Questões de Concurso Sobre variação linguística em português

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Q2170721 Português
Como você corrige os outros? Ana Elisa Ribeiro
    “Dói meu ouvido”, diz o conhecido, sabendo que sou professora de português. Ele procura uma cumplicidade comigo, depois de protagonizar uma cena explícita de preconceito linguístico. Um vendedor de água ou de chicletes vem oferecer suas mercadorias, diz “aí, dona, é água e balinha, é as melhó, três por cinco”. Meus ouvidos ouvem, não, obrigada, não compram; os ouvidos dele doem,e também dispensam os doces. 
    Noutro momento, numa festinha familiar ou de fim de ano, duas ou três pessoas conversa meu madelas pronuncia “gratuíto”, enquanto a outra concorda mal um sujeito e um predicado; a terceira usa impropriamente uma palavra supostamente chique e culta. Novamente, chega alguém mais informado e diz na minha orelha: “você deve sofrer, né?”
    Não sofro. Não sofro o tempo todo. Mas noto algumas coisas: (a) que quando esses falares acontecem, há uns segundos de expectativa, quando os olhares vêm na minha direção, aguardando por uma atitude imediata de cá, isto é, uma correção explícita à fala alheia; (b) uma decepção generalizada quando não faço isso, como se fosse uma espécie de maldade ou de omissão de socorro; (c) em seguida, o perdão geral, após a conclusão de que eu provavelmente só não quis constranger ninguém, mas que corrigirei a pessoa em momento oportuno, expondo-a menos.

RIBEIRO, Ana Elisa. “Com você corrige os outros?”. Disponível em: https://revistapessoa.com/artigo/3453/como-voce-corrige-os-outros? Acesso em: 04 mar. 2023. 

Conforme Antunes (2007) “a ciência linguística defende que o bom uso da língua é aquele adequado às condições de uso”. Estabelecendo uma relação com o texto de Ana Elisa Ribeiro, classifique as afirmativas como (V) verdadeiras ou (F) falsas.
( ) O uso da língua fora do contexto culto indica falta de conhecimento linguístico e gramatical devendo ser corrigido em diferentes contextos de fala.
( ) O fato da norma culta corresponder a variante de prestígio social, seu uso deve ser priorizado nas situações de interação verbal.
( ) Por ser a língua homogênea e regida pela norma padrão, o emprego de “gratuíto” no contexto apresentado configura um desvio linguístico.
( ) Quanto maior a capacidade do falante real fazer uso das normas e diferentes registros da língua, mais competente ele se apresenta.

A sequência correta de classificação, de cima para baixo, é:
Alternativas
Q2167758 Português

                                          

O texto II, direcionado essencialmente para crianças, tem marcas enunciativas próprias da fala. Assinale a opção que apresenta uma expressão típica da fala que foi transposta para a escrita.  
Alternativas
Q2166981 Português
Texto 2
Cinco atitudes sustentáveis para combater o aquecimento global
Inspire-se com cinco hábitos simples que vão fazer bem para o planeta e para você




INSTITUTO BRASILEIRO DE DEFESA DO CONSUMIDOR. 18 de setembro de 2019; atualizado em 16 de janeiro de 2020. Disponível em: https://idec.org.br/dicas-e-direitos/5-atitudes-simples-para-combater-o-aquecimento-global. [Adaptado]. Acesso em: 18 jan. 2023.
Com base no texto 2 e na variedade padrão da língua escrita, assinale a alternativa correta.  
Alternativas
Q2166848 Português
“Todo escritor, por meio do narrador ou dos personagens, utiliza uma linguagem adaptada à situação de comunicação, ou meio social em que os fatos se inserem. Ele também é determinado pelas regras de uso na época em que escreve. Foi assim que se desenvolveu, na época clássica, a ideia de uma ‘boa linguagem’, que rejeitaria tanto os excessos dos puristas quanto a utilização de gírias e regionalismos. Hoje, a escolha entre vários registros de língua permite efeitos de humor e de ironia. É a ocasião de criar um universo original, de instaurar uma relação de cumplicidade particular com o leitor.” Abaixo estão cinco afirmações sobre a língua; aquela que está em desacordo com o que se expressa nesse pequeno texto, é:
Alternativas
Q2166619 Português
Texto 1
Antropoceno: a era do colapso ambiental


