Questões de Concurso
Sobre aspectos gerais da comunicação oficial em redação oficial
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As questões 19 a 23 referem-se ao Manual de Redação da Presidência da República e ao Manual de Elaboração de Textos do Senado Federal.
Em relação ao que ensina o Manual de Redação da Presidência da República acerca do uso dos pronomes de tratamento, analise as afirmativas a seguir:
I. Vossa Excelência Reverendíssima é usado em comunicações dirigidas a arcebispos e bispos.
II. Vossa Reverendíssima é usado para monsenhores, cônegos e superiores religiosos.
III. Vossa Senhoria Reverendíssima é empregado para sacerdotes, clérigos e demais religiosos.
Assinale:
As questões 19 a 23 referem-se ao Manual de Redação da Presidência da República e ao Manual de Elaboração de Textos do Senado Federal.
De acordo com o Manual de Redação da Presidência da República, analise as afirmativas a seguir:
I. O vocativo a ser empregado em comunicações dirigidas aos Chefes de Poder é Excelentíssimo Senhor, seguido do cargo respectivo. As demais autoridades serão tratadas com o vocativo Senhor, seguido do cargo respectivo.
II. Fica dispensado o emprego do superlativo ilustríssimo para as autoridades que recebem o tratamento de Vossa Senhoria e para particulares. É suficiente o uso do pronome de tratamento Senhor. No entanto, é possível substituir excelentíssimo, nos casos em que se aplicar, por digníssimo.
III. Doutor não é forma de tratamento, e sim título acadêmico. Deve-se evitar usá-lo indiscriminadamente. Como regra geral, deve-se empregá-lo apenas em comunicações dirigidas a pessoas que tenham tal grau por terem concluído curso universitário de doutorado. É costume designar por doutor os bacharéis, especialmente os bacharéis em Direito e em Medicina. Nos demais casos, o tratamento Senhor confere a desejada formalidade às comunicações.
Assinale:
As questões 19 a 23 referem-se ao Manual de Redação da Presidência da República e ao Manual de Elaboração de Textos do Senado Federal.
Com base no Manual de Redação da Presidência da República, analise as afirmativas a seguir:
I. A língua escrita, como a falada, compreende diferentes níveis, de acordo com o uso que dela se faça. Por exemplo, em uma carta a um amigo, podemos nos valer de determinado padrão de linguagem que incorpore expressões extremamente pessoais ou coloquiais; em um parecer jurídico, não se há de estranhar a presença do vocabulário técnico correspondente. Nos dois casos, há um padrão de linguagem que atende ao uso que se faz da língua, a finalidade com que a empregamos. O mesmo ocorre com os textos oficiais: por seu caráter impessoal, por sua finalidade de informar com o máximo de clareza e concisão, eles requerem o uso do padrão culto da língua.
II. Há consenso de que o padrão culto é aquele em que a) se observam as regras da gramática formal, e b) se emprega um vocabulário comum ao conjunto dos usuários do idioma. É importante ressaltar que a obrigatoriedade do uso do padrão culto na redação oficial decorre do fato de que ele está acima das diferenças lexicais, morfológicas ou sintáticas regionais, dos modismos vocabulares, das idiossincrasias lingüísticas, permitindo, por essa razão, que se atinja a pretendida compreensão por todos os cidadãos.
III. O padrão culto nada tem contra a simplicidade de expressão, desde que não seja confundida com pobreza de expressão. De nenhuma forma o uso do padrão culto implica emprego de linguagem rebuscada, nem dos contorcionismos sintáticos e figuras de linguagem próprios da língua literária.
Assinale:
Identifique as características desejáveis da linguagem de qualquer documento da administração pública ou empresarial.
1. vocabulário requintado
2. concisão e objetividade
3. variante padrão
4. urbanidade e polidez
5. inversão sintática
Os itens assinalados são, apenas, os de número:
Texto 2:
Serviço Público Estadual
Secretaria de Estado da Educação
Centro de Estudos Supletivos Guilherme Azevedo Lage
Of. CESU-85/96
Belo Horizonte, 23 de janeiro de 1996.
Do Coordenador do Centro de Estudos Supletivos À Sra. Diretora do Ensino supletivo da SEE/MG
Assunto:
A fim de atender a candidatos aprovados em Exames Vestibulares, no corrente ano, solicito-lhe o envio, pelo portador, das Provas para Exames Especiais das seguintes disciplinas: matemática, química, física e biologia.
Os candidatos foram informados de que as Provas serão realizadas no início da próxima semana, aqui no CESU, e que os resultados serão fornecidos imediatamente após a correção das Provas pela Equipe da DSU-MG.
Os certificados de conclusão deverão ser expedidos tão logo os resultados alcançados pelos candidatos sejam publicados, devendo a DSU fornecer-lhes, para efeito de matrícula, uma Declaração de Conclusão de Curso, assim que sejam conhecidos os resultados.
Atenciosamente,
Prof. João Bosco Vianna
Coordenador do CSU/BH
In: PESSOA, João Antônio. Redação Profissional, Oficial e Empresarial. Belo Horizonte: CEFET-MG, 1995. p.116.
