Questões de Concurso
Comentadas sobre dermatologia em medicina
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A dermatite de contato é uma resposta de reação de hipersensibilidade retardada do tipo
Caso um paciente apresente, após o uso de dipirona, lesões cutâneas eritematosas e edematosas, agrupadas, lenticulares, associadas a prurido intenso e acompanhadas de hipotensão arterial sistêmica, sibilância e cianose, a primeira conduta médica deve ser a administração de corticoide por via sistêmica para a resolução imediata do quadro.
Na tinea capitis, a lesão única e grande com tonsura é tipicamente causada por Trichophyton.
A síndrome de Graham-Little-Piccardi-Lassem é definida como a presença de líquen plano pilar na pele ou no couro cabeludo, líquen plano típico na pele ou na mucosa e alopecia cicatricial multifocal.
Melanoníquias têm como causa desde alterações fisiológicas até neoplasias malignas. O acometimento de uma única unha, uma faixa marrom ou preta maior que 3 mm, e um derrame de pigmento periungueal são fatores que favorecem a decisão de realizar biópsia.
A fotoferese extracorpórea consiste em uma imunoterapia em que há exposição extracorpórea de leucócitos periféricos patogênicos ao 8-MOP e à radiação UVA. Suas principais indicações são a doença enxerto versus hospedeiro, linfoma T tipo Sezary e prevenção de rejeição de órgãos sólidos. Entre suas vantagens está a necessidade de poucas sessões e a baixa incidência de efeitos colaterais.
Apesar de o ressecamento cutâneo associado ao prurido ser um dos efeitos colaterais da fototerapia UVB, ela tem entre suas indicações o manejo do prurido do eczema atópico, do de causa renal e do secundário à policitemia vera e aos linfomas cutâneos.
A fototerapia tópica é uma opção que não causa efeitos colaterais sistêmicos. Ela é feita com uso de psoralenos, em gel ou solução, de 20 a 30 minutos antes da radiação UVA.
A avaliação laboratorial anterior ao início do tratamento deve incluir avaliação hepática, fator antinuclear (FAN) e hemograma completo.
Pelo risco de alterações oftalmológicas, além da orientação sobre o uso de óculos durante e após as sessões por um período mínimo de 8 horas, deve-se fazer exame oftalmológico antes do início do tratamento e semestralmente durante a terapêutica.
O eritema causado pela radiação UVA é mais precoce do que o causado pela UVB e pode ser acompanhado de sintomas sistêmicos, como febre, cefaleia e tonturas.
História prévia de melanoma, xeroderma pigmentoso, síndrome de Gorlin, síndrome do nevus displásico e lupus eritematoso sistêmico são contraindicações absolutas para a PUVA.
Caso o paciente evolua com eritema e bolhas após sessão de fototerapia UVB, a conduta adequada é suspender o tratamento até a completa recuperação e depois reiniciar com a metade da dose da última irradiação.
No longo prazo, a terapia com UVB eleva o risco relativo de desenvolver carcinoma espinocelular, risco que se mantém elevado por décadas após o tratamento.
O principal risco da fototerapia UVB no curto prazo é a fototoxicidade, sendo necessária supervisão médica e uso de protetor solar nas áreas expostas antes e depois das sessões. Para não interferir no tratamento, banhos de sol são permitidos apenas nos dias de intervalo, já que exposições adicionas nos dias das sessões podem levar a queimaduras.