ALVES, José Eustáquio Diniz. Centro de Estudos Estratégicos da Fiocruz. Disponível em: https://cee.fiocruz.br/?q=node/1106. [Adaptado]. Acesso em: 18 jan. 2023.
Com base no texto 1 e na variedade padrão da língua escrita, indique se as afirmativas abaixo são verdadeiras (V) ou falsas (F) e assinale a alternativa com a sequência correta de cima para baixo.
( ) Por “o desenvolvimento sustentável virou um oximoro” (linhas 27 e 28) entende-se que há uma relação harmônica e convergente entre as ideias de “desenvolvimento” e “sustentável”.
( ) Por “força onipresente” (linha 03) entende-se uma força que, de tempos em tempos, está presente em todos os lugares.
( ) Em “A estabilidade climática do Holoceno propiciou o desenvolvimento econômico e social, e o ser humano expandiu [...]” (linhas 04 e 05), a vírgula é usada para separar orações coordenadas com sujeito distinto.
( ) Em “o grau do impacto destruidor” (linha 10), “a força impulsionadora da degradação ambiental” (linhas 13 e 14) e “ações que são catalisadoras de uma provável catástrofe ecológica” (linha 14), as palavras sublinhadas estão funcionando como adjetivo.
( ) Em “a domesticação dos animais” (linha 06), “A sexta extinção em massa” (linha 15), “o avanço do progresso humano” (linha 25) e “processo de empobrecimento do meio ambiente” (linhas 25 e 26), as palavras sublinhadas estão funcionando como substantivo.
( ) Em “O Homo sapiens surgiu” (linha 01) e “o surgimento do Homo sapiens” (linhas 22 e 23), a forma verbal “surgiu” se alterou para o nome derivado “surgimento” e o termo Homo sapiens passou de sujeito a adjunto adnominal, respectivamente.  
Alternativas
Q2166387 Português
A linguagem coloquial é uma variação utilizada em situações cotidianas mais informais; a coloquialidade encontra fluidez na oralidade e não segue normas da gramática tradicional.
Das alternativas a seguir, a única que não se caracteriza pela presença de linguagem coloquial é: 
Alternativas
Q2165889 Português

Leia, com atenção, o texto 04 a seguir para responder à questão que a ele se refere. 


Disponível em: https://www.google.com.br. Acesso em: 28 jan. 2023. 

Analise as afirmativas a seguir tendo em vista os recursos de estruturação do texto 04.
I - A linguagem denotativa e a linguagem conotativa estão presentes no texto. II - O uso do termo “sanduba” comprova o fenômeno da variação linguística. III - O uso dos termos “pra” e “sanduba” indicam a presença de coloquialidade. IV - O pronome “este” poderia ser substituído por “esse”, com igual correção. V - A palavra “sanduba” foi formada pelo processo de redução vocabular.
Estão CORRETAS as afirmativas  
Alternativas
Q2164680 Português

INSTRUÇÃO: Leia o texto I a seguir para responder à questão.


TEXTO I

Formação de atletas ou cidadãos? Um estudo de caso sobre a aplicação do esporte nas aulas de educação física no ensino médio em escola estadual no Amapá

[...]

Questão Crítica 3: Qual a importância que o esporte tem para você?

Nesta dimensão, procurou-se investigar qual a importância que o esporte tem para a vida dos alunos. Quando questionados a respeito da importância do esporte, a maioria dos entrevistados (35,6%) referiam-se em principal a saúde e ao condicionamento físico-corporal, como podemos constatar no Gráfico 3:


Gráfico 3. Resposta geral dos alunos sobre a Questão Crítica 3

Qual a importância que o esporte tem para você?


