Questões de Concurso Sobre variação linguística em português

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Q2364038 Português

Figura 42A1-II 



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Assinale a opção correta em relação ao uso da linguagem coloquial no texto da figura 42A1-II.
Alternativas
Q2359482 Português
Quanto aos tipos de variações linguísticas, marque a alternativa da sequência que enumera o trecho à sua respectiva classificação, respectivamente. 

I – Sacolé, Dindim, Geladinho; II – Vossemecê, vosmecê, vossa mercê, você; III – Não peixe com meu peixe, ô playboy; IV – Muito obrigada, Luísa!

( ) Variação diatópica ( ) variação histórica ( ) variação diastrática ( ) variação diafásica
Alternativas
Q2359481 Português
Sobre os tipos de variações linguísticas, marque a alternativa incorreta.  
Alternativas
Q2355739 Português
Dois amigos e um chato

Stanislaw Ponte Preta


Os dois estavam tomando um cafezinho no boteco da esquina, antes de partirem para as suas respectivas repartições. Um tinha um nome fácil: era o Zé. O outro tinha um nome desses de dar cãibra na língua: era o Flaudemíglio. Acabado o café, o Zé perguntou:

— Vais pra cidade?

— Vou — respondeu Flaudemíglio, acrescentando:

— Mas vou pegar o 434, que vai pela Lapa. Eu tenho que entregar uma urinazinha de minha mulher no laboratório da Associação, que é ali na Mem de Sá.

Zé acendeu um cigarro e olhou para a fila do 474, que ia direto pro centro e, por isso, era a fila mais piruada. Tinha gente às pampas.

— Vens comigo? — quis saber Flaudemíglio.

— Não — disse o Zé: — Eu estou atrasado e vou pegar um direto ao centro.

— Então tá— concordou Flaudemíglio, olhando para a outra esquina e, vendo que já vinha o que passava pela Lapa:

—Chi! Lá vem o meu… — e correu para o ponto de parada, fazendo sinal para o ônibus parar.

Foi aí que, segurando o guarda-chuva, um embrulho e mais o vidrinho da urinazinha (como ele carinhosamente chamava o material recolhido pela mulher na véspera para o exame de laboratório…), foi aí que o Flaudemíglio se atrapalhou e deixou cair algo no chão.

O motorista, com aquela delicadeza peculiar à classe, já ia botando o carro em movimento, não dando tempo ao passageiro para apanhar o que caíra. Flaudemíglio só teve tempo de berrar para o amigo: — Zé, caiu minha carteira de identidade. Apanha e me entrega logo mais.

O 434 seguiu e Zé atravessou a rua, para apanhar a carteira do outro. Já estava chegando perto quando um cidadão magrelo e antipático e, ainda por cima, com sorriso de Juraci Magalhães, apanhou a carteira de Flaudemíglio.

— Por favor, cavalheiro, esta carteira é de um amigo meu — disse o Zé estendendo a mão.

Mas o que tinha sorriso de Juraci não entregou. Examinou a carteira e depois perguntou:

— Como é o nome do seu amigo?

— Flaudemíglio — respondeu o Zé.

— Flaudemíglio de quê? — insistiu o chato.

Mas o Zé deu-lhe um safanão e tomou-lhe a carteira, dizendo: — Ora, quem acerta Flaudemíglio não precisa acertar mais nada!

Disponível em: www.contobrasileiro.com.br. Acesso em: 3 set. 2023 (adaptado).
Tendo em vista a linguagem empregada no texto, analise as afirmativas a seguir.

I. O texto apresenta, concomitantemente, registros de linguagem formal e informal.
II. Não se verificam marcas de oralidade na narrativa.
III. Há ironia em pelo menos uma passagem do texto.
IV. Um dos personagens reporta-se ao seu interlocutor, na segunda pessoa, como “tu”.

Estão corretas as afirmativas
Alternativas
Q2354316 Português

Observe o fragmento abaixo de uma carta pessoal: 


“Rosa: esta é a última carta que te escrevo. Brevemente embarcarei num navio que me levará a um país distante de onde não sei se voltarei. Antes de separar-nos, escrevo-te esta carta como despedida.” 


