Questões de Concurso
Sobre ginecologia e obstetrícia em medicina
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Pacientes gestantes com diagnóstico de SAF que nunca tiveram qualquer evento tromboembólico devem obrigatoriamente receber anticoagulação em dose profilática durante toda a gestação e o puerpério. A via de parto é obstétrica, e o anticoagulante deve ser suspenso 24 h antes do parto.
A investigação laboratorial de trombofilias pode ser realizada durante o período gestacional, se necessário, com exceção da pesquisa de deficiência de proteína S.
A hiper-homocisteinemia é uma trombofilia genética, mas que pode também ser adquirida por deficiência nutricional de nutrientes como folato, piridoxina e cobalamina.
Nesse caso clínico, o descolamento prematuro de placenta pode ter decorrido de uma trombofilia, o que também justificaria os abortamentos de repetição.
Alterações anatômicas como anomalias congênitas, miomas, útero retrovertido, sinequias e pólipos endometriais podem ser a causa do abortamento de repetição.
A paciente não apresenta indicação de investigação de abortamento habitual, uma vez que, apesar do histórico de quatro abortamentos, ela teve uma gestação viável.
O acompanhamento da paciente no caso da adoção de conduta expectante para se avaliar o sucesso deve ser feito por meio de dosagens seriadas de beta-HCG.
Considerando a hipótese de abortamento em curso e que a paciente se encontre estável hemodinamicamente, com sangramento vaginal controlado e sem sinais de infecção, pode ser adotada conduta expectante.
A respeito desse caso clínico, julgue o item a seguir.
Se, em uma nova ecografia, não se visualizar embrião/saco
gestacional dentro do útero e a espessura endometrial for de
14 mm, então será indicada realização de esvaziamento
uterino (com AMIU ou curetagem).
O sinal de Piskacek, considerado um sinal de probabilidade gestacional que pode ser percebido por meio da palpação do fundo uterino, pode ser descrito como uma assimetria uterina que é resultante da implantação ovular e que gera um abaulamento do útero.
Alterações cutâneas na pele da gestante, como cloasma e linha nigra, são sinais de probabilidade de gestação.
Sintomas de presunção, como, por exemplo, náuseas, vômitos, alterações no volume da mama, polaciúria, constipação e lombalgia, são inespecíficos e devem ser sempre colocados no contexto da paciente, após correta anamnese de antecedentes ginecológicos/obstétricos, histórico sexual e comorbidades.
O sinal de Nobile-Budin, que é a percepção, por meio do toque vaginal, do preenchimento do fundo de saco vaginal pelo útero, é um sinal de probabilidade da gestação.
Os sinais e sintomas de gravidez são classificados em três grupos: de presunção, de probabilidade e de certeza. Acerca desses achados, julgue o seguinte item.
A percepção de movimentos fetais e de partes fetais pelo
examinador, identificada normalmente a partir de
24 semanas de gestação, é um sinal de certeza de gravidez.
Considere que uma paciente tenha iniciado quadro de hipertensão arterial após a 20.ª semana de gestação e apresente, ainda, início de trombocitopenia, com aumento de transaminases como únicas outras alterações. Nesse caso, o correto diagnóstico é de hipertensão gestacional, e não de pré-eclâmpsia, já que a paciente não tem proteinúria significativa.
São fatores de risco para pré-eclâmpsia: nuliparidade, idade acima de 40 anos (para gestantes nulíparas), gestação múltipla e diabetes melito preexistente.
Caso uma paciente hipertensa crônica comece a necessitar, após 20 semanas de gestação, de um incremento das suas doses terapêuticas anti-hipertensivas iniciais ou da associação de anti-hipertensivos, o seu correto diagnóstico será de pré-eclâmpsia sobreposta à hipertensão arterial crônica, mesmo na ausência de proteinúria.
Creatinina sérica acima de 1,2 mg/dL e oligúria com diurese abaixo de 500 mL/24 h são sinais de gravidade na préeclâmpsia.
Obesidade ou índice de massa corporal acima de 30 kg/m², hipertensão crônica, diabetes melito e algumas doenças autoimunes podem ser considerados fatores de risco para pré-eclâmpsia.
Considere uma cardiotocografia reativa e sem alterações em gestação a termo sem intercorrências, com movimentação respiratória, corporal e tônus adequado, mas com líquido amniótico (ILA) reduzido a um score de PBF de 8/10, o que sugere asfixia crônica compensada. Nesse caso, é recomendável indicar o parto, já que o feto está a termo.