Fonte: Própria

Pesquisa [...] Disponível em: https://bit.ly/3T2URpj. Acesso em: 5 nov. 2022 (adaptado).

São características presentes no texto I, exceto:
Alternativas
Q2156584 Português

Leia, com atenção, o texto 01 a seguir para responder à questão que a ele se refere. 


A referida expressão “virar a chave” comprova o uso da linguagem
Alternativas
Q2155767 Português
INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 04 a seguir para responder à questão que a ele se refere.

Texto 04 


Disponível em: https://www.google.com.br. Acesso em: 28 jan. 2023.  

Analise as afirmativas a seguir tendo em vista os recursos de estruturação do texto 04.

I - A linguagem denotativa e a linguagem conotativa estão presentes no texto.

II - O uso do termo “sanduba” comprova o fenômeno da variação linguística.

III - O uso dos termos “pra” e “sanduba” indicam a presença de coloquialidade.

IV - O pronome “este” poderia ser substituído por “esse”, com igual correção.

V - A palavra “sanduba” foi formada pelo processo de redução vocabular.

Estão CORRETAS as afirmativas

Alternativas
Q2131937 Português
Uma característica muito importante deste grupo são as modificações no crânio.
Considerando as formas linguísticas presentes na sentença acima, pode-se afirmar que: 
Alternativas
Ano: 2023 Banca: FUNDEPES Órgão: Prefeitura de Marechal Deodoro - AL Provas: FUNDEPES - 2023 - Prefeitura de Marechal Deodoro - AL - Analista de Controle Interno | FUNDEPES - 2023 - Prefeitura de Marechal Deodoro - AL - Médico Clínico Geral | FUNDEPES - 2023 - Prefeitura de Marechal Deodoro - AL - Bibliotecário | FUNDEPES - 2023 - Prefeitura de Marechal Deodoro - AL - Contador | FUNDEPES - 2023 - Prefeitura de Marechal Deodoro - AL - Profissional de Educação Física | FUNDEPES - 2023 - Prefeitura de Marechal Deodoro - AL - Enfermeiro | FUNDEPES - 2023 - Prefeitura de Marechal Deodoro - AL - Assistente Social | FUNDEPES - 2023 - Prefeitura de Marechal Deodoro - AL - Arquiteto e Urbanista | FUNDEPES - 2023 - Prefeitura de Marechal Deodoro - AL - Engenheiro Civil | FUNDEPES - 2023 - Prefeitura de Marechal Deodoro - AL - Engenheiro de Trânsito | FUNDEPES - 2023 - Prefeitura de Marechal Deodoro - AL - Farmacêutico | FUNDEPES - 2023 - Prefeitura de Marechal Deodoro - AL - Fonoaudiólogo | FUNDEPES - 2023 - Prefeitura de Marechal Deodoro - AL - Fiscal de Meio Ambiente | FUNDEPES - 2023 - Prefeitura de Marechal Deodoro - AL - Fiscal de Tributos | FUNDEPES - 2023 - Prefeitura de Marechal Deodoro - AL - Fisioterapeuta | FUNDEPES - 2023 - Prefeitura de Marechal Deodoro - AL - Nutricionista | FUNDEPES - 2023 - Prefeitura de Marechal Deodoro - AL - Odontólogo | FUNDEPES - 2023 - Prefeitura de Marechal Deodoro - AL - Psicólogo | FUNDEPES - 2023 - Prefeitura de Marechal Deodoro - AL - Professor Artes / Ciências / Educação Física / Geografia / História / Inglês / Matemática / Música / Português |
Q2131776 Português

Imagem associada para resolução da questão


O cartaz, além de promover uma homenagem, enfatiza o  conceito do substantivo “criação” -  1. Ação ou efeito de criar; invenção, elaboração. 2. Resultado de algo realizado pelo intelecto ou pelo esforço do homem. 3. Ação de criar o mundo, as coisas e os seres, atribuída a Deus. Nesse contexto, é correto afirmar que há um recurso semântico chamado