Ainda em relação ao texto 2, o emissor está representado
Texto 2:
Serviço Público Estadual
Secretaria de Estado da Educação
Centro de Estudos Supletivos Guilherme Azevedo Lage
Of. CESU-85/96
Belo Horizonte, 23 de janeiro de 1996.
Do Coordenador do Centro de Estudos Supletivos À Sra. Diretora do Ensino supletivo da SEE/MG
Assunto:
A fim de atender a candidatos aprovados em Exames Vestibulares, no corrente ano, solicito-lhe o envio, pelo portador, das Provas para Exames Especiais das seguintes disciplinas: matemática, química, física e biologia.
Os candidatos foram informados de que as Provas serão realizadas no início da próxima semana, aqui no CESU, e que os resultados serão fornecidos imediatamente após a correção das Provas pela Equipe da DSU-MG.
Os certificados de conclusão deverão ser expedidos tão logo os resultados alcançados pelos candidatos sejam publicados, devendo a DSU fornecer-lhes, para efeito de matrícula, uma Declaração de Conclusão de Curso, assim que sejam conhecidos os resultados.
Atenciosamente,
Prof. João Bosco Vianna
Coordenador do CSU/BH
In: PESSOA, João Antônio. Redação Profissional, Oficial e Empresarial. Belo Horizonte: CEFET-MG, 1995. p.116.
O texto 2 constitui um ofício interno simples, em que está faltando o assunto. Após a leitura, identifique, entre as opções abaixo, aquela que sintetiza o assunto desse ofício.
I. Há somente dois fechos diferentes para todas as modalidades de comunicação oficial: “atenciosamente” e “respeitosamente”.
II. Nas comunicações oficiais fica proibido o uso de negrito, itálico, sublinhado, letras maiúsculas, sombreado, sombra, relevo, bordas ou qualquer outra forma de formatação que afete a elegância e a sobriedade do documento.
III. Para facilitar a localização, os nomes dos arquivos devem ser formados da seguinte maneira: tipo do documento + número do documento + palavras-chaves do conteúdo.
Assinale:
I. A redação oficial deve caracterizar-se pela impessoalidade, uso do padrão culto de linguagem, clareza, concisão, formalidade e uniformidade.
II. A transparência do sentido dos atos normativos, bem como sua inteligibilidade, são requisitos do próprio Estado de Direito: é inaceitável que um texto legal não seja entendido pelos cidadãos. A publicidade implica necessariamente, clareza e concisão.
III. As comunicações oficiais são necessariamente uniformes, pois há sempre um único comunicador (o Serviço Público) e o receptor dessas comunicações ou é o próprio Serviço Público (no caso de expedientes dirigidos por um órgão a outro) – ou o conjunto dos cidadãos ou instituições tratados de forma homogênea (o público).
Assinale:
Foi redigido um documento oficial, necessário a esse tipo de encontro, que deverá obedecer a certo padrão, EXCETO:
Presidência da República e ao Manual de Elaboração de
Textos do Senado Federal.
I. A redação oficial deve caracterizar-se pela impessoalidade, uso do padrão culto de linguagem, clareza, concisão, formalidade e uniformidade. Além disso, incorporam-se os jargões jurídicos.
II. A transparência do sentido dos atos normativos, bem como sua inteligibilidade, são requisitos do próprio Estado de Direito: é inaceitável que um texto legal não seja entendido pelos cidadãos.
III. Além de atender à disposição constitucional, a forma dos atos normativos obedece a certa tradição. Há normas para sua elaboração que remontam ao período de nossa história imperial, como, por exemplo, a obrigatoriedade de que se aponha, ao final desses atos, o número de anos transcorridos desde a Independência. Essa prática foi mantida no período republicano.
Assinale:
da Presidência da República e ao Manual de Elaboração
de Textos do Senado Federal.
I. As comunicações oficiais devem ser sempre formais, isto é, obedecem a certas regras de forma: além das exigências de impessoalidade e uso do padrão culto de linguagem, é imperativo, ainda, certa formalidade de tratamento. Não se trata somente da eterna dúvida quanto ao correto emprego deste ou daquele pronome de tratamento para uma autoridade de certo nível; mais do que isso, a formalidade diz respeito à polidez, à civilidade no próprio enfoque dado ao assunto do qual cuida a comunicação.
II. A formalidade de tratamento vincula-se, também, à necessária uniformidade das comunicações. Ora, se a administração federal é una, é natural que as comunicações que expede sigam um mesmo padrão. O estabelecimento desse padrão exige que se atente para todas as características da redação oficial e que se cuide, ainda, da apresentação dos textos.
III. A clareza datilográfica, o uso de papéis uniformes para o texto definitivo e a correta diagramação do texto são indispensáveis para a padronização. O Manual de Redação da Presidência da República traz normas específicas para cada tipo de expediente.
Assinale:
Redação da Presidência da República e ao Manual de
Elaboração de Textos do Senado Federal.
I. Em comunicações oficiais, está abolido o uso do tratamento “digníssimo”. A dignidade é pressuposto para que se ocupe qualquer cargo público, sendo desnecessária sua repetida evocação.
II. Em comunicações oficiais, é correto usar o vocativo “Excelentíssimo Senhor Senador”.
III. É recomendável evitar expressões como “Tenho a honra de”.
Assinale: