Questões de Concurso Comentadas sobre vícios da linguagem em português

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Q2117526 Português
Leia com atenção o texto abaixo.

Goleiros

Sempre torço pelo goleiro, o homem elástico que se estica para cima e para os lados. Roça os dedos na bola e se ................................. no chão sem quebrar a .............................. . No susto, se agiganta, defende com o peito, com o ombro, com a barriga, com a coxa, é todo ele uma parede. Torço por quem não ataca, é atacado. Não é o maior salário do time, nem a estrela do comercial de cerveja ou o garoto- -propaganda do banco. Não é o astro, mas brilha. Minha torcida é pelo goleiro porque é único, tem uniforme e treinador só para ele.
        Torço pelo goleiro, mais que tudo, pelas dramáticas decisões por pênaltis. Depois de 120 minutos que não adiantaram para nada, a ............................. dependerá apenas da concentração de quem chuta e da sorte de o goleiro saltar para o lado certo – tirem os cardíacos da sala. Pois torço até para o goleiro adversário: que ele tenha o seu momento de glória, levante o estádio, vibre com o seu solo, esqueça a humildade.
      Já estive a 11 metros do crime, na marca do pênalti. O jogador profissional que chuta a bola para fora ou na trave só pode estar muito nervoso ou desfocado. Que brilhe então, o arqueiro, o arquétipo, e orgulhe a família inteira. Mesmo quando não toca na bola, observamos o ........................ do goleiro no ar, fazendo a torcida voltar a respirar apenas quando segura a bola nos braços.
      Torço por ele como torço pelos alegres times africanos, que parecem jogar pelo prazer do esporte e não pelo .......................... e por contratos milionários. Jogam pela emoção, pela farra e pela mãe. Ainda se vê ali o espírito das peladas de várzea, das arquibancadas de madeira, dos chinelos fazendo às vezes de marcação.
         Eu sei, não existe amador nesse universo, amadora sou eu falando de futebol. Falo aqui é sobre humanidade, tenho um fraco por homens e mulheres que são vistos como coadjuvantes e batalham para provar seu valor. Torço pelo goleiro como quem torce pelo mais magro no boxe, pelo maratonista que está desidratado, pelo menino tímido do baile. Torço pelos goleiros como quem torce pela ideia audaciosa que a estagiária apresentou na reunião, pelo livro de estreia de um poeta, pela menina que trocou de escola e não conhece ninguém. Torço pelos que agarram as bolas violentas e as devolvem para a vida, suavemente.

MEDEIROS, Martha. Revista nscDC: Santa Catarina, ano 37. nº 12.186, dezembro/2022. Adaptado.

Analisando os vícios de linguagem, enumere a segunda coluna de acordo com a primeira.


Coluna 1 Vícios de Linguagem

1. Solecismo

2. Barbarismo

3. Pleonasmo Vicioso

4. Cacofonia

5. Ambiguidade


Coluna 2 Orações

( ) Maria foi atrás do trem correndo.

( ) Fazem dias que não ouço falar disso!

( ) Essa sim é uma surpresa inesperada!

( ) Ela estava muito anciosa para iniciar o curso.

( ) Meus ideais como os concebo, são reais!


Assinale a alternativa que indica a sequência correta, de cima para baixo.

Alternativas
Q2114968 Português
Identifique as frases abaixo com ( V ) quando a frase apresentar vício de linguagem e com ( F ) quando não apresentar.
( ) As luzes estão apagadas porque o fuzil queimou. ( ) Mande-me já a encomenda. ( ) “O bonde passa cheio de pernas: pernas brancas, pretas e amarelas”. ( ) “Meu pensamento é um rio subterrâneo”. ( ) Constitui um verdadeiro elo de ligação esse união entre nossas famílias.
Assinale a alternativa que indica a sequência correta, de cima para baixo.
Alternativas
Q2087121 Português

Desmatamento e caça ilegal podem causar novas epidemias no Brasil, diz estudo da Fiocruz

(Lucas Rocha, da CNN em São Paulo.)


    Conhecido por sua grande biodiversidade de animais e vegetais, o Brasil também abriga uma variedade significativa de agentes capazes de causar doenças, tecnicamente chamados de “patógenos”, como vírus e parasitas.

    Antes mesmo da emergência do coronavírus no final de 2019, a Organização Mundial da Saúde (OMS) tem alertado sobre os riscos do surgimento de doenças com potencial de se espalhar pelo mundo e afetar grandes populações em todos os países.

    Ao levantarem essa possibilidade, cientistas brasileiros investigaram características do país que podem favorecer o contato dos seres humanos com microrganismos que podem apresentar riscos para a saúde.

    Um estudo liderado por pesquisadoras do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), no Rio de Janeiro, aponta recentes aumentos nas vulnerabilidades sociais e ecológicas do país, amplificados pelos atuais cenários políticos e econômicos.

    Os achados, publicados na revista científica Science Advances, indicam uma propensão dessa megadiversidade atuar como incubadora de possível pandemia provocada por doenças infecciosas de circulação animal que podem ser transmitidas para os seres humanos – as chamadas zoonoses.

    “A partir de um modelo de avaliação que identifica diferentes interações entre os elementos que investigamos, conseguimos observar mais amplamente os processos que moldam o surgimento de zoonoses em cada estado brasileiro”, aponta Gisele Winck, primeira autora do artigo e pesquisadora do Laboratório de Biologia e Parasitologia de Mamíferos Silvestres Reservatórios do IOC, em comunicado.

    De acordo com os especialistas, três principais componentes de risco estão em foco na avaliação: vulnerabilidade, exposição e capacidade de enfrentamento.

    Dentro dos grupos principais, são observadas variáveis mais específicas como a quantidade de espécies de mamíferos silvestres, perda de vegetação natural, mudanças nos padrões de uso da terra, bem-estar social, conectividade geográfica de cidades e aspectos econômicos.

    De acordo com o estudo, os resultados colocam em evidência o desmatamento e a caça de animais silvestres como fatores de grande relevância para o aparecimento de novas e antigas infecções.

    O estudo aponta, ainda, que todo o território brasileiro está suscetível a emergências ocasionadas por zoonoses, com uma maior probabilidade em áreas sob influência da Floresta Amazônica.

     Na análise, os especialistas traçam um comparativo entre os estados do Maranhão e do Ceará, na região Nordeste. 

