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Questões de Concurso Comentadas sobre vícios da linguagem em português

Questões Discursivas

Foram encontradas 474 questões

Q2039111 Português
Texto CB1A1

      A governabilidade refere-se à capacidade política de governar, que deriva da relação de legitimidade do Estado e do seu governo com a sociedade. Está presente quando a população legitima o exercício do poder pelo Estado. A legitimidade, nesse contexto, deve ser entendida como a aceitação do poder do governo ou do Estado pela sociedade.

        Nesse sentido, os cidadãos e a cidadania organizada são a fonte ou a origem principal da governabilidade, ou seja, é a partir deles (e de sua capacidade de articulação em partidos, associações e demais instituições representativas) que surgem e se desenvolvem as condições para a governabilidade plena.

      Vinculada à dimensão estatal, governabilidade diz respeito às condições sistêmicas e institucionais sob as quais se dá o exercício do poder, tais como as características do sistema político, a forma de governo, as relações entre os poderes, o sistema de intermediação de interesses. Representa, assim, um conjunto de atributos essenciais ao exercício do governo, sem os quais nenhum poder pode ser exercido.

     Há três dimensões inerentes ao conceito de governabilidade: capacidade do governo de identificar problemas críticos e de formular políticas adequadas ao enfrentamento desses problemas, capacidade de mobilizar meios e recursos necessários à execução e à implantação das políticas públicas e capacidade de liderança do Estado, sem a qual as decisões se tornam ineficientes. A governabilidade, então, significa que o governo deve tomar decisões amparadas em um processo que inclua a participação dos diversos setores da sociedade, dos poderes constituídos, das instituições públicas e privadas e dos segmentos representativos da sociedade, para garantir que as escolhas atendam aos anseios da sociedade e contem com seu apoio na implementação de programas e projetos e na fiscalização dos serviços públicos.

       Sob esse enfoque, significa a participação dos diversos setores da sociedade nos processos decisórios que dizem respeito às ações do poder público, uma vez que incorpora a articulação do aparelho estatal ao sistema político de uma sociedade, ampliando o leque possível e indispensável à legitimidade e ao suporte das ações governamentais em busca de sua eficácia.

         Em resumo, governabilidade refere-se às condições do ambiente político em que se efetivam ou se devem efetivar as ações da administração, à base de legitimidade dos governos, à credibilidade e à imagem públicas da burocracia. Desse modo, o desafio da governabilidade consiste em conciliar os muitos interesses desses atores (na maioria, divergentes) e reuni-los em um objetivo comum (ou em vários objetivos comuns) a ser perseguido por todos. Assim, a capacidade de articular-se em alianças políticas e pactos sociais constitui-se em fator crítico para a viabilização dos objetivos do Estado. Essa tentativa de articulação que a governabilidade procura é uma forma de intermediação de interesses.

Thiago Antunes da Silva.
Conceitos e evolução da administração pública: o desenvolvimento do papel administrativo, 2017.
Internet:<www.online.unisc.br> Texto  (com adaptações). 

No que concerne aos aspectos linguísticos do texto CB1A1, julgue o próximo item. 


É redundante o uso da expressão “a cidadania organizada”, no segundo parágrafo, uma vez que tal termo é abrangido pelo conceito de “cidadãos”. 

Alternativas
Ano: 2022 Banca: IF-SP Órgão: IF-SP Prova: IF-SP - 2022 - IF-SP - Assistente de Alunos |
Q3972336 Português
Leia o texto a seguir.

“Vícios de linguagem são incorreções e defeitos no uso da língua falada ou escrita. Originam-se do descaso ou do despreparo linguístico de quem se expressa” (CEGALLA, 2005). Contudo, conforme o dicionário Houaiss (2001), o termo “Licença Poética” é definido como a “liberdade de o escritor utilizar construções, prosódias, ortografias, sintaxes não conformes às regras, ao uso habitual, para atingir seus objetivos de expressão”. Nos versos em destaque da letra “Pais e filhos” abaixo, encontramos incorreções propositais às quais o autor recorre, valendo-se de sua “licença poética” (HOUAISS, Antônio, VILLAR, Mauro de Salles. Grande Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa. Rio de Janeiro: Objetiva, 2001).
Me diz por que que o céu é azul Me explica a grande fúria do mundo São meus filhos que tomam conta de mim Eu moro com a minha mãe mas meu pai vem me visitar Eu moro na rua, não tenho ninguém Eu moro em qualquer lugar Já morei em tanta casa que nem me lembro mais Eu moro com meus pais (RUSSO, R. Pais e filhos. Disponível em: https:// www.letras.mus.br/renato-russo/75858/. Acesso em: 20 fev. 2022).

Tais incorreções são identificadas pela norma culta como:
Alternativas
Q3076719 Português
Os vícios de linguagem são desvios gramaticais que ocorrem por descuido ou desconhecimento das normas nos diferentes níveis linguísticos: fonético, semântico, sintático ou morfológico.
Qual vício de linguagem consiste na utilização de termos coloquiais (gírias e palavras de baixo calão) ou de expressões informais, por exemplo: "Somos irmãos do peito. (expressão popular que designa a cumplicidade entre as pessoas)"? 
Alternativas
Q2682286 Português

Expressões como "sair para fora", "passar dessa para uma melhor" ou "dormir como uma pedra" são tão velhas quanto andar para frente. Apesar de conhecidas, nem todo mundo sabe que essas construções são figuras de linguagem.


Fonte: https://www.gazetadopovo.com.br/educacao/figuras-de-linguagem -bmeb73u8f4rl38fpw32chyoum/


Analise o fragmento a seguir:


Para regular a situação extraordinária em relação ao surto de efeitos mundiais do coronavírus, foi editada a Lei 13.979/20, que tem como objetivo a proteção da coletividade e dispõe sobre as medidas que podem ser adotadas pelo poder público, diante da situação de emergência na saúde pública.


A Lei prevê a adoção de várias medidas, entre elas, quarentena (7 a 14 dias), restrição de atividade ou separação de pessoas ou coisas suspeitas de contaminação.


Fonte: https://www.tjdft.jus.br/ (Adaptado)


Qual a figura de linguagem presente no fragmento?

Alternativas
Q2682207 Português

O texto seguinte servirá de base para responder às questões de 1 a 10.


Por que você deve voltar a usar o despertador clássico em vez do celular?


Troquei o despertador pelo telefone cerca de 10 anos atrás, depois de contar a alguém o que eu achava ser uma história engraçada sobre como meu despertador tinha tocado uma vez na minha mala enquanto estava no porta-malas de um táxi, nos obrigando a parar para que pudéssemos silenciá-lo. A piada causou perplexidade. "Você realmente usa despertador?", perguntaram-me, como se fosse um fax.

Sucumbi à pressão dos colegas e me livrei do meu relógio antigo. E aí acabou o luxo de acordar sem notificações e começou a miséria de olhar para elas no meio da noite ao verificar a hora no meu telefone.

