Questões de Concurso Comentadas sobre cardiologia e alterações vasculares em medicina

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Q3827735 Medicina

Um homem de 69 anos, com diabetes mellitus tipo 2, hipertensão e doença arterial coronariana, comparece para avaliação pré-operatória antes de uma colecistectomia laparoscópica.


Ele realizou intervenção coronária percutânea na artéria descendente anterior proximal há 3 anos, devido a um infarto sem supradesnivelamento do segmento ST. Consegue subir dois lances de escada sem sintomas e nada todo final de semana. Nega angina ou sintomas de insuficiência cardíaca, mas apresenta limitação por dor crônica no joelho. A pressão arterial é 118 × 70 mmHg, frequência cardíaca 72 bpm, mede 1,70 m e pesa 82 kg. O exame físico é normal. Usa diariamente insulina glargina 20 U, losartana 50 mg, metoprolol succinato 50 mg, aspirina 81 mg, atorvastatina 40 mg, clortalidona 25 mg e potássio. Os exames laboratoriais mostram HbA1c 8,1, creatinina 1,8 mg/dL e hemograma normal. O eletrocardiograma mostra ritmo sinusal a 70 bpm, sem evidência de isquemia ou infarto.


Assinale a alternativa que apresenta a melhora conduta para esse caso.

Alternativas
Q3827734 Medicina
Qual das seguintes alterações é fortemente associada ao uso de cocaína?
Alternativas
Q3827733 Medicina

Um homem de 57 anos chega a um hospital de uma pequena cidade sem capacidade de angioplastia com um infarto agudo do miocárdio com supradesnivelamento do segmento ST anterior. Por causa de uma tempestade, o transporte aéreo não é possível, e o hospital com hemodinâmica mais próximo fica a 250 quilômetros. Ele recebe um agente trombolítico com reperfusão bem-sucedida, com resolução da dor torácica e normalização dos segmentos ST. Dois dias depois, ele relata dor torácica ao caminhar até o banheiro.


Qual das seguintes estratégias é mais apropriada para esse paciente?

Alternativas
Q3827732 Medicina

Mulher de 64 anos, hipertensa e com síndrome metabólica, apresenta dor torácica típica aos esforços.


Exames realizados:



•  ECG repouso: normal.


•  Teste ergométrico: infradesnivelamento de ST em esforço moderado.


•  Cintilografia de perfusão: defeito reversível leve em parede anterior.


•  AngioTC coronária: coronárias sem placas obstrutivas.


•  Cateterismo cardíaco subsequente: ausência de estenoses epicárdicas significativas.



Apesar disso, mantém dor torácica limitante durante atividades habituais.


Qual é o melhor próximo passo diagnóstico segundo as diretrizes mais atuais?

Alternativas
Q3827731 Medicina

Homem de 58 anos, previamente saudável, apresenta dispneia progressiva, edema de membros inferiores e ascite há 4 meses. Não há história de cirurgia cardíaca, tuberculose ou radioterapia. Ao exame físico: pressão jugular elevada com sinal de Kussmaul positivo; bulhas normofonéticas; edema importante de membros inferiores; sem sopros significativos.


Demais exames:



•  ECG: baixo voltagem difusa.


•  Rx tórax: coração de tamanho normal.


•  Ecocardiograma:

Pericárdio discretamente espessado.

Septo interventricular com movimento paradoxal (“septal bounce”).

Veia cava inferior dilatada.

Função sistólica preservada.

Velocidade de fluxo mitral E’ medial > E’ lateral.

Pressões pulmonares normais.


•  Cateterismo cardíaco (hemodinâmica):

Pressões diastólicas iguais entre VE e VD (“equalização”).

Curva de enchimento em “raiz quadrada” (dip-and-plateau).

Pressão de artéria pulmonar normal.



Qual é o diagnóstico mais provável?