    O Maranhão, que possui cerca de 34% do seu território coberto pela floresta tropical, é classificado como área com alto risco para surtos de zoonose. Enquanto o Ceará, estado vizinho, onde a Caatinga prevalece, apresenta baixo risco no surgimento de novas doenças.

    “A Floresta Amazônica é uma região com alta diversidade de mamíferos selvagens e que vem sofrendo grande perda da cobertura florestal. Muitas espécies estão ficando sem habitat devido ao desmatamento, gerando desequilíbrio na dinâmica local”, diz Cecília Siliansky de Andreazzi, uma das autoras do artigo e, também, pesquisadora do Laboratório de Biologia e Parasitologia de Mamíferos Silvestres Reservatórios.

    Risco de “transbordamento”

     O contágio por infecções de origem animal acontece por meio de um fenômeno conhecido como “spillover”. O “transbordamento”, em tradução literal, é quando os agentes causadores de doença que circulavam restritamente em um grupo animal “saltam” e passam a infectar outras espécies, incluindo humanos. 

    A expansão das atividades humanas para regiões de matas e florestas, naturalmente habitadas por animais silvestres, é um aspecto que favorece ainda mais esse cenário, de acordo com as pesquisadoras. 

    No entanto, o estudo ressalta que para uma zoonose se tornar epidêmica é necessário o alinhamento de diferentes fatores ecológicos, epidemiológicos e comportamentais, incluindo a mobilidade humana como um fator de importância. 

    No Brasil, a dependência socioeconômica de cidades menores com capitais e grandes metrópoles aumenta o potencial epidêmico das zoonoses, uma vez que habitantes de regiões interioranas precisam realizar deslocamentos frequentes em busca de bens e serviços. 

    “O fluxo humano é crucial no espalhamento de zoonoses, principalmente em infecções cuja transmissão ocorre de pessoa para pessoa após o salto de espécies, como é o caso da Covid-19. A partir do momento em que esses patógenos alcançam cidades super espalhadoras, como São Paulo e Manaus, a transmissão é amplificada e exportada para diversas outras regiões”, diz Cecília.

    A carne de caça é outra via crítica para o “transbordamento” de doenças. Em uma análise de rede, foram relacionadas espécies que são frequentemente caçadas de modo ilegal no Brasil com agentes que potencialmente causariam danos graves à saúde pública. Como resultado, foram encontrados 63 mamíferos que interagem com 173 parasitas propícios a causar pelo menos 76 diferentes doenças.

    “A infecção pode ocorrer em diversas etapas: ao adentrar a floresta, quando o caçador fica exposto a mosquitos, carrapatos e diversos outros vetores de patógenos; no ato da caça, ao sofrer um corte ou arranhão que entre em contato com fluidos animais; no preparo da carne, quando há o contato direto com vísceras, que também são comumente oferecidas como alimentos crus para cães e gatos de estimação; e no consumo final da carne, caso não seja bem armazenada ou cozida”, explica Gisele.

    Como a atividade ainda é essencial para populações tradicionais que utilizam a carne de caça para subsistência, os especialistas fazem um recorte de situação no artigo e recomendam a implementação de ações pontuais de garantia da segurança sanitária nesses grupos.

    “É algo que precisa ser bastante discutido e avaliado. A caça é autorizada apenas para os povos tradicionais, porém ela continua ocorrendo fora desses grupos e serve como fator de interação entre pessoas e animais silvestres reservatórios de patógenos. Infelizmente, todos acabam sendo tratados erroneamente como iguais. É preciso diferenciar populações que dependem desse consumo como fonte de proteína daqueles que atuam no tráfico de animal silvestre ou caça esportiva”, lembrou Cecília.

    Vigilância

    O estudo aponta o investimento em ações do Sistema Único de Saúde (SUS) como a principal forma de mitigar os efeitos do surgimento de uma zoonose.

     De acordo com o artigo, a contenção de zoonoses ocorrerá efetivamente com a promoção de políticas públicas de saúde que apoiem abordagens preditivas e preventivas que sigam o conceito de Saúde Única (One Health), que considera a saúde humana, animal e ambiental para a manutenção do bem-estar no planeta.

    Entre as ações preconizadas, estão a implementação de sistemas de monitoramento eficazes integrados com vigilância epidemiológica de potenciais doenças zoonóticas, políticas mais amplas e inovadoras que mitiguem a degradação ambiental, fiscalização do tráfico de animais silvestres e novas abordagens para a conservação da biodiversidade.

    “O que define se o surgimento de uma zoonose será um surto local, epidemia ou pandemia é como iremos lidar com a situação. Temos que pensar em como faremos um monitoramento eficiente de um país grande e diverso como o nosso”, afirma Gisele.

    Lições da Covid-19

    O estudo teve origem em uma carta publicada em setembro de 2020 na revista The Lancet. Na época, os autores do texto apontavam retrocessos em políticas sociais e ambientais do Brasil, que podiam contribuir para a ocorrência de infecções causadas por microrganismos de origem animal. Os especialistas defendiam, ainda, a criação de um sistema integrado de vigilância de doenças silvestres.


    “Após a publicação da carta, iniciamos uma reflexão mais aprofundada e detalhada sobre o potencial risco de emergências de zoonoses no Brasil. Esse artigo é fruto de muita pesquisa e discussão entre os pesquisadores desse grupo, visto que são assuntos complexos e que demandam uma busca por informação em variadas fontes”, disse Gisele.

    A pesquisa foi realizada por um grupo de especialistas composto por profissionais de diferentes áreas, que atuam em saúde pública e conservação do meio ambiente. A publicação faz parte do projeto SinBiose do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

    Participam do trabalho pesquisadores da Vice-Presidência de Produção e Inovação em Saúde da Fiocruz, do Laboratório de Virologia Comparada e Ambiental do IOC, da Fiocruz Ceará, da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) e da Universidade Estadual do Ceará (UECE). O estudo também contou com a colaboração de especialistas da Faculdade Maurício de Nassau, da União Internacional para a Conservação da Natureza, da Universidade de Aveiro e da Universidade de Coimbra.


(CNN. Desmatamento e caça ilegal podem causar novas epidemias no Brasil, diz estudo da Fiocruz. 29/06/2022. Disponível em: https://www.cnnbrasil.com.br/. Acesso em: 04/01/2023.)

