Questões de Concurso
Sobre ginecologia e obstetrícia em medicina
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Uma paciente com dezesseis anos de idade, acompanhada
da mãe, compareceu a consulta ginecológica em UBS. A mãe
relatou que a filha está com a menstruação atrasada e que, nos
últimos meses, mudou seu comportamento, tornando-se mais
introspectiva, irritada e chorando com facilidade. Questionada
sobre a possibilidade de gravidez, a mãe relatou que a filha não
mantém relações sexuais. Ao perceber o olhar assustado da
paciente, o médico sugeriu que a mãe aguardasse na recepção,
enquanto ele examinaria a paciente, que concordou com a
conduta. Após a saída da mãe, a paciente relatou que, havia
dois anos, vinha sofrendo abusos sexuais de seu padrasto, que a
ameaça constantemente, e que hoje, na data da consulta
(14/8/2021), completaram-se dois meses de amenorreia.
Associada ao tempo de amenorreia, foi apresentada queixa de
lesões corporais não pruriginosas.
Com relação a esse caso clínico, julgue o item subsequente.
No caso clínico em questão, é dever do médico realizar a
notificação à vara da infância e juventude e ao conselho
tutelar, mas o momento para realizá-la deve ser
criteriosamente estudado pela equipe de saúde.
Uma paciente com dezesseis anos de idade, acompanhada
da mãe, compareceu a consulta ginecológica em UBS. A mãe
relatou que a filha está com a menstruação atrasada e que, nos
últimos meses, mudou seu comportamento, tornando-se mais
introspectiva, irritada e chorando com facilidade. Questionada
sobre a possibilidade de gravidez, a mãe relatou que a filha não
mantém relações sexuais. Ao perceber o olhar assustado da
paciente, o médico sugeriu que a mãe aguardasse na recepção,
enquanto ele examinaria a paciente, que concordou com a
conduta. Após a saída da mãe, a paciente relatou que, havia
dois anos, vinha sofrendo abusos sexuais de seu padrasto, que a
ameaça constantemente, e que hoje, na data da consulta
(14/8/2021), completaram-se dois meses de amenorreia.
Associada ao tempo de amenorreia, foi apresentada queixa de
lesões corporais não pruriginosas.
Com relação a esse caso clínico, julgue o item subsequente.
No caso clínico em questão, o diagnóstico de sífilis primária
deve ser aventado, visto que paciente é vítima de abuso
crônico e apresenta lesões corporais não pruriginosas. Nesse
caso, o diagnóstico é feito inicialmente por um teste rápido
(TR). Se o TR for positivo (reagente), uma amostra de
sangue deverá ser coletada e encaminhada para a realização
de um teste laboratorial (não treponêmico) para confirmação
do diagnóstico.
Uma paciente com dezesseis anos de idade, acompanhada
da mãe, compareceu a consulta ginecológica em UBS. A mãe
relatou que a filha está com a menstruação atrasada e que, nos
últimos meses, mudou seu comportamento, tornando-se mais
introspectiva, irritada e chorando com facilidade. Questionada
sobre a possibilidade de gravidez, a mãe relatou que a filha não
mantém relações sexuais. Ao perceber o olhar assustado da
paciente, o médico sugeriu que a mãe aguardasse na recepção,
enquanto ele examinaria a paciente, que concordou com a
conduta. Após a saída da mãe, a paciente relatou que, havia
dois anos, vinha sofrendo abusos sexuais de seu padrasto, que a
ameaça constantemente, e que hoje, na data da consulta
(14/8/2021), completaram-se dois meses de amenorreia.
Associada ao tempo de amenorreia, foi apresentada queixa de
lesões corporais não pruriginosas.
Com relação a esse caso clínico, julgue o item subsequente.
A amenorreia, que é um sintoma de ausência de
menstruação, é dita primária quando é uma falha da
menarca; e secundária, quando a menarca já ocorreu,
devendo ser investigada quando a menstruação não ocorrer
por três meses ou quando ocorrerem menos de nove
menstruações em um ano.
No Brasil, o controle de câncer de colo uterino iniciou-se a partir do ano de 1940, por meio da citologia oncótica e da colposcopia. A neoplasia intraepitelial escamosa cervical é um termo que abrange as lesões precursoras do câncer escamoso de colo uterino, que são classificadas em graus I, II e III, segundo a Classificação de Bethesda (1988), utilizada para interpretação de citologia. Tendo em vista que essa nomenclatura foi por diversas vezes revisada, julgue o item subsequente à luz da Classificação Citológica Brasileira.
