Sobre medicina
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I. A migração da dor — inicialmente epigástrica e periumbilical, posteriormente localizada na fossa ilíaca direita — reflete a transição da dor visceral referida para a dor somática parietal, característica da apendicite aguda.
II. O ponto de McBurney localiza-se a um terço da distância entre a espinha ilíaca anterossuperior direita e a cicatriz umbilical, sendo o local clássico de máxima sensibilidade na apendicite aguda.
III. Em caso de apendicite complicada (perfurada ou com abscesso), a antibioticoterapia empírica deve cobrir bacilos Gram-negativos entéricos e anaeróbios, sendo opções válidas ampicilinasulbactam, piperacilina-tazobactam ou ceftriaxona associada a metronidazol.
IV. A leucocitose na apendicite costuma ser discreta a moderada (10.000–18.000/mm³). Valores muito elevados sugerem complicação (perfuração, abscesso).
V. A tomografia computadorizada de abdome com contraste é o exame de imagem padrão-ouro para o diagnóstico de apendicite aguda em adultos, podendo demonstrar apendicolito, espessamento parietal, borramento da gordura periapendicular e diâmetro apendicular > 6 mm.
VI. A fisiopatologia mais aceita envolve obstrução do lúmen apendicular (por fecalito, hiperplasia linfoide ou secreção mucosa), com aumento da pressão intraluminal, comprometimento venoso e, subsequentemente, isquemia arterial da parede apendicular.
I. Na abordagem inicial de um paciente com suspeita de Infarto Agudo do Miocárdio com Supradesnivelamento do segmento ST (IAMCSST), a terapia de reperfusão (angioplastia ou trombolítico) deve ser instituída o mais rápido possível.
PORQUE
II. A oclusão arterial coronariana aguda resulta em isquemia e necrose progressiva do músculo cardíaco, de modo que a restauração precoce do fluxo sanguíneo (tempo é músculo) reduz o tamanho do infarto e a mortalidade.
I. A paroníquia resulta da ruptura da barreira protetora entre a unha e a dobra ungueal (cutícula), permitindo a entrada de microrganismos no espaço úmido da fenda ungueal e predispondo a área à colonização e infecção.
II. Quando há abscesso na paroníquia e este não é drenado, a infecção pode se estender sob a unha, resultando em abscesso subungueal, que pode exigir a remoção parcial ou completa da unha para permitir drenagem adequada.
III. Crianças são propensas à paroníquia aguda devido ao hábito de roer unhas e chupar os dedos, levando à inoculação direta da flora oral, que inclui tantas bactérias aeróbias (como S. aureus, estreptococos e Eikenella corrodens) quanto anaeróbias (como Fusobacterium, Peptostreptococcus, Prevotella e Porphyromonas spp.).
IV. O panarício é uma infecção da dobra ungueal lateral que se apresenta com eritema superficial e deve ser tratado apenas com antibióticos tópicos, sem necessidade de drenagem cirúrgica.
V. A paroníquia é mais comum em mulheres do que em homens, com proporção de 3:1, sendo mulheres de meia-idade as mais afetadas, especialmente aquelas em ocupações que exigem imersão prolongada das mãos em água, como auxiliares de cozinha e bartenders.
I. O sangramento gengival dos pacientes é causado pela coagulopatia decorrente da deficiência de fatores hepáticos, além de outros mecanismos como trombocitopenia por hiperesplenismo e disfunção plaquetária.
II. A relação AST/ALT > 1 sugere etiologia alcoólica da hepatopatia, conforme o mnemônico “ToASTed”.
III. Na microscopia, a arquitetura hepática mostra padrão macronodular com nódulos > 3 cm, típico da cirrose alcoólica.
IV. A ginecomastia observada nos pacientes com cirrose etílica decorre do acúmulo sérico de estrogênios em razão da incapacidade do fígado cirrótico de metabolizá-los adequadamente.
V. A pancitopenia (leucopenia, anemia e trombocitopenia) deve-se primariamente à toxicidade direta do álcool sobre a medula óssea, sendo independente da hipertensão portal.
VI. O prolongamento do tempo de protrombina (PT = 14s) e do PTT (40s), associado à hipoalbuminemia (3,3 g/dL), reflete falência da síntese hepática.
I. A positividade da proteína 14-3-3 no líquor possui maior especificidade diagnóstica que o RT-QuIC.
II. O RT-QuIC detecta atividade de semeadura da proteína priônica patológica e apresenta especificidade superior à da proteína 14-3-3.
III. A ausência de complexos periódicos no EEG exclui fortemente o diagnóstico de sCJD.
IV. O padrão de hiperintensidade cortical (“cortical ribboning”) e dos núcleos da base em DWI constitui um dos exames complementares mais sensíveis para o diagnóstico de sCJD.
V. A elevação da proteína tau total no líquor pode ocorrer em sCJD, porém apresenta menor especificidade diagnóstica que o RT-QuIC.
1. Topiramato.
2. Valproato de sódio.
3. Carbamazepina.
4. Lamotrigina.
5. Etossuximida.
( ) Hiponatremia por síndrome da secreção inapropriada de ADH.
( ) Rash cutâneo potencialmente associado à síndrome de Stevens-Johnson.
( ) Acidose metabólica, nefrolitíase e fechamento angular agudo secundário.
( ) Tremor, ganho ponderal e teratogenicidade.
( ) Sintomas gastrointestinais e discinesias comportamentais em crianças com epilepsia de ausência.
( ) O realce pachimeníngeo difuso e liso é um dos achados mais característicos da hipotensão liquórica espontânea.
( ) Aumento volumétrico da hipófise pode ocorrer como manifestação compensatória da perda de líquor intracraniano.
( ) O descenso das tonsilas cerebelares exclui o diagnóstico de hipotensão liquórica e favorece obrigatoriamente malformação de Chiari tipo I.
( ) Coleções subdurais ou hematomas subdurais podem ocorrer em decorrência da tração exercida sobre as veias ponte.
( ) A ausência de realce pachimeníngeo exclui o diagnóstico de hipotensão liquórica espontânea.