O estrangeirismo é um fenômeno linguístico que consiste no uso “emprestado” de uma palavra, expressão ou construção frasal estrangeira, em substituição de um termo na língua nativa. Por algumas gramáticas é considerado um método de composição de palavras, por outras é considerado como uma figura de linguagem e há, ainda, as gramáticas mais conservadoras que tratam o estrangeirismo como um vício de linguagem. De acordo com o contexto, a palavra “spillover” (14º§) deve classificada como 
Alternativas
Q2080718 Português
Texto para responder à questão.

O dinamismo lexical: o dizer nosso de cada dia

   O léxico de uma língua constitui-se do saber vocabular de um grupo sociolinguístico e culturalmente definido; é o conhecimento partilhado que povoa a consciência do falante, onde esse acervo se configura como verdadeira janela através da qual o indivíduo divisa o seu entorno, ao mesmo tempo em que, ademais revela os valores, as crenças, os costumes, os modismos que viabilizam a comunidade em que vive o usuário de tal e qual palavra. É no léxico, ainda, que se gravam – e, não raro, pirogravam – as designações que rotulam as mudanças encadeadoras dos caminhos e dos descaminhos da humanidade, além de comporem o cenário de revelação tanto da realidade quanto dos fatos culturais que permearam a sua história.
   O léxico de todas as línguas vivas é essencialmente marcado pela mobilidade, as palavras e as expressões com elas construídas surgem, desaparecem, perdem ou ganham significações, de sorte a promover o encontro marcado do falante com a realidade do mundo biossocial que o acolhe: o homem e o mundo encontram-se no signo.
     As mudanças linguísticas, em especial as concernentes ao léxico, nada apresentam de espantoso ou de estranho: elas são, em tudo, análogas às transformações históricas que traçam seus cursos dentro de certa previsibilidade que só surpreende o desatento e o desconhecedor das artes de conviver – a imutabilidade quer da história, quer da palavra que a descreve e a realiza é que seria um fato a se estranhar.
  O incremento do acervo lexical de uma língua é inconteste: segundo Antônio Houaiss(1983:20), “em tempos de Augusto Comte (1798-1857), há pouco mais de 140 anos, portanto, era possível designar todas as ciências, artes, técnicas e profissões então existentes com 240 palavras; estudos da Unesco, em 1963, advertiam que a mesma tarefa só seria levada a efeito com um acervo de 24 mil entre palavras e locuções. É ainda de Houaiss a informação de que “cerca de 90% dos 400 mil vocábulos das línguas de cultura foram forjados de meados do século XIX para cá.” [...]
     O que se depreende do exposto é o fato de que o falante, inserido no seu tempo e no seu espaço, é instado a ampliar consideravelmente o seu inventário vernacular para dar conta do seu entorno e do seu estar-no-mundo, sob pena de, se assim não fizer, ser exilado dos jogos de convivência que têm, na palavra, o seu penhor e a sua fonte de produção. [...]
    A verdade é que a legitimação do que se diz ou do que se deve dizer depende fundamentalmente da chancela da comunidade, do povo – povo que constrói nações, fortalece impérios, escreve e rescreve a sua história, vitaliza idiomas: povo que, por direito, justiça e fato, é o único, legítimo e verdadeiro “dono da língua”.
(SILVA, Maria Emília Barcellos da. Língua Portuguesa em debate: conhecimento e ensino / José Carlos de Azeredo (organizador). 4. ed.- Petrópolis, RJ: Vozes, 2007. Trecho adaptado.)
A ambiguidade pode ser empregada como recurso expressivo para a criação de efeitos de sentido diversos, como também pode contribuir para o comprometimento da compreensão textual quando o seu emprego mostra-se não proposital. Tal fato pode ocorrer de várias formas por meio do emprego da pontuação ou de determinados vocábulos como, por exemplo, do pronome possessivo “seu” (e variações). Considerando o exposto anteriormente, analise as estruturas a seguir, em que o período I se refere a um trecho do texto lido, o II aponta o emprego do pronome “seu” em outro exemplo.
I. “[...] análogas às transformações históricas que traçam seus cursos dentro de certa previsibilidade [...]” (3º§) II. O especialista disse ao aluno que seu trabalho estava longe de terminar.”
Assinale a afirmativa correta. 
Alternativas
Q2079419 Português

A bike pelo mundo


    Se em várias partes do Brasil a bicicleta só mais recentemente começou a ser vista como opção de transporte, lá fora esse conceito já existe faz tempo. Segundo The Copenhagenize Index (2015), no ranking das melhores cidades do mundo para andar de bicicleta, Copenhague (Dinamarca) aparece em primeiro lugar, seguida de Amsterdã e Utrecht (Holanda), Estrasburgo (França) e Eindhoven (Holanda).

    Este último país é considerado por muitos (especialmente pelos próprios moradores) o melhor país do mundo para se andar de bicicleta. Já na década de 1950, 20% da população holandesa se locomoviam sobre duas rodas. Mas, na década seguinte, a prosperidade econômica aumentou e um dos resultados disso foi o crescimento no número de automóveis. Com o passar dos anos, os ciclistas foram perdendo espaço e o número de acidentes se elevou drasticamente. O trânsito se tornou um ambiente hostil, de disputas de violência. Diante da crise, os holandeses não perderam tempo, e organizaram um grande movimento para reduzir os acidentes. A campanha “Abaixo o assassinato de crianças” recebeu o apoio da população e do governo. A Holanda voltou a prestigiar o ciclismo e o número de acidentes caiu.

    A mobilidade por bicicleta não parou mais de crescer. O ciclismo foi totalmente integrado à malha de transportes holandesa, com sinalização adequada e estacionamentos de bicicletas compatíveis com a demanda crescente.

    Na Holanda, bicicletas dobráveis viajam de graça em outros meios de transporte público e as tradicionais podem ser transportadas fora dos horários de pico por uma pequena taxa. A companhia ferroviária e prefeituras oferecem estacionamento perto das estações. Desde 2003, o serviço de aluguel de bicicletas torna ainda mais acessível essa opção de transporte.


(TRIGUEIRO, André. Cidades e Soluções: como construir uma sociedade sustentável – Rio de Janeiro: LeYa, 2017.) 