A história natural do câncer de colo do útero geralmente é
um longo período de lesões precursoras, assintomáticas,
curáveis na quase totalidade dos casos quando tratadas
adequadamente. As LSIL têm alta probabilidade de regredir,
razão por que, atualmente, não são consideradas precursoras
do câncer do colo de útero.
No Brasil, o controle de câncer de colo uterino iniciou-se a partir do ano de 1940, por meio da citologia oncótica e da colposcopia. A neoplasia intraepitelial escamosa cervical é um termo que abrange as lesões precursoras do câncer escamoso de colo uterino, que são classificadas em graus I, II e III, segundo a Classificação de Bethesda (1988), utilizada para interpretação de citologia. Tendo em vista que essa nomenclatura foi por diversas vezes revisada, julgue o item subsequente à luz da Classificação Citológica Brasileira.
A coleta de amostra para exame citológico deve iniciar-se a
partir dos vinte e cinco anos de idade para a mulher que já
teve ou tem atividade sexual, e os exames periódicos devem
seguir até os sessenta e quatro anos de idade, devendo ser
interrompidos quando essa mulher tiver pelo menos dois
exames negativos consecutivos nos últimos cinco anos.
No Brasil, o controle de câncer de colo uterino iniciou-se a partir do ano de 1940, por meio da citologia oncótica e da colposcopia. A neoplasia intraepitelial escamosa cervical é um termo que abrange as lesões precursoras do câncer escamoso de colo uterino, que são classificadas em graus I, II e III, segundo a Classificação de Bethesda (1988), utilizada para interpretação de citologia. Tendo em vista que essa nomenclatura foi por diversas vezes revisada, julgue o item subsequente à luz da Classificação Citológica Brasileira.
A vacinação contra HPV no Sistema Único de Saúde é
quadrivalente (HPV 6, 11, 16 e 18), devendo ser realizada
em esquema de três doses em meninas de nove a
dezesseis anos de idade.
No Brasil, o controle de câncer de colo uterino iniciou-se a partir do ano de 1940, por meio da citologia oncótica e da colposcopia. A neoplasia intraepitelial escamosa cervical é um termo que abrange as lesões precursoras do câncer escamoso de colo uterino, que são classificadas em graus I, II e III, segundo a Classificação de Bethesda (1988), utilizada para interpretação de citologia. Tendo em vista que essa nomenclatura foi por diversas vezes revisada, julgue o item subsequente à luz da Classificação Citológica Brasileira.
Situação hipotética: Camila, que tem trinta e dois anos de idade e que iniciou vida sexual há um ano, compareceu a uma UBS para sua primeira rotina ginecológica. Após ser submetida a coleta de material e feito o exame deste, o resultado foi o seguinte: células glandulares atípicas de significado indeterminado (AGC), possivelmente não neoplásicas.
Assertiva: Nessa situação, a paciente deve ser encaminhada
para colposcopia.
No Brasil, o controle de câncer de colo uterino iniciou-se a partir do ano de 1940, por meio da citologia oncótica e da colposcopia. A neoplasia intraepitelial escamosa cervical é um termo que abrange as lesões precursoras do câncer escamoso de colo uterino, que são classificadas em graus I, II e III, segundo a Classificação de Bethesda (1988), utilizada para interpretação de citologia. Tendo em vista que essa nomenclatura foi por diversas vezes revisada, julgue o item subsequente à luz da Classificação Citológica Brasileira.
Situação hipotética: Janaína, que tem vinte e sete anos de idade e parceiro fixo há três anos, e que refere não usar métodos de barreira, procurou UBS para realizar exame ginecológico de rotina, sem queixas, relatando que seu último exame de Papanicolau foi feito há dois anos, sem alterações. Submetida a exame, o resultado foi o seguinte: células escamosas atípicas de significado indeterminado (ASCUS), possivelmente não neoplásicas.
Assertiva: Nessa situação, a paciente deve ser orientada a
retornar em seis meses para nova coleta de material para
exame.
Tendo em vista que, atualmente, os consultórios de ginecologia estão cada vez mais repletos de pacientes com queixas de desejo sexual hipoativo (DSH) que, na maioria das vezes, não são devidamente valorizadas pelo profissional médico, julgue o item que se segue, relacionados a esse tema.
O tratamento medicamentoso com terapia androgênica é a
forma mais comum e eficaz para a resolução do DSH.