O nível de linguagem utilizado nesta carta pode ser classificado como 

Alternativas
Q2353167 Português
Analise o trecho a seguir e escolha a alternativa que melhor caracteriza as escolhas linguísticas e estilísticas utilizadas.

"Na penumbra da noite, os silêncios se entrelaçavam como fios de uma trama intricada, sussurrando segredos que se perdiam nos recantos sombrios da consciência. A lua, testemunha silente, lançava seus raios pálidos sobre os contornos obscuros da realidade."

Com base nesse contexto, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q2352406 Português
Texto 1

Docentes e a síndrome de Burnout 


        Burnout é um fenômeno complexo e multifatorial resultante da interação entre aspectos individuais e o ambiente de trabalho. Observa-se que esse fenômeno que assola o professor pode advir de fatores também de natureza político, econômica e social, ou até mesmo de natureza estritamente escolar e/ou pessoal. No sistema público de educação, o esgotamento físico e psíquico do professor torna-se mais evidente. Grandes jornadas de trabalho, diferentes escolas para lecionar, falta de infraestrutura e salário baixo, soma-se ainda ao problema com alunos, que de maneira geral, não estão dispostos a aprender e aos pais que estão dispostos a cobrar da escola e professores educação para os filhos. Diante de tal quadro, a cobrança e o desempenho ficam claramente comprometidos, uma vez que o professor acaba cobrando de si próprio o que já não consegue exercer de maneira satisfatória. 
        Ansiedade, irritação, dores difusas e uma grande frustração, estão sempre presentes, pois a dificuldade de lidar com a situação são enormes, na grande maioria das vezes o profissional não está preparado, pois não tem sequer conhecimento da síndrome. Com o passar do tempo, as crises tendem a ser mais proeminentes, e a perspectiva de melhora fica longe do alcance. Isso faz com que grande parte destes profissionais procurem ajuda, às vezes tardia, quando a síndrome está instalada há muito tempo, e causando sintomas físicos e psíquicos seríssimos, levando a afastamento e aposentadoria precoce.


PEREIRA, Liliane G. Figueiredo; GAIARDO, Viviane Almeida. Docentes e a síndrome de burnout. Revista Científica Semana Acadêmica, v. 1, n. 85, 2016. Disponível em: https://semanaacademica.org.br/system/files/artigos/doce ntes_e_a_sindrome_de_burnout_pdf.pdf. Acesso em: 29 de nov. 2023. (adaptado)
Com base no texto “Docentes e a síndrome de Burnout”, analise as afirmativas a seguir:

I. É correto afirmar que o desencadeamento do Burnout em um docente está diretamente ligado a circunstâncias que estão dentro e fora do controle desse profissional. 
II. É correto afirmar que as dificuldades de lidar com a síndrome de Burnout advém da dificuldade de identificar os motivos que levaram o docente a esse estado. 
III. É correto afirmar que melhorias escolares nos âmbitos político, econômico e social poderiam impedir ou atenuar a possibilidade de desenvolvimento do Burnout em docentes.

Marque a alternativa correta: 
Alternativas
Q2351570 Português
Assinale a alternativa que faz uso de uma palavra própria da linguagem coloquial.
Alternativas
Q2351022 Português




FONTE: https://minhalinguaeeu.blogspot.com/2010/03/lingua-eidioma.html.

No primeiro quadrinho, ocorre uma redução do verbo “estou” para a forma “tô”. Trata-se de um fenômeno bastante comum na língua oral. Nesse caso, o autor da tirinha grafou a forma “tô” com acento circunflexo. Uma explicação linguística plausível (possível, aceitável, ainda que não seja a única nem a predominante) seria a de que:
Alternativas
Q2350003 Português

Texto 2


Doutor Félix


      Para o pensamento geral, bom advogado é aquele que participa do Tribunal do Júri Popular. Advogado bom de tribuna logo cai na graça do povo. “Viu como ele fala? Tem medo não. O promotor se levantou também e, se o juiz não entra no meio! Sei não, a coisa ficaria feia.” [...]