Em “Se em várias partes do Brasil a bicicleta só mais recentemente começou a ser vista como opção de transporte, lá fora esse conceito já existe faz tempo.” (1º§), de acordo com a ortografia vigente, o segmento destacado seria corretamente substituído por (preservando-se também a correção semântica assim como evitando vícios de linguagem como a redundância):
Alternativas
Q2075989 Português
No dicionário de Joaquim Mattoso Camara Jr, encontra-se o seguinte significado de ambiguidade: “Circunstância de uma comunicação linguística se prestar a mais de uma interpretação.” [CAMARA JR. Dicionário de Linguística e Gramática referente à Língua Portuguesa. 28. ed. Petrópolis (RJ): Vozes, 2011]
Faça a associação correta entre as duas colunas, relacionando o tipo de ambiguidade e a sentença que a exemplifica.
1. Ambiguidade pelo uso de pronomes possessivos na terceira pessoa 2. Ambiguidade relacionada ao uso de formas nominais 3. Ambiguidade entre pronome relativo e conjunção integrante. 4. Ambiguidade pela colocação inadequada de sintagmas.
a) Assistente social nega que menor fugiu de sua casa. b) A mãe cansada saiu apressada do trabalho. c) Rita avisou a Clarice que estava terminando o trabalho. d) O garoto mal-humorado resmungou durante o treino.
A associação CORRETA entre números e letras é:
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Q2067971 Português
Relacione as frases da coluna 1 com seus respectivos vícios de linguagem.
Coluna 1 Frases
1. O professor disse que só falta seis alunos. 2. Ela pagou muito caro pelo concerto do relógio. 3. Chove,vamos entrar para dentro do teatro.
Coluna 2 Vícios de linguagem
( ) Pleonasmo Vicioso ( ) Barbarismo ( ) Solecismo

Assinale a alternativa que indica a sequência correta, de cima para baixo.
Alternativas
Ano: 2023 Banca: FEPESE Órgão: Prefeitura de Balneário Camboriú - SC Provas: FEPESE - 2023 - Prefeitura de Balneário Camboriú - SC - Cirurgião Dentista | FEPESE - 2023 - Prefeitura de Balneário Camboriú - SC - Médico Veterinário | FEPESE - 2023 - Prefeitura de Balneário Camboriú - SC - Médico Anestesiologista | FEPESE - 2023 - Prefeitura de Balneário Camboriú - SC - Médico Auditor | FEPESE - 2023 - Prefeitura de Balneário Camboriú - SC - Médico Cardiologista | FEPESE - 2023 - Prefeitura de Balneário Camboriú - SC - Médico Cardiologista Pediátrico | FEPESE - 2023 - Prefeitura de Balneário Camboriú - SC - Médico Cirurgião Geral | FEPESE - 2023 - Prefeitura de Balneário Camboriú - SC - Médico Cirurgião Plástico | FEPESE - 2023 - Prefeitura de Balneário Camboriú - SC - Médico Clínico Geral | FEPESE - 2023 - Prefeitura de Balneário Camboriú - SC - Médico Dermatologista | FEPESE - 2023 - Prefeitura de Balneário Camboriú - SC - Médico Dermatologista Pediátrico | FEPESE - 2023 - Prefeitura de Balneário Camboriú - SC - Médico Endocrinologista | FEPESE - 2023 - Prefeitura de Balneário Camboriú - SC - Médico Endocrinologista Pediátrico | FEPESE - 2023 - Prefeitura de Balneário Camboriú - SC - Médico Gastroenterologista | FEPESE - 2023 - Prefeitura de Balneário Camboriú - SC - Médico Neuropediatra | FEPESE - 2023 - Prefeitura de Balneário Camboriú - SC - Médico Gastroenterologista Pediátrico | FEPESE - 2023 - Prefeitura de Balneário Camboriú - SC - Médico Geriatra | FEPESE - 2023 - Prefeitura de Balneário Camboriú - SC - Médico Ginecologista | FEPESE - 2023 - Prefeitura de Balneário Camboriú - SC - Médico Ginecologista - Obstetra | FEPESE - 2023 - Prefeitura de Balneário Camboriú - SC - Médico Infectologista | FEPESE - 2023 - Prefeitura de Balneário Camboriú - SC - Médico Nefrologista | FEPESE - 2023 - Prefeitura de Balneário Camboriú - SC - Médico Neurocirurgião | FEPESE - 2023 - Prefeitura de Balneário Camboriú - SC - Médico Neurologista | FEPESE - 2023 - Prefeitura de Balneário Camboriú - SC - Médico Ortopedista Pediátrico | FEPESE - 2023 - Prefeitura de Balneário Camboriú - SC - Médico Otorrinolaringologista | FEPESE - 2023 - Prefeitura de Balneário Camboriú - SC - Médico Pediatra | FEPESE - 2023 - Prefeitura de Balneário Camboriú - SC - Médico Pneumologista | FEPESE - 2023 - Prefeitura de Balneário Camboriú - SC - Médico Pneumologista Pediátrico | FEPESE - 2023 - Prefeitura de Balneário Camboriú - SC - Médico Proctologista | FEPESE - 2023 - Prefeitura de Balneário Camboriú - SC - Médico Psiquiatra | FEPESE - 2023 - Prefeitura de Balneário Camboriú - SC - Médico Psiquiatra Infantil | FEPESE - 2023 - Prefeitura de Balneário Camboriú - SC - Médico Radiologista | FEPESE - 2023 - Prefeitura de Balneário Camboriú - SC - Médico Ultrassonografista | FEPESE - 2023 - Prefeitura de Balneário Camboriú - SC - Médico Urologista | FEPESE - 2023 - Prefeitura de Balneário Camboriú - SC - Médico Otorrinolaringologista Pediátrico | FEPESE - 2023 - Prefeitura de Balneário Camboriú - SC - Enfermeiro | FEPESE - 2023 - Prefeitura de Balneário Camboriú - SC - Enfermeiro Auditor | FEPESE - 2023 - Prefeitura de Balneário Camboriú - SC - Farmacêutico | FEPESE - 2023 - Prefeitura de Balneário Camboriú - SC - Fiscal de Vigilância Sanitária | FEPESE - 2023 - Prefeitura de Balneário Camboriú - SC - Fonoaudiólogo | FEPESE - 2023 - Prefeitura de Balneário Camboriú - SC - Cirurgião Buco Maxilo Facial | FEPESE - 2023 - Prefeitura de Balneário Camboriú - SC - Cirurgião Dentista - Endodontista | FEPESE - 2023 - Prefeitura de Balneário Camboriú - SC - Cirurgião Dentista - Estomatologista | FEPESE - 2023 - Prefeitura de Balneário Camboriú - SC - Cirurgião Dentista - Odontopediatra | FEPESE - 2023 - Prefeitura de Balneário Camboriú - SC - Cirurgião Dentista - Pacientes com Necessidades Especiais | FEPESE - 2023 - Prefeitura de Balneário Camboriú - SC - Cirurgião Dentista - Periodontista | FEPESE - 2023 - Prefeitura de Balneário Camboriú - SC - Cirurgião Dentista - Protesista |
Q2066577 Português
Assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q2064234 Português
Um dos problemas mais encontrados na língua escrita é o da produção de ambiguidades, gerando mau entendimento de um texto.
Assinale a opção que apresenta a frase que não mostra qualquer ambiguidade.
Alternativas
Q2048586 Português
Assinale a opção em que não está presente o encontro de redundâncias.
Alternativas
Q2044840 Português
A questão deve ser respondida a partir do Texto.

