Questões de Concurso Comentadas sobre ginecologia e obstetrícia em medicina

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Q3791873 Medicina
Uma gestante de 30 semanas, previamente normoglicêmica, apresenta valores alterados no TOTG 75g: jejum 94 mg/dL, 1h 181 mg/dL e 2h 152 mg/dL. Após três semanas de dieta e atividade física, mantém glicemias pós-prandiais persistentemente acima de 140 mg/dL. Segundo recomendações atuais, a melhor conduta é:
Alternativas
Q3791872 Medicina
Uma paciente de 24 anos chega ao pronto atendimento com dor pélvica súbita, intensa, acompanhada de náuseas. Ultrassom mostra ovário aumentado com múltiplos folículos periféricos e ausência de fluxo venoso detectável ao Doppler. Contudo, há fluxo arterial preservado. A melhor interpretação é:
Alternativas
Q3791871 Medicina
Durante uma histerectomia abdominal por miomatose volumosa, ocorre sangramento moderado na dissecção lateral do útero. A residente identifica estrutura tubular que cruza superiormente a artéria uterina, mas com trajeto mais lateral do que o habitual. Considerando variações anatômicas reconhecidas, a estrutura identificada é mais provavelmente:
Alternativas
Q3791870 Medicina
Uma paciente G2P1, 39 semanas, apresenta-se com queixa de redução da movimentação fetal nas últimas 12 horas. O cardiotocograma mostra variabilidade mínima persistente, ausência de acelerações e presença de duas desacelerações tardias em 30 minutos. O líquido amniótico é claro. Considerando o valor preditivo do exame e o risco fetal, a conduta mais apropriada é:
Alternativas
Q3791869 Medicina
Uma mulher de 29 anos apresenta sangramento uterino anormal persistente. A histeroscopia diagnóstica mostra endométrio difusamente espessado, com áreas focais de glândulas dilatadas, mas sem atipias. O laudo descreve padrão proliferativo persistente e ausência de ovulação nas últimas avaliações hormonais. Considerando as diretrizes atuais para manejo do sangramento anovulatório crônico, a conduta inicial mais adequada é:
Alternativas
Q3791868 Medicina
Durante o pré-natal, uma gestante de 36 semanas com histórico de três perdas gestacionais demonstra intensa ansiedade e exige a realização de cesariana eletiva imediata, mesmo sem indicação clínica. Após clara explicação dos riscos e ausência de benefício comprovado, ela persiste na solicitação e ameaça mudar de serviço caso o pedido não seja atendido. Segundo os princípios da relação médico-paciente, a conduta mais adequada é:
Alternativas
Q3791867 Medicina
Uma paciente de 47 anos apresenta dor pélvica crônica há 11 meses, pior nos últimos 3 ciclos menstruais. Traz ultrassonografias seriadas sem alterações estruturais relevantes. Durante a anamnese ampliada, relata história de abuso sexual na adolescência e evitação de contato físico. No exame físico, mostra hipersensibilidade difusa ao toque superficial e incapacidade de relaxamento ao tentar o toque vaginal. Considerando a integração entre história clínica e exame físico, a avaliação mais adequada para direcionar o diagnóstico é:
Alternativas
Q3791862 Medicina
A Lei 8.080/1990 estabelece fundamentos centrais da organização do SUS, muitos dos quais orientam a vigilância, assistência e políticas materno-infantis. À luz dessa lei, assinale a alternativa correta quanto às responsabilidades do SUS no âmbito da saúde da mulher.
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Q3789825 Medicina
Uma paciente feminina de 58 anos, histórico de menopausa aos 50 anos, sem antecedentes urológicos ou ginecológicos, comparece à consulta queixando-se de infecções urinárias de repetição. Apresentou 3 episódios nos últimos 4 meses, tendo sido tratada com múltiplos antimicrobianos. No último episódio, há 3 semanas, refere cultura positiva para Klebsiella pneumoniae, com tratamento guiado por antibiograma, estando assintomática no momento.
Ao exame físico, você observa um introito vaginal pouco estreitado, com mucosa pálida e friável. Não há presença de distopia genital e a paciente não refere queixas de incontinência urinária. Já se encontra em reposição hormonal com implante subdérmico (chip) de gestrinona. Diante do exposto, qual a melhor conduta, dentre as alternativas abaixo, para a paciente no momento?