À medida que nosso uso de telefones celulares continua a crescer (um relatório da Deloitte de 2018 descobriu que os usuários de smartphones dos EUA verificam seus celulares 14 bilhões de vezes por dia, acima dos 9 bilhões no mesmo relatório de 2016), especialistas em bem-estar dizem que está tendo um impacto negativo em nossas rotinas matinais.

"Quando você acorda pela manhã, idealmente você quer acordar e passar um pouco de tempo dentro de sua própria mente antes de ser bombardeado com tudo o que está acontecendo no mundo. Dê a si mesmo a chance de se ajustar ao mundo desperto", diz a especialista de saúde mental e bem-estar Lily Silverton. "Historicamente, não estamos acostumados a ser tirados de nós tanto quanto somos hoje."

Antes dos alarmes, eram galos, sinos de igreja, aldravas (pessoas eram pagas para acordá-lo batendo na porta ou janela com uma vara longa, algo que acontecia até a década de 1970 no Reino Unido industrial) e até nossas próprias bexigas que nos colocavam para fora da cama.

Acredita-se que o relojoeiro Levi Hutchins, de Concord, New Hampshire, tenha inventado um dos primeiros despertadores, em 1787. Seu design só disparava uma vez às 4 da manhã, seu horário preferido para acordar. Pouco parece ser conhecido sobre os detalhes do projeto real, mas ele escreveu: "O que foi difícil foi a ideia de um relógio que pudesse soar um alarme, não a execução da ideia. Foi a própria simplicidade de fazer o toque da campainha."

Foi anos depois, em 1874, que o inventor francês Antoine Redier se tornou a primeira pessoa a patentear um despertador mecânico ajustável. E, em 1876, Seth E. Thomas patenteou um pequeno relógio mecânico de corda nos Estados Unidos, levando grandes relojoeiros americanos a começarem a fabricar pequenos despertadores. Aparentemente, os relojoeiros alemães logo seguiram o exemplo e, no final do século 19, o despertador elétrico foi inventado.

Hoje, os despertadores têm muitos designs. No entanto, tudo o que eu procurava era um despertador simples, muito parecido com o meu original. E eu comprei um na loja de materiais de construção mais próxima por £ 8,50 (pouco mais de R$ 47,00). Na primeira noite em que o usei, me senti estranhamente empolgado em realizar fisicamente as configurações em vez de deslizar pela tela. Na manhã seguinte, numa espécie de anticlímax, acordei antes do despertador. Mas já sentia que havia conquistado o dia, em vez de correr atrás dele.

De acordo com Silverton, "a tecnologia explora nossas fraquezas psicológicas". E estar conectado, ela observou, é incrível, mas terrível ao mesmo tempo. "Trata-se de gerenciar isso e criar uma rotina que funcione para você." Rotina que agora acho que tenho. A reintrodução de um despertador me dá o tempo, o espaço e a separação que meu telefone não deu. Embora meu telefone ainda esteja ao lado da cama, a diferença é que não é mais a primeira coisa que procuro.

Minha primeira expressão do dia não é mais xingar por causa de um e-mail e sentir meu sangue ferver, me pego pensando gentilmente no que eu poderia comer no café da manhã. Isso me deu uma sensação de controle e calma. Estranhamente, me fez sentir mais jovem, acho que porque a experiência parece nostálgica ou talvez porque estou dormindo melhor. E o que pode ser mais luxuoso do que isso?


CNN Brasil. Por que você deve voltar a usar o despertador clássico em vez do celular?Disponível em: emmm-veezdocceular sil.com.br/tecnologia/por-que-voce-deve-voltar-a-usar-o-despertador-clasico-em-vez-do-celular/ Acesso em: 01 ago., 2022.

Analise as afirmações a seguir sobre os sentidos dos vocábulos no texto "Por que você deve voltar a usar o despertador clássico em vez do celular?". Marque V, para verdadeiras, e F, para falsas:


(_) No trecho "A piada causou perplexidade. 'Você realmente usa despertador?', perguntaram-me, como se fosse um fax". A comparação com o fax se dá, pois este é considerado um meio ultrapassado de comunicação.

(_) Na sentença "Na primeira noite em que o usei, me senti estranhamente empolgado em realizar fisicamente as configurações em vez de deslizar pela tela", o termo "deslizar" diz respeito à forma como interagimos com os smartphones, deslizando o dedo de modo a interagir com o aparelho.

(_) No segmento "De acordo com Silverton, 'a tecnologia explora nossas fraquezas psicológicas'", podemos afirmar que acontece uma figura de linguagem chamada de personificação, pois "explorar nossas fraquezas" não é uma característica inata à tecnologia.


Assinale a alternativa com a sequência correta:

Alternativas
Q2680335 Português

Analise as afirmativas a seguir:


I. As figuras de linguagem são estratégias que o escritor pode aplicar ao texto para conseguir um determinado efeito na interpretação do leitor. A comparação, por exemplo, é uma figura de linguagem que faz a ligação do significado de dois ou mais elementos com o uso de versos metrificados e equações matemáticas simples.

II. No Brasil, o Arcadismo caracteriza-se por uma poesia objetiva e impessoal, na qual se verifica o predomínio da razão sobre os sentimentos e orienta-se pela verdade e sinceridade.


Marque a alternativa CORRETA:

Alternativas
Q2680330 Português

Analise as afirmativas a seguir:


I. O conteúdo de ensino a ser transmitido pelo educador deve tolher as possibilidades de aprendizado por parte dos educandos, limitando e prejudicando o desenvolvimento pessoal e profissional dos alunos.

II. A antítese é o emprego de comparações entre termos semelhantes, até mesmo sinônimos, ou seja, consiste na justaposição de duas ideias, lado a lado, em uma frase, a fim de exprimir um sentimento ou uma ideia matemática.


Marque a alternativa CORRETA:

Alternativas
Q2679255 Português

O texto seguinte servirá de base para responder às questões de 1 a 10.

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O mito da fênix e a combustão espontânea

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A fênix é uma ave mitológica, dotada de diversos poderes e cercada por muitos mistérios e histórias. Bastante presente em nossa cultura atual, a fênix é conhecida por meio das histórias de ficção (livros, filmes, games e séries), mas não pense que esse pássaro é uma criação moderna.

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Há cerca de 5 mil anos, a região que hoje é conhecida como Emirados Árabes Unidos abrigava a maior espécie de garça que já passou pela Terra: a garça de Heron (também chamada pelo nome científico de Ardea bennuides). Acredita-se que essa garça serviu de inspiração para o surgimento de Benu, um ser mitológico do Egito Antigo associado à alma do deus do Sol, Rá. Essa ave sagrada também era vista como símbolo do renascimento (o que a ligava ao deus Osíris), pois se acreditava que, a cada 500 anos, ela era capaz de se consumir em chamas e renascer das próprias cinzas.

