Questões de Concurso
Sobre cardiologia e alterações vasculares em medicina
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A imagem abaixo trata de fluxograma geral de atendimento do paciente com dor torácica.

Fonte: Sociedade Brasileira de Cardiologia
Considerando o tratamento inicial da síndrome coronariana aguda pode-se afirmar:
I- A abordagem do paciente inicia-se pela rápida avaliação das características da dor torácica e de outros sintomas concomitantes, pelo exame físico e pela imediata realização do ECG (em 5-10min após a chegada ao hospital).
II- Se o paciente estiver em vigência de dor e o ECG evidenciar supradesnível do segmento ST deve-se iniciar imediatamente um dos processos de recanalização coronariana: trombolítico ou angioplastia primária.
III- Se o ECG não evidenciar supradesnível do segmento ST mas apresentar alguma alteração compatível com isquemia miocárdica, iniciamos o tratamento anti-isquêmico usual e estratificamos o risco de complicações, que orientará o tratamento adequado a seguir.
IV- Se o ECG for normal ou inespecífico, mas a dor torácica for sugestiva ou suspeita de isquemia miocárdica, o tratamento anti-isquêmico pode ser iniciado ou então protelado (principalmente se a dor não mais estiver presente na admissão), mas o uso de aspirina está indicado.
Portanto, estão CORRETAS
A respeito da dissecção aguda da aorta, afecção cardiovascular frequentemente associada à hipertensão arterial sistêmica, julgue o item subsequente.
No caso de pacientes jovens com dissecção aguda da aorta,
deve-se iniciar o tratamento clínico com a redução imediata
da pressão arterial sistólica para valores não inferiores
a 150 mmHg, por meio de agentes redutores da pós-carga
de trabalho do coração, associada à administração de fármacos
de efeito inotrópico positivo. Essas ações farmacológicas
combinadas reduzem a tensão de cisalhamento aórtico e,
por conseguinte, ajudam na proteção vascular contra
a ruptura aórtica.
A respeito da dissecção aguda da aorta, afecção cardiovascular frequentemente associada à hipertensão arterial sistêmica, julgue o item subsequente.
As complicações clínicas associadas a essa moléstia aórtica incluem infarto do miocárdio, isquemia dos membros inferiores, acidente vascular cerebral, paraplegia, insuficiência renal aguda, infarto mesentérico, insuficiência aórtica, hemotórax e tamponamento cardíaco.