Alternativas
Q2130010 Português
Texto 1

SERVIDORA

     Nive toma o ônibus das cinco para estar às sete no trabalho. A casa é longe, mas é própria. Paga aos poucos, construída aos poucos e terminada aos poucos. Beija os filhos e o marido e sai no horário de sempre. É aquilo, né?, se você sai quinze minutos depois, não chega mais na hora. Ela chega bem antes das sete, na verdade. Faz seu trabalho corretamente. Paga as contas corretamente. Ajuda às pessoas quando pode. Cuida dos seus. Cuida de si. Cuida dos outros. Nive descobriu a pressão alta no segundo mês sem salário. O salário do marido não segura a casa toda. Além do mais, seu ramo não anda nada bem com a crise e ele anda muito preocupado pois já não é jovem. Os filhos são compreensivos e educados. Estão em escola pública, mas sem perspectivas de aulas, porque sua escola foi esquecida pel'Os que Mandam. Agora parece um cenário de filme de suspense, com paredes descascadas, vazamentos, mato crescendo até nas frestas dos muros, janelas que batem como quem grita por atenção e o eco dos silêncios de crianças que deveriam estar lá. Nive foi esquecida. Não, Nive está sendo obliterada, pel'Os que Mandam. Nive serve ao povo, mas já não sabe até quando vai servir para alguma coisa.

FONTE: VIEIRA, Fernanda. Crônicas ordinárias. Rio de Janeiro: Macabéa Edições, 2017, p.50. 
A linguagem utilizada no texto I pode ser classificada como:
Alternativas
Q2128980 Português

INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 02 a seguir para responder à questão que a ele se refere.


Texto 02

Disponível em: https://brainly.com.br. Acesso em: 7 jan. 2023.

Sobre a estrutura do texto 02, é CORRETO afirmar que
I. A conjugação do verbo, no segundo quadro, permite afirmar que o personagem é um viking.
II. As expressões “de ouro”, “de prata” e “de cem anos” são acessórias e, por isso não interferem no sentido do que se quis dizer.
III. Os tipos de linguagem que compõem o texto são, exclusivamente: formal, verbal e objetiva.
IV. A pessoa verbal usada na primeira fala inclui o personagem entre aqueles os quais consideram que para ser feliz é necessário ter uma casa grande ou um navio imenso.
V. A linguagem não verbal do texto traz informações que estão relacionadas ao termo “vikings”, usado na primeira fala do texto.
Estão CORRETAS as afirmativas
Alternativas
Q2126313 Português
TEXTO II

CONHEÇA O QUE É A VIOLA CAIPIRA


     Viola caipira, também conhecida como viola sertaneja, viola cabocla e viola brasileira, é um instrumento musical de cordas. Com suas variações, é popular principalmente no interior do Brasil, sendo um dos símbolos da música popular brasileira. 

     Tem sua origem nas violas portuguesas, oriundas de instrumentos árabes como o alaúde. As violas são descendentes diretas da guitarra latina, que, por sua vez, tem uma origem arábico-persa. As violas portuguesas chegaram ao Brasil trazidas por colonos portugueses de diversas regiões do país e passou a ser usada pelos jesuítas na catequese de indígenas. Mais tarde, os primeiros caboclos começaram a construir violas com madeiras toscas da terra. Era o início da viola caipira. Existem várias denominações diferentes para Viola, utilizadas principalmente em cidades do interior: viola de pinho, viola caipira, viola sertaneja, viola de arame, viola nordestina, viola cabocla, viola cantadeira, viola de dez cordas, viola chorosa, viola de queluz, viola serena, viola brasileira, entre outras.

     A viola caipira tem características muito semelhantes ao violão. Tanto no formato quanto na disposição das cordas e acústica, porém é um pouco menor. Existem diversos tipos de afinações para este instrumento, sendo utilizados de acordo com a preferência do violeiro. As mais conhecidas são Cebolão, Rio Abaixo, Boiadeira e Natural. É comum a utilização da afinação Paraguaçu pelos repentistas nordestinos, apesar de também ser encontrada na região do Vale do Paraíba.