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Posteriormente, já na Grécia Antiga, surgiram histórias de um pássaro com propriedades muito semelhantes a Benu e que, na mitologia grega, recebeu o nome de fênix. Embora haja contestações sobre a real origem desse ser mitológico, foram muitas as civilizações que cultuaram animais análogos a essa ave - ou outros pássaros com habilidades mágicas -, como os chineses, os árabes e os persas.

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Por meio das histórias orais e escritas, o mito da fênix foi se propagando ao longo dos séculos. E podemos dizer que, dentre todas as histórias de pássaros mágicos, essa foi o que mais criou raízes no imaginário popular ocidental.

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O processo de queima - ou combustão - nada mais é do que uma reação química decorrente do encontro de três elementos: um combustível (qualquer material oxidável, ou seja, capaz de reagir com o oxigênio e pegar fogo); um comburente (geralmente, o oxigênio); e uma fonte de ignição (por exemplo, uma faísca, que fornece a energia necessária para a reação ocorrer). Se algum desses três elementos não está presente, a queima não ocorre.

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A combustão é uma reação fundamental para a manutenção da vida humana no planeta e teve seu marco histórico de origem datado por pesquisas arqueológicas em cerca de 7 mil anos antes de Cristo, quando os povos antigos começaram a produzir fogo, possibilitando diversos avanços tecnológicos.

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Você já acendeu uma fogueira ou viu alguém fazendo isso? Para esse processo, podemos usar um pedaço de madeira, que funcionará como combustível (ou seja, irá queimar). Para facilitar a queima, podemos jogar sobre a madeira um líquido inflamável (como o álcool). O oxigênio irá participar dessa reação química fazendo o papel de comburente. E você ainda precisa de uma fonte de energia, como a chama de um fósforo ou a faísca de um isqueiro. Se a madeira queimar por completo (ou seja, o combustível se esgotar), a combustão se interrompe. Se você cobrir essa fogueira, impedindo a entrada de mais oxigênio, a fogueira se apaga por falta de comburente.

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A partir dessas informações, vamos pensar na combustão da fênix. O combustível dessa reação é a própria fênix (tanto que quando ela se torna somente cinzas, a chama acaba). O comburente dessa reação é o próprio oxigênio. Mas e a fonte de energia externa, a ignição? Como é possível um objeto pegar fogo sem receber nenhuma energia?

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Apesar de parecer realmente mágica, a combustão espontânea é um fenômeno real. O fato de não haver uma fonte externa visível de energia não significa que ela não exista. A temperatura de um corpo está diretamente associada à energia que esse corpo tem. Isso significa que um corpo quente (em alta temperatura) é um corpo com mais energia do que um corpo mais frio. Portanto, embora não seja algo muito comum, alguns materiais podem pegar fogo espontaneamente, apenas com o seu próprio calor.

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Existe uma propriedade denominada 'ponto de ignição', que é a temperatura mínima para a ocorrência de uma combustão espontânea, sem a presença de uma fonte externa de ignição (como uma faísca). O ponto de ignição do álcool, por exemplo, é 363 ºC. Isso significa que, se por alguma razão, o álcool for aquecido até essa temperatura, ele pegará fogo, mesmo sem uma faísca para acendê-lo.

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Materiais como carvão, feno, algodão, filmes antigos, estrume de vaca e até grãos de pistache possuem pontos de ignição baixos o suficiente para sofrerem esse tipo de combustão. Um exemplo de combustão espontânea ocorre em alguns biomas, como o pantanal e o cerrado. Em períodos de seca, incêndios pontuais podem acontecer.

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O que podemos concluir é que, se a fênix não for composta por feno ou outro material de baixo ponto de ignição, dificilmente ela seria capaz de entrar em combustão espontânea, mas podemos levantar uma hipótese final. Diferentemente dos répteis, anfíbios e peixes, as aves e os mamíferos são endotérmicos (também chamados de 'animais de sangue quente'), ou seja, são capazes de controlar a própria temperatura corporal e manter o corpo aquecido mesmo em ambientes mais frios. Talvez a fênix seja capaz de aquecer o próprio corpo a uma temperatura tão grande que a leve à combustão. Por se tratar de um pássaro mitológico, porém, não podemos encontrar um desses no mundo real e estudá-lo. Portanto, só nos resta fazer especulações e nos maravilharmos com suas belas aparições nos cinemas.

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Retirado e adaptado de: WAGNER, Frans.; OPPE, Ingrid Gerdi.; MIRANDA, Lucas Mascarenhas de. O mito da fênix e a combustão espontânea. Ciência Hoje. Disponível em: https://cienciahoje.org.br/artigo/o-mito-da-fenix-e-a-combustao-espontanea/ Acesso em: 07. ago., 2022.

Analise a expressão a seguir:

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Esta pessoa é uma fênix. Já teve tantos altos e baixos, mas segue ressurgindo das cinzas!

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Assinale a alternativa que corretamente apresenta a figura de linguagem empregada na expressão citada:

Alternativas
Q2674862 Português

Polarização política é obstáculo para cobertura ambiental no jornalismo


  1. Uma pesquisa recente do instituto Pew Research Center mostrou que a vasta maioria dos americanos apoia novas
  2. medidas de combate ao aquecimento do planeta.
  3. Mais de dois terços são a favor de incentivos para o uso de veículos elétricos ou híbridos e da criação de impostos para
  4. corporações com base em suas emissões de carbono. Nova regulação obrigando o aumento do uso de energia de recursos
  5. renováveis teria o apoio de 72%, e 79% favorecem incentivos fiscais do governo para ajudar empresas em projetos de captura e
  6. armazenamento de carbono.
  7. A preocupação com o ambiente vem crescendo na última década e, em junho, uma pesquisa da empresa
  8. YouGovAmerica revelou que hoje 56% da população se identifica como "ambientalista". Então, por que só 30% dos americanos
  9. se dizem interessados em acompanhar notícias sobre o meio ambiente?
  10. A polarização política nos EUA — e também a corrupção de políticos comprados por interesses especiais — ajuda a
  11. explicar como o país está rachado ao meio no apoio à encolhida agenda ambiental de Joe Biden, que sofre assaltos não só de
  12. ultraconservadores na Suprema Corte como do próprio partido. O senador Joe Manchin, da Virgínia Ocidental, vendido ao lobby
  13. do carvão, quase matou um pacote legislativo ambiental ligado ao plano BBB (Build Back Better) antes de voltar atrás nesta
  14. quarta (27).
  15. É difícil manter a atenção do público já assediado por más notícias sobre economia e saúde com previsões apocalípticas.
  16. Mas os desinformados, consumindo uma dieta negacionista como a servida nos EUA pela Fox News, não são os maiores
  17. responsáveis pela falta de apoio ao combate ao aquecimento global; são os narradores da mídia que tratam a ciência como
  18. ideologia.
  19. A agência federal de ambiente dos EUA foi criada por Richard Nixon, um conservador cristão. O correspondente do setor
  20. da rede CNN comparou recentemente os âncoras da rede de Rupert Murdoch a sabotadores que bloqueiam a saída de um teatro
  21. pegando fogo.
  22. Se o jornalismo quer ser tratado como serviço público, cabe ao jornalismo contribuir melhor para desembaralhar a falácia
  23. de que a ciência ambiental é "de esquerda". Se no primeiro semestre de 2020 a catástrofe da pandemia jogou repórteres de todos
  24. os setores na cobertura de um vírus, chegou a hora de parar de setorizar a reportagem de ambiente.
  25. Toda a cobertura tem um aspecto ambiental num mundo em que eventos relacionados ao clima já matam 5 milhões por
  26. ano e devastam economias de qualquer porte.
  27. Um obstáculo evidente é que a reportagem cientifica requer um grau maior de especialização. Outro é articular melhor
  28. o relato de fatos no contexto da destruição ambiental. O comentarista financeiro que descreve só as cifras quando o governo
  29. precisa intervir no mercado de seguros da Luisiana porque as tempestades e os furacões tornaram 600 mil residências
  30. inafiançáveis não deve omitir como a ciência explica a debacle econômica.
  31. A narrativa ambiental nunca teve à disposição tantas notícias promissoras com o progresso científico na proteção
  32. ambiental. Equilibrar o noticiário entre os sacrifícios e as recompensas é um poder que o jornalismo tem de resgatar a ciência
  33. refém dos autocratas populistas.