Como ensinar a ler

    Se eu fosse ensinar a uma criança a arte da jardinagem, não começaria com as lições das pás, enxadas e tesouras de podar. Eu a levaria a passear por parques e jardins, mostraria flores e árvores, falaria sobre suas maravilhosas simetrias e perfumes; a levaria a uma livraria para que ela visse, nos livros de arte, jardins de outras partes do mundo. Aí, seduzida pela beleza dos jardins, ela me pediria para ensinar-lhe as lições das pás, enxadas e tesouras de podar.

    Se fosse ensinar a uma criança a beleza da música, não começaria com partituras, notas e pautas. Ouviríamos juntos as melodias mais gostosas e lhe falaria sobre os instrumentos que fazem a música. Aí, encantada com a beleza da música, ela mesma me pediria que lhe ensinasse o mistério daquelas bolinhas pretas escritas sobre cinco linhas. Porque as bolinhas pretas e as cinco linhas são apenas ferramentas para a produção da beleza musical. A experiência da beleza tem de vir antes.

     Se fosse ensinar a uma criança a arte da leitura, não começaria com as letras e as sílabas. Simplesmente leria as estórias mais fascinantes que a fariam entrar no mundo encantado da fantasia. Aí então, com inveja dos meus poderes mágicos, ela desejaria que eu lhe ensinasse o segredo que transforma letras e sílabas em estórias.

    É muito simples. O mundo de cada pessoa é muito pequeno. Os livros são a porta para um mundo grande. Pela leitura vivemos experiências que não foram nossas e então elas passam a ser nossas. Lemos a estória de um grande amor e experimentamos as alegrias e dores de um grande amor. Lemos estórias de batalhas e nos tornamos guerreiros de espada na mão, sem os perigos das batalhas de verdade. Viajamos para o passado e nos tornamos contemporâneos dos dinossauros. Viajamos para o futuro e nos transportamos para mundos que não existem ainda. Lemos as biografias de pessoas extraordinárias que lutaram por causas bonitas e nos tornamos seus companheiros de lutas. Lendo, fazemos turismo sem sair do lugar. E isso é muito bom.

ALVES, Rubem, Ostra feliz não faz pérola.
Ed. Planeta do Brasil Ltda. São Paulo. 2021.
Leia o trecho a seguir.
Se eu fosse ensinar a uma criança a arte da jardinagem, não começaria com as lições das pás, enxadas e tesouras de podar. Eu a levaria a passear por parques e jardins, mostraria flores e árvores, falaria sobre suas maravilhosas simetrias e perfumes; a levaria a uma livraria para que ela visse, nos livros de arte, jardins de outras partes do mundo. Aí, seduzida pela beleza dos jardins, ela me pediria para ensinar-lhe as lições das pás, enxadas e tesouras de podar.
Sobre esse primeiro parágrafo do Texto, assinale a opção em que está presente uma marca de oralidade.
Alternativas
Q2044808 Português
As opções a seguir apresentam frases que mostram ambiguidade, à exceção de uma. Assinale-a.
Alternativas
Q2039111 Português
Texto CB1A1

      A governabilidade refere-se à capacidade política de governar, que deriva da relação de legitimidade do Estado e do seu governo com a sociedade. Está presente quando a população legitima o exercício do poder pelo Estado. A legitimidade, nesse contexto, deve ser entendida como a aceitação do poder do governo ou do Estado pela sociedade.

        Nesse sentido, os cidadãos e a cidadania organizada são a fonte ou a origem principal da governabilidade, ou seja, é a partir deles (e de sua capacidade de articulação em partidos, associações e demais instituições representativas) que surgem e se desenvolvem as condições para a governabilidade plena.

      Vinculada à dimensão estatal, governabilidade diz respeito às condições sistêmicas e institucionais sob as quais se dá o exercício do poder, tais como as características do sistema político, a forma de governo, as relações entre os poderes, o sistema de intermediação de interesses. Representa, assim, um conjunto de atributos essenciais ao exercício do governo, sem os quais nenhum poder pode ser exercido.

     Há três dimensões inerentes ao conceito de governabilidade: capacidade do governo de identificar problemas críticos e de formular políticas adequadas ao enfrentamento desses problemas, capacidade de mobilizar meios e recursos necessários à execução e à implantação das políticas públicas e capacidade de liderança do Estado, sem a qual as decisões se tornam ineficientes. A governabilidade, então, significa que o governo deve tomar decisões amparadas em um processo que inclua a participação dos diversos setores da sociedade, dos poderes constituídos, das instituições públicas e privadas e dos segmentos representativos da sociedade, para garantir que as escolhas atendam aos anseios da sociedade e contem com seu apoio na implementação de programas e projetos e na fiscalização dos serviços públicos.

       Sob esse enfoque, significa a participação dos diversos setores da sociedade nos processos decisórios que dizem respeito às ações do poder público, uma vez que incorpora a articulação do aparelho estatal ao sistema político de uma sociedade, ampliando o leque possível e indispensável à legitimidade e ao suporte das ações governamentais em busca de sua eficácia.