Alternativas
Q3827729 Medicina
Para qual dos seguintes pacientes a cintilografia miocárdica de perfusão com estresse farmacológico com vasodilatador, realizada antes da alta hospitalar, é mais apropriada?
Alternativas
Q3827728 Medicina

Uma mulher de 45 anos, com histórico de hipertensão e diabetes tipo 2, chega ao pronto-socorro com 3 horas de dor torácica intensa e persistente. Seus sinais vitais iniciais são: pressão arterial 85 × 60 mmHg; frequência cardíaca 110 bpm; frequência respiratória 25 irpm; e saturação de O2 de 95% em 4 L de O2 suplementar. Ao exame físico, ela está pálida e diaforética. À ausculta, apresenta ritmo taquicárdico regular, galope de S3 e estertores bibasais. A pressão venosa jugular está em 14 cm H2O. As extremidades estão frias e pegajosas. Um cateter urinário é inserido e, após 1 hora, não há diurese. O eletrocardiograma mostra depressões do segmento ST nas precordiais, sem elevação do ST.


Qual é a classificação de Killip desta paciente?

Alternativas
Q3827727 Medicina

Mulher, 67 anos, hipertensa e diabética, apresenta-se ao pronto-socorro com dor torácica em aperto, iniciada em repouso há 1h 30min, com duração de 20 minutos, associada a sudorese fria. Ela relata episódios semelhantes nos últimos 3 dias, sempre em repouso, mas de menor intensidade.


No atendimento:


•  PA: 148 × 82 mmHg.


•  FC 92: bpm. •  SaO2 : 96%.


•  Não há estertores, perfusão periférica normal.


•  ECG inicial: ritmo sinusal, sem supra de ST, com inversão de T em V4–V6.


•  Troponina ultrassensível (0h): normal.


•  Cálculo de risco GRACE inicial: 118 (risco intermediário).


•  História de DAC prévia: negativa.


Nesse caso, qual é a conduta diagnóstica mais apropriada? 

Alternativas
Q3827726 Medicina

 Mulher de 59 anos, hipertensa e com antecedente de Covid há 1 ano, apresenta palpitações, dor torácica atípica e fadiga persistente há 4 meses. Exames realizados: ECG = ritmo sinusal, alterações inespecíficas da repolarização. Ecocardiograma = ventrículos com função normal, sem hipertrofia, sem alterações segmentares, AE discretamente aumentado; holter 24 horas = extrassístoles ventriculares isoladas e 1 episódio curto de TVNS (5 batimentos); troponina basal = negativa; angioTC coronária = sem doença aterosclerótica significativa. O cardiologista suspeita de miocardite crônica ou cicatriz miocárdica como potencial substrato arrítmico.


Qual é o melhor próximo exame para confirmar diagnóstico e definir risco?

Alternativas
Q3827725 Medicina

Uma mulher de 45 anos, portadora de cardiomiopatia não isquêmica e insuficiência cardíaca classe II, queixa-se de inquietação frequente durante o sono e sonolência diurna nos últimos meses. Ela também tem hipertensão e fibrilação atrial, tendo falhado múltiplas drogas antiarrítmicas e uma tentativa de ablação há 4 meses. Suas medicações incluem: rivaroxabana, 20 mg/dia; sacubitril/valsartana, 97/103 mg 2x/dia; metoprolol succinato,100 mg/dia; furosemida, 40 mg/dia; e espironolactona, 25 mg/dia. Exame físico: altura = 1,78 m, peso = 62,6 kg, frequência cardíaca de 92 bpm e PA: 118 × 78 mmHg. O exame cardíaco revela ritmo irregular com sopro holossistólico grau 2/6 irradiado para a axila, sem galope. Os pulmões estão claros e não há edema. Ela realiza polissonografia e recebe diagnóstico de apneia central do sono.


Além da história de insuficiência cardíaca, qual das alternativas a seguir apresenta um importante fator de risco para apneia central do sono nessa paciente?