(Lúcia Guimarães. https:/www1.folha.uol.com.br/colunas/lucia-guimaraes/2022/07/polarizacao-política-e-obstaculo-para-cobertura-ambiental-no-jomalismo.shtml Folha de S.Paulo, 27 jul.2022)

Então, por que só 30% dos americanos se dizem interessados em acompanhar notícias sobre o meio ambiente? (linhas 8 e 9)


No âmbito do parágrafo em que se insere o período acima, é correto afirmar que ele constitui, no universo do sentido produzido,

Alternativas
Q2670497 Português

Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo.


Como garantir tempo de planejamento dentro da jornada dos professores?


Por José Marcos Couto Júnior



01............Ser um dos vencedores do Prêmio Educador Nota 10 em 2018 foi um dos momentos mais

02...marcantes de minha trajetória. Nos últimos dias estava recordando aquela experiência e ...... de

03...que, durante os compromissos da premiação, pediram-nos para responder duas perguntas: “o

04...professor é um herói?” e “o magistério é uma espécie de sacerdócio?”

05............Esses questionamentos geraram um belo debate entre os vencedores. Havia quem

06...concordasse e quem discordasse. Assim como pensava ...... quase quatro anos, reafirmo o meu

07...entendimento: não somos heróis. Embora acredite que, sem amor e empatia, o processo de

08...aprendizagem nunca será completo e satisfatório, somos profissionais da Educação. Por isso,

09...necessitamos de boas condições de trabalho e de valorização profissional.

10............Dentro dessas necessidades não pode faltar o direito ao tempo de planejamento do

11...docente. Estamos em junho de 2022, catorze anos após a aprovação da Lei 11.738/2008, a qual

12...garante 1/3 da carga horária do professor dedicada ___ atividades realizadas fora de sala de

13...aula. No entanto, infelizmente, ela ainda é uma realidade distante para muitos educadores.

14............Não há como falarmos sobre valorização da profissão sem viabilizar momentos para o

15...planejamento, e sem compreendermos que ele faz parte da rotina escolar. Do contrário,

16...perdemos qualidade nas aulas por um lado, ao mesmo tempo em que passamos a exigir que o

17...professor estenda sua jornada de trabalho por outro lado.

18............Faltam quadros docentes que viabilizem essa organização da rotina. No entanto, esse

19...problema não pode “ficar na conta” do professor, muito menos prejudicar ____ aprendizagens

20...dos alunos. Além disso, essa deve ser uma demanda primordial de gestores, mas a princípio não

21...de gestores escolares. Cabe ao executivo federal, estadual e municipal, bem como aos seus

22...respectivos ministros/secretários, garantirem a contratação de docentes, além de

23...desenvolverem grades curriculares que permitam a dedicação para as atividades fora de sala de

24...aula dentro da jornada de trabalho.

25............Enquanto isso não acontece, quem está na ponta é afetado. E mesmo sem sermos aqueles

26...que poderão sanar o problema em definitivo, precisamos agir. Nesse sentido, passa-se a exigir

27...que os gestores escolares busquem estratégias provisórias para mitigar o problema.

28............Desde já reafirmo que o termo melhor empregado neste caso é “mitigação”. Gestores

29...escolares não darão conta de garantir um tempo de planejamento adequado em unidades

30...escolares sem professores. É o velho ditado que afirma não ser possível “fazer omeletes sem

31...ovos”.

32............Muitas vezes a própria equipe gestora acaba atuando em sala de aula como solução

33...emergencial. Evidentemente, este é o pior dos cenários, pois como a minha avó dizia, de novo

34...apelando para o conhecimento popular, “cobre-se um santo para descobrir outro”. No fim,

35...terminamos exercendo mal as duas funções.

36............Assim, para garantirmos o direito dos alunos ____ aulas de qualidade e do docente

37...planejar dentro de sua jornada de trabalho, faz-se urgente encontrar soluções com apoio de

38...parceiros da escola. Precisamos pedir ajuda, ...... não conseguiremos isso sozinhos.


(Disponível em: Revista Nova escola – https://novaescola.org.br/conteudo/21285/gestao-escolar-como

garantir-tempo-para-o-planejamento-dentro-da-jornada-de-trabalho-dos-professores – texto adaptado especialmente para esta prova).

O autor emprega o ditado popular “cobre-se um santo para descobrir outro” (l. 34) como uma metáfora para explicar determinada situação. Assinale a alternativa que indica o sentido pretendido pelo uso dessa alegoria.

Alternativas
Q2670154 Português

Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo.