      A disposição das cordas da viola é bem específica: 10 cordas, dispostas em 5 pares. Os dois pares mais agudos são afinados na mesma nota e mesma altura, enquanto os demais pares são afinados na mesma nota, mas com diferença de alturas de uma oitava. Estes pares de cordas são tocados sempre juntos, como se fossem uma só corda.

     Uma característica que destaca a viola dos demais instrumentos é que o ponteio da viola utiliza muito as cordas soltas, o que resulta um som forte e sem distorções, se bem afinada.


(Fonte: https://www.diariodoamapa.com.br/blogs/heraldoalmeida/conheca-o-que-e-a-viola-caipira/. Acesso em: 02/02/2023)

Existem várias denominações diferentes para Viola, utilizadas principalmente em cidades do interior: viola de pinho, viola caipira, viola sertaneja, viola de arame, viola nordestina, viola cabocla, viola cantadeira, viola de dez cordas, viola chorosa, viola de queluz, viola serena, viola brasileira, entre outras.
O enunciado acima configura uma definição com exemplos de um fenômeno linguístico chamado:
Alternativas
Q2125148 Português
Sobre a modalidade linguística utilizada pelo autor do Texto 1, é CORRETO afirmar que:

I- também conhecida como linguagem híbrida, utiliza-se de signos visuais, bem como de palavras escritas, com o objetivo de comunicar.
II- utiliza-se da linguagem verbal, com o objetivo de passar uma única mensagem.
III- também chamada de linguagem verbalizada, é expressa por meio de sequências verbais e signos visuais.
IV- caracteriza-se pela utilização de signos visuais, tais como gestos, postura, ilustrações, placas, sons etc.

Está(ão) CORRETO(s) apenas o(s) item(ns): 
Alternativas
Q2124585 Português
Sobre língua e linguagem, marque (V) verdadeiro ou (F) falso e assinale a alternativa correta.
( ) Tipos de variação linguística – diferenças entre a fala e a escrita – uma mesma pessoa pode fazer uso de variedades distintas ao empregar as modalidades oral e escrita da língua. ( ) Tipos de variação linguística – diferenças no grau de monitoramento – uma pessoa pode monitorar menos ou mais sua fala, conforme julgar necessário. Dependendo da situação de comunicação em que se encontra, ela pode usar a linguagem de modo menos ou mais formal. ( ) Tipos de variação linguística – diferenças históricas – pessoas de diferentes gerações podem ter modos de falar diferentes, uma vez que a língua muda com o passar do tempo. ( ) Língua franca é uma expressão latina para língua de contato, ou de redação, isto é, para uma língua usada por pessoas com diferentes línguas maternas que escolhem outra língua para se comunicar. ( ) Estrangeirismo é o empréstimo de vocábulos de uma língua estrangeira.
Alternativas
Q2124485 Português
Harper Lee publica 55 anos depois a sequência de ‘O Sol é Para Todos’.

Editora Harper Collins confirma o retorno da autora em 14 de julho.

Que Harper Lee publique um romance tem um impacto similar, no mundo literário, ao que teria tido em seu momento no mundo da música o reencontro dos Beatles. A autora de O Sol é para Todos – livro de 1960 sobre a segregação racial no sul dos Estados Unidos que marcou gerações de norte-americanos – era escritora de uma única obra. Não mais. A editora HarperCollins anunciou nesta terça-feira que será publicado em 14 de julho, em inglês, Go set a Watchman, sequência de O Sol é para Todos. (...)

O silêncio de Harper Lee durante esses anos alimentou todo o tipo de teorias. Uma das mais malévolas sustentava que na realidade o autor de O Sol é para Todos, ou de parte do livro, não era Lee, mas Truman Capote, seu amigo de infância e um dos personagens do romance. Outra teoria, mais verossímil, é que sem a ajuda de Lee, que o acompanhou durante as viagens ao Kansas para recolher informações, Capote dificilmente teria escrito sua obra-prima, A Sangue Frio. Lee não era uma estilista como Capote, mas, como disse uma vez outro escritor sulista, Alan Gurganus, Capote carecia do “sentido ético” de Lee. Ambos acabaram se distanciando.

