Questões de Concurso
Sobre tipos de documentos em redação oficial
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I II
1. Memorando A – O tratamento de assuntos oficiais pelos órgãos da Administração
Pública entre si e também com particulares.
2. Ofício B – É utilizado para a transmissão de mensagens urgentes e para
o envio antecipado de documentos.
3. Fax C – Modalidade de comunicação entre unidades administrativas de
um mesmo órgão, que podem estar hierarquicamente em
mesmo nível ou em níveis diferentes.
Considerando os aspectos estruturais e linguísticos das correspondências oficiais, julgue o item que se segue de acordo com o Manual de Redação da Presidência da República.
A exposição de motivos e a mensagem diferem no que se
refere à indicação do local e da data. Enquanto a exposição
de motivos segue o padrão ofício em relação a esse aspecto,
a mensagem não o segue, ao trazer a indicação do local e
da data a 2 cm do final do seu texto.
O e-mail é uma fantástica ferramenta que conseguiu atender, simultaneamente, duas exigências imprescindíveis à boa comunicação corporativa: a velocidade, quase instantânea, com que a informação precisa circular; e a necessidade de compartilhar, de imediato, a informação com os funcionários da empresa, seus clientes e parceiros, setores governamentais e sociedade em geral. Entretanto, algumas etapas e cuidados na elaboração de e-mails empresariais são imprescindíveis, tais como:
I. O vocativo pode ser substituído por uma saudação, como “Bom dia, Sr. Ricardo” ou “Boa tarde, Sr. Paulo”.
II. Na despedida, para situações formais, poderá ser usado “Atenciosamente”, utilizando o termo “Att.”.
III. Na assinatura, aparecerão as informações que identificam o remetente, tais como nome completo, cargo ou função, telefone, site e e-mail.
IV. No texto, poderão ser utilizados grafismos para substituir as expressões usadas no cotidiano.
Quais estão corretas?
( ) Aviso e ofício são modalidades de comunicação oficial praticamente idênticas. A única diferença entre eles é que o aviso é expedido exclusivamente por Ministros de Estado, para autoridades de mesma hierarquia, ao passo que o ofício é expedido para e pelas demais autoridades. Ambos têm como finalidade o tratamento de assuntos oficiais pelos órgãos da Administração Pública entre si e, no caso do ofício, também com particulares.
( ) Quanto a sua forma, aviso e ofício seguem o modelo do padrão ofício, com acréscimo do vocativo, que invoca o destinatário (exemplos: Excelentíssimo Senhor Presidente da República, Senhora Ministra, Senhor Chefe de Gabinete).
( ) O cabeçalho e o rodapé do ofício não precisam conter as informações a seguir: nome do órgão ou setor; endereço postal; telefone e endereço de correio eletrônico.
( ) Quanto a sua forma, o memorando segue o modelo do padrão ofício, com a diferença de que o seu destinatário deve ser mencionado pelo cargo que ocupa, como atestam os exemplos: Ao Sr. Chefe do Departamento de Administração / Ao Sr. Subchefe para Assuntos Jurídicos.
( ) O correio eletrônico ("e-mail"), não tem uma forma rígida para sua estrutura, e, no que tange ao uso da língua, só não é permitido o uso de gírias. Por fim, nos termos da legislação em vigor, o correio eletrônico já tem valor documental e é aceito como documento original.
A opção que contém a sequência CORRETA de respostas, de cima para baixo, é
A comunicação mediada por uma exposição de motivos tem como interlocutores um ministro (ou ministros de Estado), no papel de emissor(es) do expediente, e o presidente da República (ou o vice-presidente), no papel de destinatário da comunicação oficial.
O telegrama é uma forma de comunicação oficial que, por ser dispendiosa e tecnologicamente ultrapassada, foi substituída integralmente por formas de comunicação mais modernas, econômicas e rápidas, como o fax e o correio eletrônico.
Na situação exposta, o documento a ser produzido deve ser um(a)
De acordo com o Manual de Redação da Presidência da República, o correio eletrônico (e-mail), por seu baixo custo e celeridade, transformou-se na principal forma de comunicação para transmissão de documentos. Sobre a utilização de e-mail, em correspondências oficiais, identifique como verdadeiras (V) ou falsas (F) as seguintes afirmativas:
( ) O campo assunto do formulário do correio eletrônico deve ser preenchido de modo a facilitar a organização documental.
( ) Para os arquivos anexados à mensagem, deve ser utilizado o formato rich text.
( ) A mensagem que encaminha algum artigo deve conter o máximo de informações possíveis.
( ) Para efeitos de documento original e de valor documental, não há necessidade de certificação digital, desde que a informação transmitida seja entre órgãos públicos.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta, de cima para baixo.
Em relação à elaboração de documentos oficiais e com base no Manual de Redação da Presidência da República, numere a coluna da direita de acordo com sua correspondência com a coluna da esquerda.
1. Ofício.
2. Mensagem.
3. Memorando.
4. Relatório.
( ) De caráter informativo, pode ser formal, informal, com finalidade específica e analítica.( ) É a modalidade de comunicação eminentemente interna, entre unidades administrativas de um mesmo órgão, que podem estar hierarquicamente em mesmo nível ou em níveis diferentes.