A sofisticação da línguas indígenas


Por Reinaldo José Lopes


  1. Você provavelmente já encontrou pelas redes sociais o famigerado #sqn, aquele jeito
  2. telegráfico de dizer que tal coisa é muito legal, “só que não”. Agora, imagine uma língua
  3. totalmente diferente do português que deu um jeito de incorporar um conceito parecido na
  4. própria estrutura das palavras, criando o que os linguistas apelidaram de “sufixo frustrativo” –
  5. um #sqn que faz parte da própria história do idioma.
  6. Bom, é exatamente assim que funciona no kotiria, um idioma da família linguística tukano
  7. que é falado por indígenas do Alto Rio Negro, na fronteira do Brasil com a Colômbia. Para exprimir
  8. a função “frustrativa”, o kotiria usa um sufixo (ou seja, alguns sons colocados no fim da palavra)
  9. com a forma --ma. Você quer dizer que foi até um lugar sem conseguir o que queria indo até lá?
  10. Basta pegar o verbo “ir”, que é wa’a em kotiria, e acrescentar o sufixo: wa’ama, “ir em vão”.
  11. Dá para encontrar detalhes surpreendentes como esse em todas as mais de 150 línguas
  12. indígenas ainda faladas no território brasileiro. Elas são apenas a ponta do iceberg do que um
  13. dia existiu por aqui, diga-se. Como mostra o livro Índio Não Fala Só Tupi, lançado neste ano
  14. pelas linguistas Bruna Franchetto e Kristina Balykova, calcula-se que pelo menos 80% dos
  15. idiomas que eram falados no Brasil desapareceram de 1500 para cá.
  16. Mesmo assim, o país continua abrigando uma das maiores diversidades linguísticas do
  17. planeta, com a presença de idiomas tão diferentes entre si quanto o alemão do árabe ou os
  18. idiomas do Congo em relação ao mandarim (aliás, algumas das línguas “made in Brazil” usam
  19. tons, semelhantes a notas musicais, para diferenciar o significado de algumas sílabas, algo que
  20. o mandarim também faz).
  21. O famoso tupi antigo ou tupinambá, falado em boa parte do litoral brasileiro quando Pedro
  22. Álvares Cabral pisou aqui, era só uma delas. A propósito, esqueça aquele negócio de “tupiguarani”,
  23. expressão que é meio como dizer “português-espanhol”. O tupi é uma língua; o guarani
  24. é outra – e, aliás, existem diversas formas de guarani, nem sempre inteligíveis entre si.
  25. O único emprego correto do substantivo composto “tupi-guarani” é o que serve para
  26. designar uma subfamília linguística com esse nome, a qual engloba dezenas de idiomas. Entre
  27. seus membros ainda usados no cotidiano estão o nheengatu (um descendente moderno do tupi
  28. do Brasil-Colônia), os vários “guaranis”, o tapirapé e o guajá. Uma subfamília, como você pode
  29. imaginar, faz parte de uma família linguística mais ampla – nesse caso, a família tupi
  30. propriamente dita, que inclui ainda outras dezenas de línguas, como o munduruku, o juruna, o
  31. tupari e o suruí.
  32. Existem pelo menos outras três grandes famílias linguísticas no país, diversas outras
  33. famílias de porte mais modesto e, de quebra, várias línguas consideradas isoladas, ou seja, sem
  34. nenhum parentesco identificável com outros idiomas. É mais ou menos o mesmo caso do basco,
  35. falado na Espanha e na França – com a diferença de que o basco é um dos únicos casos desse
  36. tipo no território europeu. Essa comparação ajuda a entender o tamanho da riqueza linguística
  37. brasileira.


(Disponível em: Revista Superinteressante – https://super.abril.com.br/historia/a-sofisticacao-das-linguas-

indigenas/ – texto adaptado especialmente para esta prova).

No texto, temos o emprego da expressão “a ponta do iceberg” em sentido metafórico. Assinale a alternativa que indica o sentido pretendido pelo uso dessa metáfora.

Alternativas
Q2670005 Português

Leia o texto para responder às questões a seguir.


Salão do Artesanato da Paraíba começa nesta quarta e deve atrair mais de 100 mil pessoas em Campina


Todos os caminhos do artesanato paraibano estão em direção a Campina Grande, onde, nesta quarta-feira (08), será aberto o 34º Salão do Artesanato Paraibano – o primeiro presencial após dois anos de pandemia severa da covid-19. A expectativa é de que sejam batidos os números de 2019, quando o evento teve a visita de mais de 100 mil pessoas e a venda superior a R$ 1,3 milhões. Toda a estrutura foi montada no Museu de Arte Contemporânea (MAC) e funcionará das 15h às 22h, até o dia 03 de julho. A entrada é gratuita, com arrecadação voluntária de alimentos não perecíveis para posterior doação a instituições filantrópicas.

O tema do Salão do Artesanato em 2022 será “Bordados que contam histórias” e, além da exposição dos trabalhos de 400 artesãos, representando as diferentes tipologias de artesanato produzidas em todas as regiões estado, em especial de João Pessoa, Campina Grande, Alagoa Nova, Galante, Serra Redonda e Gurinhém, o clima de confraternização e calor humano certamente serão um dos principais diferenciais para o sucesso do evento que acontece ainda em clima dos festejos juninos.

O calor humano, o entusiasmo visto nos olhos, a expectativa desse retorno presencial já são marcas do evento, conforme a gestora do Programa do Artesanato Paraibano (PAP), Marielza Rodriguez. “Todos estavam morrendo de vontade de se abraçar novamente, de se conectar, e esse momento chegou”. Sobre a estimativa de vendas, a gestora explicou que os números não são mensuráveis, tendo em vista os artesãos receberem encomendas durante todo o ano.

A escolha pelo bordado, segundo Marielza Rodrigues, foi do próprio governador da Paraíba, João Azevêdo, que adotou o critério de potencializar todas as tipologias que, por algum motivo, estejam longe dos holofotes das pessoas. O bordado é uma técnica milenar utilizada para ornamentar tecidos, fruto do talento e da habilidade com linha e agulha. “Além dos trabalhos, o Salão irá contar histórias dessas bordadeiras, que narram as suas vidas e de sobrevivência explorando o talento e a agilidade com as mãos na produção das peças”.

Para a presidente da PBTur (Empresa Paraibana de Turismo), Ruth Avelino, a realização do Salão do Artesanato em Campina Grande em pleno São João serve de maior estímulo para que as pessoas, da Paraíba e do Brasil, visitem o local. O artesanato, conforme a executiva, é um dos diferenciais que o paraibano tem e muito valorizado até mesmo fora do país. “O artesanato mexe com basicamente toda a cadeia produtiva, gerando novos empregos e injetando milhões de reais na economia local”, pontuou.