         Em resumo, governabilidade refere-se às condições do ambiente político em que se efetivam ou se devem efetivar as ações da administração, à base de legitimidade dos governos, à credibilidade e à imagem públicas da burocracia. Desse modo, o desafio da governabilidade consiste em conciliar os muitos interesses desses atores (na maioria, divergentes) e reuni-los em um objetivo comum (ou em vários objetivos comuns) a ser perseguido por todos. Assim, a capacidade de articular-se em alianças políticas e pactos sociais constitui-se em fator crítico para a viabilização dos objetivos do Estado. Essa tentativa de articulação que a governabilidade procura é uma forma de intermediação de interesses.

Thiago Antunes da Silva.
Conceitos e evolução da administração pública: o desenvolvimento do papel administrativo, 2017.
Internet:<www.online.unisc.br> Texto  (com adaptações). 

No que concerne aos aspectos linguísticos do texto CB1A1, julgue o próximo item. 


É redundante o uso da expressão “a cidadania organizada”, no segundo parágrafo, uma vez que tal termo é abrangido pelo conceito de “cidadãos”. 

Alternativas
Q3076719 Português
Os vícios de linguagem são desvios gramaticais que ocorrem por descuido ou desconhecimento das normas nos diferentes níveis linguísticos: fonético, semântico, sintático ou morfológico.
Qual vício de linguagem consiste na utilização de termos coloquiais (gírias e palavras de baixo calão) ou de expressões informais, por exemplo: "Somos irmãos do peito. (expressão popular que designa a cumplicidade entre as pessoas)"? 
Alternativas
Q2682286 Português

Expressões como "sair para fora", "passar dessa para uma melhor" ou "dormir como uma pedra" são tão velhas quanto andar para frente. Apesar de conhecidas, nem todo mundo sabe que essas construções são figuras de linguagem.


Fonte: https://www.gazetadopovo.com.br/educacao/figuras-de-linguagem -bmeb73u8f4rl38fpw32chyoum/


Analise o fragmento a seguir:


Para regular a situação extraordinária em relação ao surto de efeitos mundiais do coronavírus, foi editada a Lei 13.979/20, que tem como objetivo a proteção da coletividade e dispõe sobre as medidas que podem ser adotadas pelo poder público, diante da situação de emergência na saúde pública.


A Lei prevê a adoção de várias medidas, entre elas, quarentena (7 a 14 dias), restrição de atividade ou separação de pessoas ou coisas suspeitas de contaminação.


Fonte: https://www.tjdft.jus.br/ (Adaptado)


Qual a figura de linguagem presente no fragmento?

Alternativas
Q2682207 Português

O texto seguinte servirá de base para responder às questões de 1 a 10.


Por que você deve voltar a usar o despertador clássico em vez do celular?


Troquei o despertador pelo telefone cerca de 10 anos atrás, depois de contar a alguém o que eu achava ser uma história engraçada sobre como meu despertador tinha tocado uma vez na minha mala enquanto estava no porta-malas de um táxi, nos obrigando a parar para que pudéssemos silenciá-lo. A piada causou perplexidade. "Você realmente usa despertador?", perguntaram-me, como se fosse um fax.

Sucumbi à pressão dos colegas e me livrei do meu relógio antigo. E aí acabou o luxo de acordar sem notificações e começou a miséria de olhar para elas no meio da noite ao verificar a hora no meu telefone.

À medida que nosso uso de telefones celulares continua a crescer (um relatório da Deloitte de 2018 descobriu que os usuários de smartphones dos EUA verificam seus celulares 14 bilhões de vezes por dia, acima dos 9 bilhões no mesmo relatório de 2016), especialistas em bem-estar dizem que está tendo um impacto negativo em nossas rotinas matinais.

"Quando você acorda pela manhã, idealmente você quer acordar e passar um pouco de tempo dentro de sua própria mente antes de ser bombardeado com tudo o que está acontecendo no mundo. Dê a si mesmo a chance de se ajustar ao mundo desperto", diz a especialista de saúde mental e bem-estar Lily Silverton. "Historicamente, não estamos acostumados a ser tirados de nós tanto quanto somos hoje."

Antes dos alarmes, eram galos, sinos de igreja, aldravas (pessoas eram pagas para acordá-lo batendo na porta ou janela com uma vara longa, algo que acontecia até a década de 1970 no Reino Unido industrial) e até nossas próprias bexigas que nos colocavam para fora da cama.

Acredita-se que o relojoeiro Levi Hutchins, de Concord, New Hampshire, tenha inventado um dos primeiros despertadores, em 1787. Seu design só disparava uma vez às 4 da manhã, seu horário preferido para acordar. Pouco parece ser conhecido sobre os detalhes do projeto real, mas ele escreveu: "O que foi difícil foi a ideia de um relógio que pudesse soar um alarme, não a execução da ideia. Foi a própria simplicidade de fazer o toque da campainha."

Foi anos depois, em 1874, que o inventor francês Antoine Redier se tornou a primeira pessoa a patentear um despertador mecânico ajustável. E, em 1876, Seth E. Thomas patenteou um pequeno relógio mecânico de corda nos Estados Unidos, levando grandes relojoeiros americanos a começarem a fabricar pequenos despertadores. Aparentemente, os relojoeiros alemães logo seguiram o exemplo e, no final do século 19, o despertador elétrico foi inventado.

Hoje, os despertadores têm muitos designs. No entanto, tudo o que eu procurava era um despertador simples, muito parecido com o meu original. E eu comprei um na loja de materiais de construção mais próxima por £ 8,50 (pouco mais de R$ 47,00). Na primeira noite em que o usei, me senti estranhamente empolgado em realizar fisicamente as configurações em vez de deslizar pela tela. Na manhã seguinte, numa espécie de anticlímax, acordei antes do despertador. Mas já sentia que havia conquistado o dia, em vez de correr atrás dele.

De acordo com Silverton, "a tecnologia explora nossas fraquezas psicológicas". E estar conectado, ela observou, é incrível, mas terrível ao mesmo tempo. "Trata-se de gerenciar isso e criar uma rotina que funcione para você." Rotina que agora acho que tenho. A reintrodução de um despertador me dá o tempo, o espaço e a separação que meu telefone não deu. Embora meu telefone ainda esteja ao lado da cama, a diferença é que não é mais a primeira coisa que procuro.

Minha primeira expressão do dia não é mais xingar por causa de um e-mail e sentir meu sangue ferver, me pego pensando gentilmente no que eu poderia comer no café da manhã. Isso me deu uma sensação de controle e calma. Estranhamente, me fez sentir mais jovem, acho que porque a experiência parece nostálgica ou talvez porque estou dormindo melhor. E o que pode ser mais luxuoso do que isso?


