Questões de Concurso Sobre medicina
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Uma mulher de 82 anos, previamente hipertensa, é admitida no pronto atendimento devido a quadro de hematêmese volumosa em casa. Relata episódios de melena nos últimos dois dias. Apresenta, à admissão, PA: 90 × 60 mmHg; FC: 112 bpm e hemoglobina: 7,2 g/dL. Após estabilização inicial com reposição volêmica e transfusão de hemácias, foi submetida a endoscopia digestiva alta de urgência. O exame, no entanto, foi inconclusivo devido à grande quantidade de resíduos hemáticos e alimentares gástricos. Nas horas subsequentes, a paciente apresentou novo quadro de hematêmese, com queda abrupta da pressão arterial (40 × 20 mmHg).
A conduta mais apropriada é
Um homem obeso mórbido (IMC 58 kg/m2) procurou atendimento devido a mal-estar e febre baixa associada a taquicardia há cerca de 24 horas. Refere dor epigástrica inespecífica associada a episódios de soluços e diarreia. Ao exame, não se percebem sinais de defesa abdominal ou irritação peritoneal clássicos. No entanto, o examinador observa que a espessura da parede abdominal é muito exuberante e relata dificuldades com a palpação de vísceras. Os exames laboratoriais mostram leucocitose discreta e PCR elevado. A radiografia de abdome mostra-se mal penetrada e de má qualidade para avaliação. A tomografia na unidade de saúde tem limite de peso de 150 kg (paciente atualmente com 178 kg).
Qual é a conduta mais adequada?
Homem de 60 anos apresenta icterícia progressiva há 3 semanas. Refere intenso prurido associado e colúria. Nega febre ou dor abdominal. No período, relata perda de 10 kg. Ao exame, apresenta icterícia, emagrecimento e abdome indolor à palpação. Percebe-se massa palpável no hipocôndrio direito, compatível com vesícula biliar dilatada.
A hipótese diagnóstica mais provável é
Homem de 34 anos é submetido a herniorrafia inguinal pela técnica de Lichtenstein. Evoluiu sem queixas no pós-operatório imediato. No retorno em consulta após 6 meses, relata dor do tipo queimação e sensibilidade ao toque da região inguinal direita. Refere piora ao caminhar por tempo prolongado e ao realizar a extensão do quadril e melhora da dor com a flexão da coxa sobre o abdome. Ao exame, apresenta dor à palpação do trajeto inguinal. Não há abaulamento local ou alterações da coloração da pele da região inguinal. A incisão cirúrgica apresenta-se curada.
Qual é o diagnóstico mais provável?
Um homem de 45 anos, diabético do tipo 2 de longa data, apresenta quadro clínico compatível com litíase renal. Deu entrada no pronto atendimento com dor intensa em flanco direito há uma semana, com febre diária de até 39 ºC, calafrios e perda de 5 kg nos últimos dias. Refere dor intensa que irradia para a região inguinal e quadril à direita. Apresenta como antecedentes: apendicectomia há 15 anos e alergia a anti-inflamatórios. Nega traumas ou demais sintomas previamente aos descritos. Ao exame, exibe dor à palpação profunda do abdome à direita e limitação à mobilização do quadril. O cirurgião realizou uma manobra propedêutica em que o paciente foi orientado a estender a coxa contra resistência, referindo intensa dor. Os exames laboratoriais revelam leucocitose com desvio à esquerda e PCR elevado.
O diagnóstico mais provável é
Uma mulher de 40 anos, obesa, procura o ambulatório da cirurgia geral por queixa de saliência na linha média do abdome, à qual se referiu como “estômago alto”. Refere abaulamento da região epigástrica ao levantar-se da cama ou durante esforço físico. Nega dor, náuseas, vômitos ou alterações do trânsito intestinal. Ao exame, apresenta protusão alongada e fusiforme da parede anterior do abdome, situada entre o apêndice xifoide e a cicatriz umbilical. É mais visível durante a elevação da cabeça e dos ombros na posição de decúbito dorsal horizontal. À palpação, não se percebe anel herniário, e não há conteúdo redutível nem sinais de encarceramento ou cicatrizes na região.
Qual é o diagnóstico mais provável?
Um paciente de 45 anos foi submetido, há cerca de 10 dias, a fundoplicatura laparoscópica pela técnica de Nissen devido à doença de refluxo gastroesofágico. No retorno com o cirurgião, refere disfagia para sólidos, mas mantém certa ingestão de alimentos pastosos e líquidos. Está sem outros sintomas clínicos e em bom estado geral.
Assinale a alternativa correta a respeito da melhor conduta.