Tendo em vista que, atualmente, os consultórios de ginecologia estão cada vez mais repletos de pacientes com queixas de desejo sexual hipoativo (DSH) que, na maioria das vezes, não são devidamente valorizadas pelo profissional médico, julgue o item que se segue, relacionados a esse tema.
O diagnóstico de DSH é estabelecido a partir de uma
abordagem detalhada sobre: relação da paciente com
seu(sua) parceiro(a); medicações em uso que podem
influenciar (como anticoncepcionais e antidepressivos);
história sexual prévia (vítima de abuso, autoconhecimento e
imagem corporal).
No âmbito da saúde, a população LGBTQIA+ tem sido negligenciada, principalmente pelo desconhecimento dos profissionais de saúde sobre os cuidados específicos que os indivíduos dessa população necessitam e que diferem dos cuidados voltados às pessoas heterossexuais. Independentemente da identidade de gênero e da orientação sexual, a ginecologia é a porta de entrada da mulher no serviço de saúde, tornando-se fundamental a constante atualização dessa área médica sobre o tema.
Tendo essas informações como referência inicial, julgue o item a seguir. Nesse sentido, considere que a sigla CFM, sempre que empregada, refere-se ao Conselho Federal de Medicina.
As pacientes lésbicas não precisam ser submetidas ao exame
de Papanicolau por não terem relações sexuais com
penetração com homens. Além disso, entre essas pacientes,
as que estejam em idade fértil poderão fazer suas consultas
ginecológicas em um intervalo maior que uma vez ao ano.
No âmbito da saúde, a população LGBTQIA+ tem sido negligenciada, principalmente pelo desconhecimento dos profissionais de saúde sobre os cuidados específicos que os indivíduos dessa população necessitam e que diferem dos cuidados voltados às pessoas heterossexuais. Independentemente da identidade de gênero e da orientação sexual, a ginecologia é a porta de entrada da mulher no serviço de saúde, tornando-se fundamental a constante atualização dessa área médica sobre o tema.
Tendo essas informações como referência inicial, julgue o item a seguir. Nesse sentido, considere que a sigla CFM, sempre que empregada, refere-se ao Conselho Federal de Medicina.
Transgêneros são pessoas que não se identificam com o
gênero do nascimento e são classificadas como binárias (se
identificam com um dos gêneros – feminino ou masculino)
ou não binárias (fluidos, neutros, agêneros).
No âmbito da saúde, a população LGBTQIA+ tem sido negligenciada, principalmente pelo desconhecimento dos profissionais de saúde sobre os cuidados específicos que os indivíduos dessa população necessitam e que diferem dos cuidados voltados às pessoas heterossexuais. Independentemente da identidade de gênero e da orientação sexual, a ginecologia é a porta de entrada da mulher no serviço de saúde, tornando-se fundamental a constante atualização dessa área médica sobre o tema.
Tendo essas informações como referência inicial, julgue o item a seguir. Nesse sentido, considere que a sigla CFM, sempre que empregada, refere-se ao Conselho Federal de Medicina.
Identidade de gênero é como a pessoa se entende (se
identifica como homem ou mulher), enquanto orientação
sexual está relacionada à atração.
Uma menina com cinco anos de idade, hígida, ativa e com
desenvolvimento neuropsicomotor adequado para idade, faz
acompanhamento regular na UBS próxima à sua residência
conforme orientação do médico de família. Certo dia, essa
menina estava andando de bicicleta com seu irmão mais velho, de
dez anos de idade, o qual realizou uma freada brusca que não
impediu a colisão da bicicleta contra um veículo estacionado.
Isso fez que a menina colidisse com o quadro da bicicleta. A mãe
dela, prontamente levou-a ao pronto-socorro mais próximo, pois
a menina chorava muito e queixava-se de intensa dor genital e
abdominal. Na admissão hospitalar, a criança estava com fácies
de dor, em regular estado geral, taquicárdica, hipotensa e com
extenso hematoma na região perineal.
A respeito desse caso clínico, julgue o próximo item.
Lesões como a descrita no caso clínico em questão não
afetam o futuro reprodutivo da paciente na idade fértil, assim
como não comprometem o sistema urinário futuramente.
Uma menina com cinco anos de idade, hígida, ativa e com
desenvolvimento neuropsicomotor adequado para idade, faz
acompanhamento regular na UBS próxima à sua residência
conforme orientação do médico de família. Certo dia, essa
menina estava andando de bicicleta com seu irmão mais velho, de
dez anos de idade, o qual realizou uma freada brusca que não
impediu a colisão da bicicleta contra um veículo estacionado.