CNN Brasil. Por que você deve voltar a usar o despertador clássico em vez do celular?Disponível em: emmm-veezdocceular sil.com.br/tecnologia/por-que-voce-deve-voltar-a-usar-o-despertador-clasico-em-vez-do-celular/ Acesso em: 01 ago., 2022.

Analise as afirmações a seguir sobre os sentidos dos vocábulos no texto "Por que você deve voltar a usar o despertador clássico em vez do celular?". Marque V, para verdadeiras, e F, para falsas:


(_) No trecho "A piada causou perplexidade. 'Você realmente usa despertador?', perguntaram-me, como se fosse um fax". A comparação com o fax se dá, pois este é considerado um meio ultrapassado de comunicação.

(_) Na sentença "Na primeira noite em que o usei, me senti estranhamente empolgado em realizar fisicamente as configurações em vez de deslizar pela tela", o termo "deslizar" diz respeito à forma como interagimos com os smartphones, deslizando o dedo de modo a interagir com o aparelho.

(_) No segmento "De acordo com Silverton, 'a tecnologia explora nossas fraquezas psicológicas'", podemos afirmar que acontece uma figura de linguagem chamada de personificação, pois "explorar nossas fraquezas" não é uma característica inata à tecnologia.


Assinale a alternativa com a sequência correta:

Alternativas
Q2680335 Português

Analise as afirmativas a seguir:


I. As figuras de linguagem são estratégias que o escritor pode aplicar ao texto para conseguir um determinado efeito na interpretação do leitor. A comparação, por exemplo, é uma figura de linguagem que faz a ligação do significado de dois ou mais elementos com o uso de versos metrificados e equações matemáticas simples.

II. No Brasil, o Arcadismo caracteriza-se por uma poesia objetiva e impessoal, na qual se verifica o predomínio da razão sobre os sentimentos e orienta-se pela verdade e sinceridade.


Marque a alternativa CORRETA:

Alternativas
Q2680330 Português

Analise as afirmativas a seguir:


I. O conteúdo de ensino a ser transmitido pelo educador deve tolher as possibilidades de aprendizado por parte dos educandos, limitando e prejudicando o desenvolvimento pessoal e profissional dos alunos.

II. A antítese é o emprego de comparações entre termos semelhantes, até mesmo sinônimos, ou seja, consiste na justaposição de duas ideias, lado a lado, em uma frase, a fim de exprimir um sentimento ou uma ideia matemática.


Marque a alternativa CORRETA:

Alternativas
Q2679255 Português

O texto seguinte servirá de base para responder às questões de 1 a 10.

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O mito da fênix e a combustão espontânea

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A fênix é uma ave mitológica, dotada de diversos poderes e cercada por muitos mistérios e histórias. Bastante presente em nossa cultura atual, a fênix é conhecida por meio das histórias de ficção (livros, filmes, games e séries), mas não pense que esse pássaro é uma criação moderna.

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Há cerca de 5 mil anos, a região que hoje é conhecida como Emirados Árabes Unidos abrigava a maior espécie de garça que já passou pela Terra: a garça de Heron (também chamada pelo nome científico de Ardea bennuides). Acredita-se que essa garça serviu de inspiração para o surgimento de Benu, um ser mitológico do Egito Antigo associado à alma do deus do Sol, Rá. Essa ave sagrada também era vista como símbolo do renascimento (o que a ligava ao deus Osíris), pois se acreditava que, a cada 500 anos, ela era capaz de se consumir em chamas e renascer das próprias cinzas.

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Posteriormente, já na Grécia Antiga, surgiram histórias de um pássaro com propriedades muito semelhantes a Benu e que, na mitologia grega, recebeu o nome de fênix. Embora haja contestações sobre a real origem desse ser mitológico, foram muitas as civilizações que cultuaram animais análogos a essa ave - ou outros pássaros com habilidades mágicas -, como os chineses, os árabes e os persas.

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Por meio das histórias orais e escritas, o mito da fênix foi se propagando ao longo dos séculos. E podemos dizer que, dentre todas as histórias de pássaros mágicos, essa foi o que mais criou raízes no imaginário popular ocidental.

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O processo de queima - ou combustão - nada mais é do que uma reação química decorrente do encontro de três elementos: um combustível (qualquer material oxidável, ou seja, capaz de reagir com o oxigênio e pegar fogo); um comburente (geralmente, o oxigênio); e uma fonte de ignição (por exemplo, uma faísca, que fornece a energia necessária para a reação ocorrer). Se algum desses três elementos não está presente, a queima não ocorre.

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A combustão é uma reação fundamental para a manutenção da vida humana no planeta e teve seu marco histórico de origem datado por pesquisas arqueológicas em cerca de 7 mil anos antes de Cristo, quando os povos antigos começaram a produzir fogo, possibilitando diversos avanços tecnológicos.

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Você já acendeu uma fogueira ou viu alguém fazendo isso? Para esse processo, podemos usar um pedaço de madeira, que funcionará como combustível (ou seja, irá queimar). Para facilitar a queima, podemos jogar sobre a madeira um líquido inflamável (como o álcool). O oxigênio irá participar dessa reação química fazendo o papel de comburente. E você ainda precisa de uma fonte de energia, como a chama de um fósforo ou a faísca de um isqueiro. Se a madeira queimar por completo (ou seja, o combustível se esgotar), a combustão se interrompe. Se você cobrir essa fogueira, impedindo a entrada de mais oxigênio, a fogueira se apaga por falta de comburente.

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A partir dessas informações, vamos pensar na combustão da fênix. O combustível dessa reação é a própria fênix (tanto que quando ela se torna somente cinzas, a chama acaba). O comburente dessa reação é o próprio oxigênio. Mas e a fonte de energia externa, a ignição? Como é possível um objeto pegar fogo sem receber nenhuma energia?

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Apesar de parecer realmente mágica, a combustão espontânea é um fenômeno real. O fato de não haver uma fonte externa visível de energia não significa que ela não exista. A temperatura de um corpo está diretamente associada à energia que esse corpo tem. Isso significa que um corpo quente (em alta temperatura) é um corpo com mais energia do que um corpo mais frio. Portanto, embora não seja algo muito comum, alguns materiais podem pegar fogo espontaneamente, apenas com o seu próprio calor.