Alternativas
Q3827724 Medicina

Homem, 63 anos, hipertenso e diabético, com dor torácica atípica há 2 meses, relata episódios ocasionais desencadeados por esforço emocional, mas nunca em repouso. Ele faz caminhada leve diariamente sem limitação. Exames: ECG = ritmo sinusal, sem alterações isquêmicas; ecocardiograma transtorácico = FEVE 60%, sem alterações segmentares; probabilidade pré-teste (PPT) para DAC obstrutiva = baixa-intermediária (12%); creatinina = normal; não tem contraindicação a contraste iodado.


Qual é o exame mais apropriado para estratificação diagnóstica da doença arterial coronariana nesse momento?

Alternativas
Q3827723 Medicina

Homem de 54 anos, previamente hipertenso e ex-tabagista, é atendido pelo SAMU após colapso súbito em ambiente público. A equipe encontra o paciente em fibrilação ventricular (FV), sem pulso. Iniciam RCP e aplicam:


Choque 1: 200 J.


Choque 2: 200 J.


Choque 3: 200 J.


Entre os choques, recebeu adrenalina (1 mg) e amiodarona (300 mg), sem mudança do ritmo. Após três ciclos completos de RCP + desfibrilação adequada, o paciente permanece em FV refratária.


O médico da equipe decide pela dupla sequência de desfibrilação (DSED), usando dois desfibriladores, com pás posicionadas: um sistema anterolateral, e o outro, anteroposterior.


Assinale a alternativa que apresenta a afirmação correta sobre a DSED,segundo evidências e diretrizes contemporâneas.

Alternativas
Q3827721 Medicina

Homem, 23 anos, 2 anos após transplante cardíaco por cardiomiopatia idiopática familiar, procura o pronto-socorro por dispneia. No pós-transplante, teve pneumonia por Aspergillus aos 2 meses, além de hipertensão, gota e epilepsia atribuída a AVC cardioembólico pré-transplante. Usa: tacrolimus (TAC), 0,5 mg 2x/dia; micofenolato, 1.000 mg 2x/dia; pravastatina, 20 mg/dia; levetiracetam, 500 mg 2x/dia; alopurinol, 100 mg/dia; voriconazol, 200 mg 2x/dia; e lisinopril, 10 mg/dia. O ecocardiograma mostra fração de ejeção de 25%, redução em relação a 60% há 1 mês. Nível de TAC é indetectável. Ele afirma estar tomando TAC regularmente, mas admite não ter sido tão regular com os demais medicamentos.


A suspensão de qual medicamento mais provavelmente explica esse quadro?

Alternativas
Q3827720 Medicina

Homem, 74 anos, hipertenso e diabético, apresenta dispneia aos esforços progressiva há 3 meses. O ecocardiograma mostra:


•  FEVE = 45%.


•  Hipertrofia excêntrica leve.


•  Insuficiência mitral funcional moderada.


•  Pressão sistólica estimada da artéria pulmonar (PSAP): 62 mmHg.


•  Átrio esquerdo significativamente aumentado (volume indexado:52 mL/m²).


•  Ventrículo direito com função preservada.


•  BNP: 820 pg/mL. Radiografia de tórax: congestão vascular moderada. Espirometria normal.



O cardiologista solicita cateterismo cardíaco direito, que revela:


•  PAP média: 38 mmHg.


•  POAP: 22 mmHg.


•  RVP: 2,1 UW.



Nesse caso, o diagnóstico hemodinâmico mais provável e a conduta mais adequada são, correta e respectivamente:

Alternativas
Q3827719 Medicina

Mulher, 62 anos, com histórico de esclerodermia, apresenta dispneia progressiva aos esforços. No ecocardiograma recente, a pressão sistólica estimada da artéria pulmonar foi de 58 mmHg, com aumento discreto do átrio direito e insuficiência tricúspide leve. Fração de ejeção preservada. Ela não apresenta doença cardíaca esquerda, doença pulmonar crônica ou tromboembolismo conhecido. O exame físico mostra estertores ausentes, turgência jugular normal e saturação de oxigênio de 96% em ar ambiente.