      O público ouvia com atenção e não se ouvia um pio na assistência, mesmo porque não era galinheiro. Ninguém duvidava da condenação, mas a curiosidade era grande. O que iria fazer doutor Félix? Como iria sair daquela? Ele, sempre competente, acostumado a ganhar, na certa iria perder aquela batalha.



[...] ISAIAS, Davi. Crônicas da Goiabeira – volume I. Goiânia: 2008. Editora América.

O texto apresenta uma linguagem
Alternativas
Q2345959 Português
Os amantes 

    Nos dois primeiros dias, sempre que o telefone tocava, um de nós esboçava um movimento, um gesto de quem vai atender. Mas o movimento era cortado no ar. Ficávamos imóveis, ouvindo a campainha bater, silenciar, bater outra vez. Havia um certo susto, como se aquele trinado repetido fosse uma acusação, um gesto agudo nos apontando.
    Era preciso que ficássemos imóveis, talvez respirando com mais cuidado, até que o aparelho silenciasse. Então tínhamos um suspiro de alívio. Havíamos vencido mais uma vez os nossos inimigos. Nossos inimigos eram toda a população da cidade imensa, que transitava lá fora nos veículos dos quais nos chegava apenas um ruído distante de motores, a sinfonia abafada das buzinas, às vezes o ruído do elevador.
    Sabíamos quando alguém parava o elevador em nosso andar; tínhamos o ouvido apurado, pressentíamos os passos na escada antes que eles se aproximassem. A sala da frente estava sempre de luz apagada. Sentíamos, lá fora, o emissário do inimigo. Esperávamos quietos. Um segundo, dois – e a campainha da porta batia, alto, rascante. Ali, a dois metros, atrás da porta escura, estava respirando e esperando um inimigo. Se abríssemos, ele – fosse quem fosse – nos lançaria um olhar, diria alguma coisa – e então o nosso mundo seria invadido.
    No segundo dia ainda hesitamos; mas resolvemos deixar que o pão e o leite ficassem lá fora; o jornal era remetido por baixo da porta, mas nenhum de nós o recolhia. Nossas provisões eram pequenas; no terceiro dia já tomávamos café sem açúcar, no quarto a despensa estava praticamente vazia. No apartamento mal iluminado íamos emagrecendo de felicidade. Devíamos estar ficando pálidos, e às vezes, unidos, olhos nos olhos, nos perguntávamos se tudo não era um sonho.
   O relógio parara, havia apenas aquela tênue claridade que vinha das janelas sempre fechadas. Mais tarde essa luz do dia distante, do dia dos outros, ia se perdendo, e então era apenas uma pequena lâmpada no chão que projetava nossas sombras nas paredes do quarto e vagamente escoava pelo corredor, lançava ainda uma penumbra confusa na sala, onde não íamos mais. Pouco falávamos: se o inimigo estivesse escutando às nossas portas, mal ouviria vagos murmúrios; e a nossa felicidade imensa era ponteada de alegrias menores e inocentes, a água forte e grossa do chuveiro, a fartura festiva de toalhas limpas, de lençóis de linho.
    O mundo ia pouco a pouco desistindo de nós; o telefone batia menos e a campainha da porta quase nunca. Ah, nós tínhamos vindo de muito e muito amargor, muita hesitação, longa tortura e remorso; agora a vida era nós dois apenas. Sabíamos estar condenados; os inimigos, os outros, o resto da população do mundo nos esperava para lançar olhares, dizer coisas, ferir com maldade ou tristeza o nosso mundo, nosso pequeno mundo que ainda podíamos defender um dia ou dois, nosso mundo trêmulo de felicidade, sonâmbulo, irreal, fechado, e tão louco e tão bobo e tão bom como nunca mais haverá.