Homem de 48 anos, portador de asma há 20 anos, refere piora progressiva dos sintomas respiratórios nos últimos meses, apesar do tratamento otimizado com corticoides inalatórios e medicações de resgate. Refere sintomas de pirose e regurgitação frequentes. Faz uso inibidor de bomba de prótons (IBP) em dose plena, mas refere apenas uma melhora discreta nos sintomas.
A esse respeito, assinale a alternativa correta.
Um trabalhador rural de 60 anos, natural de Sobral (CE), procura atendimento por disfagia progressiva há 4 meses. Iniciou sintomas com disfagia para sólidos e, há 4 semanas, também para líquidos. Relata odinofagia e perda ponderal de 12 kg nesse período. É etilista crônico e tabagista de 40 maços-ano. Desconhece histórico familiar de doenças do trato digestivo. A endoscopia digestiva mostrou uma área de estreitamento do terço médio do esôfago com mucosa ulcerada e friável ao toque do aparelho. Não foi possível o acesso à câmara gástrica.
Assinale a alternativa mais adequada sobre o provável diagnóstico.
Uma jovem é trazida à sala de emergência após ingestão voluntária de produto para limpeza industrial (hidróxido de sódio) em tentativa de autoextermínio. Estima-se que ela tenha ingerido 200 ml há cerca de 45 minutos. Ao exame, encontra-se agitada, com importante sialorreia, estridor e rouquidão. Relata dor retroesternal intensa. Está consciente; apresenta PA: 130 × 80 mmHg; FC: 105 bpm e saturação de oxigênio de 91% em ar ambiente.
A conduta imediata mais apropriada é
Um agricultor de 60 anos, proveniente do sul da Bahia, procura atendimento por queixa de disfagia há 1 ano. Refere início de dificuldade para ingerir sólidos, mas que atualmente tem regurgitação inclusive para líquidos. Refere perda ponderal de 15 kg no período. A endoscopia digestiva alta revelou grande quantidade de resíduos alimentares no esôfago (mesmo o paciente tendo recebido apenas dieta líquida no dia anterior). A manometria revelou achado de pressão de relaxa mento integrada (IRP) de 20 mmHg com peristaltismo ausente em todas as deglutições e ausência de pressurização panesofágica ou contrações espásticas.
Qual é a classificação do distúrbio de motilidade apresentado pelo paciente segundo a classificação de Chicago?
Um homem de 45 anos é admitido no pronto-socorro com queixa de diarreia aquosa importante, com início há aproximadamente 3 semanas. Neste período, apresentou importante perda de peso (cerca de 10 kg). Associam-se queixas de fadiga, câimbras frequentes inexplicáveis e tontura. A diarreia persiste mesmo durante o jejum e tem alto volume diário (superior a 4 litros). Nega febre, dor abdominal severa ou sangramento intestinal. Os exames laboratoriais realizados na emergência mostram hipocalemia severa (potássio séri co de 2,2 mEq/L), acidose metabólica hiperclorêmica com pH de 7,28, HCO3 de 16 mEq/L e cloro de 118 mEq/L. Há ainda redução dos níveis de magnésio e fósforo séricos. A gastrina sérica se encontra normal e não há alteração nos níveis de ácido 5-hidroxi-indolacético na urina. A tomografia de abdome revela uma lesão sólida hipervascular localizada no corpo do pâncreas com 4,2 cm de diâmetro e com associação de implantes hepáticos secundários.
Qual é o diagnóstico mais provável?
Um paciente de 82 anos apresenta disfagia de transmissão e episódios frequentes de internação hospitalar devido a pneumonia aspirativa. Encontra-se acamado devido a sequela de acidente vascular cerebral, após o qual teve implantado uma derivação ventriculoperitoneal (DVP), confeccionada há seis meses. Apresenta histórico prévio de duodenorrafia por laparotomia devido a úlcera perfurada há cerca de 20 anos. A equipe cirúrgica discute a possibilidade de realização de uma gastrostomia endoscópica percutânea (GEP).
Assinale a alternativa correta quanto à indicação desse procedimento.
Homem de 54 anos, tabagista de longa data, é admitido no pronto atendimento com dor abdominal intensa e sinais de irritação peritoneal. Tem antecedente de infarto agudo do miocárdio há 4 meses, hipertensão arterial mal controlada e insuficiência cardíaca congestiva com fração de ejeção de 25%, relatando dispneia aos esforços. O paciente é diagnosticado com apendicite aguda complicada com perfuração.
De acordo com a classificação ASA (American Society of Anesthesiologists), qual é a categoria apropriada para este paciente?