O próximo passo mais apropriado na investigação dessa paciente é: 

Alternativas
Q3827718 Medicina

Uma mulher de 85 anos, hipertensa e com fibrilação atrial permanente nos últimos 10 anos, apresenta-se ao consultório para uma consulta. Ela está se sentindo bem, sem palpitações ou dispneia. Suas medicações incluem: carvedilol, 6,25 mg, duas vezes ao dia; lisinopril, 10 mg por dia; rivaroxabana 20 mg por dia. Ao exame físico: PA: 105 × 70 mmHg; FC: 88 bpm. O exame cardíaco revela ritmo irregularmente irregular, e o restante do exame é normal. O eletrocardiograma mostra FA com FC: 90 bpm e bloqueio de ramo esquerdo. O ecocardiograma mostra fração de ejeção normal.


Assinale a alternativa que apresenta a conduta mais apropriada no momento.

Alternativas
Q3827711 Medicina

Mulher de 56 anos chega ao pronto-socorro com dispneia. Refere piora progressiva dos sintomas nas últimas 2 semanas. História médica: câncer de mama tratado recentemente com quimioterapia. Exame físico da admissão: PA: 88 × 64 mmHg; FC: 112 bpm; SpO2: 94% em ar ambiente. Presença de turgência jugular, bulhas cardíacas taquicárdicas, sem sopros; pulmões limpos; ausência de edema de membros inferiores; extremidades frias. ECG: taquicardia sinusal. Ecocardiograma à beira-leito: função do VE hiperdinâmica; grande derrame pericárdico circunferencial. Os exames laboratoriais ainda não estão disponíveis.


Assinale a alternativa que apresenta a conduta imediata mais apropriada, antes do tratamento definitivo.

Alternativas
Q3827710 Medicina

Mulher, 65 anos, com histórico de diabetes mellitus e hipertensão, é avaliada por dor torácica aos esforços. Foi realizada cintilografia do miocárdio associada ao estresse físico (teste ergométrico), que evidenciou isquemia induzida no ápice e na parede anterior do ventrículo esquerdo, com fração de ejeção de 45%. Suas medicações atuais incluem: aspirina, lisinopril, atorvastatina, metformina, metoprolol e mononitrato de isossorbida. Ao exame físico: afebril, PA 130 × 72 mmHg; FC 72 bpm; FR 16 irpm. Função renal normal.


Qual é o próximo passo mais apropriado na investigação diagnóstica dessa paciente?

Alternativas
Q3827708 Medicina

Mulher, 29 anos, retorna para consulta de seguimento. Sua história médica inclui psoríase e hipertensão mal controlada, mesmo utilizando 3 medicamentos anti-hipertensivos. Ela nega tabagismo. Eletrólitos e função renal estão normais. Exames laboratoriais foram negativos para feocromocitoma.


Considerando a faixa etária e prevalência, qual é a causa mais provável da hipertensão secundária dessa paciente?

Alternativas
Q3827707 Medicina

Mulher, 30 anos, previamente saudável, apresenta fadiga persistente, sensação de “nevoeiro mental” e distúrbios do sono. Também relata que o coração acelera ao ficar de pé, acompanhado de tontura. Não usa medicamentos nem drogas ilícitas. Exames laboratoriais normais, incluindo testes tireoidianos e marcadores cardiovasculares.


Além de uma história clínica completa e exame físico, qual outra ferramenta diagnóstica deve ser considerada precocemente na avaliação dessa paciente?

Alternativas
Respostas
1561: E
1562: C
1563: D
1564: C
1565: E
1566: D
1567: D
1568: C
1569: E
1570: B
1571: C
1572: C
1573: B
1574: C
1575: E
1576: B
1577: C
1578: A
1579: D
1580: C