    No sexto dia sentimos que tudo conspirava contra nós. Que importa a uma grande cidade que haja um apartamento fechado em alguns de seus milhares edifícios – que importa que lá dentro não haja ninguém, ou que um homem e uma mulher ali estejam, pálidos, se movendo na penumbra como dentro de um sonho? Entretanto, a cidade, que durante uns dois ou três dias parecia nos haver esquecido, voltava subitamente a atacar.
    O telefone tocava, batia dez, quinze vezes, calava-se alguns minutos, voltava a chamar: e assim três, quatro vezes sucessivas. Alguém vinha e apertava a campainha; esperava; apertava outra vez; experimentava a maçaneta da porta; batia com os nós dos dedos, cada vez mais forte, como se tivesse certeza de que havia alguém lá dentro.
    Ficávamos quietos, abraçados, até que o desconhecido se afastasse, voltasse para a rua, para a sua vida, nos deixasse em nossa felicidade que fluía num encantamento constante. Eu sentia dentro de mim, doce, essa espécie de saturação boa, como um veneno que tonteia, como se os meus cabelos já tivessem o cheiro de seus cabelos, como se o cheiro de sua pele tivesse entrado na minha.
    Nossos corpos tinham chegado a um entendimento que era além do amor, eles tendiam a se parecer no mesmo repetido jogo lânguido, e uma vez que, sentado de frente para a janela, por onde filtrava um eco pálido de luz, eu a contemplava tão pura e nua, ela disse: “Meu Deus, seus olhos estão esverdeando”. Nossas palavras baixas eram murmuradas pela mesma voz, nossos gestos eram parecidos e integrados, como se o amor fosse um longo ensaio para que um movimento chamasse outro; inconscientemente compúnhamos esse jogo de um ritmo imperceptível como um lento bailado.
    Mas naquela manhã ela se sentiu tonta, e senti também minha fraqueza; resolvi sair, era preciso dar uma escapada para obter víveres; vesti-me, lentamente, calcei os sapatos como quem faz algo de estranho; que horas seriam? Quando cheguei à rua e olhei, com um vago temor, um sol extraordinariamente claro me bateu nos olhos, na cara, desceu pela minha roupa, senti vagamente que aquecia meus sapatos.
    Fiquei um instante parado, encostado à parede, olhando aquele movimento sem sentido, aquelas pessoas e veículos irreais que se cruzavam; tive uma tonteira, e uma sensação dolorosa no estômago. Havia um grande caminhão vendendo uvas, pequenas uvas escuras; comprei cinco quilos, o homem fez um grande embrulho; voltei, carregando aquele embrulho de encontro ao peito, como se fosse a minha salvação. 
    E levei dois, três minutos, na sala de janelas absurdamente abertas, diante de um desconhecido, para compreender que o milagre se acabara; alguém viera e batera à porta e ela abrira pensando que fosse eu, e então já havia também o carteiro querendo recibo de uma carta registrada e, quando o telefone bateu, foi preciso atender, e nosso mundo foi invadido, atravessado, desfeito, perdido para sempre – senti que ela me disse isto num instante, num olhar entretanto lento (achei seus olhos muito claros, há muito tempo que não os via assim, em plena luz) um olhar de apelo e de tristeza, onde, entretanto, ainda havia uma inútil, resignada esperança.