( ) Modalidade de comunicação oficial expedido para e pelas demais autoridades, para tratamento de assuntos oficiais pelos órgãos da Administração Pública entre si e também com particulares.
( ) É o instrumento de comunicação oficial entre os Chefes dos Poderes Públicos, para informar sobre fato da Administração Pública.
Assinale a alternativa que apresenta a numeração correta da coluna da direita, de cima para baixo.
TEXTO 2

Leia atentamente as informações e aponte a alternativa que contém a resposta correta.
(01) De acordo com o Manual da Presidência da República, o aviso, o ofício e o memorando devem conter as mesmas partes, dentre as quais, o tipo e o número do expediente, seguido da sigla do órgão que o expede; local e data em que foi assinado, por extenso, com alinhamento à direita; o assunto; e o destinatário, onde se coloca o nome e o cargo da pessoa a quem é dirigida a comunicação. No caso do ofício, deve ser incluído também o endereço.
(02) A única diferença entre aviso e ofício é que o aviso é expedido exclusivamente por ministros de Estado, para autoridades de mesma hierarquia, ao passo que o ofício é expedido para e pelas demais autoridades. Ambos têm como finalidade o tratamento de assuntos oficiais pelos órgãos da Administração Pública entre si e, no caso do ofício, também com particulares.
(03) O memorando é a modalidade de comunicação entre unidades administrativas de um mesmo órgão, que podem estar hierarquicamente no mesmo nível ou em nível diferente. Trata-se, portanto, de uma forma de comunicação eminentemente interna. Tem caráter unicamente administrativo, sem abertura para a exposição de projetos ou diretrizes a serem adotados por determinado setor do serviço público.
(04) O correio eletrônico ("e-mail"), por seu baixo custo e celeridade, transformou-se na principal forma de
comunicação para transmissão de documentos. Nos termos da legislação em vigor, a mensagem de correio
eletrônico ainda não apresenta valor documental, isto é, ainda não é aceito como documento original em
nenhuma circunstância.
[...]
Fui ao presídio feminino Nelson Hungria, convidado para dar uma pequena palestra sobre o livro e a liberdade. Uma biblioteca breve e bem escolhida foi a primeira surpresa, além das cores com que as alunas pintaram a escola da unidade. Depois, todos aqueles olhos, atravessados por uma fome de mudança, rostos variados, tantos, boa parte dos quais cheios de comoção. Olhos em que brilha a obstinada luz do “ainda-não”, que as faz seguir em frente, com a geografia particular de seus afetos. Chamam-se Marisa, Teresa, Maria. Mas que importam os nomes? Não quiseram saber de meu passado e eu tampouco me interessei pelo passado daquelas senhoras. Como disse Agostinho, o passado deixou de ser e o futuro não veio. Portanto, só há presente. E estávamos ali convocados pela duríssima beleza do agora.
Lembrei a todas que sonhamos de olhos abertos, sobretudo de olhos abertos, como disse Ernst Bloch, e que o presente só faz sentido através da construção que se faça da matéria viscosa dos sonhos, do tempo que virá por antecipação. Disse-lhes que eram noivas de um belo e atraente senhor, a quem deveriam fazer a corte e conquistar com arrebatada decisão: o futuro. E tentamos avançar nessa direção.
As perguntas nos aproximaram, quebrando um mundo aparentemente dividido, nas malhas processuais ou nas franjas do Código Penal. Somos a mesma porção de humanidade, regidos pela poética do encontro e da boa vontade. Eu indagava silencioso se a Justiça terá olhos suficientes para alcançar essas moças e senhoras, que ainda me emocionam de tal modo que até o momento não sei definir o que vivi. Mas será mesmo preciso definir o que quer que fosse nessa esfera?
Fui almoçar depois com a diretora e as agentes penitenciárias. As cozinheiras são “moradoras” que preparam os pratos com suas próprias mãos. A fome silenciosa de justiça, no silêncio e no trabalho. Penso nas minhas mãos e nas suas, leitor. Penso nas mãos dos juízes e nas de nossas mães. Porque sem compaixão não há justiça.
Marco Lucchesi, publicado em O Globo, 27/11/13 - fragmento adaptado
disponível em: http://oglobo.globo.com/opiniao/fome-de-justica-
10891521#ixzz2oNk31UbC
I. Um dos atrativos de comunicação por correio eletrônico é sua flexibilidade. Assim, não interessa definir forma rígida para sua estrutura. Entretanto, deve-se evitar o uso de linguagem incompatível com uma comunicação oficial.
II. Para os arquivos anexados à mensagem, deve ser utilizado, preferencialmente, o formato RichText. A mensagem que encaminha algum arquivo deve trazer informações mínimas sobre seu conteúdo.
III. Sempre que disponível, deve-se utilizar recurso de confirmação de leitura. Caso não seja disponível, deve constar da mensagem pedido de confirmação de recebimento.
IV. Nos termos da legislação em vigor, para que a mensagem de correio eletrônico tenha valor documental e para que possa ser aceita como documento original, é necessário existir certificação digital que ateste a identidade do remetente, na forma estabelecida em lei.
É correto o que se afirma em