Ruth Avelino destacou ainda, que por uma ação do Governo do Estado, em parceria com a Prefeitura de Campina Grande, a Azul Linhas Aéreas começou a operar voos dedicados (fretados) para o Maior São João do Mundo, desde a quinta-feira (02), com saída do Aeroporto de Campinas, interior de São Paulo. As frequências serão operadas quatro vezes por semana, às segundas, quartas, sextas e domingos, em parceria com a Azul Viagens. As aeronaves são um Airbus A320neo, com capacidade para até 174 clientes, serão responsáveis por cumprir o trajeto que vai durar quase três horas.


https://www.pbtur.pb.gov.br/2022/06/07

Em: “... Bordados que contam histórias” e “Todos estavam morrendo de vontade de se abraçar novamente...”, podemos afirmar que a linguagem figurada é marcada respectivamente por:

Alternativas
Ano: 2022 Banca: FEPESE Órgão: Prefeitura de Chapecó - SC Provas: FEPESE - 2022 - Prefeitura de Chapecó - SC - Técnico em Administração | FEPESE - 2022 - Prefeitura de Chapecó - SC - Técnico em Saúde Bucal | FEPESE - 2022 - Prefeitura de Chapecó - SC - Técnico em Manutenção de Equipamento de Informática | FEPESE - 2022 - Prefeitura de Chapecó - SC - Técnico em Agropecuária | FEPESE - 2022 - Prefeitura de Chapecó - SC - Técnico em Enfermagem | FEPESE - 2022 - Prefeitura de Chapecó - SC - Técnico em Equipamento de Sonorização e Iluminação | FEPESE - 2022 - Prefeitura de Chapecó - SC - Técnico em Laboratório | FEPESE - 2022 - Prefeitura de Chapecó - SC - Telefonista | FEPESE - 2022 - Prefeitura de Chapecó - SC - Monitor de Biblioteca | FEPESE - 2022 - Prefeitura de Chapecó - SC - Monitor Social | FEPESE - 2022 - Prefeitura de Chapecó - SC - Laboratorista de Análise de Solos e Asfalto | FEPESE - 2022 - Prefeitura de Chapecó - SC - Fiscal de Serviços Públicos Concedidos | FEPESE - 2022 - Prefeitura de Chapecó - SC - Fiscal Posturas | FEPESE - 2022 - Prefeitura de Chapecó - SC - Auxiliar de Inspeção | FEPESE - 2022 - Prefeitura de Chapecó - SC - Fiscal de Defesa do Consumidor | FEPESE - 2022 - Prefeitura de Chapecó - SC - Cuidador Social | FEPESE - 2022 - Prefeitura de Chapecó - SC - Auxiliar de Enfermagem | FEPESE - 2022 - Prefeitura de Chapecó - SC - Atendente de Consultório Dentário | FEPESE - 2022 - Prefeitura de Chapecó - SC - Almoxarife | FEPESE - 2022 - Prefeitura de Chapecó - SC - Agente de Defesa Civil | FEPESE - 2022 - Prefeitura de Chapecó - SC - Monitor Social Pedagogo | FEPESE - 2022 - Prefeitura de Chapecó - SC - Fiscal de Obras e Posturas | FEPESE - 2022 - Prefeitura de Chapecó - SC - Fiscal de Obras |
Q2666944 Português

Leia atentamente o texto abaixo.


As Escolhas que Fazemos


Tudo o que acontece em nossas vidas decorre das decisões que tomamos e das escolhas que fazemos. Até mesmo quando não definimos uma opção, estamos fazendo uma escolha e o que vem a seguir, guarda relação de causa e efeito com aquela decisão escolhida. Não são raras ...... vezes que discutimos e debatemos sobre o efeito, quando deveríamos nos ater ....... causa, .......... raiz dos problemas e situações que estamos analisando.

No Brasil fizemos uma escolha equivocada ao priorizarmos o ensino superior, em detrimento ............ educação básica. Não que o nível superior não seja importante, pelo contrário, é muito relevante na trajetória de quem busca boa colocação e melhores oportunidades no mundo do trabalho, cada vez mais competitivo. Porém, não se constrói uma obra começando pelo teto, inicia-se por uma boa base, um alicerce bem estruturado, sobre o qual construiremos toda a estrutura.

Não é raro ouvirmos que os primeiros semestres dos cursos universitários precisam ser usados para fazer um nivelamento do conhecimento dos calouros, uma vez que chegam com conteúdos e conhecimentos insuficientes para o bom desempenho nos cursos escolhidos. Podemos então concluir que .............. educação básica precisa melhorar.

Educação é um processo sequencial. Para que os alunos cheguem bem-preparados aos cursos universitários, precisamos de uma boa educação no ensino médio. Para que cheguem bem-preparados ao ensino médio, precisamos de uma boa educação nos anos iniciais. Assim alcançaremos melhores resultados no processo educacional.


Revista nsc DC: Santa Catarina, ano 37.n12.156, maio/2022. Adaptado.

Analise a frase abaixo:


■ “Helena ficou muito triste quando soube que ele estava cego dos olhos.”


Qual o vício de linguagem que se observa na frase?

Alternativas
Q2666611 Português

PARÁBOLA DO HOMEM RICO

-

Todos são poetas à sua maneira, mas é bem possível que, se todos o fossem realmente, não houvesse mais lugar para a poesia. Porque a poesia é a amante espiritual dos homens, aquela com quem eles traem a rotina do cotidiano. A poesia restituilhes o que a vida prática lhes subtrai: a capacidade de sonhar. O desgaste físico e moral imposto pelo exercício das profissões, em que o ser humano deve despersonalizar-se ao máximo para atingir um índice ideal de eficiência - eis a grande arma da poesia. Depois que o banqueiro passa o dia manipulando o jogo de interesses do seu banco, vem a poesia e, na forma de um beijo de mulher, diz-lhe que o amor é menos convencional que o dinheiro. Ou o bancário, que passa o dia depositando e calculando o dinheiro alheio, ao ver chegar a depositária grã-fina, linda e sofisticada, sonha em tornar-se um dia banqueiro. E fazendo-o, invade o campo da poesia. Pois tudo é fantasia. Cada ação provoca um sonho que lhe é imediatamente contrário. Tal é a dinâmica da vida, e sem ela a poesia não teria vez.

Isso me faz lembrar certa noite em Paris, num jantar com meus amigos Marie-Paule e Jean-Georges Rueff, em companhia de um grande comerciante francês, um homem super-rico, dono de um dos maiores supermercados da França, superviajado, superlindo e casado com uma mulher superlinda. Nós nos havíamos conhecido alguns anos antes, em Estrasburgo, onde ele e os Rueff então moravam, e um pilequinho em comum nos havia aproximado, depois de um papo de coração aberto que nos levou até a madrugada. O assunto agora era o mesmo, a poesia, e o nosso prezado homem rico, depois de discutirmos um pouco a extraordinária vida desse jovem gênio que foi o poeta Jean-Arthur Rimbaud, fez-nos ver que não há casamento possível entre o Grande Lírico e o Grande Empresário: ou se é uma coisa, ou se é outra. O verdadeiro homem de empresa ao mesmo tempo inveja e despreza o poeta, uma vez que não se pode preocupar além dos limites com as palavras da poesia. Elas são, para ele, o reverso da medalha: o ouro impalpável. E como as mulheres - dizia-me ele ao lado da sua - são seres devorados de lirismo, sobretudo no amor, o capitalista tinha que pagar seu preço ao artista: e esse preço, via de regra, era a própria mulher.