BASSETS, Marc. Harper Lee publica 55 anos depois a sequência de ‘O Sol é Para Todos’. El País, 03 fev. 2015. Também disponível em: < https://brasil.elpais.com/brasil/2015/02/03/cultura/1422979522_412317.html>. Acesso em 07 mar. 2023 (Com adaptações).
No serviço público, exige-se o uso da Língua Portuguesa em sua modalidade padrão. Qual trecho do texto que, reescrito, apresenta inadequações? 
Alternativas
Q2123255 Português
Sobre a língua e suas variedades, marque (V) verdadeiro ou (F) falso assinale a alternativa correta.
( ) Gramática internalizada: sistema de regras próprias do idioma que comandam seu funcionamento e determinam se uma construção é ou não linguisticamente válida. ( ) Gramática normativa: conjunto de normas e regras que orientam o emprego da língua (escrita e falada) de acordo com os usos tradicionais do idioma. ( ) Variedade padrão (língua padrão): variedade linguística constituída ao longo do tempo e baseada no “modo de falar e escrever” das classes sociais de maior prestígio cultural, político e econômico; caracteriza-se, principalmente, pelo uso de estruturas frasais mais complexas, pelo vocabulário mais elaborado e pela observância às regras da gramática normativa. ( ) Variedade não padrão (variedade coloquial): caracterizada pela presença de estruturas frasais mais simples, pela não observância às regras da gramática normativa, pelo vocabulário mais “comum” e pelo emprego de frases feitas, expressões populares e termos de gíria. ( ) Adequação linguística: Ajustes que o falante deve fazer em sua forma de se expressar, considerando o interlocutor, o assunto, a situação de comunicação, o efeito pretendido, etc, de maneira a obter mais eficiência no ato de comunicação.
Alternativas
Q2122362 Português
A mulher ramada