(Disponível em: 200 crônicas escolhidas: as melhores de Rubem Braga. Record. 1977.) 
Tendo em vista o uso coerente da linguagem à situação de comunicação do texto apresentado, assinale o trecho selecionado em que podem ser identificados aspectos informais da língua. 
Alternativas
Q2345888 Português
Assinale a opção em que a substituição do termo sublinhado por outro, está inadequada.
Alternativas
Q2345803 Português
Assinale a frase que se mostra sem ambiguidade. 
Alternativas
Q2345801 Português
Todas as frases a seguir permitem a inferência de um local em que estão inseridas; assinale a frase em que o local indicado está inadequado à frase. 
Alternativas
Q2345510 Português
O gerente de uma empresa escreveu o seguinte comunicado: 
Imagem associada para resolução da questão

Nesse comunicado há uma palavra mal-empregada, que é:
Alternativas
Q4308611 Português
Uma mesma língua pode apresentar variações motivadas por fatores extralinguísticos. As variações podem ser de natureza diatópica, diastrática e diafásica. Esses tipos de variação dizem respeito, respectivamente: 
Alternativas
Q4240050 Português
    É preciso lembrar, antes de tudo, que nenhum falante de nenhuma língua conhece a fundo todas as variedades existentes. Cada professor, seja porque é falante nativo de dada região seja porque optou por uma variedade determinada, tem a “sua” própria forma de expressão. Por vezes também, como falante estrangeiro, inevitavelmente combina fragmentos de variedades diferentes. [...] É claro que o fato de o professor empregar uma variedade qualquer não o exime do dever de mostrar aos alunos que existem outras, tão ricas e válidas quanto a usada por ele, e, dentro do possível, criar oportunidades de aproximação a elas, derrubando estereótipos e preconceitos. Nesse sentido, o papel de professores passa a ser quase o de articuladores de muitas vozes, sem transformar essa amostragem num simples conjunto de “curiosidades”.
Extraído e adaptado de: BRASIL, SECRETARIA DE EDUCAÇÃO BÁSICA. Conhecimentos de língua estrangeira — espanhol. In: Orientações Curriculares para o Ensino Médio - Linguagens, Códigos e suas Tecnologias. Brasília: Ministério da Educação, Secretaria de Educação Básica, 2006, pp. 136-137, com adaptagdes
Considerando o trecho acerca das variedades do espanhol na sala de aula, extraído das Orientações Curriculares para o Ensino de Língua Espanhola, julgue (C ou E) o item a seguir.  
O professor de espanhol como língua adicional deve mostrar que a língua espanhola é rica e variada, de tal maneira que evite a construção de uma visão única a respeito dela. 
Alternativas
Q4226781 Português

Leia o texto para responder à questão.


Uma aluna de pedagogia que trabalha de dia em uma casa lotérica me relatou isto: um cliente, já idoso, sempre a procurava para fazer o jogo e um dia lhe disse: “Moça, qual é a sua graça?”. Ela ficou sem entender e sem saber o que responder. Só mais tarde percebeu que a pergunta era: “Qual é o seu nome?”


(Bortoni Ricardo, 2004)

De acordo com a autora, a variação linguística presente no exemplo narrado está associada a
Alternativas
Q4178329 Português
Menina

   – Ana Lúcia, seu pai ainda está viajando?
   – Está.
   – Mentirosa! Sua mãe é desquitada.
    Ficou impotente diante da palavra desconhecida. [...]
   Desquitada. Passou dias tentando solucionar sozinha. Seria uma coisa como burra, feia? Não, não parecia. Flor? Flor parecia, mas não explicava nada: orquídeas, rosas, sempre-vivas, desquitadas... Parecia. “Mentirosa! Sua mãe é desquitada!” Tita dissera como quem diz o quê? o quê? o quê? sem-vergonha. Sim!, como quem diz sem-vergonha: olhando de frente e esperando um tapa.
   [...]
   – Mamãe, o que é desquitada? – atirou rápida com uma voz sem timbre.
   [...]
   – Desquitada é quando o marido vai embora e a mãe fica cuidando dos filhos.
    [...] Bom, que desquitada não fosse um insulto. Bom mesmo. Deixava-a livre para pensar e não pensar, coisa tão difícil que
  – Marido é o pai? – ela quis confirmar, conquistando áreas que as outras crianças tinham naturalmente. A mãe sorriu e confirmou.
   Tita sabia dizer “papai” porque a mãe não era desquitada – ia Ana Lúcia aprendendo, descobrindo. Havia muita coisa em que pensar naquela conversa. Por exemplo: o que ela chama de marido é o que eu chamo de pai. Essa é uma diferença entre mãe e filha.
    Ela sabia cada vez mais.

ÂNGELO, Ivan. In: Os cem melhores contos brasileiros do século. Rio de Janeiro: Objetiva, 2009. p. 261 (Adaptado).

A sinonímia entre “marido e pai”, nesse contexto, dá-se em função da variação linguística
Alternativas
Q4163591 Português

Leia a charge a seguir: 

Imagem associada para resolução da questão


Legenda:

A dor começa acima do mucumbu, vai subindo até o meio das pazes e responde aqui na titela.


Pela leitura da charge, é possível analisar CORRETAMENTE que: 

Alternativas
Respostas
341: B
342: B
343: D
344: A
345: B
346: D
347: D
348: A
349: A
350: C
351: A
352: A
353: D
354: A
355: D
356: B
357: C
358: C
359: A
360: B