- Elas ficam conosco porque nós representamos poder aquisitivo, podemos dar-lhes as coisas de que necessitam para ficarem mais sedutoras, terem mais disponibilidade para cuidar da própria beleza. Mas essa beleza, elas a entregam a vocês, os artistas. No fundo, as mulheres nos odeiam. O que não impede que vocês sejam todos gigolôs do capitalismo. [...]

-

(Adaptado: Vinicius de Moraes. Rio de Janeiro, Jornal do Brasil, 31/12/1969).

Indique uma passagem do texto que alude paradoxalmente ao comportamento do homem de empresa:

Alternativas
Q2665558 Português

Sobre figuras de linguagem, relacione a Coluna I com a Coluna II e marque a alternativa correta.


COLUNA I.

A- Metáfora.

B- Comparação.

C- Eufemismo.

D- Sinestesia.

E- Antítese.


COLUNA II.

1- Seu coração é como um cofre.

2- O orador tinha uma voz gélida.

3- Ao lado do casebre, erguia-se uma mansão.

4- O cachorrinho foi para o céu.

5- O médico buscava a raiz do problema.

Alternativas
Q2154887 Português

Delicinhas da língua: um breve compêndio do diminutivo no português

Por Gregório Duvivier

O ano já está no finalzinho, disse. E pensei: finalzinho é quando termina o final. Comecinho, não. Comecinho é quando começa o começo. Finalzinho é quando o final tá mais perto do final. Onde eu quero chegar com isso? Não faço ideia. Mas sei que vou devagarinho.

Enquanto quem está pertinho está mais perto, quem está longinho está menos longe. Enquanto a tardinha é no final da tarde, a noitinha fica no começo da noite.

Um minutinho dura mais do que um minuto, talvez uns três ou quatro. Um segundinho pode durar até 30 segundos regulamentares. Devagarinho é mais devagar. Rapidinho é mais rápido. Igualzinho é mais igual.

Pouquinho é mais pouco. Agorinha não é mais agora. Agorinha já foi agora, até que passou. "Ele chegou agorinha" significa que não chegou agora, mas há dois minutinhos.

Moço é o jovem, mocinho é o contrário do vilão. Mocinha só existe na frase "já virou mocinha", eufemismo pra um aumentativo: menstruação.

Todo o mundo gosta do engraçado, todo o mundo odeia o engraçadinho. O bonito dá inveja, o bonitinho dá pena.Todo o mundo quer ser bom, ninguém quer ser bonzinho. Quem está só pode estar feliz. Quem está sozinho, nunca. A voz só se torna vozinha quando irrita. Ninguém diz: "adoro sua vozinha", mas "para de fazer vozinha".

Na contramão: um pássaro pode incomodar. Um passarinho, nunca. Ricardo Araújo Pereira foi quem me alertou: o quente incomoda ou machuca. Diz-se: "cuidado, está quente." Não se diz: "cuidado, está quentinho." Diz-se "vou ficar no quentinho". Não há delícia maior que a delicinha. Nada é mais gostoso que o gostosinho.

A melhor culinária brasileira é toda diminutiva: escondidinho, empadinha, queijadinha. Não gosto muito de caldo, mas adoro um caldinho. Não gosto tanto de caju quanto de cajuzinho. Nunca comi um picado, mas não resisto a um picadinho. Gosto de coxa, mas prefiro a coxinha. Bolo tem sua graça, mas bom mesmo é um bolinho. Um é assado e doce, o outro é salgado e frito. Um serve na festinha, o outro, no barzinho.

Chamamos de soneca um sono curto, mas de soninho um sono gostoso. Sonequinha é um sono ao mesmo tempo curto e gostoso. "Quero estarzinho com ela", diz Raul Bopp em "Cobra Norato", e continua: "querzinho de ficar junto".

A língua portuguesa tem uma palavra pros buraquinhos que surgem no rosto quando se ri, e essa palavra também designa o lugar onde enterramos os mortos. Quando morrer, me enterrem numa covinha.

Disponível em:

<https://www1.folha.uol.com.br/colunas/gregorioduvivier/2021/12/delicinhasda-lingua-veja-um-breve-compendio-do-diminutivo-no-portugues.shtml>.

Acesso em: 16 ago. 2022.

Marque a alternativa em que as palavras extraídas do texto produzem efeitos de sentido pejorativo.
Alternativas
Q2122142 Português
São Paulo, 25 de julho de 1880.

      Meu caro Lúcio,
      Recebi o teu cartão com a data de 28 do pretérito.
      Não me posso negar ao teu pedido (...), aí tens os apontamentos que me pedes, e que sempre eu os trouxe de memória.
    Nasci na cidade de São Salvador, capital da província da Bahia, em um sobrado da rua do Bângala, formando ângulo interno, em a quebrada, lado direito de quem parte do adro da Palma, na freguesia de Sant’Ana, a 21 de junho de 1830, pelas sete horas da manhã, e fui batizado, oito anos depois, na igreja matriz do Sacramento, da cidade de Itaparica.
       Sou filho natural de uma negra, africana livre, da Costa Mina (Nagô de Nação), de nome Luíza Mahin, pagã, que sempre recusou o batismo e a doutrina cristã.
        Minha mãe era baixa de estatura, magra, bonita, a cor era de um preto retinto e sem lustro, tinha os dentes alvíssimos como a neve, era muito altiva, geniosa, insofrida e vingativa.
        Dava-se ao comércio — era quitandeira, muito laboriosa, e mais de uma vez, na Bahia, foi presa como suspeita de envolver-se em planos de insurreições de escravos, que não tiveram efeito.
       (...) Nada mais pude alcançar a respeito dela. Nesse ano, 1861, voltando a São Paulo, e estando em comissão do governo, na vila de Caçapava, dediquei-lhe os versos que com esta carta envio-te.
        Meu pai, não ouso afirmar que fosse branco, porque tais afirmativas neste país constituem grave perigo perante a verdade, no que concerne à melindrosa presunção das cores humanas: era fidalgo; e pertencia a uma das principais famílias da Bahia de origem portuguesa. Devo poupar à sua infeliz memória uma injúria dolorosa, e o faço ocultando o seu nome.
    Ele foi rico; e nesse tempo, muito extremoso para mim: criou-me em seus braços. Foi revolucionário em 1837. Era apaixonado pela diversão da pesca e da caça; muito apreciador de bons cavalos; jogava bem as armas, e muito melhor de baralho, armava as súcias e os divertimentos: esbanjou uma boa herança, obtida de uma tia em 1836; e reduzido à pobreza extrema, a 10 de novembro de 1840, em companhia de Luiz Cândido Quintela, seu amigo inseparável e hospedeiro, que vivia dos proventos de uma casa de tavolagem, na cidade da Bahia, estabelecida em um sobrado de quina, ao largo da praça, vendeu-me, como seu escravo, a bordo do patacho Saraiva.