Isso fez que a menina colidisse com o quadro da bicicleta. A mãe
dela, prontamente levou-a ao pronto-socorro mais próximo, pois
a menina chorava muito e queixava-se de intensa dor genital e
abdominal. Na admissão hospitalar, a criança estava com fácies
de dor, em regular estado geral, taquicárdica, hipotensa e com
extenso hematoma na região perineal.
A respeito desse caso clínico, julgue o próximo item.
Nesse caso clínico, a despeito do relato da mãe sobre o
ocorrido, a equipe médica deve investigar a possibilidade de
ocorrência de abuso sexual.
Uma menina com cinco anos de idade, hígida, ativa e com
desenvolvimento neuropsicomotor adequado para idade, faz
acompanhamento regular na UBS próxima à sua residência
conforme orientação do médico de família. Certo dia, essa
menina estava andando de bicicleta com seu irmão mais velho, de
dez anos de idade, o qual realizou uma freada brusca que não
impediu a colisão da bicicleta contra um veículo estacionado.
Isso fez que a menina colidisse com o quadro da bicicleta. A mãe
dela, prontamente levou-a ao pronto-socorro mais próximo, pois
a menina chorava muito e queixava-se de intensa dor genital e
abdominal. Na admissão hospitalar, a criança estava com fácies
de dor, em regular estado geral, taquicárdica, hipotensa e com
extenso hematoma na região perineal.
A respeito desse caso clínico, julgue o próximo item.
O hematoma na região perineal deveu-se a trauma em
músculo pubococcígeo, que tem sua irrigação decorrente das
artérias retal média e pudenda, que é ramo direto da artéria
uterina.
Uma menina com cinco anos de idade, hígida, ativa e com
desenvolvimento neuropsicomotor adequado para idade, faz
acompanhamento regular na UBS próxima à sua residência
conforme orientação do médico de família. Certo dia, essa
menina estava andando de bicicleta com seu irmão mais velho, de
dez anos de idade, o qual realizou uma freada brusca que não
impediu a colisão da bicicleta contra um veículo estacionado.
Isso fez que a menina colidisse com o quadro da bicicleta. A mãe
dela, prontamente levou-a ao pronto-socorro mais próximo, pois
a menina chorava muito e queixava-se de intensa dor genital e
abdominal. Na admissão hospitalar, a criança estava com fácies
de dor, em regular estado geral, taquicárdica, hipotensa e com
extenso hematoma na região perineal.
A respeito desse caso clínico, julgue o próximo item.
A paciente deve ser mantida com sonda e submetida a exame
de imagem (tomografia computadorizada de pelve) para
possível avaliação de danos a órgãos internos.
Uma menina com cinco anos de idade, hígida, ativa e com
desenvolvimento neuropsicomotor adequado para idade, faz
acompanhamento regular na UBS próxima à sua residência
conforme orientação do médico de família. Certo dia, essa
menina estava andando de bicicleta com seu irmão mais velho, de
dez anos de idade, o qual realizou uma freada brusca que não
impediu a colisão da bicicleta contra um veículo estacionado.
Isso fez que a menina colidisse com o quadro da bicicleta. A mãe
dela, prontamente levou-a ao pronto-socorro mais próximo, pois
a menina chorava muito e queixava-se de intensa dor genital e
abdominal. Na admissão hospitalar, a criança estava com fácies
de dor, em regular estado geral, taquicárdica, hipotensa e com
extenso hematoma na região perineal.
A respeito desse caso clínico, julgue o próximo item.
Por se tratar de uma lesão a cavaleiro, deve-se adotar o
tratamento expectante, com bolsa de gelo na região perineal,
e reavaliação em 24 h.
Tendo em vista que leiomiomas uterinos são tumores originados de células musculares lisas do miométrio, e que, apesar de constituírem patologias benignas, são uma causa comum de morbidade em mulheres em idade reprodutiva, julgue o item que se segue, relacionados a esses tumores.
A miomectomia é considerada o tratamento definitivo para
leiomiomas uterinos, pois elimina os sintomas e a chance de
problemas futuros.
Tendo em vista que leiomiomas uterinos são tumores originados de células musculares lisas do miométrio, e que, apesar de constituírem patologias benignas, são uma causa comum de morbidade em mulheres em idade reprodutiva, julgue o item que se segue, relacionados a esses tumores.
No tratamento de leiomiomas uterinos, quando for indicada
histerectomia, o procedimento poderá ser realizado por via
abdominal, via vaginal ou via laparoscópica, sendo a via
laparoscópica a preferencial.