      Verde claro, verde escuro, canteiro de flores, arbusto entalhado, e de novo verde claro, verde escuro, imenso lençol do gramado; lá longe o palácio. Assim o jardineiro via o mundo, toda vez que levantava a cabeça do trabalho.
      E via carruagens chegando, silhuetas de damas arrastando os mantos nas aleias, cavaleiros partindo para a caça.
       Mas a ele, no canto mais afastado do jardim, que a seus cuidados cabia, ninguém via. Plantando, podando, cuidando do chão, confundia-se quase com suas plantas, mimetizava-se com as estações. E se às vezes, distraído, murmurava sozinho alguma coisa, sua voz não se entrelaçava à música distante que vinha dos salões, mas se deixava ficar por entre as folhas, sem que ninguém a viesse colher.
        Já se fazia grande e frondosa a primeira árvore que havia plantado naquele jardim, quando uma dor de solidão começou a enraizar-se no seu peito. E passados dias, e passados meses, só não passando a dor, disse o jardineiro a si mesmo que era tempo de ter uma companheira.
        No dia seguinte, trazidas num saco duas belas mudas de rosa, o homem escolheu o lugar, ajoelhou-se, cavou cuidadoso a primeira cova, mediu um palmo, cavou a segunda, e com gestos sábios de amor enterrou as raízes. Ao redor afundou um pouco a terra, para que a água de chuva e rega mantivesse sempre molhados os pés da rosa.
        Foi preciso esperar. Mas ele, que há tanto esperava, não tinha pressa. E quando os primeiros, tênues galhos despontaram, carinhosamente os podou, dispondo-se a esperar novamente, até que outra brotação se fizesse mais forte.
       Durante meses trabalhou conduzindo os ramos de forma a preencher o desenho que só ele sabia, podando os espigões teimosos que escapavam à harmonia exigida. E aos poucos, entre suas mãos, o arbusto foi tomando feitio, fazendo surgir dos pés plantados no gramado duas lindas pernas, depois o ventre, os seios, os gentis braços da mulher que seria sua. Por último, cuidado maior, a cabeça levemente inclinada para o lado.
       O jardineiro ainda deu os últimos retoques com a ponta da tesoura. Ajeitou o cabelo, arredondou a curva de um joelho. Depois, afastando-se para olhar, murmurou encantado:
        – Bom dia, Rosamulher.
      Agora levantando a cabeça do trabalho, não procurava mais a distância. Voltava-se para ela, sorria, contava o longo silêncio da sua vida. E quando o vento batia no jardim, agitando os braços verdes, movendo a cintura, ele todo se sentia vergar de amor, como se o vento o agitasse por dentro.
      Acabou o verão, fez-se inverno. A neve envolveu com seu mármore a mulher ramada. Sem plantas para cuidar, agora que todas descansavam, ainda assim o jardineiro ia todos os dias visitá-la. Viu a neve fazer-se gelo. Viu o gelo desfazer-se em gotas. E um dia em que o sol parecia mais morno do que de costume, viu de repente, na ponta dos dedos esgalhados, surgir a primeira brotação na primavera.
      Em pouco, o jardim vestiu o cetim das folhas novas. Em cada tronco, em cada haste, em cada pedúnculo, a seiva empurrou para fora pétalas e pistilos. E mesmo no escuro da terra os bulbos acordaram, espreguiçando-se em pequenas pontas verdes.
    Mas enquanto todos os arbustos se enfeitavam de flores, nem uma só gota de vermelho brilhava no corpo da roseira. Nua, obedecia ao esforço de seu jardineiro que, temendo que viesse a floração a romper tanta beleza, cortava rente todos os botões.
     De tanto contrariar a primavera, adoeceu porém o jardineiro. E ardendo de amor e febre na cama, inutilmente chamou por sua amada.
    Muitos dias se passaram antes que pudesse voltar ao jardim. Quando afinal conseguiu se levantar para procurá-la, percebeu de longe a marca da sua ausência. Embaralhando- -se aos cabelos, desfazendo a curva da testa, uma rosa embabadava suas pétalas entre os olhos da mulher. E já outra no seio despontava.
      Parado diante dela, ele olhava e olhava. Perdida estava a perfeição do rosto, perdida a expressão do olhar. Mas do seu amor nada se perdia. Florida, pareceu-lhe ainda mais linda. Nunca Rosamulher fora tão rosa. E seu coração de jardineiro soube que jamais teria coragem de podá-la. Nem mesmo para mantê-la presa em seu desenho.
       Então docemente a abraçou descansando a cabeça no seu ombro. E esperou.
     E sentindo sua espera, a mulher-rosa começou a brotar, lançando galhos, abrindo folhas, envolvendo-o em botões, casulo de flores e perfumes.
    Ao longe, raras damas surpreenderam-se com o súbito esplendor da roseira. Um cavaleiro reteve seu cavalo. Por um instante pararam, atraídos. Depois voltaram a cabeça e a atenção, retomando seus caminhos. Sem perceber debaixo das flores o estreito abraço dos amantes.

(COLASANTI, Marina. A mulher ramada. In: ________. Doze reis e a moça no labirinto do vento. São Paulo: Global, 2006. p. 22-28.)
“E via carruagens chegando, silhuetas de damas arrastando os mantos nas aleias, cavaleiros partindo para a caça.” (2º§). O excerto anterior revela um recurso que a escritora empregou para construir um discurso típico dos contos de fadas, utilizando-se de arcaísmos literários, ou seja, de palavras antigas que praticamente já caíram em desuso, como “aleias”, por exemplo. Essa recriação de uma realidade discursiva revela uma variação linguística 
Alternativas
Respostas
441: B
442: A
443: E
444: E
445: A
446: B
447: C
448: C
449: C
450: C
451: B
452: D
453: A
454: A
455: C
456: E
457: C
458: C
459: B
460: A