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Q3789648 Medicina
Paciente de 25 anos, sem comorbidades, gestante de 8 semanas, na sua primeira consulta de prénatal relata ao seu obstetra estar preocupada com o risco de hipertensão gestacional, visto que sua mãe teve pré-eclâmpsia na gravidez de sua irmã. Para melhor avaliar o risco de desenvolvimento de pré-eclâmpsia durante a gravidez, seu obstetra utiliza uma combinação de parâmetros maternos, segundo o modelo de predição de desenvolvimento de pré-eclâmpsia da Fetal Medicine Foundation (FMF) e, após análise dos exames colhidos na 12ª semana de gravidez, opta por prescrever AAS, início imediato, devendo ela manter a medicação até 36 semanas. Sobre o algoritmo proposto pela FMF, referendado pela Federação Internacional de Ginecologia e Obstetrícia (FIGO), inclusive para uso no Brasil, podemos afirmar que:
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Q3789646 Medicina
São causas possíveis de polidrâmnio, EXCETO:
Alternativas
Q3789644 Medicina
Anomalias cromossômicas ocorrem em 0,1% a 0,2% dos nascidos vivos, sendo a aneuploidia clinicamente significativa mais comum entre os recém-nascidos vivos a síndrome de Down (trissomia 21). Os marcadores ultrassonográficos de aneuploidia fetal podem indicar um risco aumentado, mas não são diagnósticos por si só, pois também podem aparecer em fetos saudáveis. Frente a cálculo de risco aumentado, pode ser discutido com a gestante a possibilidade de testes mais específicos ou invasivos, como por exemplo cariótipo fetal em amostra de líquido amniótico. As alternativas abaixo indicam marcadores ultrassonográficos de aneuploidia fetal observados no primeiro trimestre de gravidez, EXCETO:
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Q3789643 Medicina
Considerando o consenso da International Association of Diabetes in Pregnancy Study Group (IADPSG), referendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), dentro de uma situação de viabilidade financeira e disponibilidade técnica total, para diagnóstico adequado das alterações glicêmicas durante a gravidez, assinale a alternativa INCORRETA:
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Q3789642 Medicina
Mulher de 27 anos, primigesta nulípara procurou a maternidade com gravidez de 39 semanas e bolsa rota há 3 horas. Sinais vitais sem alterações. Ao exame físico apresentava altura uterina de 35 cm, feto único, batimentos cardíacos fetais de 148/min, colo dilatado para 2,0 cm, 50% esvaecido, apresentação cefálica no plano 0 de De Lee, escoamento espontâneo de líquido amniótico claro com grumos grossos pela vagina. Optou-se por indução de parto que teve sucesso, com parto normal, recém-nascido do sexo feminino, peso 3120 g, Apgar 8 e 10 respectivamente no primeiro e no quinto minutos, dequitação espontânea. Teve alta após 3 dias, sem queixas. No sétimo dia de pós-parto apresentou sangramento vaginal importante e retornou ao hospital. Estava com mucosas descoradas, PA de 90X60 mmHg, pulso 100 bpm, útero 3,0 cm abaixo da cicatriz umbilical, colo dilatado para 3,0 cm, sangramento vaginal ativo em moderada quantidade. Qual o mais provável diagnóstico e qual a melhor conduta?