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Existe uma propriedade denominada 'ponto de ignição', que é a temperatura mínima para a ocorrência de uma combustão espontânea, sem a presença de uma fonte externa de ignição (como uma faísca). O ponto de ignição do álcool, por exemplo, é 363 ºC. Isso significa que, se por alguma razão, o álcool for aquecido até essa temperatura, ele pegará fogo, mesmo sem uma faísca para acendê-lo.

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Materiais como carvão, feno, algodão, filmes antigos, estrume de vaca e até grãos de pistache possuem pontos de ignição baixos o suficiente para sofrerem esse tipo de combustão. Um exemplo de combustão espontânea ocorre em alguns biomas, como o pantanal e o cerrado. Em períodos de seca, incêndios pontuais podem acontecer.

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O que podemos concluir é que, se a fênix não for composta por feno ou outro material de baixo ponto de ignição, dificilmente ela seria capaz de entrar em combustão espontânea, mas podemos levantar uma hipótese final. Diferentemente dos répteis, anfíbios e peixes, as aves e os mamíferos são endotérmicos (também chamados de 'animais de sangue quente'), ou seja, são capazes de controlar a própria temperatura corporal e manter o corpo aquecido mesmo em ambientes mais frios. Talvez a fênix seja capaz de aquecer o próprio corpo a uma temperatura tão grande que a leve à combustão. Por se tratar de um pássaro mitológico, porém, não podemos encontrar um desses no mundo real e estudá-lo. Portanto, só nos resta fazer especulações e nos maravilharmos com suas belas aparições nos cinemas.

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Retirado e adaptado de: WAGNER, Frans.; OPPE, Ingrid Gerdi.; MIRANDA, Lucas Mascarenhas de. O mito da fênix e a combustão espontânea. Ciência Hoje. Disponível em: https://cienciahoje.org.br/artigo/o-mito-da-fenix-e-a-combustao-espontanea/ Acesso em: 07. ago., 2022.

Analise a expressão a seguir:

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Esta pessoa é uma fênix. Já teve tantos altos e baixos, mas segue ressurgindo das cinzas!

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Assinale a alternativa que corretamente apresenta a figura de linguagem empregada na expressão citada:

Alternativas
Q2674862 Português

Polarização política é obstáculo para cobertura ambiental no jornalismo


  1. Uma pesquisa recente do instituto Pew Research Center mostrou que a vasta maioria dos americanos apoia novas
  2. medidas de combate ao aquecimento do planeta.
  3. Mais de dois terços são a favor de incentivos para o uso de veículos elétricos ou híbridos e da criação de impostos para
  4. corporações com base em suas emissões de carbono. Nova regulação obrigando o aumento do uso de energia de recursos
  5. renováveis teria o apoio de 72%, e 79% favorecem incentivos fiscais do governo para ajudar empresas em projetos de captura e
  6. armazenamento de carbono.
  7. A preocupação com o ambiente vem crescendo na última década e, em junho, uma pesquisa da empresa
  8. YouGovAmerica revelou que hoje 56% da população se identifica como "ambientalista". Então, por que só 30% dos americanos
  9. se dizem interessados em acompanhar notícias sobre o meio ambiente?
  10. A polarização política nos EUA — e também a corrupção de políticos comprados por interesses especiais — ajuda a
  11. explicar como o país está rachado ao meio no apoio à encolhida agenda ambiental de Joe Biden, que sofre assaltos não só de
  12. ultraconservadores na Suprema Corte como do próprio partido. O senador Joe Manchin, da Virgínia Ocidental, vendido ao lobby
  13. do carvão, quase matou um pacote legislativo ambiental ligado ao plano BBB (Build Back Better) antes de voltar atrás nesta
  14. quarta (27).
  15. É difícil manter a atenção do público já assediado por más notícias sobre economia e saúde com previsões apocalípticas.
  16. Mas os desinformados, consumindo uma dieta negacionista como a servida nos EUA pela Fox News, não são os maiores
  17. responsáveis pela falta de apoio ao combate ao aquecimento global; são os narradores da mídia que tratam a ciência como
  18. ideologia.
  19. A agência federal de ambiente dos EUA foi criada por Richard Nixon, um conservador cristão. O correspondente do setor
  20. da rede CNN comparou recentemente os âncoras da rede de Rupert Murdoch a sabotadores que bloqueiam a saída de um teatro
  21. pegando fogo.
  22. Se o jornalismo quer ser tratado como serviço público, cabe ao jornalismo contribuir melhor para desembaralhar a falácia
  23. de que a ciência ambiental é "de esquerda". Se no primeiro semestre de 2020 a catástrofe da pandemia jogou repórteres de todos
  24. os setores na cobertura de um vírus, chegou a hora de parar de setorizar a reportagem de ambiente.
  25. Toda a cobertura tem um aspecto ambiental num mundo em que eventos relacionados ao clima já matam 5 milhões por
  26. ano e devastam economias de qualquer porte.
  27. Um obstáculo evidente é que a reportagem cientifica requer um grau maior de especialização. Outro é articular melhor
  28. o relato de fatos no contexto da destruição ambiental. O comentarista financeiro que descreve só as cifras quando o governo
  29. precisa intervir no mercado de seguros da Luisiana porque as tempestades e os furacões tornaram 600 mil residências
  30. inafiançáveis não deve omitir como a ciência explica a debacle econômica.
  31. A narrativa ambiental nunca teve à disposição tantas notícias promissoras com o progresso científico na proteção
  32. ambiental. Equilibrar o noticiário entre os sacrifícios e as recompensas é um poder que o jornalismo tem de resgatar a ciência
  33. refém dos autocratas populistas.


(Lúcia Guimarães. https:/www1.folha.uol.com.br/colunas/lucia-guimaraes/2022/07/polarizacao-política-e-obstaculo-para-cobertura-ambiental-no-jomalismo.shtml Folha de S.Paulo, 27 jul.2022)

Então, por que só 30% dos americanos se dizem interessados em acompanhar notícias sobre o meio ambiente? (linhas 8 e 9)


No âmbito do parágrafo em que se insere o período acima, é correto afirmar que ele constitui, no universo do sentido produzido,

Alternativas
Respostas
161: B
162: B
163: C
164: D
165: C
166: A
167: E
168: E
169: D
170: E
171: E
172: D
173: E
174: A
175: B
176: C
177: C
178: D
179: C
180: E