Sérgio Rodrigues. Meu pai me vendeu – de Luiz Gama para Lúcio de Mendonça. In: Cartas brasileiras: correspondências históricas, políticas, célebres, hilárias e inesquecíveis que marcaram o país. 1.ª ed. São Paulo: Companhia das Letras, 2017.

A respeito do texto precedente, julgue o item que se segue.


O locutor utiliza a linguagem informal para tratar do assunto a que se refere no texto, de forma subjetiva, devido à característica do gênero textual escolhido.

Alternativas
Q2122128 Português
      A língua que falamos molda a forma como enxergamos as coisas. Cada idioma tem seus recursos e expressões, e isso tudo pode contribuir para que uma mesma situação ganhe interpretações diferentes. Ao comentar sobre o pouco tempo que tem de almoço, por exemplo, uma pessoa que fala inglês ou sueco provavelmente utilizaria o termo “pausa curta”. Para falantes de espanhol e grego, porém, o momento seria descrito como uma “pequena pausa”.
    Essas variações na linguagem podem influenciar a percepção que cada pessoa tem sobre o tempo. E o caso mais interessante vem daqueles que falam mais de um idioma. Quem é bilíngue tem uma “chavinha” no cérebro, alterada de acordo com a língua que será utilizada.
     Para determinar essa relação, alguns pesquisadores analisaram um grupo de 80 voluntários, composto metade por espanhóis e metade por suecos, que foram submetidos a alguns experimentos psicológicos.
       No primeiro, eles tinham de assistir a uma animação de computador que mostrava duas linhas, que cresciam a partir de um ponto. Uma delas levava três segundos para atingir o tamanho de quatro polegadas. A outra crescia até atingir seis polegadas, no mesmo tempo. Após acompanharem as cenas, os voluntários eram orientados a manifestar suas impressões, estimando quanto tempo as linhas levaram para atingir seus tamanhos finais.
       Os pesquisadores esperavam que os suecos tivessem mais dificuldade em acertar esse tempo. E foi exatamente o que aconteceu: para eles, a linha maior teria demorado mais que a outra para chegar às seis polegadas. Enquanto isso, espanhóis indicaram a duração do experimento com mais precisão — independentemente do tamanho de cada linha.
      De acordo com os cientistas, o observado tem relação direta com a maneira como ambas as culturas quantificam o tempo.
         O que tudo isso sugere é que, sob certas condições, a linguagem pode ter um peso maior que a rapidez de pensamento. Isso quer dizer que somente o fato de os pensamentos serem em certo idioma já pode ser responsável por uma desvantagem em determinada tarefa.
       A boa notícia é que aprender novas línguas significa quebrar essa barreira, nos tornando capazes de perceber nuances que não conseguiríamos antes. 

Internet: <www.super.abril.com.br> (com adaptações).

Considerando as ideias e aspectos linguísticos do texto precedente, julgue o item a seguir.


Em alguns trechos do texto, o autor utiliza a linguagem informal como estratégia de aproximação do leitor.

Alternativas
Q2118577 Português
O que é Biodiversidade?


Biodiversidade é a variedade de vida na Terra. É composta por todos os seres vivos e engloba desde vírus microscópicos até os maiores animais do planeta. Humanos são parte integrante da biodiversidade.


A biodiversidade é composta por todos os genes, espécies, ecossistemas e paisagens que interagem constantemente em todos os níveis. Cada ser vivo tem uma única composição genética. Os seres humanos têm usado essa variação genética para produzir milhares de variedades de culturas de alimentos e de animais domesticados.


A biodiversidade envolve comunidades e relacionamentos. Todos os seres vivos compõem ecossistemas dinâmicos (por exemplo, florestas, lavouras, lagos) que integram uma paisagem. Nesse ambiente, suas vidas se entrelaçam numa teia de relações caracterizadas por cooperação, competição, predação, simbiose ou parasitismo.


UNESCO. Planeta, abr. 2011. Fragmento.
Assinale a frase com um vício de linguagem, considerando um contexto isolado.
Alternativas
Q2095816 Português
Leia o texto.

Caso do canário

Casara-se havia duas semanas. Por isso, em casa dos sogros, a família resolveu que ele é que daria cabo do canário:

– Você compreende. Nenhum de nós teria coragem de sacrificar o pobrezinho, que nos deu tanta alegria. Todos somos muito ligados a ele, seria uma barbaridade. Você é diferente, ainda não teve tempo de afeiçoar-se ao bichinho. Vai ver que nem reparou nele, durante o noivado.

– Mas eu também tenho coração, ora essa. Como é que vou matar um pássaro só porque o conheço há menos tempo do que vocês?

– Porque não tem cura, o médico já disse. Pensa que não tentamos tudo? É para ele não sofrer mais e não aumentar o nosso sofrimento. Seja bom, vá.

O sogro, a sogra apelaram no mesmo tom. Os olhos claros de sua mulher pediram-lhe com doçura:

– Vai, meu bem.

Com repugnância pela obra de misericórdia que ia praticar, ele aproximou-se da gaiola. O canário nem sequer abriu o olho. Jazia a um canto, arrepiado, morto-vivo. É, esse está mesmo na última lona e dói ver a lenta agonia de um ser tão precioso, que viveu para cantar.

– Primeiro me tragam um vidro de éter e algodão. Assim ele não sentirá o horror da coisa.

Embebeu de éter a bolinha de algodão, tirou o canário para fora com infinita delicadeza, aconchegou-o na palma da mão esquerda e, olhando para outro lado, aplicou-lhe a bolinha no bico. Sempre sem olhar para a vítima, deu-lhe uma torcida rápida e leve, com dois dedos no pescoço.

E saiu para a rua, pequenino por dentro, angustiado, achando a condição humana uma droga. As pessoas da casa não quiseram aproximar-se do cadáver. Coube à cozinheira recolher a gaiola, para que sua vista não despertasse saudade e remorso em ninguém. Não havendo jardim para sepultar o corpo, depositou-o na lata de lixo.

Chegou a hora de jantar, mas quem é que tinha fome naquela casa enlutada? O sacrificador, esse, ficara rodando por aí, e seu desejo seria não voltar para casa nem para dentro de si mesmo. 

No dia seguinte, pela manhã, a cozinheira foi ajeitar a lata de lixo para o caminhão, e recebeu uma bicada voraz no dedo.

– Ui! Não é que o canário tinha ressuscitado, perdão, reluzia vivinho da silva, com uma fome danada?

– Ele estava precisando mesmo era de éter – concluiu o estrangulador, que se sentiu ressuscitar, por sua vez.

Carlos Drummond de Andrade
Assinale a alternativa que contém a afirmação correta
Alternativas
Respostas
181: E
182: A
183: A
184: B
185: C
186: C
187: D
188: C
189: E
190: D
191: A
192: B
193: C
194: B
195: B
196: B
197: E
198: C
199: C
200: D