Questões de Concurso
Comentadas sobre ata em redação oficial
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Ata é o documento de valor jurídico, que consiste no resumo fiel dos fatos, ocorrências e decisões de sessões, reuniões ou assembleias, realizadas por comissões, conselhos, congregações, ou outras entidades semelhantes, de acordo com uma pauta, ou ordem-do-dia, previamente divulgada. Sobre esse documento, assinale (V) para as afirmativas verdadeiras e (F) para as falsas:
( ) É geralmente lavrada em livro próprio, autenticada, com as páginas rubricadas pela mesma autoridade que redige os termos de abertura e de encerramento.
( ) A ata vai assinada por todos os presentes, ou somente pelo presidente e pelo secretário, quando houver registro específico de frequência.
( ) O texto apresenta-se em parágrafos para separação dos assuntos abordados na reunião.
( ) A fim de ressalvar os erros, durante a redação, faz-se um risco no termo errado e, logo em seguida, escreve-se o termo correto.
( ) Quem redige a ata é o secretário (efetivo do órgão, ou designado ad hoc para a reunião).
A sequência correta, de cima para baixo, é:
Considerando-se os preceitos da redação oficial, é falso afirmar que
Coluna 1 1. Ata 2. Memorando 3. Atestado 4. Ofício
Coluna 2
( ) comunicação interna que dispensa termos excessivamente técnicos. ( ) documento oficial que certifica, afirma, assegura ou demonstra algo que interessa a outrem. ( ) documento expedido por órgão público para informar sobre assunto de ordem administrativa para um órgão público ou um particular. ( ) relato do que se passou numa reunião, assembleia ou convenção.
Assinale a alternativa que indica a sequência correta, de cima para baixo.
Dentre várias regras gerais relacionadas a atas, identifique a alternativa incorreta.
Ao oitavo dia do mês de setembro do ano de 1998, às 20h30min, em segunda e última chamada, reuniram-se na sala de reuniões do edifício sede da Indústria UNITALIS os acionistas relacionados no livro de presença, na folha 14, verso, para deliberarem sobre assuntos constantes no Edital de Convocação, o qual foi previamente distribuído a todos. (...)
Pela leitura desse trecho inicial desse documento, é CORRETO afirmar que se trata de uma

O TRIBUNAL REGIONAL ELEITORAL DO ESTADO DE MATO GROSSO, no uso de sua autonomia administrativa e no exercício das atribuições que lhe são conferidas pelo art. 00, da Lei n.º 4.000/2006, e pelo art. 99, VII e VIII, do Regimento Interno e,
Considerando a necessidade de aprimorar o funcionamento da Escola de Eleitores;
Considerando o que ficou decidido na sessão plenária ordinária do dia 30/2/2008, devidamente registrada na Ata de n.º 8.888;
RESOLVE:
Art. 1.º O artigo 3.º da Resolução TRE/MT n.º 000, de 31/4/2006, passa a vigorar com a seguinte redação:
Para que o trecho da resolução fictícia acima respeite as normas de redação de documentos oficiais, é necessário
correspondência oficial, seguido de uma proposta de classificação
desse fragmento (entre parênteses) quanto à parte e ao padrão de
correspondência. Julgue-os quanto ao aspecto gramatical, quanto à
classificação proposta e quanto à observância das recomendações
previstas para o padrão de correspondência indicado.
características gerais - tais como objetividade, clareza,
concisão, correção gramatical, impessoalidade, polidez e ausência
de ambiguidade -, além do respeito a particularidades de cada
documento, processo e correspondência afetos à administração
pública, garante a funcionalidade e a adequação do expediente de
um órgão. Acerca do processo de redação de textos oficiais e das
especificidades concernentes aos documentos oficiais, julgue os
itens a seguir.
As atividades humanas são validadas por meio de textos que obedecem a certas regras de organização e atendem propósitos específicos. Considerando o comentário acima, identifique o texto que registra as ocorrências de uma reunião.
Assinale a opção que apresenta os tipos de documentos que podem ser descritos, respectivamente, como:
- atestado ou ato pelo qual se dá testemunho de um fato;
- documento que indica fato que deve ser divulgado pela imprensa para conhecimento das pessoas interessadas;
- relatório escrito do que se disse ou se fez em uma reunião ou assembléia.
Apostando na leitura
1 Se a chamada leitura do mundo se aprende por aí, na tal escola da vida, a leitura de livros carece de aprendizado mais
regular, que geralmente acontece na escola. Mas leitura, quer do mundo, quer de livros, só se aprende e se vivencia, de forma
plena, coletivamente, em troca contínua de experiências com os outros. É nesse intercâmbio de leituras que se refinam, se
4 reajustam e se redimensionam hipóteses de significado, ampliando constantemente a nossa compreensão dos outros, do mundo
e de nós mesmos. Da proibição de certos livros (cuja posse poderia ser punida com a fogueira) ao prestígio da Bíblia, sobre a qual
juram as testemunhas em júris de filmes norte-americanos, o livro, símbolo da leitura, ocupa lugar importante em nossa sociedade.
7 Foi o texto escrito, mais que o desenho, a oralidade ou o gesto, que o mundo ocidental elegeu como linguagem que cimenta a
cidadania, a sensibilidade, o imaginário. É ao texto escrito que se confiam as produções de ponta da ciência e da filosofia; é ele
que regula os direitos de um cidadão para com os outros, de todos para com o Estado e vice-versa. Pois a cidadania plena, em
10 sociedades como a nossa, só é possível - se e quando ela é possível - para leitores. Por isso, a escola é direito de todos e dever
do Estado: uma escola competente, como precisam ser os leitores que ela precisa formar. Daí, talvez, o susto com que se observa
qualquer declínio na prática de leitura, principalmente dos jovens, observação imediatamente transformada em diagnóstico de
13 uma crise da leitura, geralmente encarada como anúncio do apocalipse, da derrocada da cultura e da civilização. Que os jovens
não gostem de ler, que lêem mal ou lêem pouco é um refrão antigo, que de salas de professores e congressos de educação ressoa
pelo país afora. Em tempo de vestibular, o susto é transportado para a imprensa e, ao começo de cada ano letivo, a terapêutica
16 parece chegar à escola, na oferta de coleções de livros infantis, juvenis e paradidáticos, que apregoam vender, com a história que
contam, o gosto pela leitura. Talvez, assim, pacifique corações saber que desde sempre - isto é, desde que se inventaram livros
e alunos - se reclama da leitura dos jovens, do declínio do bom gosto, da bancarrota das belas letras! Basta dizer que Quintiliano,
19 mestre-escola romano, acrescentou a seu livro uma pequena antologia de textos literários, para garantir um mínimo de leitura aos
estudantes de retórica. No século I da era cristã! Estamos, portanto, em boa companhia. E temos, de troco, uma boa sugestão: se
cada leitor preocupado com a leitura do próximo, sobretudo leitores-professores, montar sua própria biblioteca e sua antologia
22 e contagiar por elas outros leitores, sobretudo leitores-alunos, por certo a prática de leitura na comunidade representada por tal
círculo de pessoas terá um sentido mais vivo. E a vida será melhor, iluminada pela leitura solidária de histórias, de contos, de
poemas, de romances, de crônicas e do que mais falar a nossos corações de leitores que, em tarefa de amor e paciência, apostam
25 no aprendizado social da leitura.
Marisa Lajolo. Folha de S. Paulo, 19/9/1993 (com adaptações).
A partir do texto I e a respeito de redação e correspondência
oficial, julgue os itens a seguir.
acrescentou a seu livro uma pequena antologia de textos
literários, para garantir um mínimo de leitura aos estudantes
de retórica" (l.18-20) jamais poderia ser inserida em uma
ata, nem vindo entre aspas, por estar reproduzindo a fala de
algum dos participantes da reunião.