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Q3789641 Medicina
Paciente de 21 anos descobre gravidez após procurar PS de ginecologia referindo aumento do volume abdominal e atraso menstrual de aproximadamente 4 meses. Ciclos sempre irregulares, sem método contraceptivo, vida sexual ativa. Nega acompanhamento ginecológico nos últimos 3 anos, desde que teve um abortamento, ocorrido com 9 semanas de gestação e sem necessidade de curetagem. Ao exame apresenta abdome gravídico, compatível com 22 semanas de gravidez, BCF 144bpm. Foram solicitados exames de rotina e encaminhado a paciente para consulta de prénatal. Na consulta ela traz os exames realizados, sorologias negativas, tipagem sanguínea O Rh negativo, Coombs indireto positivo, anti-D com titulação 1:8, demais exames laboratoriais sem alterações significativas. Realiza USG morfológico que confirma gestação de aproximadamente 22 semanas, morfológico normal, cujo doppler fetal mostra aumento da velocidade do pico sistólico da artéria cerebral média (1,7 MoM), sem outras alterações. A principal hipótese diagnóstica e a conduta neste caso seria:
Alternativas
Q3789639 Medicina
A cirurgia fetal antenatal para correção de espinha bífida (meningomielocele fetal) é considerada atualmente o padrão ouro para tratamento da doença. Sabe-se que ela pode não só dobrar as chances do acometido deambular sem auxílio de aparelhos, como também reduzir a necessidade de colocação de válvula de derivação ventrículo peritoneal para tratamento de hidrocefalia em mais de 50% dos casos, assim como melhorar o prognóstico urológico e intestinal, quando comparada ao tratamento pós-natal neurocirúrgico convencional. Sobre a cirurgia fetal pela técnica SAFER (Skin-overbiocellulose for Antenatal FEtoscopic Repair) para correção de meningomielocele, assinale a alternativa CORRETA:
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Q3789636 Medicina
Paciente de 25 anos, previamente sem queixas ginecológicas, procura o PS de Ginecologia com quadro de dor em baixo-ventre de forte intensidade associada à febre nos últimos 3 dias. Vida sexual ativa, sem método contraceptivo no momento. Na admissão apresentava-se normotensa, temperatura axilar de 38,5 °C, frequência cardíaca de 100 bpm. No exame físico tinha descompressão brusca abdominal dolorosa, dor à mobilização de colo uterino ao toque bimanual e à palpação de fundo de saco de Douglas, além de cervicite mucopurulenta no exame especular. Presença de leucocitose com desvio à esquerda e aumento de 5 vezes o valor de referência laboratorial para PCR. USG transvaginal mostrava imagens anexiais bilaterais, 7 cm à direita e 9 cm à esquerda, com conteúdo heterogêneo e debris no seu interior, sem fluxo vascular ao doppler, com moderada quantidade de líquido livre na cavidade pélvica. Qual a principal hipótese diagnóstica e a melhor conduta nesse caso?
Alternativas
Q3789635 Medicina
Nuligesta, 32 anos com dor pélvica cíclica limitante, associada à dispareunia de profundidade, tentando engravidar há 2 anos sem sucesso. Investigação de infertilidade do parceiro sem alterações. Relata presença de sangue nas fezes no período menstrual nos últimos 6 meses. Procurou o ginecologista que solicitou USG transvaginal com preparo intestinal para pesquisa de endometriose que mostrou sinais de endometriose profunda em compartimento posterior da pelve. Fez colonoscopia evidenciando lesão sugestiva de endometriose intestinal a 12 cm da borda anal, comprometendo ao redor de 20% da luz da alça, com extensão de 2,0 cm no maior diâmetro. Biópsia da lesão confirmou presença de células endometriais na amostra avaliada. Dosagens hormonais dentro da normalidade, sugerindo manutenção da ovulação. A melhor conduta no caso seria:
Alternativas
Q3789633 Medicina
O câncer de colo do útero é o segundo mais frequente em mulheres que vivem em regiões em desenvolvimento. Como prevenção, a Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda a prática sexual segura, incluindo educação para jovens e promoção do uso e fornecimento de preservativos para pessoas que já iniciaram atividade sexual. Contudo, a prevenção mais eficaz e eficiente – indicada pela OMS – é a vacinação contra o HPV. Segundo a recomendação do Programa Nacional de Imunizações, deve-se vacinar os seguintes grupos, EXCETO:
Alternativas
Q3789632 Medicina
Paciente com queixa de corrimento vaginal de odor fétido, que piora durante a menstruação. Ao exame observado corrimento abundante, branco acinzentado e com pequenas bolhas. Após adição de KOH a 10% sobre uma gota do conteúdo vaginal notou-se odor semelhante a peixe cru. Qual o provável agente etiológico?
Alternativas
Respostas
381: D
382: A
383: B
384: D
385: C
386: C
387: A
388: B
389: B
390: D
391: A
392: D
393: E
394: C
395: B
396: D
397: A
398: C
399: E
400: C