Questões de Concurso
Sobre doenças do colágeno em medicina
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I - Dosagem de complemento: as glomerulonefrites podem ser classificadas em normo ou complementêmicas.
II - Pesquisa de anticorpos antiestreptocócicos (suspeita de glomerulonefrite pós-estreptocócica).
III - FAN e anti-DNA para investigação de lúpus eritematoso sistêmico.
IV - ANCA (especialmente em casos de glomerulonefrite normocomplementêmica).
V - Pesquisa de anticorpo anti-MBG (principalmente quando a imunofluorescência apresentar um padrão linear de depósito).
VI - Pesquisa de crioglobulinas; sorologias para HIV, hepatites B e C; hemoculturas e ecocardiograma (suspeita de endocardite ou nefropatia do shunt).
I - A glomerulonefrite (GN) é a causa mais frequente do uso de doses elevadas de corticosteroides (CE) e imunossupressores, a condição que mais requer internação hospitalar e o principal fator relacionado ao aumento da mortalidade. A progressão para insuficiência renal crônica terminal ou, mais modernamente, doença renal crônica estabelecida (DRCe), definida por taxa de filtração glomerular (TFG) ≤15 mL/minuto, com necessidade de terapia renal substitutiva, ocorre em 10% a 30% dos pacientes, principalmente nos que apresentam glomerulonefrite proliferativa (GNP).
II - O envolvimento renal no LES (lúpus eritematoso sistêmico) ocorre clinicamente em cerca de 60% dos pacientes e pode determinar alterações tubulares, intersticiais, vasculares e glomerulares. No entanto, é o envolvimento desse último compartimento que determina a maior parte dos sinais e sintomas da nefrite lúpica (NL).
III - A semelhança das manifestações em outros sistemas, a NL também apresenta graus distintos de gravidade, com períodos de atividade e remissão, que determinam a escolha dos agentes terapêuticos a serem empregados (B). Na prática clínica, nem sempre é possível fazer a biópsia renal, embora esse seja um procedimento relativamente simples quando feito por profissionais experientes.
IV - A biópsia permite o reconhecimento de marcadores diagnósticos e prognósticos que podem influenciar a escolha terapêutica. Para os pacientes não submetidos à biópsia renal, e para todos ao longo da evolução, usam-se marcadores clínicos e laboratoriais que auxiliam a caracterizar a gravidade e atividade da GN (B) e orientam o uso dos agentes imunomoduladores e/ou imunossupressores.
A conduta a ser adotada neste momento é
O envolvimento cardíaco, como miocardite na doença de Kawasaki, ocorre em 25% dos casos, sendo a presença de aneurismas coronarianos de 50% nas crianças não tratadas.
Acerca dos cuidados gerais com o paciente em medicina interna, julgue o item subsequente.
O cuidado em relação à artrite reativa, após infecção
bacteriana geniturinária, é a imediata terapêutica
antimicrobiana para gram-negativo, pois se trata de quadro
grave que não pode aguardar a punção do líquido sinovial
com cultura e antibiograma.
Julgue o próximo item, relativo a doenças infecciosas e terapia antibiótica.
No tratamento da artrite bacteriana não gonocócica, o uso
empírico de penicilina G cristalina proporciona uma
cobertura adequada para a maioria das infecções adquiridas
na comunidade por adultos, quando os esfregaços não
mostram a presença de microrganismos.